VerdadeiroOs democratas conquistaram maioria nas duas casas do Congresso nas eleições de meio de mandato de 2026.
Esquerda Centro DireitaUOL, Veja, g1
UOL e g1 relatam maioria democrata nas duas casas; Veja também descreve um Congresso controlado pelos democratas. Agência Lupa confirma a vantagem democrata na Câmara e no Senado.
Ver fontes e trechos (4)
- UOL · Reportagem
Pete Hegseth fica sob pressão após fiasco republicano nas eleições dos EUA
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“O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, vem enfrentando pressões por todos os lados após a derrota do Partido Republicano de Donald Trump nas eleições de meio de mandato.
Aliados associaram o resultado nas urnas à guerra contra o Irã - um conflito defendido e promovido pelo chefe do Pentágono.
Enquanto isso, a oposição democrata, que conquistou maioria nas duas casas do Congresso americano, sinaliza que pretende colocá-lo sob forte escrutínio.
O ex-apresentador da emissora conservadora Fox News e ex-oficial da Guarda Nacional sobreviveu a uma série de escândalos desde que assumiu o cargo, no início de 2025, mas é possível que seu tempo no poder esteja chegando ao fim.
Até agora, Trump manteve seu apoio a Hegseth.
Ao ser perguntado sobre uma possível troca no comando do Departamento de Defesa - cujo nome Hegseth mudou para Departamento de Guerra, embora seja um título secundário -, o presidente insistiu que ele está fazendo "um trabalho muito bom".
Tanto Trump quanto o vice-presidente J.D.
Vance culparam a guerra contra o Irã pelas derrotas nas eleições de meio de mandato.
Com sua esmagadora vitória nas eleições, os democratas ganharam poder para abrir investigações e restringir o financiamento ao Departamento de Defesa e ao conflito.
A guerra levou Teerã a bloquear parcialmente o Estreito de Ormuz, gerando entraves ao transporte marítimo de petróleo e gás produzidos no Oriente Médio e impondo um forte impacto na economia global.
A consequente disparada nos preços, especialmente os de combustíveis e de energia, irritou os eleitores americanos.
"O motivo de termos perdido [as eleições] é a guerra", afirmou Vance sobre a onda democrata, declaração que Trump considerou "em grande parte verdadeira".
O vice-presidente apontou que o conflito custou aos republicanos o controle do Congresso em um momento em que o governo busca aprovar um pacote de gastos com defesa de 1,5 trilhão de dólares (R$ 8,3 trilhões).
Após o resultado das eleições parlamentares, alguns legisladores já deixaram claro que Hegseth e a guerra contra o Irã estão na mira do Congresso.
"Por que Pete Hegseth ainda está por aí?", questionou Hakeem Jeffries, o principal nome do Partido Democrata na Câmara dos Representantes, nas redes sociais.
"Vou atrás de Pete Hegseth.
Ele não é apenas incompetente e corrupto; ele está comprometendo nossa segurança nacional e a integridade de nossas tropas", afirmou o deputado Jason Crow, membro democrata do Comitê de Serviços Armados da Câmara.
O deputado Adam Smith, principal democrata no comitê, afirmou que a prioridade máxima seria "exercer uma fiscalização rigorosa sobre o Departamento de Defesa e a administração Trump", incluindo no que diz respeito à "guerra ilegal contra o Irã".
Hegseth também enfrenta uma ameaça por parte de um membro do Partido Republicano, o deputado em fim de mandato Thomas Massie, que planeja apresentar um pedido de impeachment tão logo a Câmara retome suas atividades na próxima semana.
"Existe uma única hipótese em que não reapresentarei o pedido de impeachment: se Hegseth renunciar", declarou.
O parlamentar, que também se opõe a Trump, já havia tentado avançar o impeachment de Hegseth no início deste ano, mas os republicanos levaram a Câmara ao recesso antes que a votação pudesse ocorrer.
Em uma mensagem de vídeo divulgada nesta quinta-feira (06/01), Hegseth admitiu estar pressionado, mas defendeu sua gestão ao descrever a guerra como um "esforço corajoso e histórico".
"Eles me atacam, nos atacam, porque somos eficazes.
Não vai funcionar.
Não vamos recuar", declarou, em uma gravação feita na escadaria do Pentágono.
Hegseth descartou o que chamou de "pedido de impeachment farsesco" de Massie, a quem descreveu como um "congressista derrotado e insatisfeito", e equiparou a tentativa de destituí-lo aos processos de impeachment enfrentados anteriormente por Trump.
"Trata-se, pura e simplesmente, de uma política de destruição pessoal.
Não funcionou contra o presidente Trump e não funcionará comigo", afirmou.
Nos últimos dois anos, Hegseth esteve no centro de diversos escândalos e polêmicas.
O mais recente envolveu um plano para transmitir ao vivo uma execução por fuzilamento, o que acabou sendo descartado por Trump.
Poucos meses após Hegseth assumir o cargo, a revista The Atlantic revelou que seu editor-chefe havia sido incluído, por engano, em um grupo no aplicativo de mensagens Signal, no qual o chefe do Pentágono e outras autoridades discutiam ataques iminentes no Iêmen.
Ações contra embarcações suspeitas de tráfico de drogas no Caribe e no Pacífico oriental também geraram controvérsia, especialmente um ataque no ano passado que deixou sobreviventes, os quais foram mortos em uma segunda investida.
Outras medidas polêmicas sob a gestão de Hegseth incluíram a demissão de vários militares de alto escalão - entre eles o oficial de maior patente do país, Charles "CQ" Brown -, frequentemente sem qualquer explicação pública, ou com justificativas mínimas.
O deputado Smith afirmou que os ataques a embarcações, o envio de tropas por parte de Trump a cidades dos EUA e a "politização flagrante e corrosiva de nossas Forças Armadas" estão, todos, no topo da lista de questões a serem investigadas pelo novo Congresso.
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário.
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- Veja · Reportagem
Casa Branca nega saída de Rubio e Hegseth após derrota republicana nas eleições
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“A Casa Branca negou nesta quinta-feira, 5, os rumores de que o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, e o secretário de Defesa, Pete Hegseth, poderiam deixar seus cargos após a derrota dos republicanos nas eleições de meio de mandato.
As especulações surgiram em meio à pressão sobre o governo de Donald Trump, que enfrentará um Congresso controlado pelos democratas a partir de janeiro.Hegseth se tornou alvo de ataques pela condução da guerra contra o Irã, apontada por Trump e pelo vice-presidente, J.D.
Vance, como um dos fatores que contribuíram para o resultado eleitoral.
Segundo a emissora americana CBS, o presidente americano consultou assessores sobre a permanência do secretário.
Questionado sobre o futuro de Hegseth, no entanto, Trump disse à emissora ABC que tinha "toda a intenção" de mantê-lo no cargo.
Mais tarde, em conversa com jornalistas na Casa Branca, o republicano elogiou o secretário e afirmou que ele havia feito um “trabalho fantástico”.
+ Democratas conquistam mais quatro cadeiras e ampliam vantagem na Câmara dos EUA O secretário também enfrenta pressão no Congresso.
O deputado republicano Thomas Massie, crítico de Trump, disse que pretende acionar um pedido de impeachment contra Hegseth já na próxima semana.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, o chefe do Pentágono defendeu sua gestão e classificou a iniciativa como uma farsa.Rubio, por sua vez, rejeitou as especulações de que estaria considerando deixar o governo.
Em entrevista ao jornal americano The New York Times, o secretário disse que trabalhar com Trump até o fim de seu mandato “sempre foi” seu plano.
A Casa Branca e o Departamento de Estado também desmentiram os rumores.
"Adoro o trabalho que estou fazendo", afirmou Rubio.
"E, além disso, rio sempre quando dizem que vou deixar o cargo.
Pergunto: Qual deles?'"
O secretário de Estado, que também atua como conselheiro de Segurança Nacional, é citado como um possível candidato republicano à Presidência em 2028.
Na entrevista, porém, ele evitou comentar sobre seu futuro político.”
- g1 · Reportagem
Após governo Trump perder midterms, deputados dos EUA podem votar impeachment do chefe do Pentágono, diz TV
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“O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, fala durante uma declaração à imprensa ao chegar para uma reunião de ministros da defesa da OTAN na sede da organização em Bruxelas, quinta-feira, 18 de junho de 2026. — Foto: AP Photo/Virginia Mayo
Após derrota do governo Trump nas midterms, deputados do Congresso dos Estados Unidos podem votar o impeachment do chefe do Pentágono, Pete Hegseth, já na próxima semana, segundo a TV CNN Internacional.
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O movimento ocorre após uma derrota histórica do governo Trump nas eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms, na qual os democratas conquistaram maioria na Câmara dos Deputados e no Senado.
"Os republicanos rapidamente se voltaram contra Pete Hegseth após [derrota nas] midterms", afirmou a reportagem.
O presidente dos EUA, Donald Trump , afirmou à "ABC News" nesta quinta-feira que "tem toda a intenção de manter Hegseth no cargo".
Ao mesmo tempo, ele admitiu que seria mais fácil para ele apenas nomear um novo secretário de Guerra antes dos democratas assumirem o Congresso em janeiro.”
- Agência Lupa · Checagem
É falso que Republicanos conquistaram maioria da Câmara dos Deputados dos EUA em 2026
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“Circula nas redes sociais uma imagem que mostra que Donald Trump teria vencido as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos — quando são eleitos governadores, deputados e senadores.
A publicação indica que o Partido Republicano, do qual o presidente faz parte, teria conquistado 245 das 435 cadeiras na Câmara dos Deputados, superando as 218 vagas necessárias para ter a maioria da Casa, enquanto os democratas teriam levado 190 lugares.
É falso.
Por WhatsApp, leitores da Lupa sugeriram que esse conteúdo fosse analisado.
Confira a seguir o trabalho de verificação: “Eleições 2026: Donald Trump vence” - Texto de imagem que circula em redes sociais.
Resultados oficiais das eleições de meio mandato mostram que o Partido Democrata, que se opõe a Donald Trump, conquistou a maior parte das cadeiras para a Câmara dos Deputados.
Até a manhã desta quinta-feira (5), a sigla havia confirmado 240 assentos contra 147 dos Republicanos.
Outros 48 seguiam indefinidos.
Assim, mesmo com a apuração de votos em andamento nesta quinta (5), é impossível que o Partido Republicano conquiste a maioria das vagas na Casa.
A emissora CNBC projeta que os Democratas, não os Republicanos, conquistem 245 cadeiras.
A imagem que circula nas redes altera os partidos dessa projeção para desinformar sobre os resultados.
O partido democrata também conquistou a maior parte dos assentos no Senado americano, com 54 assentos, contra 44 de Republicanos e 2 indefinidos até esta publicação.
Foi a primeira vez em décadas que a sigla elegeu senadores nos estados do Texas e Kansas.
O resultado impôs uma derrota histórica contra Donald Trump, ao contrário do que indica o post nas redes sociais.
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Encontrou um erro?VerdadeiroTrump e J.D. Vance atribuíram parte da derrota eleitoral à guerra contra o Irã.
Esquerda Centro DireitaUOL, O Globo, Veja, CNN Brasil, Diário do Centro do Mundo
Os trechos relatam declarações de Trump e Vance relacionando o conflito ao resultado; Veja e CNN Brasil o descrevem como um dos fatores da derrota.
Ver fontes e trechos (6)
VerdadeiroA Casa Branca negou rumores de que Hegseth e Rubio deixariam seus cargos após a derrota eleitoral.
Centro DireitaO Globo, Veja
O Globo e Veja relatam negativas da Casa Branca sobre a saída dos dois secretários, em reportagens de grupos diferentes.
Ver fontes e trechos (2)
VerdadeiroThomas Massie disse que pretendia avançar um pedido de impeachment contra Hegseth na semana seguinte.
Esquerda DireitaUOL, Veja, Diário do Centro do Mundo
UOL, Veja e Diário do Centro do Mundo relatam a intenção atribuída a Massie de apresentar ou acionar o pedido quando a Câmara retomasse os trabalhos; DW Brasil também registra o plano.
Ver fontes e trechos (4)
VerdadeiroTrump manteve apoio a Hegseth e elogiou seu trabalho após a derrota eleitoral.
Esquerda Centro DireitaUOL, Veja, Folha de S.Paulo, Diário do Centro do Mundo, g1
Os trechos relatam que Trump defendeu o secretário e afirmou que ele fazia um trabalho bom ou fantástico; DW Brasil também registra a manutenção do apoio.
Ver fontes e trechos (6)
VerdadeiroRubio negou que planejasse deixar o governo e disse que pretendia trabalhar com Trump até o fim do mandato.
Centro DireitaO Globo, Veja, CNN Brasil
O Globo e Veja reproduzem declarações de Rubio negando a saída e indicando intenção de permanecer; CNN Brasil também relata que ele ficaria até o fim do mandato.
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