VerdadeiroO Senado concluiu por unanimidade a destituição de Santiago Peña; os 44 senadores presentes o declararam culpado.
EsquerdaCartaCapital, UOL
CartaCapital e UOL relatam a conclusão unânime e os 44 votos presentes; RFI Brasil traz a mesma informação.
Ver fontes e trechos (3)
- CartaCapital · Reportagem
Manifestações tomam a capital do Paraguai e Santiago Peña é levado a unidade militar
Trecho consultado na análise
“Por Márcio Resende, correspondente da RFI em Buenos Aires O presidente destituído terá de se apresentar à Justiça na manhã deste sábado (7).
O processo de impeachment de Peña, por mau desempenho de suas funções, e a decretação de sua prisão domiciliar ocorreram em menos de 36 horas.
Manifestações populares de euforia aconteceram em frente ao Palácio Legislativo e no centro de Assunção assim que o Senado paraguaio concluiu, por unanimidade, o processo de destituição.
Ao longo do dia, enquanto Peña era acusado de conflito de interesses, manipulação da supervisão regulatória, desvio de fundos de pensões e participação em encobrimento institucional, manifestantes também protestavam em frente ao Banco Central e à sede do banco Ueno, exigindo a devolução dos seus depósitos congelados.
Os 44 senadores presentes declararam Santiago Peña culpado.
Todo o processo ocorreu entre quinta e sexta-feira e só foi possível graças aos votos dos legisladores do próprio Partido Colorado, ao qual Santiago Peña pertence.
O presidente destituído havia apresentado sua renúncia na quinta-feira, mas o Congresso a rejeitou e optou pelo impeachment.
Peña não compareceu à sessão plenária e solicitou um adiamento, que lhe foi negado.
Os seus advogados questionaram a validade do procedimento e prometeram recorrer a tribunais internacionais.
Promessa de compensação Na sequência do impeachment, o vice-presidente Pedro Alliana assumiu imediatamente o cargo de presidente para completar o mandato até agosto de 2028).
Hércules Pedro Lorenzo Alliana Rodríguez, de 52 anos, prometeu compensação integral aos correntistas prejudicados pelo colapso do Banco Ueno, com prioridade para os mais vulneráveis.
“Os compatriotas que hoje atravessam um momento difícil, por consequência do desastre financeiro, serão compensados plenamente.
Não os deixaremos sozinhos”, prometeu Alliana no seu discurso de posse.
Antonio Barrios, até então senador do Partido Colorado e médico do ex-presidente Horacio Cartes, assumiu como novo vice-presidente.
O homem por trás do impeachment A destituição de Santiago Peña e a posse de Pedro Alliana só foram possíveis graças à determinação do ex-presidente Horacio Cartes (2013-2018), atual presidente da Associação Nacional Republicana (ANR), denominação oficial do Partido Colorado.
Cartes foi o mentor de Peña e artífice da vitória da chapa em abril de 2023.
O então presidente paraguaio dependia do poder emprestado de Cartes, mas se tornou um desafeto à medida que consolidava sua própria influência e se aliava a empresários locais, líderes regionais, como o argentino Javier Milei, e a líderes mundiais, como o norte-americano Donald Trump.
Foi Cartes quem pediu um relatório ao Banco Central sobre o Banco Ueno e quem, na quinta-feira (5), retirou o apoio a Santiago Peña, levando os legisladores a rejeitar sua renúncia e a preferir a destituição.
“A Associação Nacional Republicana (ANR) não apoiará o roubo de fundos públicos, privados e de pensões.
Apoiamos a destituição contra o presidente Santiago Peña com o objetivo de restaurar a institucionalidade da República”, afirmou o Partido Colorado em uma nota assinada por Cartes, que reverteu a tendência de os legisladores aceitarem a renúncia.
O artigo 189 da Constituição paraguaia estabelece que os ex-presidentes eleitos democraticamente tornam-se senadores vitalícios, a não ser que sejam destituídos.
Um senador vitalício tem imunidade parlamentar e não pode ser submetido a um processo penal sem aprovação do Congresso.
Uma vez aprovado o impeachment, a Justiça emitiu uma ordem de prisão domiciliar para Santiago Peña por “lesão de confiança”.
Mas, em frente à residência do agora ex-presidente, uma multidão enfurecida exigia prisão comum.
No final da noite, a polícia disparou balas de borracha para dispersar os manifestantes e levou o presidente destituído a uma unidade militar para garantir sua segurança.
Santiago Peña passou a noite no Regimento Escolta Presidencial (REP) enquanto os protestos atravessavam a madrugada.
Queda repentina Peña permaneceu no cargo por apenas três dias depois de que, na terça-feira (3), o Banco Central interveio no Banco Ueno por insolvência financeira, que deixou quase três milhões de paraguaios sem acesso aos seus depósitos.
Dois em cada três paraguaios tinham conta no banco, que cresceu meteoricamente por meio de ajuda política.
O banco administrava fundos do Estado, incluindo a maior parte dos recursos da Previdência, levados à instituição graças a Peña, acionista do Ueno Holding até o ano passado.
O banco também concentrava a maior parte de jovens, trabalhadores informais e pequenas empresas que, sem acesso ao dinheiro, sobretudo no começo do mês, paralisaram boa parte da economia.
Impacto no comércio A Associação de Importadores e Comerciantes do Paraguai (ASIMCOPAR) indicou que, desde terça-feira, as vendas diminuíram 70%.
O Banco Central precisou imprimir novas cédulas para atender à repentina demanda por dinheiro vivo.
Oito executivos do banco foram presos, assim como o ex-presidente do Banco Central, Carlos Carvallo, que também havia trabalhado no Ueno antes de ser indicado por Peña.”
- UOL · Reportagem
Manifestações tomam a capital do Paraguai e Santiago Peña é levado a unidade militar
Trecho consultado na análise
“Nas ruas de Assunção, milhares de paraguaios celebraram a queda do presidente Santiago Peña, mas também demonstraram insatisfação por ainda não terem acesso aos seus depósitos bancários congelados.
Uma multidão protestou em frente à residência do presidente destituído, que precisou ser levado para uma unidade militar.
Márcio Resende , correspondente da RFI em Buenos Aires
O presidente destituído terá de se apresentar à Justiça na manhã deste sábado (7).
O processo de impeachment de Peña, por mau desempenho de suas funções , e a decretação de sua prisão domiciliar ocorreram em menos de 36 horas.
Manifestações populares de euforia aconteceram em frente ao Palácio Legislativo e no centro de Assunção assim que o Senado paraguaio concluiu, por unanimidade, o processo de destituição.
Ao longo do dia, enquanto Peña era acusado de conflito de interesses, manipulação da supervisão regulatória, desvio de fundos de pensões e participação em encobrimento institucional, manifestantes também protestavam em frente ao Banco Central e à sede do banco Ueno, exigindo a devolução dos seus depósitos congelados.
Os 44 senadores presentes declararam Santiago Peña culpado.
Todo o processo ocorreu entre quinta e sexta-feira e só foi possível graças aos votos dos legisladores do próprio Partido Colorado, ao qual Santiago Peña pertence.
O presidente destituído havia apresentado sua renúncia na quinta-feira, mas o Congresso a rejeitou e optou pelo impeachment.
Peña não compareceu à sessão plenária e solicitou um adiamento, que lhe foi negado.
Os seus advogados questionaram a validade do procedimento e prometeram recorrer a tribunais internacionais.
Na sequência do impeachment, o vice-presidente Pedro Alliana assumiu imediatamente o cargo de presidente para completar o mandato até agosto de 2028).
Hércules Pedro Lorenzo Alliana Rodríguez, de 52 anos, prometeu compensação integral aos correntistas prejudicados pelo colapso do Banco Ueno, com prioridade para os mais vulneráveis.
"Os compatriotas que hoje atravessam um momento difícil, por consequência do desastre financeiro, serão compensados plenamente.
Não os deixaremos sozinhos", prometeu Alliana no seu discurso de posse.
Antonio Barrios, até então senador do Partido Colorado e médico do ex-presidente Horacio Cartes, assumiu como novo vice-presidente.
A destituição de Santiago Peña e a posse de Pedro Alliana só foram possíveis graças à determinação do ex-presidente Horacio Cartes (2013-2018), atual presidente da Associação Nacional Republicana (ANR), denominação oficial do Partido Colorado.
Cartes foi o mentor de Peña e artífice da vitória da chapa em abril de 2023.
O então presidente paraguaio dependia do poder emprestado de Cartes, mas se tornou um desafeto à medida que consolidava sua própria influência e se aliava a empresários locais, líderes regionais, como o argentino Javier Milei, e a líderes mundiais, como o norte-americano Donald Trump.
Foi Cartes quem pediu um relatório ao Banco Central sobre o Banco Ueno e quem, na quinta-feira (5), retirou o apoio a Santiago Peña, levando os legisladores a rejeitar sua renúncia e a preferir a destituição.
"A Associação Nacional Republicana (ANR) não apoiará o roubo de fundos públicos, privados e de pensões.
Apoiamos a destituição contra o presidente Santiago Peña com o objetivo de restaurar a institucionalidade da República", afirmou o Partido Colorado em uma nota assinada por Cartes, que reverteu a tendência de os legisladores aceitarem a renúncia.
O artigo 189 da Constituição paraguaia estabelece que os ex-presidentes eleitos democraticamente tornam-se senadores vitalícios, a não ser que sejam destituídos.
Um senador vitalício tem imunidade parlamentar e não pode ser submetido a um processo penal sem aprovação do Congresso.
Uma vez aprovado o impeachment, a Justiça emitiu uma ordem de prisão domiciliar para Santiago Peña por "lesão de confiança".
Mas, em frente à residência do agora ex-presidente, uma multidão enfurecida exigia prisão comum.
No final da noite, a polícia disparou balas de borracha para dispersar os manifestantes e levou o presidente destituído a uma unidade militar para garantir sua segurança.
Santiago Peña passou a noite no Regimento Escolta Presidencial (REP) enquanto os protestos atravessavam a madrugada.
Peña permaneceu no cargo por apenas três dias depois de que, na terça-feira (3), o Banco Central interveio no Banco Ueno por insolvência financeira, que deixou quase três milhões de paraguaios sem acesso aos seus depósitos.
Dois em cada três paraguaios tinham conta no banco, que cresceu meteoricamente por meio de ajuda política.
O banco administrava fundos do Estado, incluindo a maior parte dos recursos da Previdência, levados à instituição graças a Peña, acionista do Ueno Holding até o ano passado.
O banco também concentrava a maior parte de jovens, trabalhadores informais e pequenas empresas que, sem acesso ao dinheiro, sobretudo no começo do mês, paralisaram boa parte da economia.
A Associação de Importadores e Comerciantes do Paraguai (ASIMCOPAR) indicou que, desde terça-feira, as vendas diminuíram 70%.
O Banco Central precisou imprimir novas cédulas para atender à repentina demanda por dinheiro vivo.
Oito executivos do banco foram presos, assim como o ex-presidente do Banco Central, Carlos Carvallo, que também havia trabalhado no Ueno antes de ser indicado por Peña.
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- RFI Brasil · Imprensa internacional
Manifestações tomam a capital do Paraguai e Santiago Peña é levado a unidade militar
Trecho consultado na análise
“Nas ruas de Assunção, milhares de paraguaios celebraram a queda do presidente Santiago Peña, mas também demonstraram insatisfação por ainda não terem acesso aos seus depósitos bancários congelados.
Uma multidão protestou em frente à residência do presidente destituído, que precisou ser levado para uma unidade militar.
Publicado em: 07/11/2026 - 12:04
Márcio Resende , correspondente da RFI em Buenos Aires
O presidente destituído terá de se apresentar à Justiça na manhã deste sábado (7).
O processo de impeachment de Peña, por mau desempenho de suas funções , e a decretação de sua prisão domiciliar ocorreram em menos de 36 horas.
Manifestações populares de euforia aconteceram em frente ao Palácio Legislativo e no centro de Assunção assim que o Senado paraguaio concluiu, por unanimidade, o processo de destituição.
Ao longo do dia, enquanto Peña era acusado de conflito de interesses, manipulação da supervisão regulatória, desvio de fundos de pensões e participação em encobrimento institucional, manifestantes também protestavam em frente ao Banco Central e à sede do banco Ueno, exigindo a devolução dos seus depósitos congelados.
Os 44 senadores presentes declararam Santiago Peña culpado.
Todo o processo ocorreu entre quinta e sexta-feira e só foi possível graças aos votos dos legisladores do próprio Partido Colorado, ao qual Santiago Peña pertence.
O presidente destituído havia apresentado sua renúncia na quinta-feira, mas o Congresso a rejeitou e optou pelo impeachment.
Peña não compareceu à sessão plenária e solicitou um adiamento, que lhe foi negado.
Os seus advogados questionaram a validade do procedimento e prometeram recorrer a tribunais internacionais.
Na sequência do impeachment, o vice-presidente Pedro Alliana assumiu imediatamente o cargo de presidente para completar o mandato até agosto de 2028).
Hércules Pedro Lorenzo Alliana Rodríguez, de 52 anos, prometeu compensação integral aos correntistas prejudicados pelo colapso do Banco Ueno, com prioridade para os mais vulneráveis.
“Os compatriotas que hoje atravessam um momento difícil, por consequência do desastre financeiro, serão compensados plenamente.
Não os deixaremos sozinhos”, prometeu Alliana no seu discurso de posse.
Antonio Barrios, até então senador do Partido Colorado e médico do ex-presidente Horacio Cartes, assumiu como novo vice-presidente.
A destituição de Santiago Peña e a posse de Pedro Alliana só foram possíveis graças à determinação do ex-presidente Horacio Cartes (2013-2018), atual presidente da Associação Nacional Republicana (ANR), denominação oficial do Partido Colorado.
Cartes foi o mentor de Peña e artífice da vitória da chapa em abril de 2023.
O então presidente paraguaio dependia do poder emprestado de Cartes, mas se tornou um desafeto à medida que consolidava sua própria influência e se aliava a empresários locais, líderes regionais, como o argentino Javier Milei, e a líderes mundiais, como o norte-americano Donald Trump.
Foi Cartes quem pediu um relatório ao Banco Central sobre o Banco Ueno e quem, na quinta-feira (5), retirou o apoio a Santiago Peña, levando os legisladores a rejeitar sua renúncia e a preferir a destituição.
“A Associação Nacional Republicana (ANR) não apoiará o roubo de fundos públicos, privados e de pensões.
Apoiamos a destituição contra o presidente Santiago Peña com o objetivo de restaurar a institucionalidade da República”, afirmou o Partido Colorado em uma nota assinada por Cartes, que reverteu a tendência de os legisladores aceitarem a renúncia.
O artigo 189 da Constituição paraguaia estabelece que os ex-presidentes eleitos democraticamente tornam-se senadores vitalícios, a não ser que sejam destituídos.
Um senador vitalício tem imunidade parlamentar e não pode ser submetido a um processo penal sem aprovação do Congresso.
Uma vez aprovado o impeachment, a Justiça emitiu uma ordem de prisão domiciliar para Santiago Peña por “lesão de confiança”.
Mas, em frente à residência do agora ex-presidente, uma multidão enfurecida exigia prisão comum.
No final da noite, a polícia disparou balas de borracha para dispersar os manifestantes e levou o presidente destituído a uma unidade militar para garantir sua segurança.
Santiago Peña passou a noite no Regimento Escolta Presidencial (REP) enquanto os protestos atravessavam a madrugada.
Peña permaneceu no cargo por apenas três dias depois de que, na terça-feira (3), o Banco Central interveio no Banco Ueno por insolvência financeira, que deixou quase três milhões de paraguaios sem acesso aos seus depósitos.
Dois em cada três paraguaios tinham conta no banco, que cresceu meteoricamente por meio de ajuda política.
O banco administrava fundos do Estado, incluindo a maior parte dos recursos da Previdência, levados à instituição graças a Peña, acionista do Ueno Holding até o ano passado.
O banco também concentrava a maior parte de jovens, trabalhadores informais e pequenas empresas que, sem acesso ao dinheiro, sobretudo no começo do mês, paralisaram boa parte da economia.
A Associação de Importadores e Comerciantes do Paraguai (ASIMCOPAR) indicou que, desde terça-feira, as vendas diminuíram 70%.
O Banco Central precisou imprimir novas cédulas para atender à repentina demanda por dinheiro vivo.
Oito executivos do banco foram presos, assim como o ex-presidente do Banco Central, Carlos Carvallo, que também havia trabalhado no Ueno antes de ser indicado por Peña.
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Encontrou um erro?VerdadeiroApós o impeachment, Pedro Alliana assumiu a Presidência para completar o mandato até agosto de 2028.
EsquerdaCartaCapital, UOL
CartaCapital e UOL dizem que Alliana assumiu imediatamente após o impeachment e indicam o fim do mandato em agosto de 2028; RFI Brasil confirma.
Ver fontes e trechos (3)
VerdadeiroA Justiça decretou prisão domiciliar para Peña; depois, a polícia o levou a uma unidade militar, alegando garantir sua segurança.
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VerdadeiroA intervenção do Banco Central no Banco Ueno por insolvência deixou quase 3 milhões de paraguaios sem acesso aos depósitos.
EsquerdaCartaCapital, UOL
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VerdadeiroHouve manifestações de celebração pela destituição e protestos por causa dos depósitos congelados, inclusive diante da residência de Peña.
EsquerdaCartaCapital, UOL
CartaCapital e UOL descrevem celebrações em Assunção, cobrança pela devolução dos depósitos e uma multidão diante da residência; RFI Brasil também relata esses atos.
Ver fontes e trechos (3)