VerdadeiroA SPU suspendeu temporariamente os registros de quatro imóveis ligados a Willer Tomaz na Ilha Comprida, incluindo uma área disputada por Richarlison.
Esquerda Centro DireitaDiário do Centro do Mundo, g1, Jovem Pan, Revista Fórum, O Globo, CartaCapital, UOL
Os três grupos relatam a suspensão de quatro imóveis e identificam entre eles a área reivindicada por Richarlison.
Ver fontes e trechos (7)
- Diário do Centro do Mundo · Reportagem
União suspende registros de imóveis de sócio de Flávio Bolsonaro em disputa com Richarlison
Trecho consultado na análise
“A Secretaria do Patrimônio da União (SPU) suspendeu temporariamente os registros patrimoniais de quatro imóveis ligados ao advogado Willer Tomaz, amigo e sócio do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), na Ilha Comprida, em Angra dos Reis.
Entre as áreas atingidas está o terreno disputado pelo atacante Richarlison, do Tottenham, que já teve irregularidades apontadas.
A medida impede, de forma cautelar, eventuais transferências de posse das áreas cadastradas em nome da empresa imobiliária de Tomaz.
A SPU adotou a providência após representação administrativa da deputada federal Tábata Amaral (PSB-SP) e diante de anotações nas matrículas dos imóveis feitas por determinação judicial.
Em despacho, o órgão afirmou que a suspensão no Sistema de Informação para Gestão de Imóveis Dominiais da União busca restringir transferências e evitar que o caso alcance outras partes.
A decisão não encerra a apuração sobre a regularidade da ocupação dos terrenos.
Tomaz negou irregularidades e disse que a SPU age sob pressão política.
“Não há nenhuma decisão contra a regularidade da ocupação, que será integralmente demonstrada”, afirmou o advogado em nota.
SPU apura emissão de certidão e identificação da área A SPU analisa lacunas no processo que autorizou a empresa M Locadora de Veículos e Transportes Turísticos, ligada a Tomaz, a ocupar uma área de 1.435,50 metros quadrados.
O órgão investiga, entre outros pontos, a rapidez na emissão de uma Certidão de Autorização para Transferência (CAT).
Em 11 de julho de 2022, a empresa pediu a emissão manual da certidão às 11h33, alegando falha no sistema e urgência.
A SPU emitiu o documento às 13h13 e o encaminhou por e-mail dez minutos depois.
A empresa havia informado o pagamento de R$ 57.327,19 em laudêmio, taxa cobrada pela União em transferências de direitos sobre terrenos federais.
O advogado sustenta que o procedimento não se limitou às duas horas entre o pedido final e a emissão da CAT.
Segundo ele, o processo começou em 11 de maio de 2022 e terminou em 12 de julho, após 62 dias de tramitação.
“Não houve favorecimento nem atalho”, disse, ao atribuir o uso da modalidade manual a um impedimento técnico no sistema.
Os documentos também indicam que a certidão saiu sem verificação sobre outras obrigações da empresa perante o Patrimônio da União.
Uma circular interna usada para amparar o procedimento especial previa análise da regularidade financeira do cadastro, mas os registros não esclarecem se essa checagem ocorreu.
Em outra frente, a SPU busca definir se o imóvel reivindicado pela Sport 70, empresa ligada a Richarlison, corresponde ao cadastro patrimonial usado na transferência para a empresa de Tomaz.
A empresa do jogador declarou uma área de 4.409 metros quadrados, com 834,36 metros quadrados de construção, enquanto o cadastro relacionado à M Locadora aponta 1.435,50 metros quadrados.
Richarlison afirma que comprou o imóvel em 2020 por R$ 10 milhões de antigos ocupantes da ilha e procurou a SPU para regularizar a área.
Tomaz rebate que os vendedores não eram proprietários e sustenta que adquiriu os direitos de uma empresa que já possuía registro junto à União.
O jogador também acusou Tomaz e Flávio Bolsonaro de tentarem retirar seus direitos sobre o imóvel, acusação contestada pelos envolvidos.”
- g1 · Reportagem
Governo suspende registro de imóveis de Willer Tomaz em Angra dos Reis, incluindo ilha de Richarlison
Trecho consultado na análise
“Willer Tomaz tem outras cinco casas em ilhas de Angra além da que disputou com Richarlison A Secretaria de Patrimônio da União, órgão do Ministério de Gestão e Inovação em Serviços Públicos responsável por gerir os imóveis do governo federal, suspendeu os registros de quatro imóveis do advogado Willer Tomaz Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ).
Willer é investigado no Supremo Tribunal Federal (STF) junto com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por suspeitas de lavagem de dinheiro.
Os quatro imóveis estão localizados na Ilha Comprida.
Um desses imóveis é o que foi reivindicado pelo jogador de futebol Richarlison.
A medida atende a uma representação administrativa da deputada federal Tábata Amaral (PSB-SP).
O caso chamou atenção especialmente durante as eleições, quando o atacante do Tottenham acusou o senador e então candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) de envolvimento na disputa por conta da sua amizade com Willer Tomaz.
Segundo a SPU, “a suspensão temporária visa”
- Jovem Pan · Reportagem
Governo derruba registro de quatro imóveis de Willer Tomaz em Angra dos Reis
Trecho consultado na análise
“Jovem Pan
A Secretaria de Patrimônio da União, órgão do Ministério de Gestão e Inovação em Serviços Públicos responsável por gerenciar os imóveis do governo federal, derrubou os registros de quatro imóveis do advogado Willer Tomaz em Ilha Comprida, Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.
Ilha reivindicada pelo jogador de futebol Richarlisson é um dos imóveis que foram suspensos pelo governo.
A representação administrativa foi feita pela deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP), alegando que os imóveis estavam localizados na área da União.
Segundo a decisão, os imóveis, que estão relacionados a Willer Tomaz foram objeto de decisão judicial que bloqueou as matrículas dos bens em cartório.
“Após apuração dessa informação por meio de consultas cartoriais, foram confirmadas as averbações nas matrículas dos referidos imóveis que indicam a indisponibilidade dos bens da WT Administração de Imóveis e Bens S.A”, consta a decisão.”
- Revista Fórum · Reportagem
Governo Lula suspende registros de imóveis de Willer Tomaz em Angra, incluindo área disputada por Richarlison
Trecho consultado na análise
“A Secretaria do Patrimônio da União (SPU) suspendeu os registros patrimoniais de quatro imóveis do advogado Willer Tomaz na Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ), incluindo o terreno disputado pelo jogador Richarlison.
A decisão, assinada pelo diretor de Gestão e Governança do órgão, Douglas Gualberto Carneiro, atende a uma representação da deputada federal Tábata Amaral (PSB-SP) e foi tomada após a identificação de possíveis irregularidades no processo administrativo que autorizou a ocupação dos terrenos da União durante o governo Jair Bolsonaro.
LEIA TAMBÉM: Willer Tomaz nega elo com empresa que repassou R$ 17 mi a Virgínia Fonseca; Flávio Bolsonaro defende “amigo” Entre os pontos investigados está a rapidez com que uma das autorizações foi concedida: menos de duas horas após a apresentação do pedido.
Medida busca impedir transferência de posse A suspensão temporária dos Registros Imobiliários Patrimoniais atinge propriedades vinculadas à empresa imobiliária de Willer Tomaz.
Segundo a SPU, a medida tem como objetivo "restringir eventuais transferências de posse dos imóveis da União nos quais as edificações foram construídas".
A decisão foi adotada com base no "princípio da cautela", enquanto o órgão apura as circunstâncias em que os direitos de ocupação foram concedidos.
A SPU também levou em consideração anotações feitas nas matrículas dos imóveis por determinação judicial.
Autorização foi concedida em menos de duas horas Uma das principais questões investigadas envolve o processo de autorização de ocupação de um terreno na Ilha Comprida.
Segundo documentos administrativos, a solicitação foi apresentada às 11h33 de 11 de julho de 2022 e aprovada às 13h13 do mesmo dia, em favor da empresa M Locadora de Veículos e Transportes Turísticos, ligada a Tomaz.
O órgão também identificou a ausência de comprovação da regularidade das obrigações do ocupante perante a União.
Quase dois anos depois, um servidor da própria SPU reconheceu que uma orientação interna utilizada para fundamentar a autorização não havia sido anexada ao processo.
Em outubro deste ano, o órgão ainda buscava esclarecer se a área reivindicada pela empresa de Richarlison correspondia ao terreno identificado no cadastro patrimonial utilizado na transferência para Tomaz.
Richarlison acusa Flávio Bolsonaro de envolvimento na disputa O conflito judicial começou em 2020, quando Richarlison afirma ter investido R$ 10 milhões na compra de uma mansão na região, por meio de uma empresa da qual é sócio.
O atacante acusa o senador Flávio Bolsonaro (PL) de ter se aliado a Willer Tomaz para retirar dele os direitos sobre o imóvel.
Flávio Bolsonaro nega qualquer envolvimento na disputa, embora tenha visitado a propriedade e sido incluído como testemunha no processo judicial.
Tomaz, por sua vez, sustenta que sua empresa adquiriu legalmente os direitos de ocupação e argumenta que Richarlison negociou com posseiros que não tinham legitimidade sobre o terreno.
Outros parlamentares também acionaram a SPU Além de Tábata Amaral, o deputado federal Rogério Correia (PT-MG) e a organização Quebrando Muros apresentaram solicitações semelhantes ao órgão federal.
As anotações foram encontradas após a divulgação de que a matrícula da mansão reivindicada por Richarlison havia sido bloqueada por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
As restrições atingem outros três imóveis e indicam a indisponibilidade dos bens registrados em nome da empresa.
A disputa já havia ganhado repercussão nacional durante a campanha presidencial de 2026, quando Luiz Inácio Lula da Silva acusou Tomaz de tomar o terreno do jogador e prometeu solicitar uma investigação da Polícia Federal sobre o episódio.”
- O Globo · Reportagem
Governo suspende registros de quatro imóveis de Willer Tomaz em ilha em Angra, incluindo área disputada por Richarlison
Trecho consultado na análise
“A Secretaria do Patrimônio da União (SPU) suspendeu temporariamente os registros patrimoniais de quatro imóveis do advogado Willer Tomaz, amigo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) , na Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ).
A medida atinge, entre eles, o terreno reivindicado pelo jogador Richarlison, atacante do Tottenham, e tem como objetivo restringir eventuais transferências de posse das áreas pertencentes à União.
Tomaz negou qualquer irregularidade em processos administrativos que envolvem as transferências e contestou os argumentos do órgão federal.
Também ressaltou que a medida da SPU é temporária e que ela está agindo sob pressão pol.
"Não há nenhuma decisão contra a regularidade da ocupação, que será integralmente demonstrada", diz o advogado, em nota.
Segundo a SPU, os Registros Imobiliários Patrimoniais dos quatro imóveis em nome da empresa imobiliária de Tomaz foram suspensos temporariamente no sistema.
A decisão atende a uma representação administrativa apresentada pela deputada federal Tábata Amaral (PSB-SP) e também decorre de anotações que constam nas matrículas dos imóveis em cartório, por determinação judicial.
"Nesse sentido, pelo princípio da cautela, avalia-se pertinente a suspensão temporária dos imóveis em questão no SIAPA – sistema de informação para gestão de imóveis dominiais da União – de modo a restringir a transferência de posse e evitar a extensão desse caso a outras partes", diz o despacho da SPU.
A SPU apura uma série de lacunas no processo administrativo que resultou na autorização para Tomaz ocupar a região que compreende o terreno também disputado por Richarlison.
Por se tratar de um bem pertencente à União, as licenças e certidões são arbitradas pelo órgão federal.
SPU apura irregularidades
Conforme O GLOBO mostrou, a SPU apura uma série de brechas no processo administrativo que resultou na autorização para o advogado Willer Tomaz ocupar um terreno na Ilha Comprida.
O imóvel paradisíaco também foi alvo de controvérsia durante a corrida eleitoral.
Na ocasião, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusou Toma de tomar o terreno do atleta e disse que ordenaria à Polícia Federal (PF) uma investigação sobre o caso.
Entre os pontos analisados pela SPU está o tempo de apenas 100 minutos para emitir uma certidão que autorizava a transferência dos direitos de ocupação em favor de uma empresa ligada ao advogado.
Quase dois anos depois, um servidor reconheceu que uma orientação interna utilizada para fundamentar a autorização não havia sido anexada ao processo administrativo.
Em outra frente, em outubro deste ano, o órgão ainda buscava esclarecer se a área reivindicada por empresa do atacante, que alega ter fechado negócio para ter direitos sobre o local, correspondia ao terreno identificado no cadastro patrimonial utilizado na transferência para Tomaz.
Os episódios estão registrados em documentos obtidos pelo GLOBO e revelam, segundo servidores da própria União, fragilidades nos procedimentos administrativos relacionados à mansão.
Os fatos analisados pelo órgão
A primeira fragilidade apurada diz respeito à rapidez da autorização.
Em 11 de julho de 2022, às 11h33, a empresa M Locadora de Veículos e Transportes Turísticos, ligada a Tomaz, solicitou à SPU a emissão manual de uma Certidão de Autorização para Transferência (CAT).
A empresa alegou que não conseguia obter o documento pelo sistema e pediu urgência na análise.
“Em função da impossibilidade da emissão da CAT pelo sistema, a interessada vem solicitar com urgência a emissão da CAT manual, conforme comprovante do laudêmio pago em anexo”, diz trecho do documento obtido pela reportagem.
Laudêmio é uma quantia paga à União para viabilizar a transferência dos direitos sobre terrenos federais.
Às 13h13 do mesmo dia, uma hora e 40 minutos depois do pedido, a certidão estava emitida.
Dez minutos mais tarde, foi encaminhada por e-mail ao representante da empresa.
O documento autorizava a transferência de direitos sobre uma área de 1.435,50 metros quadrados, registrada em nome da M Locadora no cadastro patrimonial da União.
Sobre este ponto, Tomaz afirma "o processo foi protocolado em 11/05/2022 e concluído em 12/07/2022: foram 62 dias de tramitação regular".
"As 'duas horas' se referem apenas ao último ato do procedimento: o pedido da Certidão de Autorização para Transferência (CAT).
Essa foi a etapa final de um processo que já estava instruído havia quase dois meses.
Apresentar o último passo como se fosse o processo inteiro não é um erro de interpretação.
É distorção", argumentou o advogado.
Tomaz afirma ainda que a modalidade especial foi usada "por causa de um impedimento técnico no sistema, com o laudêmio pago e comprovado".
"Não houve favorecimento nem atalho", diz o advogado.
Outro ponto sob análise da SPU é a inclusão, quase dois anos depois, de uma orientação interna utilizada para fundamentar a emissão da certidão que autorizou a transferência dos direitos de ocupação para a empresa ligada a Tomaz.
O documento era uma circular interna que previa um procedimento especial de emissão da certidão, condicionado à avaliação da regularidade financeira do cadastro patrimonial.
A documentação também deixa uma dúvida sobre as verificações financeiras realizadas antes da autorização.
A certidão registra que a M Locadora havia recolhido R$ 57.327,19 em laudêmio, mas ressalva que foi emitida sem verificar se a empresa estava em dia com as demais obrigações perante o Patrimônio da União.
O comunicado interno utilizado para justificar a emissão especial, por sua vez, previa uma avaliação da regularidade financeira do cadastro do imóvel.
Os documentos não esclarecem se essa avaliação foi efetivamente realizada nem se abrangia as mesmas obrigações mencionadas na certidão.
O procedimento de emissão da certidão foi encerrado ainda em 11 de julho de 2022, com deferimento do pedido.
No dia seguinte, outro processo administrativo apresentado pela M Locadora também foi encerrado com deferimento.
O termo foi assinado às 18h33 pelo então superintendente do Patrimônio da União no Rio de Janeiro, Paulo da Silva Medeiros.
Dúvidas sobre identificação do imóvel
Além da emissão da certidão, os documentos revelam questionamentos administrativos posteriores sobre a identificação da área reivindicada pela empresa de Richarlison.
Em 20 de setembro de 2021, a Sport 70, empresa ligada ao jogador, solicitou à SPU a regularização da ocupação de um imóvel na Ilha Comprida.
O requerimento descrevia um terreno de 4.409 metros quadrados, com 834,36 metros quadrados de área construída, e informava que a ocupação havia começado em 15 de outubro de 2020.
Em 7 de agosto de 2026, o servidor Adílson de Jesus Linhares registrou, em despacho, que a documentação apresentada pela Sport 70 não permitia identificar imediatamente se o imóvel descrito pela empresa correspondia ao cadastro patrimonial utilizado no procedimento da M Locadora, que registrava uma área de 1.435,50 metros quadrados.
Diante dessa dúvida, o servidor solicitou a análise do Serviço de Caracterização Patrimonial da SPU para esclarecer se a descrição apresentada pela Sport 70 guardava relação com o cadastro existente.
A identificação era considerada necessária para definir os próximos passos do pedido de regularização.
A diferença entre as metragens não comprova, por si só, que os registros se refiram ao mesmo terreno ou que tenha ocorrido alguma irregularidade na transferência.
O despacho demonstra, porém, que a própria SPU considerou necessário um exame técnico para estabelecer essa correspondência.
Em 19 de agosto de 2026, a SPU solicitou por e-mail à advogada que acompanhava o procedimento o número do registro patrimonial do imóvel e a certidão de matrícula do terreno.
A destinatária respondeu perguntando do que se tratava a solicitação.
Dois meses depois, em 19 de outubro, um novo despacho registrou que não havia, naquele processo, resposta esclarecendo a dúvida apresentada pela advogada.
O servidor determinou que a área responsável explicasse à destinatária o objeto da solicitação e a razão do pedido de documentos.
Nos registros disponibilizados ao GLOBO, não consta conclusão posterior sobre a correspondência entre as áreas.
Transferência passou a ser questionada
Nesta quarta-feira, o g1 revelou que a atual gestão da SPU identificou aspectos do procedimento de transferência que considerou merecedores de apuração.
Entre eles estão a rapidez da emissão da certidão, sua expedição manual após a alegação de falha no sistema e a ausência da íntegra de uma decisão judicial mencionada na documentação administrativa.
A mansão está no centro de uma disputa entre Richarlison e Willer Tomaz.
O jogador afirma que adquiriu o imóvel em 2020, por R$ 10 milhões, de antigos ocupantes da ilha, e posteriormente procurou a SPU para regularizar a ocupação.
Willer sustenta que os antigos moradores não eram proprietários e afirma ter adquirido os direitos sobre o imóvel de uma empresa que já possuía registro junto à União.
O caso ganhou repercussão durante a reta final da campanha presidencial, após Richarlison divulgar vídeos nas redes sociais acusando Willer e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de terem atuado para retirar seus direitos sobre a propriedade.
O jogador afirma que a disputa começou depois de se recusar a vender o imóvel ao parlamentar.
As acusações são contestadas pelos envolvidos.”
- CartaCapital · Reportagem
Governo suspende registro de imóveis de Willer Tomaz, incluindo ilha de Richarlison
Trecho consultado na análise
“A Secretaria do Patrimônio da União (SPU) suspendeu temporariamente os registros patrimoniais e de transferência de quatro imóveis ligados ao advogado Willer Tomaz em Angra dos Reis (RJ), incluindo a mansão na Ilha Comprida que é alvo de disputa com o jogador Richarlison.
A medida é por conta da investigação de Willer Thomaz pelo Supremo Tribunal Federal (STF) junto com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por suspeitas de lavagem de dinheiro e atende a uma representação administrativa da deputada federal Tábata Amaral (PSB-SP).
A decisão tem caráter cautelar e busca impedir novas transferências de posse ou alterações nos registros enquanto o órgão apura possíveis irregularidades na ocupação de terrenos pertencentes à União.
Richarlison acusou o senador e ex-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) de envolvimento na disputa por conta da sua amizade com Willer Tomaz, que teria facilitado tirar dele os direitos sobre o imóvel.”
- UOL · Reportagem
SPU suspende registro de imóvel em ilha disputado por Tomaz e Richarlison
Trecho consultado na análise
“A SPU (Secretaria do Patrimônio da União) suspendeu temporariamente o registro de quatro imóveis ligados ao advogado Willer Tomaz, amigo do senador Flávio Bolsonaro (PL), na Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ).
Uma das mansões é objeto de uma disputa judicial com o jogador Richarlison.
Na decisão, o órgão ressalta que a WT Administração, empresa de Willer Tomaz, teve os bens imóveis bloqueados por decisão judicial.
No dia 23 de outubro, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, ordenou a indisponibilidade de R$ 6 bilhões em bens de Tomaz, incluindo a mansão em Angra.
O bloqueio já foi averbado no registro do imóvel.
"Nesse sentido, pelo princípio da cautela, avalia-se pertinente a suspensão temporária dos imóveis em questão no sistema de informação para gestão de imóveis dominiais da União, de modo a restringir a transferência de posse e evitar a extensão desse caso a outras partes", diz o despacho.
A suspensão ocorreu após representações da deputada Tabata Amaral ( PSB-SP ) e do deputado Rogério Correia ( PT-MG ), que questionam possíveis irregularidades na transferência do imóvel.
Como o UOL mostrou, um parecer da SPU chamou atenção para a "celeridade" da transferência.
Documentos encaminhados à PF apontam que a empresa que vendeu a propriedade para a WT Administração pediu a Certidão de Autorização para Transferência (CAT) às 11h33 de 11 de julho de 2022.
O requerimento foi atendido pela própria SPU uma hora e 40 minutos depois.
O material foi encaminhado à Polícia Federal e à Controladoria Geral da União para "avaliação da regularidade e da integridade dos procedimentos" e à Polícia Federal.
A SPU também acionou o Ibama para verificar denúncias de crimes ambientais na ilha.
Willer e Flávio Bolsonaro são investigados por suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo bets.
Uma reportagem da revista Piauí revelou que o senador seria sócio oculto do advogado na casa de apostas Best Bet.
Como revelou o UOL, emails obtidos pela PF indicam que Willer Tomaz dividia uma conta no banco Santander com Flávio Bolsonaro.
Em uma das mensagens, o senador é apontado como "usuário master", credencial que, na prática, permite que mais de uma pessoa ou empresa administre a conta e movimente valores de forma conjunta.
Ambos negam.
Richarlison afirma que comprou a mansão de antigos ocupantes em 2020, por R$ 10 milhões.
Depois da negociação, ele procurou a SPU para regularizar a ocupação do imóvel.
Segundo a atual gestão da secretaria, porém, a regularização não foi concluída.
Willer Tomaz afirma que os antigos moradores não eram proprietários.
Ele diz que comprou a mansão de uma empresa que já tinha o registro do imóvel, e que a autorização de transferência para a WT Administração foi emitida em julho de 2022.
Jogador acusa Willer Tomaz e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de atuarem para retirar seus direitos sobre o imóvel.
Richarlison diz que a movimentação teria ocorrido depois que ele se recusou a vender a mansão ao parlamentar.
Em nota enviada hoje (6) ao UOL, Willer Tomaz afirmou que a suspensão dos registros "trata-se de medida temporária e cautelar, adotada a partir de representação apresentada por uma deputada federal".
O texto diz ainda que "não há nenhuma decisão contra a regularidade da ocupação, que será integralmente demonstrada".
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário.
Leia as Regras de Uso do UOL.”
Encontrou um erro?VerdadeiroA decisão atendeu a representação de Tábata Amaral e considerou anotações ou bloqueios judiciais nas matrículas dos imóveis.
Esquerda Centro DireitaDiário do Centro do Mundo, Jovem Pan, Revista Fórum, O Globo, UOL
A representação e as anotações ou indisponibilidades judiciais aparecem nos relatos dos veículos de esquerda, centro e direita; UOL também menciona representação de Rogério Correia.
Ver fontes e trechos (5)
VerdadeiroA suspensão é temporária e cautelar, busca restringir transferências e não encerra a apuração sobre a regularidade da ocupação.
Esquerda CentroDiário do Centro do Mundo, Revista Fórum, O Globo, UOL
Os relatos descrevem a medida como temporária e voltada a restringir transferências; Diário do Centro do Mundo afirma expressamente que ela não encerra a apuração.
Ver fontes e trechos (4)
VerdadeiroEm 11 de julho de 2022, a CAT foi solicitada às 11h33 e emitida às 13h13; Tomaz afirma que o processo administrativo mais amplo durou 62 dias.
Esquerda CentroDiário do Centro do Mundo, Revista Fórum, O Globo
Diário do Centro do Mundo, Revista Fórum e O Globo informam os horários da solicitação e emissão. Diário do Centro do Mundo e O Globo atribuem a Tomaz a afirmação de que o processo mais amplo durou 62 dias.
Ver fontes e trechos (3)
VerdadeiroA SPU ainda buscava esclarecer se a área reivindicada por Richarlison correspondia ao cadastro usado na transferência para a empresa ligada a Tomaz.
Esquerda CentroDiário do Centro do Mundo, Revista Fórum, O Globo
Os relatos dos veículos de esquerda e centro dizem que a correspondência entre as áreas permanecia sob análise, sem conclusão registrada nos trechos.
Ver fontes e trechos (3)