VerdadeiroA Lei Rouanet recebeu 25.650 propostas culturais em 2026, recorde desde sua criação, em 1991.
Esquerda Centro DireitaRevista Fórum, O Globo, Revista Oeste, CartaCapital, Agência Brasil, Gazeta do Povo
Os três grupos reportam 25.650 propostas e identificam o total como recorde desde 1991; o prazo terminou em 31 de outubro.
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- Revista Fórum · Reportagem
Dia Nacional da Cultura: Lei Rouanet bate recorde em 2026; entenda como funciona o incentivo
Trecho consultado na análise
“O Dia Nacional da Cultura, celebrado em 5 de novembro e voltado ao incentivo à produção artística, à preservação do patrimônio e à democratização do acesso às manifestações da cultura nacional, foi marcado, em 2026, por um recorde histórico da Lei Rouanet, principal mecanismo de incentivo fiscal do setor.
Foram 25.650 propostas culturais apresentadas até o encerramento do prazo de inscrições para o mecanismo, em 31 de outubro deste ano, e cerca de R$ 1,67 bilhão captado entre janeiro e outubro.
Os números são do Ministério da Cultura (MinC).
Segundo a pasta, foi o maior volume de propostas desde a criação da lei, em 1991, um crescimento de 11,6% em relação a 2025 e de 32,6% em relação a 2024.
Nos dez primeiros meses deste ano, além disso, os projetos culturais vinculados à lei registraram uma captação 3,5% maior em relação ao mesmo período do ano anterior.
Hoje, são 5.084 projetos culturais em execução, informa o MinC.
O Sudeste concentra a maior parte das propostas, com 13.813 inscrições.
Em seguida vem a região Sul, com 4.599 propostas; o Nordeste, com 3.431; o Centro-Oeste, com 2.914; e o Norte, com 893.
Em 2025, o Sudeste captou R$ 2,45 bilhões através da Lei Rouanet, enquanto o Sul registrou R$ 479,7 milhões, o Nordeste captou R$ 233,9 milhões, o Centro-Oeste, R$ 128,2 milhões, e o Norte, R$ 117,2 milhões.
O que é a Lei Rouanet?
A Lei nº 8.313, sancionada em 23 de dezembro de 1991, criou o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), com o objetivo de captar e canalizar recursos para o setor cultural, ampliar o acesso às manifestações artísticas e estimular a produção, a preservação e a difusão da cultura brasileira.
O nome é uma homenagem ao diplomata e então secretário de Cultura da Presidência da República, Sérgio Paulo Rouanet, que apresentou a proposta que deu origem à lei.
Hoje, o Pronac reúne três instrumentos: o incentivo a projetos culturais, conhecido como mecenato; o Fundo Nacional da Cultura (FNC); e os Fundos de Investimento Cultural e Artístico (Ficart).
O mecanismo mais amplo é o incentivo fiscal, que permite às pessoas físicas e às empresas habilitadas destinarem parte do imposto de renda devido a projetos culturais autorizados pelo Ministério da Cultura.
O modelo também dá aos incentivadores a oportunidade de escolher para onde vão os recursos, de acordo com as regras de participação e execução.
Como funciona a Lei Rouanet?
O primeiro passo é elaborar uma proposta que descreva a iniciativa cultural, seus objetivos e justificativa, o público que pretende alcançar, o cronograma de realização do projeto, a equipe responsável e o orçamento previsto.
O cadastro é realizado no Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura (Salic), plataforma oficial utilizada para registrar e acompanhar as propostas e os projetos vinculados ao mecanismo.
Podem apresentar propostas pessoas físicas com atuação cultural e pessoas jurídicas que atendam aos requisitos da legislação.
No caso das empresas, é necessário comprovar a natureza cultural da atividade, e a documentação exigida varia de acordo com a iniciativa apresentada.
Depois do envio, a proposta passa por uma análise de admissibilidade, que verifica se ela atende aos requisitos legais e às finalidades previstas na Lei Rouanet.
Nessa etapa, o Ministério da Cultura examina aspectos como o enquadramento da iniciativa, a documentação apresentada e a adequação às regras do mecanismo.
Se a proposta for aceita, o responsável recebe autorização para buscar patrocinadores ou doadores.
É nessa fase que o projeto passa a poder procurar empresas e pessoas físicas interessadas em apoiá-lo.
As principais atividades patrocinadas incluem espetáculos de teatro, festivais, exposições, shows e ações de preservação do patrimônio cultural.
Existe, além disso, a obrigação de apresentar um relatório em até 60 dias após o encerramento da vigência do projeto, para demonstrar como os recursos captados foram utilizados.
A Lei Rouanet envolve dinheiro público ou privado?
Apesar de contar com incentivadores privados, o mecanismo da Lei Rouanet permite que quem investe em cultura obtenha deduções no IR, desde que cumpra as condições legais.
A política, então, mobiliza recursos por meio de incentivos fiscais concedidos pelo poder público.
Hoje, um dos principais desafios da legislação é a desigualdade regional na distribuição dos recursos, já que o Sudeste continua concentrando a maior parte dos valores mobilizados.
O recorde alcançado pela Lei Rouanet em 2026 ocorre após a retomada e a ampliação dos incentivos à cultura durante o governo Lula, em contraste com o desaparelhamento da política cultural sob o governo Bolsonaro, entre 2019 e 2022.
Naquele período, o Ministério da Cultura foi extinto como pasta independente, e as atribuições passaram a ser exercidas por meio da 'Secretaria Especial da Cultura', inicialmente vinculada ao Ministério da Cidadania e, depois, entregue ao Ministério do Turismo.
Também foram alteradas várias regras relativas ao financiamento de projetos culturais.
As medidas envolveram a redução de limites de captação, mudanças nas regras de gratuidade e cobrança de ingressos para produções culturais e o abandono de iniciativas como a do Museu da Imagem e do Som (MIS-RJ), cujo financiamento para a construção de uma nova sede ocorria por meio da Lei Rouanet.
À época, a Secretaria Especial da Cultura determinou que a Fundação Roberto Marinho devolvesse R$ 54 milhões aos cofres públicos, sob a alegação de atraso nas obras.
A fundação ficou impedida de captar novos recursos por meio da Lei Rouanet pelo período de três anos.
A retomada dos projetos culturais nos últimos anos vem acompanhada do aumento, também, no número de patrocinadores.
Entre 2022 e 2025, a quantidade de pessoas jurídicas incentivadoras passou de 4.029 para 6.250, alta de 55,1%, o que aponta para a ampliação da participação empresarial.”
- O Globo · Reportagem
Como funciona a Lei Rouanet, que bateu recorde de projetos em 2026
Trecho consultado na análise
“A Lei Rouanet registrou um recorde de 25.650 projetos culturais inscritos em 2026 , o maior número desde a criação do mecanismo, em 1991.
Além disso, foram captados R$ 1,67 bilhão em recursos de incentivo nos dez primeiros meses do ano, também um recorde histórico.
Os resultados representam um crescimento de 11,6% na quantidade de propostas em relação a 2025, quando foram registradas 22.990 inscrições, e de 3,5% na captação de recursos.
'Marta': Cinebiografia da rainha do futebol com Alice Carvalho ganha primeiro teaser; assista aqui Veja também: Por que ‘Calígula’, filme de Tinto Brass, foi proibido nos cinemas em diferentes países
O prazo para apresentação de propostas terminou em 31 de outubro.
Segundo o Ministério da Cultura, parte do avanço está relacionada à ampliação da participação de regiões e públicos historicamente menos contemplados pelo programa, por meio de iniciativas como Rouanet Norte, Rouanet Nordeste, Rouanet Centro-Oeste e Rouanet nas Favelas.
Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste ampliam participação
Dados do Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura (Salic) mostram que a captação de recursos cresceu nas três regiões priorizadas.
Entre 2023 e 2025, o Centro-Oeste passou de R$ 65,5 milhões para R$ 129,9 milhões, uma alta de 98,3%.
No Norte, o avanço foi de 84,8%, de R$ 64,7 milhões para R$ 119,5 milhões.
Já o Nordeste registrou crescimento de 61,1%, passando de R$ 148,5 milhões para R$ 239,2 milhões.
Juntas, as três regiões somaram 7.238 propostas, um aumento de 54,5% em comparação com as 4.684 registradas em 2024.
De acordo com o Ministério da Cultura, os resultados também refletem ações de orientação e formação destinadas a artistas, produtores e instituições interessados em apresentar projetos.
O que é a Lei Rouanet?
Criada em 1991, a Lei Rouanet permite que empresas e pessoas físicas destinem parte do Imposto de Renda devido ao financiamento de projetos culturais aprovados pelo Ministério da Cultura.
O mecanismo funciona por meio de incentivo fiscal: em vez de direcionar todo o valor do imposto devido ao governo, o contribuinte pode destinar uma parcela aos projetos autorizados, respeitados os limites estabelecidos pela legislação.
Pessoas físicas podem destinar até 6% do valor de imposto, enquanto as pessoas jurídicas podem destinar até 4%.
As iniciativas podem envolver diferentes manifestações culturais, como espetáculos de teatro, apresentações musicais, exposições, festivais, produção de livros e preservação do patrimônio histórico, entre outras atividades.
Um ponto importante é que a aprovação de uma proposta não significa que o governo concederá diretamente o dinheiro ao responsável pelo projeto.
Ela autoriza o proponente a buscar patrocínios e doações de empresas e pessoas físicas interessadas em utilizar o incentivo fiscal.
Como funciona a aprovação de um projeto?
O processo começa com o cadastro do responsável pela iniciativa, que pode ser um artista, produtor ou instituição cultural, no Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura (Salic).
Pela plataforma, ele apresenta a proposta, informa seus objetivos, descreve as atividades previstas e detalha o orçamento necessário.
Em seguida, o Ministério da Cultura realiza uma análise de admissibilidade para verificar se a iniciativa atende aos critérios estabelecidos pela legislação.
Quando aceita, a proposta é publicada no Diário Oficial da União (DOU), recebe um número de Pronac (Programa Nacional de Apoio à Cultura) e ganha autorização para buscar patrocinadores e doadores.
A partir daí, começa a etapa de captação de recursos.
Cabe ao próprio proponente procurar empresas e pessoas físicas dispostas a financiar a iniciativa.
Quando consegue captar pelo menos 10% do valor aprovado, pode solicitar a adequação do projeto à realidade de execução.
Depois dessa etapa, a proposta passa por uma análise técnica, realizada por um parecerista especializado na área cultural correspondente.
O parecer é encaminhado à Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC), formada por representantes da sociedade civil ligados aos diferentes segmentos culturais e por integrantes de entidades vinculadas ao Ministério da Cultura.
Com a aprovação, a movimentação dos recursos depositados em uma conta bancária específica do projeto é autorizada quando a captação alcança pelo menos 20% do valor total aprovado.
A partir daí, o responsável pode iniciar a execução da iniciativa.
Como é feita a fiscalização do dinheiro?
Durante a realização do projeto, o Ministério da Cultura acompanha as atividades e a utilização dos recursos para verificar se o planejamento está sendo cumprido.
O monitoramento inclui a fiscalização das marcas da Lei Rouanet e do Governo Federal nos materiais de divulgação, a análise de eventuais alterações nas propostas e a apuração de denúncias ou indícios de irregularidades.
Também são realizadas verificações relacionadas à abertura de contas bancárias, à regularidade dos proponentes perante órgãos como a Receita Federal, à conformidade dos incentivos fiscais e à comprovação das despesas.
Ao término da iniciativa, o responsável precisa prestar contas.
Isso significa demonstrar como o dinheiro foi utilizado, quais atividades foram realizadas, se as metas previstas foram alcançadas e quantas pessoas foram beneficiadas.
Notas fiscais, comprovantes de transferência, fotografias, materiais de divulgação e outros documentos podem ser utilizados nessa comprovação.
Os projetos também devem oferecer contrapartidas sociais para ampliar o acesso da população à cultura, como ingressos gratuitos ou a preços populares, além de medidas de acessibilidade.
Caso sejam identificadas irregularidades, os responsáveis podem sofrer sanções e ser obrigados a devolver os valores utilizados indevidamente.
Lei Rouanet gera retorno econômico, aponta estudo
Além do financiamento de atividades culturais, a Lei Rouanet também movimenta outros setores da economia.
Um estudo apresentado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), encomendado pelo Ministério da Cultura, aponta que cada R$ 1 investido em projetos realizados com recursos do mecanismo gerou um retorno de R$ 7,59 para a economia.
Segundo a pesquisa, entre 2022 e 2024, o número de projetos apoiados passou de aproximadamente 2.600 para mais de 14 mil por ano, mostrando que a procura já vinha numa crescente.
O levantamento também considerou despesas com equipamentos, contratação de profissionais, materiais e fornecedores.
Somente em 2024, cerca de 230 mil vagas de trabalho foram abertas com o apoio do programa.
O custo médio foi de R$ 12,3 mil por vaga.
— Faltavam dados robustos e atualizados, e foi exatamente por isso que encomendamos essa pesquisa — afirmou a ministra da Cultura, Margareth Menezes, ao destacar a importância de demonstrar os impactos econômicos do setor cultural.”
- Revista Oeste · Reportagem
Em ano eleitoral, Lei Rouanet bate recorde de projetos e dinheiro captado
Trecho consultado na análise
“Jornalista formado pela Cásper Líbero, é pós-graduado em marketing político e propaganda eleitoral pela USP.
Trabalhou no site da ESPN, pelo qual foi à China para cobrir a Olimpíada de Pequim, em 2008.
Também teve passagens por Metrópoles, InfoMoney, O Antagonista, iG e Terra, cobrindo política e economia.
Como assessor de imprensa, atuou na Câmara dos Deputados e no Ministério da Cultura.
É autor dos livros “Dias: a Vida do Maior Jogador do São Paulo nos Anos 1960” e “20 Jogos Eternos do São Paulo”.
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Dados do Ministério da Cultura (MinC) revelam que a Lei Rouanet alcançou recordes em 2026, com 25.650 projetos culturais registrados e R$ 1,67 bilhão captados nos primeiros dez meses, os maiores números desde sua criação, em 1991.
O prazo para propostas encerrou em 31 de outubro, e houve um aumento de 11,6% no número de projetos e de 3,5% na captação em relação ao ano anterior.
O crescimento é atribuído à maior participação de regiões e públicos menos contemplados, com destaque para o Centro-Oeste, Norte e Nordeste.
Dados divulgados pelo Ministério da Cultura (MinC) mostram que, encerrado o período permitido para apresentação de propostas, a Lei Rouanet bateu recorde histórico tanto em quantidade de projetos quanto em volume de dinheiro captado em 2026, em pleno ano eleitoral.
Ao todo, foram 25.650 projetos culturais registrados em 2026.
Além disso, apenas nos dez primeiros meses do ano, foram captados R$ 1,67 bilhão em incentivo.
Os números são os maiores desde a criação da norma, em 1991.
+ Entenda o que é Política em Oeste
O prazo para a apresentação de propostas terminou no dia 31 de outubro.
Segundo o MinC, o número de proposições registradas aumentou 11,6% em relação ao ano passado, quando 22,9 mil projetos foram inscritos.
Em relação à captação de recursos, o aumento anual foi de 3,5%.
No mesmo período de 2025, foram captados R$ 1,67 bilhão.
De acordo com o MinC, o aumento do número de projetos e do volume captado se deve à ampliação da participação de regiões e públicos historicamente menos contemplados, por meio de programas como Rouanet Norte, Rouanet Nordeste, Rouanet Centro-Oeste e Rouanet nas Favelas.
Entre 2023 e 2025, o Centro-Oeste passou de R$ 65,5 milhões para R$ 129,9 milhões (aumento de 98,3%).
No Norte, os valores subiram de R$ 64,7 milhões para R$ 119,5 milhões (alta de 84,8%).
No Nordeste, a captação cresceu de R$ 148,5 milhões para R$ 239,2 milhões (avanço de 61,1%).
Leia também: “Lei Rouanet movimenta mais de R$ 10 bilhões no governo Lula”
Somadas, as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste registraram 7.238 propostas, o que representou um crescimento de 54,5% em relação a 2024.
Criada em 1991, a Lei Rouanet ( nº 8.313/1991 ) é o principal mecanismo federal de fomento à cultura no país.
Sancionada em 23 de dezembro de 1991 pelo então presidente Fernando Collor de Mello, a legislação recebeu este nome em homenagem ao diplomata e secretário de Cultura da época, Sérgio Paulo Rouanet.
O instrumento permite que empresas e pessoas físicas destinem parte do Imposto de Renda devido para financiar projetos culturais aprovados pelo Ministério da Cultura.
Essas propostas são inscritas no sistema Salic por artistas, produtores e instituições culturais e passam por análise técnica antes de receber autorização para a captação de recursos.
Leia também: “Lei Rouanet dispara sob Lula e supera todo o governo Bolsonaro”
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é muita CURTURA para meu gosto .”
- CartaCapital · Reportagem
Lei Rouanet tem recorde de 25,6 mil projetos inscritos em 2026
Trecho consultado na análise
“Com o fim do prazo de envio de propostas, em 31 de outubro, a Lei Rouanet registrou 25.650 projetos culturais em 2026, o maior número desde a criação da norma, em 1991.
Em 2025, haviam sido inscritos 22.990, o que representa alta de 11,6%.
Nos dez primeiros meses deste ano, a captação de recursos por meio do incentivo foi de R$ 1,67 bilhão, também recorde, com crescimento de 3,5% em relação ao mesmo período do ano passado.
O Ministério da Cultura relaciona o aumento à ampliação da participação de regiões e públicos historicamente menos contemplados, por meio dos programas Rouanet Norte, Rouanet Nordeste, Rouanet Centro-Oeste e Rouanet nas Favelas.
Segundo a pasta, dados do Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura (Salic) mostram crescimento da captação nessas três regiões e refletem ações de orientação e formação para a apresentação de projetos.
Entre 2023 e 2025, a captação no Centro-Oeste passou de R$ 65,5 milhões para R$ 129,9 milhões (alta de 98,3%).
No Norte, foi de R$ 64,7 milhões para R$ 119,5 milhões (84,8%), e no Nordeste, de R$ 148,5 milhões para R$ 239,2 milhões (61,1%).
Somadas, as três regiões apresentaram 7.238 propostas, 54,5% a mais do que as 4.684 registradas em 2024.
Criada em 1991, a Lei Rouanet permite que empresas e pessoas físicas destinem parte do Imposto de Renda devido ao financiamento de projetos culturais aprovados pelo ministério.
Inscritas no Salic por artistas, produtores e instituições, as propostas passam por análise técnica e legal antes de serem autorizadas a captar recursos.
A aprovação não garante verba: apenas permite ao proponente buscar patrocínios e doações.
Atingido o valor mínimo de captação, o projeto pode ser executado, com contrapartidas como ingressos gratuitos ou populares e acessibilidade.
Ao final, os responsáveis prestam contas, e irregularidades podem levar a sanções e à devolução de valores.
*Com informações da Agência Brasil”
- Agência Brasil · Reportagem
Lei Rouanet tem recorde de 25,6 mil projetos e de R$ 1,67 bi captados
Trecho consultado na análise
“Encerrado o período de apresentação de propostas, a Lei Rouanet registrou 25.650 projetos culturais em 2026.
Apenas nos dez primeiros meses do ano, foram captados R$ 1,67 bilhão em incentivo .
Os números são recorde desde a criação da norma, em 1991.
O prazo para envio de propostas terminou em 31 de outubro.
A quantidade de proposições recepcionadas cresceu 11,6%, na comparação com 2025, quando foram inscritos 22.990 projetos.
Em relação à captação de recursos, a alta foi de 3,5% na comparação com os R$ 1,67 bilhão registrados no mesmo período do ano passado.
De acordo com o Ministério da Cultura, o crescimento está relacionado à ampliação da participação de regiões e públicos historicamente menos contemplados, por meio dos programas Rouanet Norte, Rouanet Nordeste, Rouanet Centro-Oeste e Rouanet nas Favelas.
Segundo a pasta, os dados do Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura (Salic) mostram crescimento da captação nas três regiões priorizadas, além de refletirem ações de orientação e formação para a apresentação de projetos.
Entre 2023 e 2025, o Centro-Oeste passou de R$ 65,5 milhões para R$ 129,9 milhões (aumento de 98,3%).
No Norte, os valores avançaram de R$ 64,7 milhões para R$ 119,5 milhões – 84,8% a mais).
No Nordeste, a captação subiu de R$ 148,5 milhões para R$ 239,2 milhões; crescimento de 61,1%.
Juntas, as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste somaram 7.238 propostas, alta de 54,5% na comparação com as 4.684 registradas em 2024.
Criada em 1991, a Lei Rouanet permite que empresas e pessoas físicas destinem parte do Imposto de Renda devido para financiar projetos culturais aprovados pelo Ministério da Cultura.
Os projetos são inscritos no sistema Salic por artistas, produtores e instituições culturais.
As propostas passam por análise técnica e legal antes de receber autorização para captar recursos.
A aprovação não garante recursos para o projeto, apenas autoriza o proponente a buscar patrocínios e doações de empresas e contribuintes que usam o incentivo fiscal previsto na lei.
Após atingir o valor mínimo de captação exigido, o projeto pode ser executado.
As iniciativas devem oferecer contrapartidas para ampliar o acesso à cultura, como ingressos gratuitos ou a preços populares, além de garantir acessibilidade.
Durante a execução, os recursos e as atividades são acompanhados pelo ministério.
Ao final, os responsáveis precisam prestar contas da aplicação dos recursos e do cumprimento das metas previstas.
Irregularidades podem resultar em sanções e devolução de valores.”
- Gazeta do Povo · Reportagem
Lei Rouanet registra recorde de propostas e capta R$ 1,67 bilhão em 2026
Trecho consultado na análise
“A Lei Rouanet recebeu 25.650 propostas culturais em 2026, o maior número desde a criação do mecanismo, em 1991.
Além do recorde de inscrições, os projetos incentivados captaram R$ 1,67 bilhão entre janeiro e outubro, também o maior valor já registrado para o período.
O balanço divulgado na terça-feira (3) pelo Ministério da Cultura (MinC), comandado pela cantora Margareth Menezes, aponta crescimento de 11,6% no número de propostas em relação a 2025, quando o sistema recebeu 22.990 inscrições.
Na comparação com 2024, que contabilizou 19.347 propostas, o avanço chega a 32,6%.
A captação de recursos também cresceu.
Os R$ 1,67 bilhão arrecadados nos dez primeiros meses de 2026 representam alta de 3,5% em relação aos R$ 1,61 bilhão registrados no mesmo intervalo de 2025.
Na comparação com 2024, quando os projetos captaram R$ 1,31 bilhão, o aumento foi de 27,1%.
O prazo para apresentação de propostas terminou em 31 de outubro.
Apenas em outubro o Ministério da Cultura recebeu 10.439 inscrições, o equivalente a 40,7% do total registrado em 2026.
Nos três últimos dias do prazo, entre 29 e 31 de outubro, foram mais de 5,5 mil propostas.
Atualmente, 5.084 projetos culturais apoiados pela Lei Rouanet estão em execução no país.
Nordeste, Norte e Centro-Oeste ampliam participação As regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste somaram 7.238 propostas em 2026, crescimento de 54,5% em relação a 2024, quando registraram juntas 4.684 inscrições.
O Centro-Oeste recebeu 2.914 propostas, aumento de 118,3% em comparação com 2025.
O Nordeste contabilizou 3.431 inscrições, enquanto o Norte registrou 893.
O Sudeste concentrou o maior número de propostas, com 13.813, seguido pelo Sul, com 4.599.
O Ministério da Cultura atribui parte da ampliação regional a programas específicos de incentivo, como Rouanet Norte, Rouanet Nordeste, Rouanet Centro-Oeste e Rouanet nas Favelas.
As iniciativas buscam ampliar a participação de territórios e públicos com menor presença histórica na captação de recursos.
Os dados do Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura (Salic) também apontam crescimento na arrecadação das três regiões entre 2023 e 2025.
No Centro-Oeste, a captação passou de R$ 65,5 milhões para R$ 129,9 milhões, alta de 98,3%.
No Norte, avançou de R$ 64,7 milhões para R$ 119,5 milhões, crescimento de 84,8%.
Já no Nordeste, subiu de R$ 148,5 milhões para R$ 239,2 milhões, aumento de 61,1%.
Em levantamento atualizado até 1º de novembro de 2026, as três regiões somavam R$ 290,1 milhões captados.
O Nordeste liderava, com R$ 138,7 milhões, seguido pelo Centro-Oeste, com R$ 108,5 milhões, e pelo Norte, com R$ 42,8 milhões.
O montante correspondia a 17,4% dos recursos captados no país.”
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Esquerda Centro DireitaRevista Fórum, O Globo, Revista Oeste, CartaCapital, Agência Brasil, Gazeta do Povo
Os três grupos reportam R$ 1,67 bilhão captados nos dez primeiros meses e classificam o resultado como recorde; Gazeta do Povo especifica o intervalo de janeiro a outubro.
Ver fontes e trechos (6)
VerdadeiroEm relação a 2025, as propostas cresceram 11,6% e a captação aumentou 3,5%.
Esquerda Centro DireitaRevista Fórum, O Globo, Revista Oeste, CartaCapital, Agência Brasil, Gazeta do Povo
Os relatos dos três grupos indicam alta de 11,6% nas propostas e de 3,5% na captação em comparação com 2025.
Ver fontes e trechos (6)
VerdadeiroNorte, Nordeste e Centro-[veículo] somaram 7.238 propostas em 2026, alta de 54,5% ante 2024.
Esquerda Centro DireitaO Globo, Revista Oeste, CartaCapital, Agência Brasil, Gazeta do Povo
Os três grupos reportam o total de 7.238 propostas e o crescimento de 54,5% sobre 2024 para as três regiões somadas.
Ver fontes e trechos (5)
VerdadeiroA aprovação da proposta autoriza o proponente a buscar patrocínios e doações, mas não garante recursos.
Esquerda CentroRevista Fórum, O Globo, CartaCapital, Agência Brasil
Os veículos de esquerda e centro explicam que a aprovação permite captar junto a patrocinadores e doadores, sem assegurar financiamento.
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