VerdadeiroOs democratas venceram as eleições de meio de mandato e passaram a controlar a Câmara dos Representantes e o Senado dos EUA.
Centro DireitaPoder360, Estadão, g1
Os trechos dos veículos de direita e centro afirmam que os democratas conquistaram ou retomaram o controle das duas casas do Congresso.
Ver fontes e trechos (3)
- Poder360 · Reportagem
Governistas reagem à vitória democrata e citam influência de Lula nos EUA
Trecho consultado na análise
“Lideranças da base governista do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) celebraram nesta 4ª feira (04.nov.2026) a vitória democrata nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, as "midterms".
Ministros e congressistas aliados ao petista classificaram o resultado como derrota de Donald Trump (Partido Republicano) e traçaram paralelos com a política brasileira.
A votação, realizada na 3ª feira (3.nov.2026), garantiu ao Partido Democrata o controle da Câmara dos Representantes e do Senado norte-americano.
Com o novo cenário, os democratas assumem a pauta legislativa em Washington pelos próximos 2 anos, impondo freios à gestão republicana de Trump. [shortcode-newsletter] O Palácio do Planalto não divulgou pronunciamento oficial sobre o resultado.
Nem Lula nem o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) se manifestaram até o fechamento desta reportagem.
Reações da base governista O ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), José Guimarães, foi um dos primeiros integrantes do governo a se pronunciar.
"Um verdadeiro tsunami americano varreu os EUA.
Mudança de rumo no mundo que começou com a onda vermelha aqui no Brasil.
Derrota de Trump é uma vitória do mundo democrático.
Viva a Democracia", disse o ministro em sua conta no X.
O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso, ironizou ao parafrasear um bordão adotado por setores conservadores.
"Acontece no Brasil, acontece nos EUA.
No final, quem interferiu fomos nós", postou o congressista.
O deputado André Janones (Rede-MG), coordenador do canal "Exército do Lula" na campanha de reeleição do presidente, afirmou ver influência do cenário político brasileiro no pleito norte-americano.
"A realidade é que a vitória do presidente Lula está inspirando o mundo inteiro.
A gente tá mostrando pro mundo que, sim, nós podemos vencê-los de uma vez por todas", publicou o deputado.
Janones também usou a TheBolsonarosEffect.
O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) usou a hashtag TheBolsonarosEffect e disse que as urnas mandaram um recado contra grupos radicais.
"Derrota acachapante de Trump mostra que os EUA e o mundo estão dispostos a impedir que a extrema-direita destrua o nosso futuro", declarou o petista.
Paulo Teixeira, também deputado do PT, eleito por São Paulo, afirmou que "os escândalos do governo Trump agora serão investigados".
Diversidade e representatividade O presidente nacional do PSB, João Campos, destacou a eleição de representantes historicamente sub-representados como parte do recado das urnas.
"Mais do que uma derrota de Trump, o resultado revela a formação de uma maioria diversa, que rejeita a política do confronto permanente e reafirma a força da democracia.
Uma mensagem que ultrapassa as fronteiras americanas", afirmou o ex-prefeito do Recife (PE).
Campos citou como exemplos Gina Hinojosa, apontada como primeira governadora latina do Texas; Keisha Lance Bottoms, descrita como primeira mulher negra eleita governadora dos EUA, na Geórgia; e Rob Sand, vencedor em Iowa.
A deputada Duda Salabert (PDT-MG) também destacou os marcos de representatividade e a contenção de alas de direita radical.
Ela elencou a eleição da primeira mulher indígena ao Senado, da primeira governadora negra da história dos EUA, do primeiro senador muçulmano, da primeira governadora indígena, no Novo México, e do primeiro senador abertamente gay.
"Os resultados representam uma mudança na correlação de forças políticas nos EUA e uma reação eleitoral ao facismo de Trump.
Estamos presenciando o fim da era do retrocesso", complementou a parlamentar.
O candidato à presidência e líder do Partido Missão, Renan Santos, criticou tanto a condução do governo Trump quanto a aproximação dos republicanos com o grupo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
"Essa desgraça de direita retardada dos republicanos, que tem, nos Bolsonaro, sua filial, tomaram uma taca.
Que acabem logo.
Trump toca um governo essencialmente corrupto que traiu seus eleitores.
Que surja algo novo no lugar", afirmou Renan em uma rede social.”
- Estadão · Reportagem
Líderes reagem à derrota de Trump nas eleições de meio de mandato; Premiê espanhol cita Brasil
Trecho consultado na análise
“De China , Irã e Rússia , a políticos europeus, líderes de diversos países reagiram às eleições de meio mandato nos Estados Unidos , nesta quarta-feira.
O Partido Democrata retomou nesta quarta-feira, 4, o controle da Câmara dos Representantes e do Senado , nos Estados Unidos, em uma derrota arrasadora para o presidente Donald Trump .
O Brasil foi citado na mensagem do primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez , para comentar o que chamou de uma derrota da “onda ultra”, em referência a derrotas da ultradireita.
Veja abaixo Espanha A “onda ultra” já “não cresce, desmorona”, afirmou nesta quarta-feira o primeiro-ministro da Espanha , Pedro Sánchez, após o tsunami democrata que tirou dos republicanos de Donald Trump o controle do Congresso dos Estados Unidos.
“Ontem, a sociedade americana votou contra políticas que só empobrecem.
Contra o ódio.
Contra o machismo.
Contra o negacionismo climático e contra os privilégios das elites”, escreveu o líder espanhol no X.
“Aconteceu no Brasil.
Acab”
- g1 · Reportagem
'Golpe devastador para Trump', 'não à guerra' e 'sinal político de mudança': líderes mundiais reagem à vitória dos democratas
Trecho consultado na análise
“Líderes mundiais reagem com cautela à vitória dos democratas das eleições nos EUA Líderes internacionais e autoridades regiram à vitória do Partido Democrata nas eleições legislativas de meio de mandato -- também chamadas de midterms --, considerada uma derrota histórica para o presidente republicano Donald Trump.
Enquanto diversos políticos europeus celebraram a conquista da maioria das cadeiras no Senado e na Câmara pelos democratas, aliados de Trump criticaram o resultado. (veja as principais declarações abaixo) Os críticos do atual presidente americano destacaram as possíveis consequências positivas do resultado para as relações internacionais e para a política externa do governo de Donald Trump.
ACOMPANHE: as últimas notícias sobre as midterms MAPAS mostram resultados em tempo real Comemoração vitória democratas nas midterms REUTERS Na Espanha, por exemplo, o primeiro-ministro Pedro Sánchez afirmou que os americanos votaram contra políticas que, segundo ele, empobrecem a população”
Encontrou um erro?VerdadeiroPedro Sánchez relacionou a vitória democrata nos EUA a mudanças políticas no Brasil e na Espanha.
Centro DireitaEstadão, O Globo, Gazeta do Povo, CNN Brasil
Os trechos relatam que o premiê espanhol citou o Brasil e disse que o ocorrido nos EUA também acontecera no Brasil e poderia ocorrer em breve na Espanha.
Ver fontes e trechos (4)
VerdadeiroAutoridades japonesas disseram que a aliança com os EUA continuaria central, independentemente do resultado eleitoral.
Centro DireitaO Globo, Gazeta do Povo, CNN Brasil
Os trechos dos veículos de direita e centro registram a defesa da continuidade da aliança Japão-EUA após as eleições.
Ver fontes e trechos (3)
- O Globo · Reportagem
Da Espanha a China, líderes mundiais reagem a derrota de Trump nas eleições de meio de mandato dos EUA
Trecho consultado na análise
“A vitória do Partido Democrata nas eleições de meio de mandato está sendo comentada por diversos líderes políticos ao redor do mundo.
Na terça-feira, milhões de eleitores americanos foram às urnas nos Estados Unidos para eleger seus representantes nas 435 cadeiras da Casa, dando a vitória para os democratas .
Com isso, os democratas terão mais poderes para fiscalizar e investigar o governo nos dois anos restantes do mandato do presidente.
Durante a apuração dos votos, quando a vitória dos democratas já estava definida, o presidente americano Donald Trump afirmou à Fox News que irá aceitar os resultados, enquanto outros políticos comentaram como a derrota do líder americano pode estar relacionado a temas como guerra na Ucrânia e a alta do petróleo .
Americanos vão às urnas: Acompanhe em tempo real os resultados das eleições de meio de mandato nos EUA O GLOBO no Mundo: receba as notícias internacionais no seu WhatsApp Quer sair do Brasil?
Guia completo de imigração reúne informações de 36 países
Nesta quarta-feira, o presidente do governo da Espanha , Pedro Sánchez , afirmou nas redes sociais que os eleitores dos Estados Unidos rejeitaram políticas que "empobrecem a população" e que “ontem o povo americano votou contra políticas que só servem para empobrecer as pessoas.
Contra o ódio.
Contra o sexismo.
Contra o negacionismo climático e contra os privilégios das elites”.
Às vésperas das eleições espanholas, marcadas para o fim de novembro, Sánchez também citou o cenário brasileiro: “Aconteceu no Brasil.
Acabou de acontecer nos Estados Unidos.
E acontecerá em breve na Espanha”.
As eleições gerais da Espanha foram antecipadas para 29 de novembro, após o governo não conseguir aprovar no Congresso um pacote emergencial para enfrentar a crise de moradia na Espanha, o que tem gerado protestos em diversas regiões do país.
Em meio à campanha, o premier também enfrenta o impacto político da colisão entre dois trens em Urda, que deixou ao menos 69 mortos e dezenas de feridos.
De acordo com as pesquisas, pode acontecer uma vitória da direita na Espanha, ainda que sem maioria absoluta, o que a obrigaria a contar com o apoio da extrema direita para formar governo.
Na noite de quarta-feira, o ministro dos Transportes, Óscar Puente, um grande aliado de Sánchez, pediu demissão, uma consequência do grave acidente de trem em Toledo, em 29 de outubro.
Análise: Democratas retomam Congresso dos EUA, em 'tsunami' que apressa fim da era Trump
Já o Líder supremo do Irã , aiatolá Mojtaba Khamenei , afirmou que o resultado das eleições não vai acabar com "hostilidade" contra seu país , e que é uma falácia acreditar que mudanças na política interna dos Estados Unidos vão alterar o “comportamento do sistema hegemônico”.
Segundo ele, a “menor inclinação à rendição” só vai encorajar o inimigo a novas agressões.
O líder iraniano também afirmou que quem tem esperanças de mudanças na atitude dos EUA contra o país está seriamente enganado.
O principal negociador iraniano nas conversas com os EUA, Mohammed Bagher Ghalibaf, enfatizou que os americanos " disseram não à guerra " ao derrotar o governo de Trump e alertou que "se o governo dos EUA trair a vontade popular para servir a financiadores e chantagistas internacionais, aprenderá que o nosso NÃO vem acompanhado de um pesadelo"
Na terça-feira, em entrevista à Fox News, Trump reconheceu que os resultados negativos para os candidatos republicanos ao Congresso estavam relacionados à guerra e à alta nos preços da gasolina.
Mas afirmou que não se arrependia de ter atacado o país com Israel em fevereiro.
À CBS News, o republicano afirmou que o conflito terminará "quando eu disser que termina".
O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia , Sergei Ryabkov, afirmou que o país vai aguardar os resultados finais e que "a abordagem da liderança do Partido Democrata em relação à Rússia é fortemente negativa.
Não há nada de novo nisso".
Ele também enfatizou que a política externa do país , em relação à Ucrânia ou a outros países, não "se baseia em considerações de curto prazo e, naturalmente, não depende das flutuações do barômetro político em outros países."
O secretário-chefe do gabinete japonês, Minoru Kihara, afirmou em uma coletiva de imprensa que independente do resultado das eleições de meio de mandato dos EUA, a aliança entre os dois países é "a pedra angular da política externa e de segurança" do país asiático.
E que "à medida que a situação internacional se torna turbulenta e cada vez mais incerta, uma forte aliança entre o Japão e os EUA é essencial para maximizar os interesses nacionais do Japão e para a paz e a estabilidade na comunidade internacional."
Críticas internacionais: Pesquisa mostra erosão da imagem global de Donald Trump e queda da confiança nos EUA
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Mao Ning, afirmou que as eleições de meio de mandato são um assunto dos Estados Unidos e que a China está disposta a continuar trabalhando com o governo americano "para manter e implementar o importante consenso alcançado pelos dois chefes de Estado, fortalecer a comunicação, administrar adequadamente as diferenças, expandir a cooperação e construir uma relação construtiva e estrategicamente estável entre a China e os EUA, baseada nos princípios do respeito, da justiça e da reciprocidade".
'Trump só se importa com Trump'
O Ministro das Finanças francês, Roland Lesure, disse à emissora francesa BFM que, com os resultados das eleições, Trump precisa decidir "se elevar acima da contenda; reconhecendo que mudanças são necessárias, particularmente em relação aos preços da gasolina, que afetam diretamente as pessoas; diminui seu envolvimento internacional; ou não".
E que as atitudes do presidente americano são algo que "precisaremos acompanhar de perto nos próximos dias."
'Sensação de ansiedade': Oriente Médio teme retomada da guerra entre EUA e Irã após eleições de meio de mandato
Já o presidente do partido da oposição de extrema direita , Reunião Nacional na França, Jordan Bardella , afirmou que é preciso respeitar o veredicto das urnas.
Ele também ressaltou que o segundo mandato de Trump é diferente em sua filosofia e política externa do primeiro, quando o presidente tinha ambição de tirar os Estados Unidos de conflitos globais.
Segundo Bardella, intervenção americana contra o Irã afeta a economia americana e da Europa, especialmente com o aumento dos preços do petróleo e seu impacto sobre o poder de compra da população.
Para o líder da oposição, há uma ligação direta entre a crise no Oriente Médio e os desafios econômicos enfrentados pelos europeus.
A co-líder do partido de extrema-direita alemão AFD, Alice Weidel , disse durante uma entrevista ao portal de notícias online alemão T-Online que Trump havia prometido aos seus eleitores que não iria seguir uma política externa intervencionista.
Mas, diante dos resultados das eleições, "essa promessa quebrada agora voltou para assombrar os republicanos".
Já a co-líder do partido de esquerda alemão, Ines Schwerdtner, afirmou que "esta é uma derrota esmagadora para a direita global".
Bernd Lange, membro do parlamento europeu e chefe da Comissão de Comércio Internacional afirmou que a derrota foi "um golpe devastador para Trump e suas políticas.
Uma grande vitória para a democracia americana.
Os eleitores falaram: Trump só se importa com Trump.
Agora ele está pagando o preço por isso.
Nenhum grito de 'notícias falsas' pode mudar esses fatos."
Azul e vermelho, burro e elefante: como surgiram as cores e os mascotes dos partidos americanos?
Lange também perguntou se os republicanos vão continuar apoiando o Trump e pediu que "não sejamos ingênuos.
Nos últimos anos, ele governou em grande parte contornando o Congresso.
Um Trump enfraquecido pode se tornar mais agressivo e imprevisível.
Um presidente em fim de mandato pode rapidamente se transformar em um presidente furioso.
Para a União Europeia , isso representa uma oportunidade e um alerta".
Ao final, o membro do parlamento afirmou que a UE não pode viver "à mercê de Trump".
O vice-presidente do Parlamento, Christel Schaldemose, afirmou nas redes sociais que a União Europeia deve continuar se fortalecendo e sustentando por si só.
O primeiro ministro checo Andrej Babis disse que o resultado foi esperado e que até no Texas o reduto republicano sofreu uma queda, com os democratas conquistando posições depois de décadas.
Na avalição do premier, a derrota de Trump fará com que os próximos anos do governo dele sejam marcados por impeachment e vetos.
Babis acrescentou ainda que espera que Trump cumpra a promessa de dar fim a guerra na Ucrânia e ajudar a resolver as tenções no Estreito de Ormuz .”
VerdadeiroUm representante iraniano interpretou o resultado como rejeição dos eleitores americanos à guerra.
Centro DireitaO Globo, Gazeta do Povo, g1, CNN Brasil
Os trechos atribuem a um representante iraniano a declaração de que os americanos disseram “não à guerra”; Gazeta do Povo o identifica como presidente do Parlamento iraniano.
Ver fontes e trechos (4)
- O Globo · Reportagem
Da Espanha a China, líderes mundiais reagem a derrota de Trump nas eleições de meio de mandato dos EUA
Trecho consultado na análise
“A vitória do Partido Democrata nas eleições de meio de mandato está sendo comentada por diversos líderes políticos ao redor do mundo.
Na terça-feira, milhões de eleitores americanos foram às urnas nos Estados Unidos para eleger seus representantes nas 435 cadeiras da Casa, dando a vitória para os democratas .
Com isso, os democratas terão mais poderes para fiscalizar e investigar o governo nos dois anos restantes do mandato do presidente.
Durante a apuração dos votos, quando a vitória dos democratas já estava definida, o presidente americano Donald Trump afirmou à Fox News que irá aceitar os resultados, enquanto outros políticos comentaram como a derrota do líder americano pode estar relacionado a temas como guerra na Ucrânia e a alta do petróleo .
Americanos vão às urnas: Acompanhe em tempo real os resultados das eleições de meio de mandato nos EUA O GLOBO no Mundo: receba as notícias internacionais no seu WhatsApp Quer sair do Brasil?
Guia completo de imigração reúne informações de 36 países
Nesta quarta-feira, o presidente do governo da Espanha , Pedro Sánchez , afirmou nas redes sociais que os eleitores dos Estados Unidos rejeitaram políticas que "empobrecem a população" e que “ontem o povo americano votou contra políticas que só servem para empobrecer as pessoas.
Contra o ódio.
Contra o sexismo.
Contra o negacionismo climático e contra os privilégios das elites”.
Às vésperas das eleições espanholas, marcadas para o fim de novembro, Sánchez também citou o cenário brasileiro: “Aconteceu no Brasil.
Acabou de acontecer nos Estados Unidos.
E acontecerá em breve na Espanha”.
As eleições gerais da Espanha foram antecipadas para 29 de novembro, após o governo não conseguir aprovar no Congresso um pacote emergencial para enfrentar a crise de moradia na Espanha, o que tem gerado protestos em diversas regiões do país.
Em meio à campanha, o premier também enfrenta o impacto político da colisão entre dois trens em Urda, que deixou ao menos 69 mortos e dezenas de feridos.
De acordo com as pesquisas, pode acontecer uma vitória da direita na Espanha, ainda que sem maioria absoluta, o que a obrigaria a contar com o apoio da extrema direita para formar governo.
Na noite de quarta-feira, o ministro dos Transportes, Óscar Puente, um grande aliado de Sánchez, pediu demissão, uma consequência do grave acidente de trem em Toledo, em 29 de outubro.
Análise: Democratas retomam Congresso dos EUA, em 'tsunami' que apressa fim da era Trump
Já o Líder supremo do Irã , aiatolá Mojtaba Khamenei , afirmou que o resultado das eleições não vai acabar com "hostilidade" contra seu país , e que é uma falácia acreditar que mudanças na política interna dos Estados Unidos vão alterar o “comportamento do sistema hegemônico”.
Segundo ele, a “menor inclinação à rendição” só vai encorajar o inimigo a novas agressões.
O líder iraniano também afirmou que quem tem esperanças de mudanças na atitude dos EUA contra o país está seriamente enganado.
O principal negociador iraniano nas conversas com os EUA, Mohammed Bagher Ghalibaf, enfatizou que os americanos " disseram não à guerra " ao derrotar o governo de Trump e alertou que "se o governo dos EUA trair a vontade popular para servir a financiadores e chantagistas internacionais, aprenderá que o nosso NÃO vem acompanhado de um pesadelo"
Na terça-feira, em entrevista à Fox News, Trump reconheceu que os resultados negativos para os candidatos republicanos ao Congresso estavam relacionados à guerra e à alta nos preços da gasolina.
Mas afirmou que não se arrependia de ter atacado o país com Israel em fevereiro.
À CBS News, o republicano afirmou que o conflito terminará "quando eu disser que termina".
O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia , Sergei Ryabkov, afirmou que o país vai aguardar os resultados finais e que "a abordagem da liderança do Partido Democrata em relação à Rússia é fortemente negativa.
Não há nada de novo nisso".
Ele também enfatizou que a política externa do país , em relação à Ucrânia ou a outros países, não "se baseia em considerações de curto prazo e, naturalmente, não depende das flutuações do barômetro político em outros países."
O secretário-chefe do gabinete japonês, Minoru Kihara, afirmou em uma coletiva de imprensa que independente do resultado das eleições de meio de mandato dos EUA, a aliança entre os dois países é "a pedra angular da política externa e de segurança" do país asiático.
E que "à medida que a situação internacional se torna turbulenta e cada vez mais incerta, uma forte aliança entre o Japão e os EUA é essencial para maximizar os interesses nacionais do Japão e para a paz e a estabilidade na comunidade internacional."
Críticas internacionais: Pesquisa mostra erosão da imagem global de Donald Trump e queda da confiança nos EUA
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Mao Ning, afirmou que as eleições de meio de mandato são um assunto dos Estados Unidos e que a China está disposta a continuar trabalhando com o governo americano "para manter e implementar o importante consenso alcançado pelos dois chefes de Estado, fortalecer a comunicação, administrar adequadamente as diferenças, expandir a cooperação e construir uma relação construtiva e estrategicamente estável entre a China e os EUA, baseada nos princípios do respeito, da justiça e da reciprocidade".
'Trump só se importa com Trump'
O Ministro das Finanças francês, Roland Lesure, disse à emissora francesa BFM que, com os resultados das eleições, Trump precisa decidir "se elevar acima da contenda; reconhecendo que mudanças são necessárias, particularmente em relação aos preços da gasolina, que afetam diretamente as pessoas; diminui seu envolvimento internacional; ou não".
E que as atitudes do presidente americano são algo que "precisaremos acompanhar de perto nos próximos dias."
'Sensação de ansiedade': Oriente Médio teme retomada da guerra entre EUA e Irã após eleições de meio de mandato
Já o presidente do partido da oposição de extrema direita , Reunião Nacional na França, Jordan Bardella , afirmou que é preciso respeitar o veredicto das urnas.
Ele também ressaltou que o segundo mandato de Trump é diferente em sua filosofia e política externa do primeiro, quando o presidente tinha ambição de tirar os Estados Unidos de conflitos globais.
Segundo Bardella, intervenção americana contra o Irã afeta a economia americana e da Europa, especialmente com o aumento dos preços do petróleo e seu impacto sobre o poder de compra da população.
Para o líder da oposição, há uma ligação direta entre a crise no Oriente Médio e os desafios econômicos enfrentados pelos europeus.
A co-líder do partido de extrema-direita alemão AFD, Alice Weidel , disse durante uma entrevista ao portal de notícias online alemão T-Online que Trump havia prometido aos seus eleitores que não iria seguir uma política externa intervencionista.
Mas, diante dos resultados das eleições, "essa promessa quebrada agora voltou para assombrar os republicanos".
Já a co-líder do partido de esquerda alemão, Ines Schwerdtner, afirmou que "esta é uma derrota esmagadora para a direita global".
Bernd Lange, membro do parlamento europeu e chefe da Comissão de Comércio Internacional afirmou que a derrota foi "um golpe devastador para Trump e suas políticas.
Uma grande vitória para a democracia americana.
Os eleitores falaram: Trump só se importa com Trump.
Agora ele está pagando o preço por isso.
Nenhum grito de 'notícias falsas' pode mudar esses fatos."
Azul e vermelho, burro e elefante: como surgiram as cores e os mascotes dos partidos americanos?
Lange também perguntou se os republicanos vão continuar apoiando o Trump e pediu que "não sejamos ingênuos.
Nos últimos anos, ele governou em grande parte contornando o Congresso.
Um Trump enfraquecido pode se tornar mais agressivo e imprevisível.
Um presidente em fim de mandato pode rapidamente se transformar em um presidente furioso.
Para a União Europeia , isso representa uma oportunidade e um alerta".
Ao final, o membro do parlamento afirmou que a UE não pode viver "à mercê de Trump".
O vice-presidente do Parlamento, Christel Schaldemose, afirmou nas redes sociais que a União Europeia deve continuar se fortalecendo e sustentando por si só.
O primeiro ministro checo Andrej Babis disse que o resultado foi esperado e que até no Texas o reduto republicano sofreu uma queda, com os democratas conquistando posições depois de décadas.
Na avalição do premier, a derrota de Trump fará com que os próximos anos do governo dele sejam marcados por impeachment e vetos.
Babis acrescentou ainda que espera que Trump cumpra a promessa de dar fim a guerra na Ucrânia e ajudar a resolver as tenções no Estreito de Ormuz .”
VerdadeiroChina tratou a eleição como assunto interno dos EUA e declarou disposição para manter a cooperação com Washington.
Centro DireitaO Globo, Gazeta do Povo
Os trechos dos dois grupos relatam essa posição atribuída ao governo chinês.
Ver fontes e trechos (2)
- O Globo · Reportagem
Da Espanha a China, líderes mundiais reagem a derrota de Trump nas eleições de meio de mandato dos EUA
Trecho consultado na análise
“A vitória do Partido Democrata nas eleições de meio de mandato está sendo comentada por diversos líderes políticos ao redor do mundo.
Na terça-feira, milhões de eleitores americanos foram às urnas nos Estados Unidos para eleger seus representantes nas 435 cadeiras da Casa, dando a vitória para os democratas .
Com isso, os democratas terão mais poderes para fiscalizar e investigar o governo nos dois anos restantes do mandato do presidente.
Durante a apuração dos votos, quando a vitória dos democratas já estava definida, o presidente americano Donald Trump afirmou à Fox News que irá aceitar os resultados, enquanto outros políticos comentaram como a derrota do líder americano pode estar relacionado a temas como guerra na Ucrânia e a alta do petróleo .
Americanos vão às urnas: Acompanhe em tempo real os resultados das eleições de meio de mandato nos EUA O GLOBO no Mundo: receba as notícias internacionais no seu WhatsApp Quer sair do Brasil?
Guia completo de imigração reúne informações de 36 países
Nesta quarta-feira, o presidente do governo da Espanha , Pedro Sánchez , afirmou nas redes sociais que os eleitores dos Estados Unidos rejeitaram políticas que "empobrecem a população" e que “ontem o povo americano votou contra políticas que só servem para empobrecer as pessoas.
Contra o ódio.
Contra o sexismo.
Contra o negacionismo climático e contra os privilégios das elites”.
Às vésperas das eleições espanholas, marcadas para o fim de novembro, Sánchez também citou o cenário brasileiro: “Aconteceu no Brasil.
Acabou de acontecer nos Estados Unidos.
E acontecerá em breve na Espanha”.
As eleições gerais da Espanha foram antecipadas para 29 de novembro, após o governo não conseguir aprovar no Congresso um pacote emergencial para enfrentar a crise de moradia na Espanha, o que tem gerado protestos em diversas regiões do país.
Em meio à campanha, o premier também enfrenta o impacto político da colisão entre dois trens em Urda, que deixou ao menos 69 mortos e dezenas de feridos.
De acordo com as pesquisas, pode acontecer uma vitória da direita na Espanha, ainda que sem maioria absoluta, o que a obrigaria a contar com o apoio da extrema direita para formar governo.
Na noite de quarta-feira, o ministro dos Transportes, Óscar Puente, um grande aliado de Sánchez, pediu demissão, uma consequência do grave acidente de trem em Toledo, em 29 de outubro.
Análise: Democratas retomam Congresso dos EUA, em 'tsunami' que apressa fim da era Trump
Já o Líder supremo do Irã , aiatolá Mojtaba Khamenei , afirmou que o resultado das eleições não vai acabar com "hostilidade" contra seu país , e que é uma falácia acreditar que mudanças na política interna dos Estados Unidos vão alterar o “comportamento do sistema hegemônico”.
Segundo ele, a “menor inclinação à rendição” só vai encorajar o inimigo a novas agressões.
O líder iraniano também afirmou que quem tem esperanças de mudanças na atitude dos EUA contra o país está seriamente enganado.
O principal negociador iraniano nas conversas com os EUA, Mohammed Bagher Ghalibaf, enfatizou que os americanos " disseram não à guerra " ao derrotar o governo de Trump e alertou que "se o governo dos EUA trair a vontade popular para servir a financiadores e chantagistas internacionais, aprenderá que o nosso NÃO vem acompanhado de um pesadelo"
Na terça-feira, em entrevista à Fox News, Trump reconheceu que os resultados negativos para os candidatos republicanos ao Congresso estavam relacionados à guerra e à alta nos preços da gasolina.
Mas afirmou que não se arrependia de ter atacado o país com Israel em fevereiro.
À CBS News, o republicano afirmou que o conflito terminará "quando eu disser que termina".
O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia , Sergei Ryabkov, afirmou que o país vai aguardar os resultados finais e que "a abordagem da liderança do Partido Democrata em relação à Rússia é fortemente negativa.
Não há nada de novo nisso".
Ele também enfatizou que a política externa do país , em relação à Ucrânia ou a outros países, não "se baseia em considerações de curto prazo e, naturalmente, não depende das flutuações do barômetro político em outros países."
O secretário-chefe do gabinete japonês, Minoru Kihara, afirmou em uma coletiva de imprensa que independente do resultado das eleições de meio de mandato dos EUA, a aliança entre os dois países é "a pedra angular da política externa e de segurança" do país asiático.
E que "à medida que a situação internacional se torna turbulenta e cada vez mais incerta, uma forte aliança entre o Japão e os EUA é essencial para maximizar os interesses nacionais do Japão e para a paz e a estabilidade na comunidade internacional."
Críticas internacionais: Pesquisa mostra erosão da imagem global de Donald Trump e queda da confiança nos EUA
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Mao Ning, afirmou que as eleições de meio de mandato são um assunto dos Estados Unidos e que a China está disposta a continuar trabalhando com o governo americano "para manter e implementar o importante consenso alcançado pelos dois chefes de Estado, fortalecer a comunicação, administrar adequadamente as diferenças, expandir a cooperação e construir uma relação construtiva e estrategicamente estável entre a China e os EUA, baseada nos princípios do respeito, da justiça e da reciprocidade".
'Trump só se importa com Trump'
O Ministro das Finanças francês, Roland Lesure, disse à emissora francesa BFM que, com os resultados das eleições, Trump precisa decidir "se elevar acima da contenda; reconhecendo que mudanças são necessárias, particularmente em relação aos preços da gasolina, que afetam diretamente as pessoas; diminui seu envolvimento internacional; ou não".
E que as atitudes do presidente americano são algo que "precisaremos acompanhar de perto nos próximos dias."
'Sensação de ansiedade': Oriente Médio teme retomada da guerra entre EUA e Irã após eleições de meio de mandato
Já o presidente do partido da oposição de extrema direita , Reunião Nacional na França, Jordan Bardella , afirmou que é preciso respeitar o veredicto das urnas.
Ele também ressaltou que o segundo mandato de Trump é diferente em sua filosofia e política externa do primeiro, quando o presidente tinha ambição de tirar os Estados Unidos de conflitos globais.
Segundo Bardella, intervenção americana contra o Irã afeta a economia americana e da Europa, especialmente com o aumento dos preços do petróleo e seu impacto sobre o poder de compra da população.
Para o líder da oposição, há uma ligação direta entre a crise no Oriente Médio e os desafios econômicos enfrentados pelos europeus.
A co-líder do partido de extrema-direita alemão AFD, Alice Weidel , disse durante uma entrevista ao portal de notícias online alemão T-Online que Trump havia prometido aos seus eleitores que não iria seguir uma política externa intervencionista.
Mas, diante dos resultados das eleições, "essa promessa quebrada agora voltou para assombrar os republicanos".
Já a co-líder do partido de esquerda alemão, Ines Schwerdtner, afirmou que "esta é uma derrota esmagadora para a direita global".
Bernd Lange, membro do parlamento europeu e chefe da Comissão de Comércio Internacional afirmou que a derrota foi "um golpe devastador para Trump e suas políticas.
Uma grande vitória para a democracia americana.
Os eleitores falaram: Trump só se importa com Trump.
Agora ele está pagando o preço por isso.
Nenhum grito de 'notícias falsas' pode mudar esses fatos."
Azul e vermelho, burro e elefante: como surgiram as cores e os mascotes dos partidos americanos?
Lange também perguntou se os republicanos vão continuar apoiando o Trump e pediu que "não sejamos ingênuos.
Nos últimos anos, ele governou em grande parte contornando o Congresso.
Um Trump enfraquecido pode se tornar mais agressivo e imprevisível.
Um presidente em fim de mandato pode rapidamente se transformar em um presidente furioso.
Para a União Europeia , isso representa uma oportunidade e um alerta".
Ao final, o membro do parlamento afirmou que a UE não pode viver "à mercê de Trump".
O vice-presidente do Parlamento, Christel Schaldemose, afirmou nas redes sociais que a União Europeia deve continuar se fortalecendo e sustentando por si só.
O primeiro ministro checo Andrej Babis disse que o resultado foi esperado e que até no Texas o reduto republicano sofreu uma queda, com os democratas conquistando posições depois de décadas.
Na avalição do premier, a derrota de Trump fará com que os próximos anos do governo dele sejam marcados por impeachment e vetos.
Babis acrescentou ainda que espera que Trump cumpra a promessa de dar fim a guerra na Ucrânia e ajudar a resolver as tenções no Estreito de Ormuz .”