VerdadeiroPeña foi transferido da prisão domiciliar para o Regimento de Escolta Presidencial, em Assunção, durante a noite de sexta-feira para sábado.
Esquerda Centro DireitaJovem Pan, Poder360, Estadão, g1, Gazeta do Povo, O Globo, Revista Oeste, Diário do Centro do Mundo, UOL
Os relatos de três grupos identificam a transferência para o Regimento de Escolta Presidencial durante a noite, entre sexta-feira e sábado.
Ver fontes e trechos (4)
- Jovem Pan · Reportagem
Ex-presidente do Paraguai, Santiago peña, deixa prisão domiciliar e é levado a quartel militar
Trecho consultado na análise
“Estadão Conteúdo
O ex-presidente do Paraguai Santiago Peña foi transferido para uma unidade militar em Assunção na noite de sexta-feira (06), horas após ser destituído pelo Congresso e ter a prisão domiciliar decretada pela Justiça.
A informação foi publicada pelo jornal paraguaio La Nación.
A transferência ocorreu por motivos de segurança, em meio a protestos em frente à residência onde Peña cumpria prisão domiciliar.
Manifestantes exigiam que ele fosse levado a uma unidade prisional, e houve confronto com a polícia.
Já segundo o jornal paraguaio ABC, a comitiva que deixou o local foi recebida com xingamentos e ovadas.
A transferência foi para o Regimiento Escolta Presidencial (REP), um quartel militar em Assunção que abriga uma unidade de elite das Forças Armadas paraguaias.
A i nstalação é utilizada para a segurança do chefe de Estado e de seus familiares , além de receber autoridades estrangeiras em visitas oficiais.
Portanto, não se trata de uma prisão.
Peña foi destituído do cargo na tarde de sexta-feira, após a aprovação de seu impeachment pelo Congresso.
Na sequência, a Justiça decretou sua prisão domiciliar por suposto envolvimento no escândalo do banco Ueno, cuja quebra desencadeou uma crise econômica e política no país.
A crise também levou à renúncia do presidente do Banco Central e de outras autoridades paraguaias.
Com a saída de Peña, o então vice-presidente Pedro Alliana tomou posse como novo chefe de Estado ainda na sexta-feira (06).”
- Poder360 · Reportagem
Santiago Peña é transferido para base militar
Trecho consultado na análise
“O ex-presidente do Paraguai Santiago Peña (Partido Colorado, direita) foi transferido da prisão domiciliar para o Regimento de Escolta Presidencial, uma unidade militar do país, na noite de 6ª feira (6.nov.2026).
Segundo o jornal ABC Color, a medida foi adotada por razões de segurança depois de confrontos entre policiais e manifestantes nas proximidades da residência do ex-presidente, no bairro de Mbocayaty.
Os manifestantes exigiam que Peña fosse preso em regime fechado.
O transporte foi realizado em um comboio de pelo menos 4 caminhonetes.
Durante a saída dos veículos, moradores da região lançaram ovos e gritaram ofensas contra o ex-presidente.
Peña estava cumprindo em prisão domiciliar a pedido do Ministério Público, que o investiga por crimes relacionados ao Banco Ueno.
Ele foi destituído do cargo na 6ª feira (6.nov), depois de o Congresso aprovar por unanimidade seu impeachment.
ENTENDA O CASO Santiago Peña assumiu o governo do Paraguai em 2023, mesmo ano em que o Ueno Bank ganhou espaço no mercado paraguaio após sua transformação de financeira em banco.
O ex-presidente foi acionista do Grupo Vázquez, controlador do Ueno, até março de 2025.
A oposição ao governo Peña fala em conflito de interesses e questiona empréstimos concedidos a empresas ligadas ao Grupo Vázquez –afirmando que os montantes ultrapassaram os limites regulatórios.
Congressistas afirmam que o governo manipulou regras e contou com o “acobertamento” do Banco Central do Paraguai, presidido por Carlos Carvallo.
Ele foi presidente do Ueno até agosto de 2023, quando Peña o indicou para presidir o BC paraguaio.
A oposição também diz que Peña promoveu mudanças na lei de conflitos de interesses e permitiu a concentração de centenas de bilhões de guaranis do Instituto de Previsão Social no Ueno Bank.
Entenda a crise bancária nesta reportagem.
Eis as suspeitas sobre Santiago Peña, elencadas no processo que originou o impeachment do ex-presidente, de acordo com o jornal ABC Color: conflito de interesses e cooptação do Estado; manipulação regulatória e desvio de fundos de aposentadoria do IPS; exceder os limites de crédito no Ueno Bank e encobrimento institucional do Banco Central; benefício patrimonial indevido e indícios de enriquecimento ilícito; afeção da confiança no sistema financeiro nacional e exposição a um risco sistêmico.
IMPEACHMENT O Senado do Paraguai aprovou por unanimidade, na 6ª feira (6.nov.2026), o impeachment contra Peña –44 dos 45 senadores estavam presentes e votaram a favor.
A votação foi realizada 1 dia depois de o impeachment ser aprovado na Câmara de Deputados, mesmo depois de Peña apresentar um pedido de renúncia.
A análise do Senado começou ainda na 5ª feira (5.nov), logo depois de Peña se manifestar no X dizendo que apresentaria sua defesa no processo.
Na 6ª feira (6.nov), a sessão na Casa Alta começou com a apresentação da defesa por parte dos advogados.
Peña não apareceu.”
- Gazeta do Povo · Reportagem
Após confrontos, ex-presidente do Paraguai é transferido para unidade militar
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“O ex-presidente do Paraguai Santiago Peña foi transferido, na madrugada deste sábado (7), para uma unidade militar em Assunção, capital do país, após manifestantes entrarem em confronto com policiais em frente à residência onde ele cumpria prisão domiciliar.
Peña foi levado ao Regimento de Escolta Presidencial, unidade especial das Forças Armadas paraguaias responsável pela proteção de autoridades, incluindo o presidente, o vice-presidente e ex-presidentes.
Segundo o jornal paraguaio ABC Color, a transferência ocorreu minutos antes da meia-noite de sexta-feira (6), em uma operação que envolveu pelo menos quatro caminhonetes.
O ex-presidente estava em um dos veículos.
A mudança foi realizada por razões de segurança, diante do aumento da tensão e da pressão popular para que o político fosse encaminhado a uma penitenciária.
Durante a saída do comboio da residência, localizada no bairro Mbocayaty, moradores que acompanhavam a movimentação arremessaram ovos contra os veículos e gritaram insultos a Peña.
A transferência ocorreu depois de uma noite de tensão nas proximidades da residência de Peña.
Manifestantes se concentraram no local para exigir que ele fosse encaminhado à Penitenciária Nacional de Tacumbú, principal complexo prisional do país, em vez de permanecer em prisão domiciliar.
Os protestos terminaram em confrontos com as forças policiais.
Um agente foi ferido após ser atingido por um objeto lançado pelos manifestantes.
Penã prestará depoimento sobre Ueno Bank Peña deve deixar o regimento neste sábado, às 11h (horário local), para comparecer à sede do Ministério Público paraguaio para prestar depoimento no âmbito das investigações sobre o Ueno Bank, instituição financeira que teve suas atividades encerradas após o Banco Central do Paraguai identificar problemas nos indicadores de solvência e irregularidades relacionadas a empréstimos.
O banco, pertencente ao Grupo Vázquez, tinha aproximadamente 3 milhões de clientes e concentrava cerca de US$ 850 milhões em depósitos públicos, incluindo recursos do Instituto de Previdência Social paraguaio.
O fechamento da instituição provocou o bloqueio de contas e investimentos, além de uma onda de indignação popular.
A quebra do Ueno Bank também levou à prisão preventiva de antigos dirigentes da instituição, incluindo seu fundador, Miguel Vázquez [https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/justica-do-paraguai-decreta-prisao-de-miguel-vazquez-apos-colapso-do-ueno-bank/], e desencadeou manifestações populares contra o governo.
Peña foi acionista do grupo controlador do banco até março de 2025.
O ex-presidente é investigado por suspeitas de lesão de confiança, tráfico de influência e administração em proveito próprio.
A oposição também o acusa de conflito de interesses, manipulação regulatória e favorecimento de empresas ligadas ao grupo.
A crise culminou no afastamento de Peña da Presidência.
Na sexta-feira (6), o Senado paraguaio aprovou por unanimidade seu impeachment, com 44 votos favoráveis.
A votação ocorreu apesar de o então presidente ter anunciado sua renúncia pouco antes da decisão, alegando que pretendia evitar maiores danos ao país e contribuir para o restabelecimento da estabilidade política.”
- Diário do Centro do Mundo · Reportagem
Após impeachment, Peña deixa prisão domiciliar e vai para instalação militar no Paraguai
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“O ex-presidente do Paraguai Santiago Peña deixou a prisão domiciliar e seguiu para uma instalação militar em Assunção na madrugada deste sábado (7), horas após sofrer impeachment.
A transferência ocorreu após protestos em frente à sua residência e confrontos entre manifestantes e policiais.
O jornal paraguaio ABC informou que a movimentação começou pouco antes da meia-noite de sexta-feira (6).
Pessoas reunidas diante da casa de Peña, no bairro Mbocayaty, exigiam que ele fosse levado a uma prisão.
Peña foi conduzido ao Regimiento Escolta Presidencial (REP), unidade militar responsável pela segurança do presidente paraguaio, de sua família e de autoridades estrangeiras em visitas oficiais.
A mudança ocorreu por razões de segurança diante da escalada dos protestos.
O Congresso destituiu Peña da Presidência na tarde de sexta-feira.
Logo após a decisão, a Justiça decretou a prisão domiciliar do ex-mandatário no processo que o envolve no escândalo do banco Ueno.
Processo sobre o banco Ueno levou à prisão domiciliar O banco Ueno quebrou e desencadeou uma crise econômica e política no Paraguai.
Peña passou a responder a uma investigação de corrupção relacionada ao caso, que motivou a decisão judicial contra ele após a votação do impeachment.
O ex-presidente deverá comparecer a uma promotoria federal neste sábado (7), às 10h pelo horário de Brasília.
O depoimento integra o procedimento que apura sua conduta no caso bancário.
Pedro Alliana, que ocupava a Vice-Presidência, tomou posse como novo presidente do Paraguai ainda na sexta-feira.
Ele assumiu o comando do país imediatamente após a destituição de Peña.
Os protestos continuaram nas imediações da residência de Peña em Assunção, onde manifestantes cobravam seu encaminhamento a uma prisão.
A permanência do ex-presidente no REP ocorre enquanto as autoridades conduzem as medidas do processo judicial.”
Encontrou um erro?VerdadeiroA mudança para a unidade militar foi justificada por segurança, em meio a protestos e confrontos perto da residência.
Esquerda Centro DireitaJovem Pan, Brasil de Fato, Poder360, Estadão, g1, Gazeta do Povo, Diário do Centro do Mundo, UOL
Relatos dos três grupos mencionam protestos ou confrontos nas proximidades e apresentam a segurança como justificativa para a transferência.
Ver fontes e trechos (4)
- Jovem Pan · Reportagem
Ex-presidente do Paraguai, Santiago peña, deixa prisão domiciliar e é levado a quartel militar
Trecho consultado na análise
“Estadão Conteúdo
O ex-presidente do Paraguai Santiago Peña foi transferido para uma unidade militar em Assunção na noite de sexta-feira (06), horas após ser destituído pelo Congresso e ter a prisão domiciliar decretada pela Justiça.
A informação foi publicada pelo jornal paraguaio La Nación.
A transferência ocorreu por motivos de segurança, em meio a protestos em frente à residência onde Peña cumpria prisão domiciliar.
Manifestantes exigiam que ele fosse levado a uma unidade prisional, e houve confronto com a polícia.
Já segundo o jornal paraguaio ABC, a comitiva que deixou o local foi recebida com xingamentos e ovadas.
A transferência foi para o Regimiento Escolta Presidencial (REP), um quartel militar em Assunção que abriga uma unidade de elite das Forças Armadas paraguaias.
A i nstalação é utilizada para a segurança do chefe de Estado e de seus familiares , além de receber autoridades estrangeiras em visitas oficiais.
Portanto, não se trata de uma prisão.
Peña foi destituído do cargo na tarde de sexta-feira, após a aprovação de seu impeachment pelo Congresso.
Na sequência, a Justiça decretou sua prisão domiciliar por suposto envolvimento no escândalo do banco Ueno, cuja quebra desencadeou uma crise econômica e política no país.
A crise também levou à renúncia do presidente do Banco Central e de outras autoridades paraguaias.
Com a saída de Peña, o então vice-presidente Pedro Alliana tomou posse como novo chefe de Estado ainda na sexta-feira (06).”
VerdadeiroO Regimento de Escolta Presidencial é uma instalação militar de proteção de autoridades, não uma prisão.
Centro DireitaJovem Pan, Estadão, g1
Trechos dos veículos de centro e direita descrevem a função de proteção do regimento e afirmam que a unidade não é uma prisão.
Ver fontes e trechos (2)
- Jovem Pan · Reportagem
Ex-presidente do Paraguai, Santiago peña, deixa prisão domiciliar e é levado a quartel militar
Trecho consultado na análise
“Estadão Conteúdo
O ex-presidente do Paraguai Santiago Peña foi transferido para uma unidade militar em Assunção na noite de sexta-feira (06), horas após ser destituído pelo Congresso e ter a prisão domiciliar decretada pela Justiça.
A informação foi publicada pelo jornal paraguaio La Nación.
A transferência ocorreu por motivos de segurança, em meio a protestos em frente à residência onde Peña cumpria prisão domiciliar.
Manifestantes exigiam que ele fosse levado a uma unidade prisional, e houve confronto com a polícia.
Já segundo o jornal paraguaio ABC, a comitiva que deixou o local foi recebida com xingamentos e ovadas.
A transferência foi para o Regimiento Escolta Presidencial (REP), um quartel militar em Assunção que abriga uma unidade de elite das Forças Armadas paraguaias.
A i nstalação é utilizada para a segurança do chefe de Estado e de seus familiares , além de receber autoridades estrangeiras em visitas oficiais.
Portanto, não se trata de uma prisão.
Peña foi destituído do cargo na tarde de sexta-feira, após a aprovação de seu impeachment pelo Congresso.
Na sequência, a Justiça decretou sua prisão domiciliar por suposto envolvimento no escândalo do banco Ueno, cuja quebra desencadeou uma crise econômica e política no país.
A crise também levou à renúncia do presidente do Banco Central e de outras autoridades paraguaias.
Com a saída de Peña, o então vice-presidente Pedro Alliana tomou posse como novo chefe de Estado ainda na sexta-feira (06).”
VerdadeiroO depoimento de Peña no Ministério Público estava previsto para sábado, às 11h locais.
Esquerda Centro DireitaFolha de S.Paulo, CNN Brasil, Revista Fórum, Gazeta do Povo, O Globo
Os relatos de mais de um grupo informam o comparecimento previsto para sábado às 11h locais; Folha de S.Paulo relata que ele saiu para depor nesse horário.
Ver fontes e trechos (3)
- Folha de S.Paulo · Reportagem
Ex-presidente do Paraguai, Santiago Peña presta depoimento após ser colocado em prisão domiciliar
Trecho consultado na análise
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O presidente destituído do Paraguai Santiago Peña deixou o batalhão militar em Assunção onde passou a noite detido e foi prestar depoimento no Ministério Público, no centro da capital.
Ele saiu da instalação militar por volta das 11h deste sábado (7).
Peña havia sido detido em sua residência, nas imediações da capital paraguaia, ainda na noite de sexta-feira (6), após o Senado aprovar seu impechment .
Sua destituíção coroa uma semana turbulenta, marcada pelo escândalo de fraudes envolvendo o Ueno Bank, principal banco digital do país , com 2,9 milhões de clientes —o país tem cerca de 7 milhões de habitantes.
Já na madrugada, manifestantes que se reuniam nas proximidades do imóvel em protesto levaram as autoridades do país a transferir o político para o Regimento Escola Presidencial, que fica em meio a outras unidades militares no bairro Ciudad Nueva.
A partir do depoimento do agora ex-presidente, as autoridades do país devem definir se Peña voltará para a unidade militar.
A advogada Macarena Chilavert, 38, protestava em frente ao prédio do Ministério Público enquanto Peña prestava depoimento.
"Tenham medo do povo paraguaio, o povo precisa ter memória e castigar esses corruptos nas próximas eleições.
Eu não votei nesse economista, que diziam que era um gênio e agora está detido", disse ela em um megafone.
O funcionário público Carlos Sosa, 69, saiu de casa, próximo do prédio do órgão público, segurando um cartaz improvisado com a frase "Um por um, todos têm que cair".
"Estou indignado e vim para protestar, pois não é só Peña, são todos eles desse grupo", afirma.
"Tive depósitos no Ueno, saí por ter percebido que havia algo estranho ali, era muito dinheiro que ninguém sabia de onde vinha."
Na esteira do escândalo do Ueno Bank, a Justiça investiga o político por supostos atos de lesão à confiança, tráfico de influência e administração em proveito próprio.
A investigação respingou em Peña , ex-investidor da holding do banco e responsável por, em 2023, nomear Carlos Carvallo Spalding, então presidente-executivo da companhia, para a presidência do Banco Central.
Carvallo renunciou ao cargo nesta semana.
O presidente é acusado de favorecer o Grupo Vázquez, controlador do Ueno, e de omissão na fiscalização por parte do Banco Central.
Peña supostamente teria intervindo de maneira indevida no órgão que administra as aposentadorias e a saúde dos trabalhadores.
O Ueno Bank administrava quase R$ 4,5 bilhões em recursos públicos, incluindo da Previdência.
Além do depoimento previsto para este sábado, o Ministério Público vai investigar mais provas para determinar a extensão das responsabilidades de Peña.
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VerdadeiroO Senado aprovou o impeachment com 44 votos favoráveis e uma abstenção.
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Trechos dos veículos de esquerda, centro e direita registram 44 votos favoráveis e uma abstenção, ou indicam que 44 dos 45 senadores votaram a favor.
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