- Revista Fórum · Reportagem
Tarifaço de Trump pode ter novos desdobramentos nos próximos dias, diz ministro
Trecho consultado na análise
“O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva espera receber, até o início da próxima semana, uma proposta dos Estados Unidos para avançar nas negociações sobre o tarifaço imposto por Donald Trump aos produtos brasileiros.
O documento deverá detalhar os setores nos quais Washington pretende obter condições mais favoráveis de acesso ao mercado nacional.
O Brasil, por sua vez, apresentará uma contraproposta com suas próprias reivindicações.
A informação foi confirmada nesta terça-feira (3) pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, que acompanha as negociações com os americanos.
A expectativa é que Washington cumpra o compromisso assumido durante uma reunião presencial realizada no fim de setembro.
Desde então, representantes dos dois governos mantiveram contatos informais, mas a proposta ainda não chegou a Brasília.
"A informação que eu tenho é eles estão trabalhando no documento para nos encaminhar.
Tivemos conversas informais nesse período", afirmou o ministro.
O governo brasileiro ainda desconhece quais setores os Estados Unidos pretendem beneficiar com a redução de tarifas.
A definição dessas áreas será fundamental para que a equipe econômica elabore sua resposta.
As negociações já tiveram um primeiro impasse.
No início do ano, os americanos sondaram a possibilidade de um acordo nos moldes daquele firmado com a Argentina, que previa ampla abertura comercial sem benefícios equivalentes para o Brasil.
A ideia foi considerada inaceitável por integrantes do governo Lula, que descartaram avançar em uma negociação nesses termos.
Enquanto as conversas prosseguem, seguem em vigor duas sobretaxas anunciadas pela administração Trump em julho.
Uma delas, de 25%, foi justificada por supostas práticas comerciais desleais.
A outra, de 12,5%, teve como argumento alegadas falhas no combate à importação de produtos fabricados com trabalho escravo.
Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), as medidas atingem simultaneamente 3.985 produtos brasileiros, que representam US$ 10,8 bilhões, aproximadamente R$ 55 bilhões, em exportações para o mercado americano.
O próximo passo depende do envio do documento pelos Estados Unidos.
Depois de avaliar as exigências de Washington, o governo brasileiro definirá os setores que pretende incluir em sua contraproposta.”
- CNN Brasil · Reportagem
Brasil espera proposta dos EUA para negociar tarifaço em até duas semanas
Trecho consultado na análise
“O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Marcio Elias Rosa, afirmou nesta terça-feira (3) que o governo espera receber nas próximas duas semanas a proposta dos Estados Unidos de negociação para o tarifaço.
Segundo ele, o governo brasileiro ainda não tem qualquer antecipação do conteúdo, mas aguarda que os americanos encaminhem suas expectativas para negociação entre as partes.
“Eles devem nos encaminhar a proposta de um acordo dizendo quais são os setores que eles gostariam de ter redução de tarifa e nós responderemos na sequência.
Eles fazem uma proposta do setor que a eles interessam, nós vamos responder com os setores que interessam para o Brasil", explicou Elias Rosa.
O ministro também ressaltou que os governos tiveram diálogos informais sobre o assunto e que os Estados Unidos afirmou trabalhar neste documento.
A tramitação do acordo não evoluiu desde as reuniões entre os dois países diante da OMC (Organização Mundial do Comércio), realizadas entre 30 de setembro e 1º de outubro.
Como ocorre o processo Segundo procedimento previsto no ESC (Entendimento sobre Solução de Controvérsias), a partir da reunião começou a contar um prazo de 60 dias para que os países cheguem a um acordo à respeito das taxas.
Caso isso não aconteça, o Brasil poderá solicitar o estabelecimento de um painel de especialistas, em segunda instância.
O painel deve ser montado em até 45 dias com a nomeação de três árbitros acordados pelos dois países para sua composição.
Os árbitros deverão apresentar um relatório às partes em aproximadamente 6 meses, podendo haver prorrogação para até 9 meses a depender da complexidade do caso.
O país que perder no painel pode recorrer ao órgão de apelação que tem o poder de manter as argumentações dos especialistas, modificar ou reverter a decisão anterior.
É obrigatória a manifestação deste órgão, mas esta não deve ocorrer caso uma das partes opte por “apelar no vácuo”, ou seja, recorrer a decisão condenatória para evitar o cumprimento das decisões.”
- Gazeta do Povo · Reportagem
Brasil deve receber proposta dos EUA sobre tarifas até a próxima semana, diz ministro
Trecho consultado na análise
“O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, projetou que o governo brasileiro deve receber entre esta semana e o início da próxima uma proposta dos Estados Unidos para um acordo sobre o tarifaço.
A avaliação parte de um compromisso de Washington de enviar o documento, feito em uma reunião do dia 30 de setembro.
"A informação que eu tenho é que eles estão preparando o documento para nos encaminhar.
Independentemente da discussão política, nós mantivemos conversas informais nesse período, e eles de fato estão trabalhando nisso", disse o ministro, em conversa com jornalistas nesta terça-feira (3).
O governo de Donald Trump deixou de aplicar o tarifaço anterior, que chegou a 50% sobre determinados produtos brasileiros, mas instituiu novas sobretaxas.
Atualmente, cobra uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos do Brasil, sob alegações de práticas comerciais desleais, além de outra de 12,5%, aplicada ao Brasil e a outros 59 países sob a justificativa de combate ao trabalho forçado.
As duas medidas podem se acumular.
Ministro adota tom pragmático e nega impacto de eleições nos EUA Elias Rosa afirmou que não houve nenhuma antecipação dos termos da proposta.
O documento deve conter uma série de setores em que o governo americano espera ter redução de tarifas, e o Brasil deve responder com suas condições.
"Quando negociamos um acordo dessa natureza, uma parte apresenta uma proposta e nós fazemos as nossas ofertas.
[...]
Eles fazem uma proposta dos setores que a eles interessa, e nós vamos responder de acordo com aquilo que convém ao Brasil", pontuou.
O ministro negou que as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos impactem nas negociações.
Os democratas reverteram um cenário favorável à governabilidade de Trump e obtiveram maioria na Câmara e no Senado.
O resultado foi classificado pelo site americano Axios como um "tsunami azul", expressão que representa uma vitória democrata ainda mais expressiva do que a chamada "onda azul", em referência à cor tradicional do partido.
"O Brasil segue o seu percurso, seu trabalho, temos muito trabalho a fazer, e é o povo americano que define as eleições", completou.”
- Folha de S.Paulo · Reportagem
Brasil espera proposta dos EUA sobre tarifas até semana que vem, diz ministro
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O governo brasileiro espera que os americanos enviem até o início da semana que vem um primeiro esboço de acordo comercial listando os segmentos que gostariam de acessar com tarifas reduzidas no mercado brasileiro , segundo afirmou nesta terça-feira (3) o ministro Márcio Elias Rosa (Indústria e Comércio).
De acordo com o ministro, esse foi um compromisso assumido no final de setembro, durante a última reunião presencial entre os dois países para tratar do tema.
"A informação que eu tenho é eles estão trabalhando no documento para nos encaminhar.
Tivemos conversas informais nesse período", disse Elias Rosa.
O ministro disse que ainda não sabe para quais setores os americanos pedirão abertura comercial.
Ele explicou que o Brasil responderá com uma contraproposta, listando as suas próprias áreas de interesse.
Vigoram desde julho deste ano duas novas tarifas aplicadas pelo governo Trump contra os produtos brasileiros.
Uma primeira, por supostas práticas comerciais desleais, de 25%, e outra por supostas falhas no combate à importação de produtos fabricados com mão de obra escrava, de 12,5%.
Essas duas últimas rodadas de tarifas americanas contra o Brasil atingem simultaneamente 3.985 produtos, ou US$ 10,8 bilhões (R$ 55 bilhões) em mercadorias brasileiras aos EUA, de acordo com a CNI (Confederação Nacional da Indústria).
No início do ano, os americanos chegaram a sondar se o Brasil não aceitaria um acordo comercial nos moldes do recentemente firmado entre EUA e Argentina, o que foi considerado como inaceitável por auxiliares de Lula .
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- Poder360 · Reportagem
Resultado das “midterms” não muda negociação do tarifaço, diz ministro
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“O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, disse ao Poder360, nesta 3ª feira (3.nov.2026), que o resultado das midterms, as eleições legislativas norte-americanas, não muda “absolutamente nada” nas negociações com o governo dos EUA para reverter o tarifaço imposto ao Brasil.
Os norte-americanos vão às urnas nesta 3ª feira (3.nov) para renovar todas as cadeiras da Câmara dos Representantes e ⅓ do Senado.
A votação pode inverter o equilíbrio entre partidos no Congresso e influenciar diretamente o restante da administração do presidente Donald Trump (Republicano). [shortcode-newsletter] Opositores de Trump, os democratas são mais alinhados a políticas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) do que os republicanos.
O aumento do poder do partido no Congresso reduziria a chance de novos atos hostis do presidente dos EUA, como a alta de tarifas.
Caso assuma o controle do Legislativo, o partido poderá atuar para barrar medidas unilaterais do presidente, como a elevação arbitrária de tarifas, medida da qual o Brasil foi alvo em 2025.
STATUS DAS NEGOCIAÇÕES Durante conversa com jornalistas na Câmara, Márcio Elias Rosa afirmou que as negociações com os norte-americanos “ainda estão no mesmo pé”.
O último encontro oficial entre autoridades dos 2 países foi em 30 de setembro, quando os representantes de Brasil e EUA acordaram 4 semanas para a elaboração de um termo de referência que servirá de esboço de um futuro acordo.
“Essa semana é a 4ª semana, então eu imagino que a partir dessa semana ou na outra o Brasil deve receber o documento.
A informação que eu tenho é que eles estão trabalhando no documento para nos encaminhar”, disse o ministro.
Segundo Elias Rosa, o termo consiste em uma espécie de “oferta” usada em acordos comerciais.
“Eles devem nos encaminhar a proposta de um acordo, dizendo, basicamente, quais são os setores que eles gostariam de ter oferta de redução, por exemplo, de tarifas.
E nós responderemos na sequência.
Mas não tem nenhuma antecipação do mérito, do conteúdo ainda”, declarou.”
- Estadão · Reportagem
Governo dos EUA deve encaminhar proposta sobre tarifaço até a próxima semana, diz ministro
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“BRASÍLIA - O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) , Márcio Elias Rosa, afirmou que a expectativa do governo brasileiro é receber até a próxima semana uma proposta dos americanos de um possível acordo sobre as tarifas aplicadas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros .
Em 30 de setembro, os ministros Mauro Vieira (MRE) e Márcio Elias Rosa (MDIC) tiveram uma reunião com o representante comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), embaixador Jamieson Greer , às margens da reunião de ministros de comércio do G-20, em Milwaukee.
Na ocasião, as autoridades norte-americanas ficaram de encaminhar um esboço de proposta para um futuro acordo dentro de quatro semanas.
“Eu imagino que a partir dessa semana ou na outra o Brasil deve receber o documento (dos EUA).
A informação que eu tenho é que eles estão trabalhando no documento para nos encaminhar, porque, independentemente da discussão política, nós tivemos conversas informais nesse período e eles, d”
- g1 · Reportagem
Tarifaço: Brasil deve receber proposta dos EUA entre esta semana e a próxima, diz ministro
Trecho consultado na análise
“O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, afirmou que o Brasil deve receber entre esta semana e o início da próxima uma oferta de eventual acordo por parte dos Estados Unidos sobre o tarifaço.
O documento deverá trazer sugestões de concessões comerciais, como reduções tarifárias em determinados setores, por exemplo.
"Nós tivemos uma reunião nos Estados Unidos em 30 de setembro, e eles ficaram de encaminhar um termo de referência, que é o nome que usamos para um esboço do que pode ser um futuro acordo, em três ou quatro semanas.
Essa é a quarta semana.
Então, imagino que o Brasil deva receber esse documento entre esta semana e a próxima", disse o ministro a jornalistas.”