VerdadeiroO conselho aprovou uma lista de 27 minerais, divididos em três classes de prioridade: alta, média e baixa.
Esquerda Centro DireitaRevista Fórum, O Globo, Gazeta do Povo, Brasil de Fato, Poder360, Estadão, ICL Notícias, Agência Brasil, Folha de S.Paulo, g1, CNN Brasil
Os relatos dos três grupos informam a aprovação da lista de 27 minerais e sua divisão em três níveis.
Ver fontes e trechos (6)
- Revista Fórum · Reportagem
Terras raras: Lula reúne conselho, que aprova lista de minerais prioritários a serem refinados no Brasil
Trecho consultado na análise
“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deu mais um passo para transformar as reservas minerais brasileiras em instrumento de desenvolvimento econômico, tecnológico e de soberania nacional.
Em sua primeira reunião, o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE) aprovou uma lista de 27 minerais e grupos de substâncias que terão prioridade na política industrial brasileira, incluindo terras raras, lítio, grafita, níquel e urânio.
A decisão busca mudar a lógica de exploração das riquezas naturais do país, historicamente marcada pela exportação de matérias-primas e pela importação de produtos industrializados de maior valor agregado.
A intenção do governo é estimular o refino e o processamento desses minerais em território nacional, criando empregos qualificados e desenvolvendo tecnologias que hoje estão concentradas em outras potências econômicas.
Em publicação na rede X, Lula destacou que a iniciativa representa uma mudança de estratégia para o aproveitamento das riquezas minerais brasileiras.
"Queremos transformar nossas riquezas em tecnologia, inovação e desenvolvimento.
Vamos construir parcerias com outros países, mas sempre protegendo nossa soberania", afirmou.
O presidente ressaltou que esses recursos são fundamentais para setores que vão da indústria de eletrônicos à defesa nacional.
"O Brasil tem minerais estratégicos para o futuro do planeta.
São recursos essenciais para fabricar celulares, baterias de veículos elétricos, painéis solares, processadores, turbinas, radares, foguetes e equipamentos de defesa", escreveu. https://x.com/LulaOficial/status/2118519529789608040 Terras raras e outros oito minerais terão prioridade máxima A lista aprovada pelo conselho estabelece três níveis de prioridade, levando em consideração fatores como riscos geopolíticos, concentração da produção mundial, dependência externa e importância para a indústria brasileira.
Na primeira categoria, considerada de prioridade máxima, estão nove minerais ou grupos de substâncias: Terras raras Grafita Lítio Níquel Cobalto Cobre Manganês Silício Urânio Esses recursos são considerados fundamentais para a transição energética, a fabricação de equipamentos eletrônicos, a indústria de defesa e o desenvolvimento de novas tecnologias.
Além de receberem prioridade nos mecanismos de financiamento e incentivo público, os projetos relacionados a esses minerais estarão sujeitos à análise de controle acionário e de contratos de venda.
Na prática, a medida cria instrumentos para que o Estado acompanhe não apenas quem controla empresas ligadas à exploração desses recursos, mas também aspectos de sua comercialização.
A resolução, entretanto, não representa uma proibição automática de exportações ou de participação estrangeira.
Os mecanismos de análise e controle ainda dependem de regulamentação e implementação.
Os 27 minerais estratégicos do Brasil A segunda categoria reúne oito substâncias consideradas importantes para reduzir vulnerabilidades da indústria nacional: tungstênio, cromo, vanádio, tântalo, titânio, fosfato, potássio e enxofre.
São matérias-primas utilizadas em setores como agricultura, siderurgia, indústria química e fabricação de equipamentos de alta tecnologia.
Já a terceira categoria contempla dez minerais ou grupos de substâncias: nióbio, estanho, ferro, zinco, ouro, magnésio, molibdênio, tório, alumínio e o grupo da platina.
Esses recursos ficarão sujeitos a monitoramento estratégico contínuo, mas terão menor prioridade nos mecanismos de fomento.
A análise regulatória prevista para essa categoria ficará restrita ao controle acionário, sem abranger os contratos de venda.
A seleção foi elaborada a partir de estudos e levantamentos do Ministério de Minas e Energia, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Centro de Tecnologia Mineral e consultorias especializadas, além de referências internacionais.
Soberania nacional e disputa pela tecnologia A decisão do governo Lula ocorre em um cenário de crescente disputa internacional pelo controle de minerais considerados essenciais para a economia do futuro.
As terras raras, por exemplo, são utilizadas na fabricação de ímãs de alto desempenho empregados em veículos elétricos, turbinas eólicas e equipamentos militares.
O lítio e o grafite são fundamentais para determinadas tecnologias de baterias, enquanto o cobre desempenha papel central na eletrificação da economia.
O desafio brasileiro não se limita à existência de reservas minerais.
Envolve também a capacidade de desenvolver tecnologias de separação, refino e processamento, além de construir uma cadeia industrial capaz de transformar esses recursos em produtos de maior valor agregado.
É justamente nessa etapa que se concentra parte importante dos ganhos econômicos e tecnológicos.
Ao defender o processamento dos minerais em território nacional, Lula pretende ampliar a participação brasileira nas cadeias globais de produção, evitando que o país fique restrito à condição de fornecedor de matérias-primas para indústrias estrangeiras.
"Aprovamos uma lista de elementos e substâncias prioritários para que possamos refinar e industrializar nossos minerais aqui mesmo, no Brasil", afirmou o presidente na publicação.
A estratégia não descarta investimentos ou parcerias internacionais.
Ao contrário, Lula defende a cooperação com outros países, mas condicionada à preservação da soberania brasileira sobre seus recursos estratégicos.
"Não queremos apenas deixar buraco nas cidades", diz Lula A reunião também aprovou o regimento interno do conselho e definiu prazos para a estruturação do Plano Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, que deverá orientar as próximas medidas do governo.
O encontro foi presidido por Lula e coordenado pela ministra da Casa Civil, Míriam Belchior.
O ministro substituto da Secretaria-Geral da Presidência, Josué Rocha, responsável pela presidência do CIMCE, também participou.
Ao encerrar a reunião, Lula associou a política mineral à necessidade de garantir que a exploração das riquezas naturais produza benefícios concretos para a população.
"Não queremos apenas deixar buraco nas cidades, queremos deixar escola, queremos deixar emprego de qualidade, queremos deixar universidade", declarou.
O presidente acrescentou que o objetivo é assegurar dignidade às futuras gerações e construir um país com mais oportunidades.
Na publicação no X, Lula reforçou o compromisso de transformar a exploração mineral em desenvolvimento econômico e social.
"A prioridade é gerar empregos, criar oportunidades para o nosso povo e garantir que a riqueza dos nossos recursos naturais contribua para o crescimento econômico do Brasil."
O desafio agora será transformar a decisão política em investimentos, infraestrutura industrial, transferência de tecnologia e capacidade efetiva de refino no país.”
- O Globo · Reportagem
Governo define 27 minerais estratégicos que terão prioridade em incentivos para exploração no Brasil
Trecho consultado na análise
“O Conselho Nacional para a Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE) aprovou nesta quinta-feira a lista dos minerais considerados críticos e estratégicos que serão priorizados pela política nacional sobre o tema.
Nesta quinta-feira, o Conselho fez sua primeira reunião após a sanção da política nacional de minerais críticos pelo presidente Lula em setembro.
No total, foram 27 minerais que entraram para a lista.
Somente os empreendimentos de minerais críticos focados nesses materiais poderão receber apoio governamental.
Uma das ferramentas de estímulo ao setor será um fundo garantidor para facilitar a concessão de créditos para a atividade mineral, com capacidade de até R$ 5 bilhões.
Os minerais foram distribuídos em três classes, de acordo com a importância para o Brasil em termos de soberania e industrialização, e considerando os seguintes fatores: o risco geopolítico; a concentração geográfica da produção; o potencial de substituição; a posição brasileira na cadeia; e a dependência e vulnerabilidade do país.
As classes também sinalizam a prioridade no acesso aos instrumentos de fomento previstos na política.
São considerados críticos aqueles minerais essenciais para setores-chave da economia e cuja oferta está concentrada em poucos países ou sujeita a instabilidades.
Entram nessa lista o lítio, o nióbio, o cobalto, o grafite e as próprias terras-raras.
No caso do lítio, fundamental para baterias de carros elétricos, o Brasil detém cerca de 8% das reservas mundiais.
Já em nióbio, usado na produção de ligas metálicas de alta resistência para a indústria e para o setor aeroespacial, o país responde por 93,1% das reservas globais.
Dentre esses minerais, estão as chamadas terras raras, um grupo de 17 elementos considerados essenciais para a indústria de tecnologia.
Apesar do nome, elas podem ser encontradas em diversos locais do mundo, mas sua extração e separação exigem procedimentos complexos.
Entre outros incentivos, a política nacional também prevê créditos fiscais de até 20% dos valores pagos pelos projetos contemplados, com limite anual de R$ 1 bilhão entre 2030 e 2034.
Como forma de incentivar o tratamento dos produtos no país, a concessão dos créditos terá percentual variável conforme o nível de agregação de valor promovido no país.
Segue a lista aprovada:
Classe I - Prioridade Alta
Terras Raras Grafita Lítio Níquel Cobalto Cobre Manganês Silício Urânio
Classe II - Prioridade Média
Tungstênio Cromo Vanádio Tântalo Titânio Fosfato Potássio Enxofre
Classe III - Prioridade Baixa
Nióbio Estanho Ferro Zinco Ouro Magnésio Molibdênio Tório Alumínio Grupo da Platina”
- Gazeta do Povo · Reportagem
Governo coloca ouro e nióbio entre minerais críticos de baixa prioridade; veja lista completa
Trecho consultado na análise
“O Conselho Nacional para a Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE) aprovou nesta quinta-feira (5) uma lista de minerais considerados críticos ou estratégicos, como parte da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE).
O movimento amplia o controle estatal sobre operações comerciais e participações estrangeiras no setor mineral.
Com ele, as empresas que trabalham com os minerais listados devem submeter a homologação qualquer alteração direta ou indireta no controle societário.
Há também incentivos financeiros: os projetos envolvendo os minerais listado poderão obter benefícios específicos, como o acesso ao Fundo Garantidor da Atividade Mineral (FGAM).
O governo pode injetar até R$ 2 bilhões neste fundo.
A participação na lista, porém, não gera acesso automático aos benefícios.
A pauta combina o contexto econômico e tecnológico global e o discurso de soberania nacional adotado pelo governo do presidente Lula (PT).
Os minerais críticos e estratégicos são utilizados na fabricação de baterias, veículos elétricos, equipamentos de energia renovável, semicondutores e tecnologias militares.
A crescente demanda por esses insumos ampliou a disputa internacional pelo acesso às reservas e pelo controle das cadeias de processamento.
A China ocupa uma posição importante nesse mercado.
Segundo a Agência Internacional de Energia (IEA), o país concentrou 91% do refino mundial das terras raras utilizadas na fabricação de ímãs e 94% da produção desses componentes em 2024.
A concentração chama a atenção de outros países, sobretudo diante das restrições chinesas à exportação de determinados minerais, que já provocaram dificuldades de abastecimento em setores industriais.
O governo brasileiro quer que o país amplie sua participação na cadeia produtiva, em vez de apenas extrair e exportar as matérias-primas.
Dados da Agência Nacional de Mineração (ANM) mostram que, em 2025, o país produziu 326 toneladas de concentrado de óxidos de terras raras, exportou US$ 14,9 milhões desse material e importou US$ 30,6 milhões em produtos transformados, como óxidos e ímãs.
Lula incorporou esse debate ao discurso de soberania nacional.
Em maio, afirmou que o Brasil não abriria mão de sua soberania sobre as terras raras e os minerais críticos, embora admitisse parcerias com investidores estrangeiros.
Em setembro, durante a sanção da política nacional para o setor, voltou a defender que o Brasil desenvolvesse sua capacidade de refino e industrialização.
"Nossa soberania não está à venda", declarou.
Veja a lista dos minerais críticos A lista dos minerais críticos ou estratégicos possui três níveis.
A classificação considerou o risco geopolítico, concrentração da produção, potencial de substituição, posição brasileira no mercado e dependência e vulnerabilidade do país.
As classes de maior prioridade saem na frente no acesso aos benefícios financeiros.
Classe I - prioridade alta Classe II - prioridade média Classe III - prioridade baixa”
- Estadão · Reportagem
Governo Lula elenca 27 minerais críticos e prevê triagem nos contratos de venda
Trecho consultado na análise
“BRASÍLIA - A ministra da Casa Civil , Miriam Belchior , informou nesta quinta-feira, 5, uma lista inicial de 27 minerais classificados como críticos e estratégicos , divididos em três grupos, após a primeira reunião do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (Cimce).
Foi adotada uma lógica de priorização, o que significa que alguns bens minerários poderão ser contemplados mais rapidamente com as medidas de fomento previstas em lei ou terão maior atenção do Conselho.
A Classe I, classificada com prioridade alta, contempla: Terras Raras, Grafita, Lítio, Níquel, Cobalto, Cobre, Manganês, Silício Urânio.
A Classe II, com prioridade média, abrange: Tungstênio, Cromo, Vanádio, Tântalo, Titânio, Fosfato, Potássio Enxofre.
Para os dois grupos, poderá ocorrer a triagem de controle acionário e de contratos de venda.
Já a Classe III, com prioridade baixa, abarca: Nióbio, Estanho, Ferro, Zinco, Ouro, Magnésio, Molibdênio, Tório, Alumínio Grupo da Platina.
Poderá”
- Agência Brasil · Reportagem
Governo define minerais críticos prioritários para investimentos
Trecho consultado na análise
“O Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos se reuniu na tarde desta quinta-feira (5) para aprovar a lista de prioridades do governo federal para minerais críticos e estratégicos.
São 27 minerais listados, em grupos de três prioridades – alta, média e baixa –, a serem consideradas no direcionamento de políticas públicas e recursos de fomento.
A classificação levou cinco critérios em consideração: risco geopolítico envolvendo o mineral; concentração de oferta; se esse mineral é substituível ou não; a posição do Brasil na cadeia de produção (se ainda precisar de mais desenvolvimento, ele sobe na lista); e dependência que o Brasil tem daquele mineral em relação a outros países.
A lei que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos foi sancionada em 16 de setembro, após aprovação no Congresso Nacional.
O texto prevê investimentos de até R$ 7 bilhões por meio de incentivos a projetos de processamento e transformação dos minerais.
E são esses investimentos que serão direcionados respeitando as prioridades definidas na lista aprovada na reunião de hoje.
O objetivo é criar uma nova indústria no país para processar esses minerais e transformá-los em produtos prontos, como baterias de carros elétricos, e tirar o Brasil do papel de mero exportador de matéria-prima.
O país tem a segunda maior reserva de grafita no mundo, a terceira de níquel, a quarta de manganês, e quer ampliar investimento no setor.
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Os minerais no topo da lista, inclusive, são essenciais para as baterias dos veículos elétricos, para os ímãs permanentes e para sistemas de armazenamento de energia.
Como são fundamentais em um mercado em franca expansão, níquel, grafita, lítio, entre outros, receberão prioridade em investimentos para desenvolvimento.
“Por muito tempo exportamos essa riqueza em estado bruto e importamos o produto pronto, com valor agregado lá fora.
Queremos romper esse ciclo e definir uma estratégia para o desenvolvimento aqui”, disse o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa.
Presente na reunião do conselho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a importância de se desenvolver uma indústria de minerais no Brasil.
Para isso, Lula defendeu parcerias com outros países.
“Não queremos fazer com que o Estado seja o senhor supremo da exploração, da transformação, da industrialização.
Nós queremos construir parceria, precisamos aprender.
Precisamos construir com outros países que queiram participar conosco do processo de transformação e exploração dessa riqueza.”
Saiba mais no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil
A lista aprovada no Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos foi criada a partir de outras já existentes no Ministério de Minas e Energia (MME), no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), entre outros órgãos.
Foram elencados, por ordem de prioridade no investimento, 27 minerais.
Mas a lista não é definitiva e outros podem entrar, a depender dos critérios já utilizados na definição da relação aprovada hoje.”
- CNN Brasil · Reportagem
Brasil define lista de minerais críticos e estratégicos; entenda
Trecho consultado na análise
“O governo federal definiu, nesta quinta-feira (5), uma lista de 27 minerais críticos e estratégicos divididos em três níveis de prioridade.
A classificação considera a importância econômica de cada substância, os riscos geopolíticos associados à sua oferta e a posição do Brasil nas cadeias produtivas globais.
A relação foi apresentada durante a primeira reunião do CIMCE (Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos), realizada no Palácio do Planalto, em Brasília.
Entre os minerais classificados na categoria de maior prioridade estão terras raras, lítio, grafita e cobre, considerados importantes para setores como energia, tecnologia, indústria automotiva e defesa.
Já substâncias como nióbio, minério de ferro e ouro foram incluídas na terceira classe, de menor prioridade dentro da nova política mineral brasileira.
A divisão deverá servir de referência para a atuação do governo na concessão de incentivos à atividade mineral, no desenvolvimento de cadeias industriais e na análise de determinadas operações empresariais envolvendo ativos considerados estratégicos.
A classificação foi apresentada um dia após a publicação do Decreto nº 13.146, que estabeleceu os critérios para definir quais substâncias poderão ser consideradas críticas ou estratégicas e como elas poderão ser organizadas em diferentes níveis de prioridade.
O decreto determina que a classificação considere cinco parâmetros principais: risco geopolítico, concentração da oferta mundial, possibilidade de substituição por outros materiais, posição brasileira na cadeia produtiva e dependência ou vulnerabilidade do país em relação ao abastecimento.
Veja como ficou a divisão apresentada pelo governo: Classe I — Prioridade alta A primeira categoria reúne nove minerais considerados de maior relevância para os interesses nacionais e que demandam atuação prioritária do Estado.
São eles: Terras raras Grafita Lítio Níquel Cobalto Cobre Manganês Silício Urânio Segundo a apresentação do governo, essa categoria reúne substâncias com elevado risco geopolítico, alta concentração da oferta mundial e baixa possibilidade de substituição por outros materiais.
O grupo também concentra os minerais que deverão receber prioridade máxima na aplicação dos instrumentos de fomento previstos na nova política mineral.
Classe II — Prioridade média A segunda categoria compreende oito minerais cuja relevância justifica medidas de desenvolvimento, redução de vulnerabilidades no abastecimento e fortalecimento de cadeias produtivas.
São eles: Tungstênio Cromo Vanádio Tântalo Titânio Fosfato Potássio Enxofre Essas substâncias deverão receber prioridade intermediária nos instrumentos de fomento, conforme os critérios apresentados pelo governo.
A inclusão de fosfato e potássio, por exemplo, reflete a importância desses insumos para a produção de fertilizantes e para a segurança do abastecimento agrícola brasileiro.
Classe III — Prioridade baixa A terceira categoria reúne dez substâncias cuja importância estratégica justifica acompanhamento e reavaliação periódica pelo governo.
São elas: Nióbio Estanho Ferro Zinco Ouro Magnésio Molibdênio Tório Alumínio Metais do grupo da platina A presença do nióbio e do minério de ferro na categoria de menor prioridade não significa que essas substâncias tenham perdido importância econômica ou deixado de ser consideradas estratégicas.
A classificação leva em consideração, entre outros fatores, a capacidade brasileira de produção, a dependência de fornecedores externos e os riscos associados à oferta internacional.
O Brasil possui posição relevante na produção mundial de minério de ferro e nióbio, diferentemente de outras cadeias nas quais ainda enfrenta dificuldades para desenvolver etapas de processamento e transformação industrial.
O que muda para as mineradoras?
A nova classificação deverá orientar a implementação dos instrumentos previstos na Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, sancionada em setembro deste ano.
Entre eles estão mecanismos de financiamento, garantias para projetos minerais e incentivos voltados ao beneficiamento, processamento e transformação industrial de matérias-primas dentro do Brasil.
A apresentação do governo também relaciona as classes de prioridade ao mecanismo de triagem de investimentos, que permitirá ao conselho analisar determinadas mudanças de controle acionário de empresas mineradoras e contratos de fornecimento.
Esse mecanismo poderá permitir ao governo aprovar operações, estabelecer condições para sua realização ou negar a homologação de negócios considerados incompatíveis com os interesses estratégicos nacionais.
As regras específicas para definir quais operações estarão sujeitas à análise, entretanto, ainda dependem de regulamentação.
O decreto publicado na quarta-feira (4) também estabelece que a classificação de uma substância em determinada categoria não garante automaticamente benefícios fiscais, financiamento ou habilitação de projetos.
A lista deverá ser revista ordinariamente a cada quatro anos, com possibilidade de alterações extraordinárias em razão de mudanças econômicas, tecnológicas e geopolíticas.
Nova política mineral A definição das prioridades representa uma das primeiras etapas da implementação do CIMCE, criado para coordenar a política brasileira de minerais críticos e estratégicos.
O conselho é presidido pela Casa Civil, enquanto o MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) coordena o Comitê Executivo e abriga a Secretaria-Executiva.
A nova estrutura terá atribuições relacionadas à classificação de minerais, seleção de projetos prioritários, estímulo à industrialização e análise de determinadas operações empresariais.
A estratégia do governo é ampliar a participação brasileira nas cadeias globais de minerais críticos, em um cenário de crescente disputa internacional por matérias-primas utilizadas na transição energética, na indústria tecnológica e em equipamentos de defesa.
Um dos principais objetivos é fazer com que o país avance além da extração mineral, atraindo investimentos para etapas de beneficiamento, refino e industrialização que atualmente se concentram em outros países. https://www.youtube.com/watch?
v=xF4dcxIK6ws”
Encontrou um erro?VerdadeiroA classe alta reúne nove minerais, como terras raras e lítio; a baixa inclui nióbio e ouro.
Esquerda Centro DireitaRevista Fórum, O Globo, Gazeta do Povo, Estadão, ICL Notícias, Agência Brasil, g1, CNN Brasil
A lista da classe alta aparece em relatos dos três grupos; nióbio e ouro são citados na classe baixa nos veículos de centro e direita.
Ver fontes e trechos (7)
- Revista Fórum · Reportagem
Terras raras: Lula reúne conselho, que aprova lista de minerais prioritários a serem refinados no Brasil
Trecho consultado na análise
“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deu mais um passo para transformar as reservas minerais brasileiras em instrumento de desenvolvimento econômico, tecnológico e de soberania nacional.
Em sua primeira reunião, o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE) aprovou uma lista de 27 minerais e grupos de substâncias que terão prioridade na política industrial brasileira, incluindo terras raras, lítio, grafita, níquel e urânio.
A decisão busca mudar a lógica de exploração das riquezas naturais do país, historicamente marcada pela exportação de matérias-primas e pela importação de produtos industrializados de maior valor agregado.
A intenção do governo é estimular o refino e o processamento desses minerais em território nacional, criando empregos qualificados e desenvolvendo tecnologias que hoje estão concentradas em outras potências econômicas.
Em publicação na rede X, Lula destacou que a iniciativa representa uma mudança de estratégia para o aproveitamento das riquezas minerais brasileiras.
"Queremos transformar nossas riquezas em tecnologia, inovação e desenvolvimento.
Vamos construir parcerias com outros países, mas sempre protegendo nossa soberania", afirmou.
O presidente ressaltou que esses recursos são fundamentais para setores que vão da indústria de eletrônicos à defesa nacional.
"O Brasil tem minerais estratégicos para o futuro do planeta.
São recursos essenciais para fabricar celulares, baterias de veículos elétricos, painéis solares, processadores, turbinas, radares, foguetes e equipamentos de defesa", escreveu. https://x.com/LulaOficial/status/2118519529789608040 Terras raras e outros oito minerais terão prioridade máxima A lista aprovada pelo conselho estabelece três níveis de prioridade, levando em consideração fatores como riscos geopolíticos, concentração da produção mundial, dependência externa e importância para a indústria brasileira.
Na primeira categoria, considerada de prioridade máxima, estão nove minerais ou grupos de substâncias: Terras raras Grafita Lítio Níquel Cobalto Cobre Manganês Silício Urânio Esses recursos são considerados fundamentais para a transição energética, a fabricação de equipamentos eletrônicos, a indústria de defesa e o desenvolvimento de novas tecnologias.
Além de receberem prioridade nos mecanismos de financiamento e incentivo público, os projetos relacionados a esses minerais estarão sujeitos à análise de controle acionário e de contratos de venda.
Na prática, a medida cria instrumentos para que o Estado acompanhe não apenas quem controla empresas ligadas à exploração desses recursos, mas também aspectos de sua comercialização.
A resolução, entretanto, não representa uma proibição automática de exportações ou de participação estrangeira.
Os mecanismos de análise e controle ainda dependem de regulamentação e implementação.
Os 27 minerais estratégicos do Brasil A segunda categoria reúne oito substâncias consideradas importantes para reduzir vulnerabilidades da indústria nacional: tungstênio, cromo, vanádio, tântalo, titânio, fosfato, potássio e enxofre.
São matérias-primas utilizadas em setores como agricultura, siderurgia, indústria química e fabricação de equipamentos de alta tecnologia.
Já a terceira categoria contempla dez minerais ou grupos de substâncias: nióbio, estanho, ferro, zinco, ouro, magnésio, molibdênio, tório, alumínio e o grupo da platina.
Esses recursos ficarão sujeitos a monitoramento estratégico contínuo, mas terão menor prioridade nos mecanismos de fomento.
A análise regulatória prevista para essa categoria ficará restrita ao controle acionário, sem abranger os contratos de venda.
A seleção foi elaborada a partir de estudos e levantamentos do Ministério de Minas e Energia, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Centro de Tecnologia Mineral e consultorias especializadas, além de referências internacionais.
Soberania nacional e disputa pela tecnologia A decisão do governo Lula ocorre em um cenário de crescente disputa internacional pelo controle de minerais considerados essenciais para a economia do futuro.
As terras raras, por exemplo, são utilizadas na fabricação de ímãs de alto desempenho empregados em veículos elétricos, turbinas eólicas e equipamentos militares.
O lítio e o grafite são fundamentais para determinadas tecnologias de baterias, enquanto o cobre desempenha papel central na eletrificação da economia.
O desafio brasileiro não se limita à existência de reservas minerais.
Envolve também a capacidade de desenvolver tecnologias de separação, refino e processamento, além de construir uma cadeia industrial capaz de transformar esses recursos em produtos de maior valor agregado.
É justamente nessa etapa que se concentra parte importante dos ganhos econômicos e tecnológicos.
Ao defender o processamento dos minerais em território nacional, Lula pretende ampliar a participação brasileira nas cadeias globais de produção, evitando que o país fique restrito à condição de fornecedor de matérias-primas para indústrias estrangeiras.
"Aprovamos uma lista de elementos e substâncias prioritários para que possamos refinar e industrializar nossos minerais aqui mesmo, no Brasil", afirmou o presidente na publicação.
A estratégia não descarta investimentos ou parcerias internacionais.
Ao contrário, Lula defende a cooperação com outros países, mas condicionada à preservação da soberania brasileira sobre seus recursos estratégicos.
"Não queremos apenas deixar buraco nas cidades", diz Lula A reunião também aprovou o regimento interno do conselho e definiu prazos para a estruturação do Plano Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, que deverá orientar as próximas medidas do governo.
O encontro foi presidido por Lula e coordenado pela ministra da Casa Civil, Míriam Belchior.
O ministro substituto da Secretaria-Geral da Presidência, Josué Rocha, responsável pela presidência do CIMCE, também participou.
Ao encerrar a reunião, Lula associou a política mineral à necessidade de garantir que a exploração das riquezas naturais produza benefícios concretos para a população.
"Não queremos apenas deixar buraco nas cidades, queremos deixar escola, queremos deixar emprego de qualidade, queremos deixar universidade", declarou.
O presidente acrescentou que o objetivo é assegurar dignidade às futuras gerações e construir um país com mais oportunidades.
Na publicação no X, Lula reforçou o compromisso de transformar a exploração mineral em desenvolvimento econômico e social.
"A prioridade é gerar empregos, criar oportunidades para o nosso povo e garantir que a riqueza dos nossos recursos naturais contribua para o crescimento econômico do Brasil."
O desafio agora será transformar a decisão política em investimentos, infraestrutura industrial, transferência de tecnologia e capacidade efetiva de refino no país.”
VerdadeiroA classificação considera risco geopolítico, concentração da oferta, substituição, posição brasileira na cadeia e dependência ou vulnerabilidade do país.
Esquerda CentroO Globo, Agência Brasil, Folha de S.Paulo, CNN Brasil
Os cinco critérios são enumerados por reportagens dos veículos de esquerda e centro.
Ver fontes e trechos (4)
VerdadeiroA prioridade orienta o acesso a instrumentos de fomento, mas a inclusão na lista não garante benefício automático.
Centro DireitaO Globo, Gazeta do Povo, Agência Brasil, g1, CNN Brasil
Os textos relacionam as classes à prioridade nos incentivos; o Direita ressalva que a inclusão não assegura acesso automático.
Ver fontes e trechos (5)
VerdadeiroO governo pretende ampliar o processamento e a industrialização mineral no Brasil e admite parcerias com outros países.
Esquerda Centro DireitaRevista Fórum, Gazeta do Povo, Poder360, Agência Brasil, Folha de S.Paulo
Os relatos dos três grupos mencionam a agregação de valor no país e, em declarações de Lula ou do governo, a possibilidade de parcerias internacionais.
Ver fontes e trechos (5)
- Revista Fórum · Reportagem
Terras raras: Lula reúne conselho, que aprova lista de minerais prioritários a serem refinados no Brasil
Trecho consultado na análise
“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deu mais um passo para transformar as reservas minerais brasileiras em instrumento de desenvolvimento econômico, tecnológico e de soberania nacional.
Em sua primeira reunião, o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE) aprovou uma lista de 27 minerais e grupos de substâncias que terão prioridade na política industrial brasileira, incluindo terras raras, lítio, grafita, níquel e urânio.
A decisão busca mudar a lógica de exploração das riquezas naturais do país, historicamente marcada pela exportação de matérias-primas e pela importação de produtos industrializados de maior valor agregado.
A intenção do governo é estimular o refino e o processamento desses minerais em território nacional, criando empregos qualificados e desenvolvendo tecnologias que hoje estão concentradas em outras potências econômicas.
Em publicação na rede X, Lula destacou que a iniciativa representa uma mudança de estratégia para o aproveitamento das riquezas minerais brasileiras.
"Queremos transformar nossas riquezas em tecnologia, inovação e desenvolvimento.
Vamos construir parcerias com outros países, mas sempre protegendo nossa soberania", afirmou.
O presidente ressaltou que esses recursos são fundamentais para setores que vão da indústria de eletrônicos à defesa nacional.
"O Brasil tem minerais estratégicos para o futuro do planeta.
São recursos essenciais para fabricar celulares, baterias de veículos elétricos, painéis solares, processadores, turbinas, radares, foguetes e equipamentos de defesa", escreveu. https://x.com/LulaOficial/status/2118519529789608040 Terras raras e outros oito minerais terão prioridade máxima A lista aprovada pelo conselho estabelece três níveis de prioridade, levando em consideração fatores como riscos geopolíticos, concentração da produção mundial, dependência externa e importância para a indústria brasileira.
Na primeira categoria, considerada de prioridade máxima, estão nove minerais ou grupos de substâncias: Terras raras Grafita Lítio Níquel Cobalto Cobre Manganês Silício Urânio Esses recursos são considerados fundamentais para a transição energética, a fabricação de equipamentos eletrônicos, a indústria de defesa e o desenvolvimento de novas tecnologias.
Além de receberem prioridade nos mecanismos de financiamento e incentivo público, os projetos relacionados a esses minerais estarão sujeitos à análise de controle acionário e de contratos de venda.
Na prática, a medida cria instrumentos para que o Estado acompanhe não apenas quem controla empresas ligadas à exploração desses recursos, mas também aspectos de sua comercialização.
A resolução, entretanto, não representa uma proibição automática de exportações ou de participação estrangeira.
Os mecanismos de análise e controle ainda dependem de regulamentação e implementação.
Os 27 minerais estratégicos do Brasil A segunda categoria reúne oito substâncias consideradas importantes para reduzir vulnerabilidades da indústria nacional: tungstênio, cromo, vanádio, tântalo, titânio, fosfato, potássio e enxofre.
São matérias-primas utilizadas em setores como agricultura, siderurgia, indústria química e fabricação de equipamentos de alta tecnologia.
Já a terceira categoria contempla dez minerais ou grupos de substâncias: nióbio, estanho, ferro, zinco, ouro, magnésio, molibdênio, tório, alumínio e o grupo da platina.
Esses recursos ficarão sujeitos a monitoramento estratégico contínuo, mas terão menor prioridade nos mecanismos de fomento.
A análise regulatória prevista para essa categoria ficará restrita ao controle acionário, sem abranger os contratos de venda.
A seleção foi elaborada a partir de estudos e levantamentos do Ministério de Minas e Energia, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Centro de Tecnologia Mineral e consultorias especializadas, além de referências internacionais.
Soberania nacional e disputa pela tecnologia A decisão do governo Lula ocorre em um cenário de crescente disputa internacional pelo controle de minerais considerados essenciais para a economia do futuro.
As terras raras, por exemplo, são utilizadas na fabricação de ímãs de alto desempenho empregados em veículos elétricos, turbinas eólicas e equipamentos militares.
O lítio e o grafite são fundamentais para determinadas tecnologias de baterias, enquanto o cobre desempenha papel central na eletrificação da economia.
O desafio brasileiro não se limita à existência de reservas minerais.
Envolve também a capacidade de desenvolver tecnologias de separação, refino e processamento, além de construir uma cadeia industrial capaz de transformar esses recursos em produtos de maior valor agregado.
É justamente nessa etapa que se concentra parte importante dos ganhos econômicos e tecnológicos.
Ao defender o processamento dos minerais em território nacional, Lula pretende ampliar a participação brasileira nas cadeias globais de produção, evitando que o país fique restrito à condição de fornecedor de matérias-primas para indústrias estrangeiras.
"Aprovamos uma lista de elementos e substâncias prioritários para que possamos refinar e industrializar nossos minerais aqui mesmo, no Brasil", afirmou o presidente na publicação.
A estratégia não descarta investimentos ou parcerias internacionais.
Ao contrário, Lula defende a cooperação com outros países, mas condicionada à preservação da soberania brasileira sobre seus recursos estratégicos.
"Não queremos apenas deixar buraco nas cidades", diz Lula A reunião também aprovou o regimento interno do conselho e definiu prazos para a estruturação do Plano Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, que deverá orientar as próximas medidas do governo.
O encontro foi presidido por Lula e coordenado pela ministra da Casa Civil, Míriam Belchior.
O ministro substituto da Secretaria-Geral da Presidência, Josué Rocha, responsável pela presidência do CIMCE, também participou.
Ao encerrar a reunião, Lula associou a política mineral à necessidade de garantir que a exploração das riquezas naturais produza benefícios concretos para a população.
"Não queremos apenas deixar buraco nas cidades, queremos deixar escola, queremos deixar emprego de qualidade, queremos deixar universidade", declarou.
O presidente acrescentou que o objetivo é assegurar dignidade às futuras gerações e construir um país com mais oportunidades.
Na publicação no X, Lula reforçou o compromisso de transformar a exploração mineral em desenvolvimento econômico e social.
"A prioridade é gerar empregos, criar oportunidades para o nosso povo e garantir que a riqueza dos nossos recursos naturais contribua para o crescimento econômico do Brasil."
O desafio agora será transformar a decisão política em investimentos, infraestrutura industrial, transferência de tecnologia e capacidade efetiva de refino no país.”
VerdadeiroA política prevê triagem de certas operações societárias e contratos, mas os critérios práticos ainda dependem de regulamentação.
Esquerda CentroRevista Fórum, Poder360, ICL Notícias, Folha de S.Paulo, g1, CNN Brasil
Os textos relatam mecanismos de análise e apontam que os critérios ou regras específicas ainda serão definidos. O escopo descrito varia conforme a classe do mineral.
Ver fontes e trechos (6)
- Revista Fórum · Reportagem
Terras raras: Lula reúne conselho, que aprova lista de minerais prioritários a serem refinados no Brasil
Trecho consultado na análise
“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deu mais um passo para transformar as reservas minerais brasileiras em instrumento de desenvolvimento econômico, tecnológico e de soberania nacional.
Em sua primeira reunião, o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE) aprovou uma lista de 27 minerais e grupos de substâncias que terão prioridade na política industrial brasileira, incluindo terras raras, lítio, grafita, níquel e urânio.
A decisão busca mudar a lógica de exploração das riquezas naturais do país, historicamente marcada pela exportação de matérias-primas e pela importação de produtos industrializados de maior valor agregado.
A intenção do governo é estimular o refino e o processamento desses minerais em território nacional, criando empregos qualificados e desenvolvendo tecnologias que hoje estão concentradas em outras potências econômicas.
Em publicação na rede X, Lula destacou que a iniciativa representa uma mudança de estratégia para o aproveitamento das riquezas minerais brasileiras.
"Queremos transformar nossas riquezas em tecnologia, inovação e desenvolvimento.
Vamos construir parcerias com outros países, mas sempre protegendo nossa soberania", afirmou.
O presidente ressaltou que esses recursos são fundamentais para setores que vão da indústria de eletrônicos à defesa nacional.
"O Brasil tem minerais estratégicos para o futuro do planeta.
São recursos essenciais para fabricar celulares, baterias de veículos elétricos, painéis solares, processadores, turbinas, radares, foguetes e equipamentos de defesa", escreveu. https://x.com/LulaOficial/status/2118519529789608040 Terras raras e outros oito minerais terão prioridade máxima A lista aprovada pelo conselho estabelece três níveis de prioridade, levando em consideração fatores como riscos geopolíticos, concentração da produção mundial, dependência externa e importância para a indústria brasileira.
Na primeira categoria, considerada de prioridade máxima, estão nove minerais ou grupos de substâncias: Terras raras Grafita Lítio Níquel Cobalto Cobre Manganês Silício Urânio Esses recursos são considerados fundamentais para a transição energética, a fabricação de equipamentos eletrônicos, a indústria de defesa e o desenvolvimento de novas tecnologias.
Além de receberem prioridade nos mecanismos de financiamento e incentivo público, os projetos relacionados a esses minerais estarão sujeitos à análise de controle acionário e de contratos de venda.
Na prática, a medida cria instrumentos para que o Estado acompanhe não apenas quem controla empresas ligadas à exploração desses recursos, mas também aspectos de sua comercialização.
A resolução, entretanto, não representa uma proibição automática de exportações ou de participação estrangeira.
Os mecanismos de análise e controle ainda dependem de regulamentação e implementação.
Os 27 minerais estratégicos do Brasil A segunda categoria reúne oito substâncias consideradas importantes para reduzir vulnerabilidades da indústria nacional: tungstênio, cromo, vanádio, tântalo, titânio, fosfato, potássio e enxofre.
São matérias-primas utilizadas em setores como agricultura, siderurgia, indústria química e fabricação de equipamentos de alta tecnologia.
Já a terceira categoria contempla dez minerais ou grupos de substâncias: nióbio, estanho, ferro, zinco, ouro, magnésio, molibdênio, tório, alumínio e o grupo da platina.
Esses recursos ficarão sujeitos a monitoramento estratégico contínuo, mas terão menor prioridade nos mecanismos de fomento.
A análise regulatória prevista para essa categoria ficará restrita ao controle acionário, sem abranger os contratos de venda.
A seleção foi elaborada a partir de estudos e levantamentos do Ministério de Minas e Energia, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Centro de Tecnologia Mineral e consultorias especializadas, além de referências internacionais.
Soberania nacional e disputa pela tecnologia A decisão do governo Lula ocorre em um cenário de crescente disputa internacional pelo controle de minerais considerados essenciais para a economia do futuro.
As terras raras, por exemplo, são utilizadas na fabricação de ímãs de alto desempenho empregados em veículos elétricos, turbinas eólicas e equipamentos militares.
O lítio e o grafite são fundamentais para determinadas tecnologias de baterias, enquanto o cobre desempenha papel central na eletrificação da economia.
O desafio brasileiro não se limita à existência de reservas minerais.
Envolve também a capacidade de desenvolver tecnologias de separação, refino e processamento, além de construir uma cadeia industrial capaz de transformar esses recursos em produtos de maior valor agregado.
É justamente nessa etapa que se concentra parte importante dos ganhos econômicos e tecnológicos.
Ao defender o processamento dos minerais em território nacional, Lula pretende ampliar a participação brasileira nas cadeias globais de produção, evitando que o país fique restrito à condição de fornecedor de matérias-primas para indústrias estrangeiras.
"Aprovamos uma lista de elementos e substâncias prioritários para que possamos refinar e industrializar nossos minerais aqui mesmo, no Brasil", afirmou o presidente na publicação.
A estratégia não descarta investimentos ou parcerias internacionais.
Ao contrário, Lula defende a cooperação com outros países, mas condicionada à preservação da soberania brasileira sobre seus recursos estratégicos.
"Não queremos apenas deixar buraco nas cidades", diz Lula A reunião também aprovou o regimento interno do conselho e definiu prazos para a estruturação do Plano Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, que deverá orientar as próximas medidas do governo.
O encontro foi presidido por Lula e coordenado pela ministra da Casa Civil, Míriam Belchior.
O ministro substituto da Secretaria-Geral da Presidência, Josué Rocha, responsável pela presidência do CIMCE, também participou.
Ao encerrar a reunião, Lula associou a política mineral à necessidade de garantir que a exploração das riquezas naturais produza benefícios concretos para a população.
"Não queremos apenas deixar buraco nas cidades, queremos deixar escola, queremos deixar emprego de qualidade, queremos deixar universidade", declarou.
O presidente acrescentou que o objetivo é assegurar dignidade às futuras gerações e construir um país com mais oportunidades.
Na publicação no X, Lula reforçou o compromisso de transformar a exploração mineral em desenvolvimento econômico e social.
"A prioridade é gerar empregos, criar oportunidades para o nosso povo e garantir que a riqueza dos nossos recursos naturais contribua para o crescimento econômico do Brasil."
O desafio agora será transformar a decisão política em investimentos, infraestrutura industrial, transferência de tecnologia e capacidade efetiva de refino no país.”