VerdadeiroO Banco Central interveio no Ueno após identificar solvência abaixo do mínimo legal, e clientes perderam temporariamente acesso às contas.
Esquerda DireitaVeja, ICL Notícias, Gazeta do Povo, UOL
Os relatos dos veículos de direita e esquerda ligam a intervenção à insuficiência de solvência e à suspensão do acesso às contas.
Ver fontes e trechos (4)
- Veja · Reportagem
Ueno Bank captou US$ 350 milhões no exterior meses antes de sofrer intervenção no Paraguai
Trecho consultado na análise
“O Ueno Bank, instituição financeira paraguaia que sofreu intervenção do Banco Central do país nesta semana, havia captado US$ 350 milhões no mercado internacional em março, numa operação considerada histórica para o setor bancário local.
O banco também atraiu investimentos do OTP Bank, maior instituição financeira da Hungria, e chegou a anunciar um reforço de capital de US$ 100 milhões apenas quatro dias antes de entrar em processo de resolução.A sequência de operações contrasta com a situação identificada pelo Banco Central do Paraguai (BCP) em 2 de novembro.
O regulador constatou que o índice de solvência da instituição havia caído para menos da metade do mínimo legal, condição que levou à intervenção e à suspensão de suas obrigações financeiras.A captação internacional, concluída em 3 de março, foi a maior emissão de dívida externa já realizada por um banco paraguaio.
Os títulos, com vencimento em 2031, foram vendidos com juros anuais de 6,70% e registraram demanda equivalente a uma vez e meia o valor ofertado.A operação contou com a participação de JPMorgan e Bank of America como coordenadores.
O banco também informou ter contratado a auditoria PwC e assessores jurídicos internacionais para a transação.Os recursos seriam destinados principalmente à ampliação da oferta de crédito a empresas paraguaias.
A emissão permitiu ao ueno diversificar suas fontes de financiamento e ampliar o acesso a investidores estrangeiros.Investidores internacionais apostaram na expansãoA entrada do OTP Bank no capital da controladora do ueno reforçou a estratégia de internacionalização da instituição.Em dezembro de 2025, o grupo húngaro investiu US$ 30 milhões na U Holdings, empresa sediada em Luxemburgo que controla o banco paraguaio.
Até julho deste ano, os aportes acumulados chegaram a US$ 47 milhões, segundo informações divulgadas pela instituição.O investimento ocorreu na controladora, e não diretamente no ueno bank.
A distinção é relevante porque os direitos dos acionistas diferem daqueles dos credores que compraram os títulos de dívida.O banco também obteve financiamento de instituições internacionais de desenvolvimento, incluindo operações voltadas a pequenas empresas e projetos sustentáveis.A expansão foi acompanhada de avaliações favoráveis sobre sua capacidade de financiamento.
Em relatório referente a março, a agência de classificação de risco Fix SCR destacou a emissão internacional como um fator de fortalecimento da liquidez e de diversificação das fontes de recursos.A operação elevou o saldo de títulos de dívida em circulação de aproximadamente 669 bilhões para 2,93 trilhões de guaranis entre dezembro de 2025 e março de 2026, um crescimento de 338%.
No mesmo período, os depósitos de clientes chegaram a 17,05 trilhões de guaranis, avanço de 7,7%.
Esses indicadores ajudavam a sustentar a imagem de uma instituição em expansão, com acesso a recursos internacionais e capacidade de ampliar sua carteira de crédito.Banco anunciou US$ 100 milhões dias antes da intervençãoA última tentativa anunciada de reforçar o capital ocorreu em 29 de outubro.Na ocasião, o ueno informou que receberia US$ 50 milhões de seu acionista controlador em novembro e pretendia levantar outros US$ 50 milhões com investidores privados paraguaios.O plano buscava elevar o índice de capital principal de 11,7% para 14,9% e o capital regulatório total de 13,8% para 15,9%.
A instituição apresentou a operação como parte de uma estratégia de fortalecimento patrimonial.
Os recursos, entretanto, ainda dependiam de aportes futuros e de procedimentos regulatórios.Quatro dias depois, o Banco Central determinou o início do processo de resolução.A autoridade monetária informou ter identificado uma deterioração patrimonial grave durante a revisão dos demonstrativos financeiros.
O procedimento de supervisão havia começado meses antes, após suspeitas envolvendo operações de crédito com empresas relacionadas ao grupo controlador.O contraste entre os indicadores divulgados anteriormente e a situação constatada pelo regulador passou a levantar questionamentos sobre a qualidade das informações financeiras apresentadas ao mercado.O que acontece com os US$ 350 milhões captados?
A intervenção criou incertezas para os investidores que adquiriram os títulos internacionais do ueno bank.Os papéis foram emitidos como dívida sênior sem garantia específica, o que significa que seus detentores são credores da instituição, mas não p”
- ICL Notícias · Reportagem
Banco Central do Paraguai anuncia regras para devolver dinheiro a clientes do Ueno Bank
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“(Folhapress) – O Banco Central do Paraguai anunciou na noite de quinta-feira (5) como será feito o pagamento da garantia para clientes do Ueno Bank, que foi fechado pela autarquia na quarta-feira (4).
Desde então, clientes relataram que não conseguiam fazer operações em caixas eletrônicos nem acessar os serviços bancários pela internet.
O Ueno foi fechado após o índice de solvência, indicador que mede a capacidade de uma instituição financeira de absorver perdas, ter caído para 5,56%, menos da metade do mínimo regulatório no país (12%).
No comunicado, o Banco Central determinou que terão prioridade os clientes que atenderem três condições simultaneamente:
As pessoas que não atenderem as três regras terão de aguardar as próximas decisões do Banco Central do Paraguai.
O Banco Central não divulgou o calendário para data de pagamento, nem quando sairão as regras para quem não se enquadrar neste primeiro momento.
Porém clientes relataram aos jornais Última Hora e ABC Color que já receberam quantias enviadas pelo Banco Central.
A autarquia disse que os clientes com menos de 10 milhões de guaranis receberão a quantia integral, caso atendam as outras condições estabelecidas.
A autarquia solicitou aos clientes que procurem apenas os canais oficiais para tirar dúvidas.
Um dia antes, o Banco Central havia publicado um alerta de tentativa de golpe que estava sendo feito aos correntistas e informou que procurassem apenas os seguintes sites:
www.bcp.gov.py/consultas-fgd
www.bcp.gov.py/consultas2-fgd
https://www.bcp.gov.py/fgd-pagos
As consultas sobre os valores atribuídos poderão ser feitas após o encerramento do período de pagamentos.
Os canais serão informados nessa ocasião.”
- Gazeta do Povo · Reportagem
Quebra de banco digital desencadeia crise no Paraguai e derruba chefe do Banco Central
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“A quebra de um dos maiores bancos digitais do Paraguai provocou uma crise financeira e política no país e levou à renúncia do presidente do Banco Central paraguaio, Carlos Carvallo, nesta terça-feira (3).
A instituição no centro da crise é o Ueno Bank, que possui cerca de 2,9 milhões de clientes e mantém aproximadamente US$ 850 milhões em depósitos e investimentos de órgãos públicos paraguaios.
O banco digital sofreu uma intervenção do Banco Central do Paraguai depois que as autoridades do país identificaram que a instituição não tinha capital suficiente para continuar operando dentro das exigências legais paraguaias.
Segundo o órgão, as reservas financeiras do Ueno Bank caíram para menos da metade do mínimo exigido, comprometendo sua capacidade de enfrentar possíveis perdas e manter as operações.
Com a medida, as operações do banco foram suspensas e os clientes ficaram sem acesso aos depósitos feitos nas contas da instituição, o que provocou protestos diante de agências bancárias.
O Banco Central também iniciou um processo para avaliar a situação financeira da instituição e definir como os recursos depositados na instituição serão devolvidos aos correntistas.
A crise levou o presidente Santiago Peña a pedir a renúncia de Carlos Carvallo, que estava à frente do Banco Central paraguaio desde 2023.
Antes de assumir o cargo, Carvallo havia dirigido a financeira Ueno, ligada ao banco que agora está sob intervenção.
Banco é investigado por irregularidades A crise também colocou o governo de Santiago Peña sob pressão.
O presidente paraguaio foi sócio do Grupo Vázquez, conglomerado empresarial que controla o Ueno Bank, até março de 2025.
O banco é investigado por suspeitas de ter concedido empréstimos irregulares a empresas ligadas aos próprios donos da instituição.
Segundo as autoridades paraguaias, parte desses empréstimos teria sido liberada sem garantias suficientes e em valores acima dos limites permitidos pela legislação.
Os investigadores também apuram se o dinheiro circulou entre empresas do mesmo grupo econômico, comprometendo as finanças do Ueno Bank.
As irregularidades começaram a ser identificadas pelo Banco Central ainda no primeiro semestre deste ano.
Em 5 de junho, o órgão notificou o Ueno Bank e exigiu que os empréstimos fossem ajustados às regras financeiras.
A fiscalização também encontrou problemas nos documentos apresentados pelo banco e dificuldades para comprovar algumas operações.
O caso passou a ser investigado criminalmente após a intervenção.
Nesta terça-feira (3), o Ministério Público determinou a detenção de oito dirigentes do Ueno Bank, incluindo o vice-presidente da instituição, Federico Miguel Vázquez Villasanti.
Nesta quarta-feira (4), os promotores apresentaram acusações formais contra 27 pessoas, entre administradores do banco e representantes das empresas investigadas.
As suspeitas incluem fraude, administração irregular de recursos e descumprimento de obrigações contábeis.
Diante da crise, Peña defendeu a responsabilização dos envolvidos e afirmou que os problemas investigados pelas autoridades neste momento estão concentrados apenas no Ueno Bank e não comprometem o sistema financeiro paraguaio.
A crise levou deputados da oposição a apresentarem nesta quarta-feira pedidos de impeachment contra Peña e o vice-presidente, Pedro Alliana.
Os documentos foram apresentados com 35 assinaturas de parlamentares, que acusam o governo de favorecer o Ueno Bank e permitir a concentração de recursos públicos na instituição, incluindo dinheiro da previdência paraguaia.
"Todos conheciam as irregularidades.
As altas autoridades não podem dizer que não sabiam", afirmou a deputada da oposição Rocío Vallejo, do partido Patria Querida, durante entrevista à imprensa paraguaia.
Peña nega qualquer irregularidade.
A crise também provocou outra baixa no Banco Central.
Nesta quarta-feira, o diretor Marco Aurelio González apresentou sua renúncia.
Clientes aguardam devolução dos depósitos O Banco Central informou que os depósitos feitos na instituição estão protegidos por um fundo de garantia até o limite de 228,3 milhões de guaranis (moeda local) por cliente, aproximadamente R$ 206 mil.
As autoridades anunciaram um pagamento inicial de até 10 milhões de guaranis por depositante, mas ainda não estabeleceram uma data para a liberação do dinheiro.
A intervenção no banco também afetou aposentados e pensionistas que recebiam seus benefícios pelo Ueno Bank.
O Instituto de Previsão Social do Paraguai iniciou a transferência dos pagamentos para outras instituições financeiras e informou que trabalha para garantir a continuidade dos pagamentos dos benefícios.”
- UOL · Reportagem
Paraguai intervém em banco ligado ao presidente Peña; chefe do Banco Central renuncia
Trecho consultado na análise
“O Banco Central do Paraguai interveio hoje no Ueno Bank, ligado ao presidente Santiago Peña, e deixou seus correntistas sem acesso imediato ao próprio dinheiro.
A crise levou, horas depois, à renúncia do presidente do órgão regulador, Carlos Carvallo.
O Ueno Bank, que administra valores milionários de fundos de pensão e outras verbas estatais, sofreu intervenção por apresentar uma grave insuficiência de capital.
Seus serviços foram suspensos enquanto as autoridades organizam a devolução dos depósitos.
A intervenção tem como objetivo "proteger os depositantes e preservar a estabilidade do sistema financeiro", informou o Banco Central em comunicado.
Quase metade dos 6,4 milhões de paraguaios tem conta no Ueno Bank.
Carvallo, que havia presidido a financeira Ueno antes de assumir o comando do Banco Central do Paraguai (BCP), em 2023, antecipou na manhã de hoje que renunciaria em breve, mas que permaneceria no cargo durante a investigação.
"Acredito que dar um passo para o lado seja uma contribuição para reduzir os ruídos e permitir que o Banco Central do Paraguai e meus colegas (...) possam desenvolver seu trabalho sem a interferência de discussões de caráter político e midiático."
No entanto, horas depois, formalizou sua renúncia junto ao Poder Executivo e a comunicou em uma nota enviada ao Senado, à qual a AFP teve acesso.
Pouco antes, Peña havia solicitado a renúncia do funcionário "diante dos fatos de conhecimento público registrados ao longo do dia", em publicação na rede social X.
Em Assunção, longas filas de pessoas se formaram hoje em frente às agências do Ueno Bank, na tentativa de retirar seu dinheiro.
O Banco Central assegurou que os clientes com depósitos bloqueados na instituição "receberão um primeiro pagamento de até 10 milhões de guaranis", cerca de R$ 9.200.
No fim da tarde de hoje, dezenas de pessoas realizaram uma manifestação no centro de Assunção, carregando cartazes com os dizeres "Impeachment de Santi Peña".
O sistema bancário eletrônico já apresentava falhas desde ontem, e as transações de pequenos poupadores foram bloqueadas.
"Perdi todas as economias da minha vida, só tenho 8 mil guaranis (R$ 7,35).
Todos devem ir para a prisão", disse à AFP, em lágrimas, Marcelino Vergara, de 68 anos, que participava da manifestação.
Peña, que assumiu a Presidência em 2023 para um mandato até 2028, possuía ações de um grupo que controlava o Ueno Bank, das quais se desvinculou em 2025.
O prejuízo é superior a US$ 3 bilhões (R$ 16,47 bilhões), afirmou à AFP o senador oposicionista Rafael Filizzola, ao confirmar que a oposição trabalha em um texto acusatório que busca viabilizar um eventual impeachment de Peña.
O presidente "tem participação direta porque existe um mecanismo que foi montado antes mesmo de ele assumir o governo", explicou.
Desde então, "flexibilizou os mecanismos das leis anticorrupção, criou-se o banco (Ueno), do qual ele era acionista e depois renunciou à participação diante das pressões", afirmou.
"Quase todos os recursos públicos e as economias do Estado foram direcionados ao banco.
Sua ligação com esse escândalo é direta", acusou.
Após o escândalo, o presidente cancelou uma viagem prevista a Madri, onde participaria da 30ª Cúpula Ibero-Americana.
A Justiça paraguaia ordenou a prisão de oito diretores do banco, entre eles seu presidente, Miguel Vázquez, que se entregou à polícia na tarde de terça-feira.
"Ele quer se colocar à disposição da Justiça", declarou à imprensa local o advogado de Vázquez, Víctor Dante Gulino, que o levou em seu veículo até o Departamento de Investigações de Assunção.
"Ele ficará alojado em uma das duas celas de segurança que temos", informou à imprensa o comissário Hugo Grance, chefe do Departamento de Investigações.
"Comunicaremos o Ministério Público para que determine o destino final do senhor", acrescentou.
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário.
Leia as Regras de Uso do UOL.”
Encontrou um erro?VerdadeiroO Ueno tinha cerca de 2,9 milhões de clientes e mantinha aproximadamente US$ 850 milhões em depósitos ou recursos públicos.
Esquerda Centro DireitaDiário do Centro do Mundo, CNN Brasil, Gazeta do Povo
Diário do Centro do Mundo, CNN Brasil e Gazeta do Povo informam números compatíveis para clientes e recursos públicos mantidos no banco.
Ver fontes e trechos (3)
- Diário do Centro do Mundo · Reportagem
Quem é o “Vorcaro paraguaio” que criou o Ueno, banco digital que colapsou
Trecho consultado na análise
“O empresário paraguaio Miguel Vázquez, de 36 anos, fundador do Ueno Bank, foi preso na semana em que o Banco Central do Paraguai determinou o fechamento da instituição por problemas de liquidez.
A crise atingiu um dos maiores bancos digitais do país, com 2,9 milhões de clientes, e deixou depositantes, estrangeiros e órgãos públicos sem acesso imediato aos recursos mantidos no Ueno.
Filho único, Vázquez assumiu os negócios de microcrédito criados pelo pai, que operava a partir de uma banca de mercado da família.
Em entrevista em 2024, o empresário definiu sua posição nos negócios: “O que sou, mais do que um empreendedor, é a terceira geração.
Sou um herdeiro que está construindo sobre os ombros de dois gigantes”.
O fundador do Ueno se apresentava como triatleta, participante de provas de Ironman e piloto em corridas automobilísticas.
Ao falar de sua afinidade com o esporte e os negócios no site do banco, declarou: “Adoro velocidade, adoro corridas”.
Pessoas próximas relataram que ele coleciona carros esportivos de luxo.
Vázquez transformou a financeira familiar Credicentro no Ueno Bank em 2023 e pretendia levar a empresa do país à Bolsa de Nova York.
No Brasil, a derrocada da instituição lhe rendeu o apelido de “Vorcaro paraguaio”, em referência a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
O banco tinha valor estimado em quase US$ 500 milhões (R$ 2,7 bilhões) no início do ano.
A participação de Vázquez chegou a valer até US$ 375 milhões (R$ 2 bilhões), e o empresário controlava também o Grupo Vázquez, holding com negócios de pecuária a comércio eletrônico, que empregava 6 mil pessoas e registrou receita superior a US$ 100 milhões (R$ 550 milhões) em 2025.
Relação com Santiago Peña entrou no centro da crise O fechamento do Ueno também aumentou a pressão sobre o então presidente do Paraguai, Santiago Peña, que renunciou na quinta (5) diante da ameaça de impeachment.
A Câmara dos Deputados passou a examinar a relação dele com Vázquez e os depósitos do governo no banco.
Entre 2019 e 2025, Peña investiu em uma empresa de Vázquez, embora não diretamente no Ueno.
Durante seu mandato, o governo depositou mais de US$ 800 milhões (R$ 4,4 bilhões) na instituição, montante que incluía centenas de milhões de dólares de recursos da previdência social paraguaia.
Os depósitos estatais no Ueno cresceram de menos de US$ 100 milhões em janeiro de 2024 para cerca de 20% das reservas financeiras do Estado no sistema bancário no fim de setembro.
Antes da liquidação, Peña defendeu a aplicação dos recursos e disse que o banco oferecia juros altos aos poupadores: “Estamos protegendo as economias dos depositantes”.
O presidente do Banco Central, Carlos Carvallo, também deixou o cargo após determinar o fechamento do Ueno.
Ele havia trabalhado para Vázquez como diretor da instituição que mais tarde se transformou no banco digital.
O seguro de depósitos do Paraguai cobre valores de até US$ 38 mil (R$ 210 mil) por depositante.
Jogadores da seleção paraguaia, patrocinada pelo Ueno, afirmaram que também ficaram sem acesso às próprias contas e disseram: “Fomos vítimas dessa situação, assim como muitas famílias paraguaias.
Compartilhamos da mesma indignação”.”
VerdadeiroPeña foi acionista do grupo controlador do Ueno até março de 2025.
Esquerda Centro DireitaDiário do Centro do Mundo, CNN Brasil, CartaCapital, Gazeta do Povo
Os relatos dos veículos de centro, direita e esquerda situam o fim da participação de Peña no grupo em março de 2025.
Ver fontes e trechos (4)
- Diário do Centro do Mundo · Reportagem
Quem é o “Vorcaro paraguaio” que criou o Ueno, banco digital que colapsou
Trecho consultado na análise
“O empresário paraguaio Miguel Vázquez, de 36 anos, fundador do Ueno Bank, foi preso na semana em que o Banco Central do Paraguai determinou o fechamento da instituição por problemas de liquidez.
A crise atingiu um dos maiores bancos digitais do país, com 2,9 milhões de clientes, e deixou depositantes, estrangeiros e órgãos públicos sem acesso imediato aos recursos mantidos no Ueno.
Filho único, Vázquez assumiu os negócios de microcrédito criados pelo pai, que operava a partir de uma banca de mercado da família.
Em entrevista em 2024, o empresário definiu sua posição nos negócios: “O que sou, mais do que um empreendedor, é a terceira geração.
Sou um herdeiro que está construindo sobre os ombros de dois gigantes”.
O fundador do Ueno se apresentava como triatleta, participante de provas de Ironman e piloto em corridas automobilísticas.
Ao falar de sua afinidade com o esporte e os negócios no site do banco, declarou: “Adoro velocidade, adoro corridas”.
Pessoas próximas relataram que ele coleciona carros esportivos de luxo.
Vázquez transformou a financeira familiar Credicentro no Ueno Bank em 2023 e pretendia levar a empresa do país à Bolsa de Nova York.
No Brasil, a derrocada da instituição lhe rendeu o apelido de “Vorcaro paraguaio”, em referência a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
O banco tinha valor estimado em quase US$ 500 milhões (R$ 2,7 bilhões) no início do ano.
A participação de Vázquez chegou a valer até US$ 375 milhões (R$ 2 bilhões), e o empresário controlava também o Grupo Vázquez, holding com negócios de pecuária a comércio eletrônico, que empregava 6 mil pessoas e registrou receita superior a US$ 100 milhões (R$ 550 milhões) em 2025.
Relação com Santiago Peña entrou no centro da crise O fechamento do Ueno também aumentou a pressão sobre o então presidente do Paraguai, Santiago Peña, que renunciou na quinta (5) diante da ameaça de impeachment.
A Câmara dos Deputados passou a examinar a relação dele com Vázquez e os depósitos do governo no banco.
Entre 2019 e 2025, Peña investiu em uma empresa de Vázquez, embora não diretamente no Ueno.
Durante seu mandato, o governo depositou mais de US$ 800 milhões (R$ 4,4 bilhões) na instituição, montante que incluía centenas de milhões de dólares de recursos da previdência social paraguaia.
Os depósitos estatais no Ueno cresceram de menos de US$ 100 milhões em janeiro de 2024 para cerca de 20% das reservas financeiras do Estado no sistema bancário no fim de setembro.
Antes da liquidação, Peña defendeu a aplicação dos recursos e disse que o banco oferecia juros altos aos poupadores: “Estamos protegendo as economias dos depositantes”.
O presidente do Banco Central, Carlos Carvallo, também deixou o cargo após determinar o fechamento do Ueno.
Ele havia trabalhado para Vázquez como diretor da instituição que mais tarde se transformou no banco digital.
O seguro de depósitos do Paraguai cobre valores de até US$ 38 mil (R$ 210 mil) por depositante.
Jogadores da seleção paraguaia, patrocinada pelo Ueno, afirmaram que também ficaram sem acesso às próprias contas e disseram: “Fomos vítimas dessa situação, assim como muitas famílias paraguaias.
Compartilhamos da mesma indignação”.”
VerdadeiroEm meio à crise, Peña apresentou pedido de renúncia ao cargo.
Esquerda Centro DireitaEstadão, CNN Brasil, CartaCapital, Revista Fórum
Os relatos dos três grupos registram a apresentação do pedido. CNN Brasil e Revista Fórum distinguem o pedido de sua aceitação formal.
Ver fontes e trechos (4)
VerdadeiroCarlos Carvallo deixou a presidência do Banco Central após a intervenção; antes, havia dirigido a financeira antecessora do Ueno.
Esquerda DireitaFolha de S.Paulo, Gazeta do Povo, UOL
Gazeta do Povo e UOL registram sua saída do Banco Central, e Folha de S.Paulo e UOL mencionam sua atuação anterior na instituição ligada ao Ueno.
Ver fontes e trechos (3)
- Folha de S.Paulo · Reportagem
Terceiro dia de protestos contra Ueno Bank tem bombas, pedradas, sete presos e um policial ferido
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São Paulo Manifestantes protestaram pelo terceiro dia seguido contra o escândalo envolvendo o Ueno Bank , que teve o fechamento decretado pelo Banco Central do Paraguai na madrugada de quarta-feira (4) e deixou os clientes impedidos de sacar o dinheiro que tinham na instituição.
Segundo os jornais Última Hora e ABC Color, sete pessoas foram detidas após depredarem uma agência do Ueno Bank na região central de Assunção.
Um policial ficou ferido e foi levado a um hospital da capital paraguaia.
Os manifestantes levaram faixas contra o presidente do Paraguai, Santiago Peña, que anunciou sua renúncia ao cargo na quinta-feira (5) e foi investidor da holding do Ueno Bank até março de 2025 .
Segundo as publicações, os protestos ficaram violentos à noite, quando os participantes passaram a jogar pedras, bombas de efeito moral e lixo em direção à agência.
Imagens de emissoras de televisão mostram que os policiais agiram para conter o protesto e a situação se agravou com confrontos com bombas de gás e jatos de água sendo usados pelos policiais.
Este foi o terceiro dia seguido de clientes na capital paraguaia.
Os protestos começaram na terça-feira (3), quando foi anunciada a intervenção do Banco Central do Paraguai no Ueno Bank após o índice de solvência, indicador que mede a capacidade de uma instituição financeira de absorver perdas, ter caído para 5,56%, menos da metade do mínimo regulatório no país (12%).
No mesmo dia, o presidente do Banco Central, Carlos Carvallo, pediu renúncia do cargo .
Ele foi nomeado para o cargo por Peña em 2023 e deixou a presidência do Ueno Bank para assumir o posto.
Oito pessoas ligadas à instituição financeira também foram presas , incluindo o presidente, dois vice-presidentes e o fundador do banco.
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VerdadeiroOito pessoas ligadas à direção do Ueno foram detidas ou tiveram prisão ordenada.
Esquerda DireitaFolha de S.Paulo, CartaCapital, Gazeta do Povo, UOL
Relatos dos veículos de direita e esquerda mencionam oito dirigentes detidos ou com prisão ordenada, incluindo o fundador.
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Terceiro dia de protestos contra Ueno Bank tem bombas, pedradas, sete presos e um policial ferido
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São Paulo Manifestantes protestaram pelo terceiro dia seguido contra o escândalo envolvendo o Ueno Bank , que teve o fechamento decretado pelo Banco Central do Paraguai na madrugada de quarta-feira (4) e deixou os clientes impedidos de sacar o dinheiro que tinham na instituição.
Segundo os jornais Última Hora e ABC Color, sete pessoas foram detidas após depredarem uma agência do Ueno Bank na região central de Assunção.
Um policial ficou ferido e foi levado a um hospital da capital paraguaia.
Os manifestantes levaram faixas contra o presidente do Paraguai, Santiago Peña, que anunciou sua renúncia ao cargo na quinta-feira (5) e foi investidor da holding do Ueno Bank até março de 2025 .
Segundo as publicações, os protestos ficaram violentos à noite, quando os participantes passaram a jogar pedras, bombas de efeito moral e lixo em direção à agência.
Imagens de emissoras de televisão mostram que os policiais agiram para conter o protesto e a situação se agravou com confrontos com bombas de gás e jatos de água sendo usados pelos policiais.
Este foi o terceiro dia seguido de clientes na capital paraguaia.
Os protestos começaram na terça-feira (3), quando foi anunciada a intervenção do Banco Central do Paraguai no Ueno Bank após o índice de solvência, indicador que mede a capacidade de uma instituição financeira de absorver perdas, ter caído para 5,56%, menos da metade do mínimo regulatório no país (12%).
No mesmo dia, o presidente do Banco Central, Carlos Carvallo, pediu renúncia do cargo .
Ele foi nomeado para o cargo por Peña em 2023 e deixou a presidência do Ueno Bank para assumir o posto.
Oito pessoas ligadas à instituição financeira também foram presas , incluindo o presidente, dois vice-presidentes e o fundador do banco.
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VerdadeiroO Banco Central iniciou a restituição de depósitos para mais de 722 mil clientes, com pagamentos previstos em etapas.
Esquerda CentroO Globo, ICL Notícias, Brasil 247
O Globo e Brasil 247 informam o início dos pagamentos a mais de 722 mil clientes; ICL Notícias descreve regras e etapas da restituição.
Ver fontes e trechos (3)
Não verificávelA Itaipu afirmou que não havia recursos da margem brasileira aplicados no Ueno e que a operação da usina não foi afetada.
CentroPoder360
Poder360 reproduz a posição da Itaipu, mas os demais trechos não confirmam de forma independente a situação dos recursos e da operação brasileira.
Ver fontes e trechos (1)