VerdadeiroOs democratas conquistaram o controle da Câmara e do Senado nas eleições de meio de mandato, impondo uma derrota política a Trump.
Esquerda Centro DireitaDiário do Centro do Mundo, Metrópoles, Gazeta do Povo, UOL, O Globo, Jovem Pan, CartaCapital, g1, Veja, CNN Brasil, Agência Brasil
Os relatos brasileiros dos três grupos apontam maioria democrata nas duas Casas; a imprensa internacional e a checagem também confirmam o resultado.
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- Diário do Centro do Mundo · Reportagem
As expectativas do governo Lula sobre Trump após a “Onda Azul” nos EUA
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“O Planalto avalia que a vitória democrata nas eleições americanas pode ajudar a normalizar as relações entre Brasil e Estados Unidos.
Por enquanto, porém, não há reunião bilateral prevista entre Lula e Donald Trump na cúpula da Asean, nas Filipinas.
Segundo a Folha de S.Paulo, o mesmo vale para a COP31, conferência climática na Turquia: não há encontro bilateral previsto entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o líder republicano nessa agenda.
A gestão petista já buscava uma relação pragmática com a Casa Branca antes do pleito.
Agora, a leitura é que a conquista da maioria na Câmara e no Senado pelos democratas amplia o espaço para a política externa brasileira.
Há ainda a avaliação de que a derrota dos republicanos enfraquece conexões do bolsonarismo no Congresso americano e pode abrir mais espaço político para a retomada de investigações envolvendo brasileiros que vivem nos EUA, como o ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem, que está em solo americano desde 2025 e foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por participação na trama golpista.
O chanceler Mauro Vieira e o secretário de Estado americano, Marco Rubio, têm uma conversa prevista em Paris, à margem da reunião de ministros das Relações Exteriores do G7, marcada para 9 e 10 de novembro.
No campo comercial, o Planalto não teme novas ofensivas americanas contra o Brasil e considera que a negociação sobre o tarifaço chegou a um ponto de acomodação.
Apesar disso, aliados do presidente não esperam mudanças a curto prazo na situação de Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e dos foragidos do 8 de Janeiro.
Um diplomata avalia que o risco de alterações nesse quadro seria maior caso os democratas também conquistassem a Presidência americana em 2028.”
- Metrópoles · Reportagem
Governo celebra vitória democrata e avalia efeitos na relação com os EUA
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“O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) viu como positiva a vitória do Partido Democrata nas eleições de meio de mandato, as chamadas midterms, nos Estados Unidos (EUA).
Agora, a gestão petista aguarda os desdobramentos do novo cenário político para avaliar o futuro das relações entre os países.No pleito realizado nessa terça-feira (3/11), os democratas conquistaram o controle da Câmara dos Representantes e do Senado, em uma derrota para o presidente Donald Trump.
Juntas, as Casas compõem o Congresso norte-americano.Os democratas também obtiveram resultados importantes nas eleições para o comando dos estados, vencendo em locais antes chefiados por republicanos, como Geórgia, Iowa, Texas, Ohio e Nevada.
Confira como fica o mapa dos EUA com o resultado das eleições: .reuters-ptbr-power-bar-map { width: 100%; border: 0; height: 900px; } @media (max-width: 600px) { .reuters-ptbr-power-bar-map { height: 620px; } }A chamada “onda azul” foi celebrada por aliados e integrantes do governo Lula.
Nas redes sociais, governistas destacaram a “derrota acachapante” de Trump e fizeram paralelos com a vitória do petista nas eleições presidenciais brasileiras.Como mostrou o Metrópoles, o governo brasileiro esperava o resultado do pleito para definir os rumos das relações entre os países, que ficaram estremecidas nos últimos meses por uma série de divergências políticas e comerciais.A expectativa é que, passado o pleito, as negociações sobre temas da agenda bilateral possam ser destravadas.
Entre os assuntos pendentes está o tarifaço imposto pelo governo norte-americano a produtos brasileiros.
As conversas entre os negociadores foram retomadas em agosto, após uma ligação entre Lula e Trump, mas ficaram suspensas em meio ao período eleitoral.A partir da nova composição do Congresso dos EUA, os democratas terão mais poder para barrar propostas do governo, além de ampliar a fiscalização sobre a administração Trump.
A mudança também pode dificultar a aprovação de projetos defendidos pelo presidente nos próximos dois anos.4 imagensFechar modal.1 de 4Lula e TrumpAlice Rabello2 de 4Boneco inflável de Trump segurando Lula preso, em ato de Flávio Bolsonaro na Avenida Paulista, em São PauloSam Pancher/Metrópoles3 de 4Reunião entre o presidente Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald TrumpRicardo Stuckert/PR4 de 4Lula e Trump em encontro na Casa BrancaReprodução/ Ricardo Stuckert/ PRO novo cenário tende a ser favorável para o governo Lula.
A avaliação é que a maioria de democratas no Congresso pode viabilizar discussões sobre temas importantes para a agenda internacional do presidente brasileiro, como meio ambiente e a regulação das big techs.
Aliados lembram que a campanha eleitoral brasileira foi marcada por “desequilíbrios” na atuação de plataformas digitais, sobretudo a Meta.Vitória democrataO resultado parcial das eleições de meio de mandato aponta que os democratas conseguiram maioria no Senado e na Câmara.O pleito colocou em disputa 35 cadeiras no Senado, 36 cargos de governador e todas as 435 cadeiras na Câmara dos Representantes.Os democratas ultrapassaram as 50 cadeiras no Senado e 218 na Câmara — o suficiente para garantir maioria nas duas Casas.Até as 18h dessa quarta-feira (4/11), o partido também havia elegido 28 governadores contra 20 dos republicanos.A eleição ocorre no momento de maior desgaste da administração do presidente republicano, Donald Trump.O titular da Casa Branca e aliados culparam a guerra contra o Irã pelo resultado nas urnas.
Leia também MundoTrump culpa guerra pelo “tsunami democrata”, mas diz que “faria novamente” MundoVice de Trump diz que republicanos perderam eleição devido à guerra no Irã Matheus LeitãoVitória da diversidade nos EUA impõe limite a Trump e pode ajudar o Brasil MundoAssessor de Trump avalia vitória democrata: “Grande demais para ser fraude” CrisesNos últimos meses, a relação entre o Brasil e os Estados Unidos tem sido marcada por idas e vindas.
Além do impasse sobre o tarifaço, houve o episódio da limitação do visto da embaixadora Maria Luiza Viotti e, mais recentemente, a fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado nas eleições brasileiras, que teria sido apoiada pela Casa Branca.Descumprindo uma decisão judicial, o senador deixou o país com destino a Miami, na Flórida.
O governo norte-americano concedeu visto de permanência no país.
Além disso, os Estados Unidos foram um dos poucos países a não reconhecer oficialmente a vitória de Lula.
Trump chegou a sugerir fraude nas eleições, sem apresentar provas.O Palácio do Planalto adota cautela e evita reagir às declarações do republicano para não escalar a crise.
O governo quer se distanciar de eventuais desgastes e evitar que o episódio seja usado politicamente.”
Encontrou um erro?VerdadeiroAlém do Congresso, democratas venceram disputas estaduais, incluindo eleições para governos estaduais.
Esquerda Centro DireitaMetrópoles, Gazeta do Povo, Jovem Pan, CartaCapital, g1, Veja, Agência Brasil
As reportagens citam vitórias democratas em disputas estaduais; a imprensa internacional também registra conquistas de governos antes controlados por republicanos.
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VerdadeiroO governo Lula avaliou positivamente a vitória democrata e considerou que o novo cenário poderia favorecer a relação Brasil-EUA.
Esquerda CentroDiário do Centro do Mundo, Metrópoles
Os dois grupos relatam uma avaliação favorável do governo brasileiro, mas apresentam isso como expectativa, não como mudança já realizada na relação bilateral.
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VerdadeiroTrump e aliados atribuíram parte do resultado eleitoral à guerra contra o Irã.
Esquerda CentroMetrópoles, UOL
Os relatos registram essa atribuição feita por Trump e aliados; ela é apresentada como avaliação deles, não como causa comprovada do resultado.
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VerdadeiroMais de 61,7 milhões de cédulas foram enviadas antecipadamente, um recorde para eleições de meio de mandato.
Esquerda DireitaJovem Pan, CartaCapital, Veja
Os três relatos informam o número e o recorde, atribuindo os dados ao Election Lab da Universidade da Flórida; a imprensa internacional também os reporta.
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