- CartaCapital · Reportagem
EUA atacam ilha iraniana após Trump elogiar avanços diplomáticos
Trecho consultado na análise
“Washington lançou ataques limitados contra uma ilha iraniana no Estreito de Ormuz nesta terça-feira 3, segundo a imprensa dos Estados Unidos, horas após o presidente Donald Trump elogiar os avanços diplomáticos com Teerã e a poucas horas das eleições de meio de mandato.
Os bombardeios, noticiados primeiro pelo Wall Street Journal, atingiram a ilha de Qeshm, que, segundo a imprensa estatal iraniana, foi alvo de cinco explosões em rápida sucessão.Funcionários do governo americano que falaram sob a condição de anonimato, citados pelo The Wall Street Journal e por outros veículos, descreveram os ataques como de natureza defensiva.
O WSJ destacou que era a mais recente de várias ofensivas não declaradas.
O jornal afirmou que as ações não foram anunciadas publicamente para evitar dar a impressão de que Washington pretendia retomar operações de combate em larga escala.
O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), responsável pelas operações no Oriente Médio, não respondeu até o momento a um pedido de comentários da AFP.
Os Estados Unidos, com ajuda de Israel, iniciaram a guerra com uma grande onda de ataques surpresa contra o Irã no fim de fevereiro, mas não alcançaram seus objetivos militares e o conflito permanece estagnado há vários meses.
Na segunda-feira, um dia antes das eleições de meio de mandato nas quais, segundo as pesquisas, os eleitores devem provocar uma grande derrota do Partido Republicano, em parte devido ao descontentamento com a guerra e com a inflação que ela provocou, Trump disse que um acordo com Teerã "pode acontecer".
"O Irã quer um acordo o mais rápido possível", afirmou o presidente em sua plataforma Truth Social.
Por sua vez, o ministro iraniano das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, citou consultas indiretas sobre o conflito.
"Levando em consideração a sensibilidade e a gravidade da situação atual, as consultas e deliberações são muito intensas", declarou o chefe da diplomacia do Irã à imprensa estatal.
Nesta terça-feira, o presidente do Parlamento iraniano e principal negociador nas conversações com os Estados Unidos, Mohammad Bagher Ghalibaf, disse que, embora o Irã esteja preparado para a guerra, deu a Washington uma "resposta racional".
"A bola agora está no campo dos Estados Unidos para evitar a guerra", declarou.
Em meio à disputa retórica, os preços do petróleo caíram mais de 7% na segunda-feira devido às notícias de um possível fim do conflito, que já dura oito meses. - Estreito de Ormuz - O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou que ele e o presidente Trump estão otimistas quanto à possibilidade de alcançar um acordo.
"Sem dúvida, conseguimos alguns avanços.
Vamos ver se podemos avançar ainda mais", declarou à imprensa.
Segundo o portal americano Axios, que cita fontes dos governos americano e israelense, Trump quer, no momento, deixar que as negociações sigam seu curso, apesar de ter conversado por telefone com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, partidário de uma ofensiva.
O porta-voz da diplomacia iraniana, Esmaeil Baqaei, afirmou que Teerã estava disposto a reabrir o Estreito de Ormuz, via de exportação crucial dos hidrocarbonetos do Golfo, no prazo de dois dias, desde que Washington aceitasse sua lista de exigências.
Em setembro, Teerã propôs um plano de sete dias para reabrir a rota, com exigências que incluíam o fim da guerra em todas as frentes de batalha, o descongelamento dos ativos iranianos, o fim das sanções petrolíferas e o fim do contrabloqueio americano aos portos iranianos.
Trump não aceitou as demandas de Teerã.
"A possibilidade de implementar este plano em dois dias é mais uma demonstração da postura de boa-fé do Irã", afirmou Esmaeil Baqaei.
Sinais diplomáticos A China organizou reuniões com autoridades iranianas e sauditas em Pequim na segunda-feira.
O país asiático apoia Teerã na "defesa de sua própria soberania e segurança", disse o ministro das Relações Exteriores, Wang Yi, a Ali Baqeri, subsecretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, segundo um comunicado chinês.
Em uma entrevista ao canal Al Jazeera no domingo, Araghchi disse que Washington deve aceitar "uma nova rota acordada entre Irã e Omã para o trânsito pelo Estreito de Ormuz".
Embora desde setembro se observe uma distensão militar, os Estados Unidos e Israel intensificaram as ameaças nos últimos dias, em um contexto marcado por eleições cruciais nos dois países.
Trump declarou no sábado que ainda precisa "se ocupar de uma ou duas" instalações nucleares no Irã.
A República Islâmica, que nega querer desenvolver armas atômicas, advertiu diversas vezes sobre represálias de grande alcance caso os Estados Unidos retomem a guerra.
As autoridades iranianas instalaram um enorme cartaz no coração de Teerã, com a foto do presidente americano e a frase: "Nós vamos matar Trump".”
- Veja · Reportagem
Estados Unidos atacam ilha do Irã horas após Trump elogiar avanços diplomáticos com Teerã
Trecho consultado na análise
“Os Estados Unidos lançaram ataques limitados contra uma ilha iraniana no Estreito de Ormuz nesta terça-feira, 3, segundo a imprensa americana, horas após o presidente Donald Trump elogiar os avanços diplomáticos com Teerã e a poucas horas das eleições de meio de mandato.Os bombardeios, noticiados primeiro pelo Wall Street Journal, atingiram a ilha de Qeshm, que, segundo a imprensa estatal iraniana, foi alvo de cinco explosões em rápida sucessão.Funcionários do governo americano que falaram sob a condição de anonimato, citados pelo Wall Street Journal e por outros veículos, descreveram os ataques como de natureza defensiva.
O WSJ destacou que era a mais recente de várias ofensivas não declaradas.O jornal afirmou que as ações não foram anunciadas publicamente para evitar dar a impressão de que Washington pretendia retomar operações de combate em larga escala.O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), responsável pelas operações no Oriente Médio, não respondeu até o momento a um pedido de comentários da AFP.Os Estados Unidos, com ajuda de Israel, iniciaram a guerra com uma grande onda de ataques-surpresa contra o Irã no fim de fevereiro, mas não alcançaram seus objetivos militares e o conflito permanece estagnado há vários meses.Na segunda-feira, um dia antes das eleições de meio de mandato nas quais, segundo as pesquisas, os eleitores devem provocar uma grande derrota do Partido Republicano, em parte devido ao descontentamento com a guerra e com a inflação que ela provocou, Trump disse que um acordo com Teerã "pode acontecer"."
O Irã quer um acordo o mais rápido possível", afirmou o presidente em sua plataforma Truth Social.Por sua vez, o ministro iraniano das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, citou consultas indiretas sobre o conflito."
Levando em consideração a sensibilidade e a gravidade da situação atual, as consultas e deliberações são muito intensas", declarou o chefe da diplomacia do Irã à imprensa estatal.Nesta terça-feira, o presidente do Parlamento iraniano e principal negociador nas conversações com os Estados Unidos, Mohammad Bagher Ghalibaf, disse que, embora o Irã esteja preparado para a guerra, deu a Washington uma "resposta racional"."
A bola agora está no campo dos Estados Unidos para evitar a guerra", declarou.Em meio à disputa retórica, os preços do petróleo caíram mais de 7% na segunda-feira devido às notícias de um possível fim do conflito, que já dura oito meses.Estreito de OrmuzO vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou que ele e o presidente Trump estão otimistas quanto à possibilidade de alcançar um acordo."
Sem dúvida, conseguimos alguns avanços.
Vamos ver se podemos avançar ainda mais", declarou à imprensa.Segundo o portal americano Axios, que cita fontes dos governos americano e israelense, Trump quer, no momento, deixar que as negociações sigam seu curso, apesar de ter conversado por telefone com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, partidário de uma ofensiva.O porta-voz da diplomacia iraniana, Esmaeil Baqaei, afirmou que Teerã estava disposta a reabrir o Estreito de Ormuz, via de exportação crucial dos hidrocarbonetos do Golfo, no prazo de dois dias, desde que Washington aceitasse sua lista de exigências.Em setembro, Teerã propôs um plano de sete dias para reabrir a rota, com exigências que incluíam o fim da guerra em todas as frentes de batalha, o descongelamento dos ativos iranianos, o fim das sanções petrolíferas e o fim do contrabloqueio americano aos portos iranianos.Trump não aceitou as demandas de Teerã."
A possibilidade de implementar este plano em dois dias é mais uma demonstração da postura de boa-fé do Irã", afirmou Esmaeil Baqaei.Sinais diplomáticosA China organizou reuniões com autoridades iranianas e sauditas em Pequim na segunda-feira.O país asiático apoia Teerã na "defesa de sua própria soberania e segurança", disse o ministro das Relações Exteriores, Wang Yi, a Ali Baqeri, subsecretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, segundo um comunicado chinês.Em uma entrevista ao canal Al Jazeera no domingo, Araghchi disse que Washington deve aceitar "uma nova rota acordada entre Irã e Omã para o trânsito pelo Estreito de Ormuz".
Embora desde setembro se observe uma distensão militar, os Estados Unidos e Israel intensificaram as ameaças nos últimos dias, em um contexto marcado por eleições cruciais nos dois países.Trump declarou no sábado que ainda precisa "se ocupar de uma ou duas" instalações nucleares no Irã.A República Islâmica, que nega querer desenvolver armas atômicas, advertiu diversas vezes sobre represálias de grande alcance caso os Estados Unidos retomem a guerra.As autoridades iranianas instalaram um enorme cartaz no coração de Teerã, com a foto do presidente americano e a frase: "Nó”
- DW Brasil · Imprensa internacional
EUA atingem alvos no Irã horas antes das eleições de meio de mandato
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“Autoridades americanas descreveram os ataques à ilha de Qeshm como de natureza limitada e defensiva.
Guerra impopular contra o Irã e o impacto dela nos preços são problema para Trump e republicanos.
Os Estados Unidos atacaram nesta terça-feira (03/11) a ilha iraniana de Qeshm, segundo autoridades do governo americano.
Os ataques ocorreram pouco antes do início das eleições de meio de mandato nos EUA , consideradas como um "plebiscito" sobre o governo do presidente Donald Trump , que enfrenta baixos índices de popularidade.
Trump havia afirmado que os EUA não lançariam ataques ao Irã antes das eleições de meio de mandato.
A guerra impopular contra o Irã e o impacto dela nos preços têm representado um ponto de vulnerabilidade para o Partido Republicano, que busca manter o controle do Congresso.
A ilha de Qeshm se encontra numa localização estratégica no Estreito de Ormuz , uma via de navegação essencial para o escoamento da produção de petróleo e gás natural do Oriente Médio que se tornou um ponto central do conflito entre os EUA e o Irã, desestabilizando os mercados globais .
Autoridades americanas não identificadas, citadas pelos jornais americanos The Wall Street Journal (WSJ) e The New York Times , pela emissora CNN e por agências de notícias, descreveram os ataques como de natureza limitada e defensiva.
O WSJ afirmou que esta foi apenas a mais recente de várias operações militares dos EUA na região não reconhecidas oficialmente.
Segundo o jornal, os ataques não foram anunciados publicamente para evitar a impressão de que Washington teria intenções de retomar operações de combate em larga escala.
A mídia estatal iraniana relatou que explosões foram ouvidas nas ilhas de Qeshm e Hengam, no Estreito de Ormuz, e na região continental próxima de Bandar Abbas.
Alguns moradores afirmaram ter visto duas aeronaves sobrevoando a região.
Segundo informações divulgadas pelas agências de notícias Reuters e Associated Press, os ataques americanos teriam atingido instalações de mísseis utilizados contra alvos americanos na região.
Os EUA e Israel iniciaram o conflito com o Irã em fevereiro, com uma onda massiva de ataques ao território iraniano.
Os ataques desta terça-feira ocorreram horas depois de Trump sinalizar um possível acordo de paz com Teerã.
"O Irã quer um acordo, o mais rápido possível", escreveu o republicano em sua rede social, a Truth Social.
Trump, no entanto, afirmou à emissora americana Fox News – horas antes da abertura dos locais de votação – que os EUA ainda poderiam "ter de atacar a Montanha da Picareta", se referindo a uma instalação subterrânea fortificada no centro do Irã.
O local está sob suspeita de abrigar atividades nucleares, embora Teerã negue a existência de uma instalação desse tipo.
O vice-presidente dos EUA, J.D.
Vance , declarou que tanto ele quanto Trump estavam otimistas quanto à possibilidade de se chegar a um acordo.
"Certamente fizemos algum progresso.
Veremos se conseguimos avançar ainda mais", disse Vance nesta segunda-feira.
Na semana passada, o portal de notícias Axios relatou que Vance enviou uma carta ao chefe de segurança nacional do Irã, Mohsen Rezaei, sobre uma possível retomada das negociações, no que teria sido o contato de mais alto nível entre os dois países em meses.
O primeiro vice-presidente do Irã, Mohammad Reza Aref, afirmou que as mensagens recebidas de Washington representam "um reconhecimento da nossa vitória".
O ministro do Exterior do Irã, Abbas Araghchi, confirmou que negociações indiretas com os Estados Unidos estão em curso.
"Dada a sensibilidade e a gravidade da situação atual, as consultas e deliberações estão sendo muito intensas", declarou.
Nesta terça-feira, Mohammad Bagher Ghalibaf, o principal negociador de Teerã nas conversas com os EUA, afirmou que o Irã, embora esteja preparado para a guerra, apresentou uma "resposta racional" a Washington.
"Agora, cabe aos Estados Unidos evitar a guerra", pontuou.
Uma autoridade iraniana de alto escalão declarou que o Irã estaria pronto para reabrir o Estreito de Ormuz num prazo de dois dias, mas apenas se Washington concordar com uma lista de exigências apresentada por Teerã.
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Os preços do petróleo despencaram mais de 7% nesta segunda-feira, impulsionados pelo otimismo quanto a um possível fim do conflito, que já dura oito meses.
Em setembro, o Irã propôs um plano de sete dias para a reabertura do estreito, que incluía demandas como o encerramento da guerra em todas as frentes, o descongelamento de ativos iranianos, a suspensão das sanções ao petróleo e o fim do bloqueio aos portos iranianos.
"A possibilidade de implementar esse plano em dois dias é mais um indicativo da boa-fé do Irã", disse Esmaeil Baqaei, porta-voz do Ministério iraniano do Exterior.
Em entrevista à emissora Al Jazeera, divulgada neste domingo, Araghchi afirmou que os EUA devem aceitar uma nova rota, acordada entre o Irã e Omã, para o tráfego marítimo através do estreito.
Ele acrescentou que Washington também deve remover as sanções impostas recentemente e reduzir o contingente de tropas americanas na região.
Autoridades iranianas alertaram repetidamente que haverá retaliações de grande escala caso os EUA retomem a guerra.
rc/as (AFP, ots)”
- Poder360 · Reportagem
Preço do petróleo sobe após EUA atacarem a ilha iraniana de Qeshm
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“Os preços do petróleo subiram mais de US$ 1 nesta 3ª feira (3.nov.2026), depois que uma autoridade iraniana afirmou que um acordo para pôr fim à guerra estava longe de ser alcançado, enquanto os Estados Unidos atacaram a ilha iraniana de Qeshm, na região do estreito de Ormuz.
Os ataques na 2ª feira (2.nov) aumentaram as preocupações sobre a escalada das hostilidades e os riscos ao fornecimento de energia.
Às 6h50 (horário de Brasília), o Brent estava cotado a US$ 106,09 (+1,23%) o barril.
Já o contrato de referência norte-americano West Texas Intermediate subiu 1,66%, para US$ 98,06 o barril. [shortcode-newsletter] Na 2ª feira (2.nov), ambos os índices de referência caíram mais de 7%, enquanto ocorriam negociações entre autoridades iranianas e do Qatar.
No entanto, depois dos ataques à ilha iraniana, um alto funcionário iraniano disse à agência Reuters nesta 3ª feira (3.nov) que ambos os países estavam longe de chegar a um acordo para pôr fim à guerra e que Teerã não aceitaria as "exigências excessivas" de Washington.
Segundo a mídia estatal iraniana, o presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que Teerã deu a Washington uma "resposta forte e racional", acrescentando: "A bola está com os EUA".
EUA ATACAM ILHA IRANIANA Qeshm fica localizada no sul do Irã, no Golfo Pérsico, bem próxima ao estreito de Ormuz.
É a maior ilha do golfo, com cerca de 1.200 a 1.500 km².
A ilha abriga um depósito subterrâneo de mísseis, uma base naval e uma usina de dessalinização.
Já havia sido alvo de outros ataques norte-americanos.
A ofensiva integra uma estratégia de ataques de menor escala realizados pelos norte-americanos contra o Irã nas últimas semanas.
Diferentemente do início da guerra, as autoridades dos EUA não estão anunciando nem confirmando as ações publicamente.
Com os ataques de menor porte e sem divulgação, os EUA tentam sinalizar que não pretendem retomar grandes operações na região, segundo uma autoridade ouvida pelo Wall Street Journal.
A ação em Qeshm se deu na véspera das midterms, as eleições legislativas norte-americanas, marcadas para esta 3ª feira (3.nov).
O presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano), havia rejeitado a possibilidade de os EUA retomarem as ofensivas na região depois do pleito.
Na 2ª feira (2.nov), Trump disse que o Irã quer um acordo para encerrar a guerra e sugeriu que um entendimento “pode acontecer”.
“Estamos vencendo o Irã, vencendo com facilidade.
Eles querem fazer um acordo.
E isso pode acontecer”, declarou durante discurso em Washington.”
- Gazeta do Povo · Reportagem
EUA atacam Irã poucas horas antes da abertura das urnas para as midterms
Trecho consultado na análise
“As forças armadas dos Estados Unidos realizaram ataques contra a ilha de Qeshm, no Irã, nesta segunda-feira (2), poucas horas antes da abertura das urnas para as midterms, as eleições de meio de mandato presidencial americanas.
Segundo informações do The Wall Street Journal e da emissora CNN, fontes do governo Donald Trump relataram que a operação foi “limitada” e “defensiva” e teve o objetivo de proteger ativos dos Estados Unidos na região.
Ações semelhantes já haviam sido realizadas nos dias anteriores de forma sigilosa, relatou o WSJ.
Uma das autoridades disse à CNN que a ofensiva americana ocorreu em resposta a disparos do Irã contra uma aeronave dos EUA.
“Esta foi uma medida defensiva contra o uso, pelos iranianos, de mísseis terra-ar contra ativos dos EUA”, relatou outra autoridade americana à emissora.
Entre a semana passada e o início desta, o Irã afirmou ter atacado drones americanos no Oriente Médio e ter abatido dois drones de reconhecimento dos EUA sobre a ilha de Qeshm.
Localizada ao norte do Estreito de Ormuz, a ilha é vital para os esforços do regime islâmico de tentar controlar a passagem estratégica.
Devido à proteção americana, o fluxo de petróleo bruto em Ormuz se aproximou dos níveis pré-guerra nos últimos meses, mas os preços seguem altos porque os patamares de transporte de derivados ainda estão abaixo dos registrados até fevereiro (quando o conflito começou) e porque há a expectativa de que os EUA retomem ataques em grande escala ao Irã após as midterms.”
- CNN Brasil · Reportagem
EUA realizam ataques contra ilha de Qeshm, no Irã, dizem autoridades
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“As Forças Armadas dos EUA realizaram ataques limitados na ilha iraniana de Qeshm nesta segunda-feira (2), informaram três autoridades americanas à CNN, descrevendo a ação como de natureza defensiva e destinada a proteger ativos dos EUA na região.
Uma autoridade afirmou que o ataque americano ocorreu em resposta a disparos feitos pelo Irã contra uma aeronave dos EUA.
A ação não parece ser o tipo de operação de combate de grande escala que as autoridades vinham cogitando; o jornal americano The Wall Street Journal, que revelou a operação em primeira mão, relatou que outros ataques semelhantes já haviam sido realizados anteriormente em sigilo.
“Foi uma medida defensiva, já que os iranianos utilizaram mísseis terra-ar contra ativos dos EUA”, disse outra autoridade americana.
No entanto, a nova ação — às vésperas do dia da eleição de Meio de Mandato dos EUA — serve como um lembrete de que a situação com o Irã permanece sem solução, e que a possibilidade de um conflito armado continua sobre a mesa.
Uma fonte a par do assunto afirmou que o governo manteve o ataque em sigilo, de forma deliberada, para evitar dar uma dimensão excessiva a essa medida defensiva.
A fonte acrescentou que os ataques visavam proteger ativos dos EUA.
O episódio ocorre em um momento em que o presidente Donald Trump sugeriu, nesta segunda-feira, que a diplomacia com Teerã ainda está em curso, escrevendo nas redes sociais que um acordo “poderia acontecer”.
Em uma aparição transmitida pela Fox News na noite de segunda-feira, Trump não comentou especificamente os relatos sobre novos ataques no Irã, mas defendeu, de modo geral, sua decisão de iniciar um confronto — referindo-se a ele como uma “guerra” — e sugeriu que não houve combates recentes.
“Não estamos travando uma guerra.
Todos dizem: ‘vocês estão em guerra!’.
Bem, quando foi a última vez que disparamos algo?
Isso não é uma guerra — é uma guerra muito branda...
Mas não é como uma guerra em curso.
Não há um conflito violento acontecendo.
Isso poderia ocorrer caso eles não fechem um acordo, mas eles querem muito chegar a um acordo, e há uma chance muito boa de que consigamos firmar um”, disse Trump.
O vice-presidente JD Vance adotou um tom semelhante na segunda-feira, declarando a repórteres que os EUA e o Irã “fizeram algum progresso” em direção a uma saída para o conflito.
“Os iranianos são sempre um pouco imprevisíveis e, como o presidente sempre diz, ele mantém opções cinéticas e não cinéticas à disposição.
Mas, certamente, fizemos algum progresso.
Veremos se conseguimos avançar ainda mais”, afirmou o vice-presidente americano, acrescentando que acabara de conversar com o presidente sobre a guerra e que ambos estavam “bastante otimistas” quanto a um possível acordo.
A ilha de Qeshm, situada a cerca de 22,5 quilômetros da cidade portuária iraniana de Bandar Abbas, é fundamental para que o Irã exerça controle sobre o tráfego no vital Estreito de Ormuz — por onde, antes da guerra, passavam cerca de 20 milhões de barris de petróleo por dia.
Os EUA já haviam realizado operações contra a ilha em um momento anterior do conflito. https://stories.cnnbrasil.com.br/internacional/trump-diz-que-deixou-instrucoes-para-atacar-ira-caso-seja-assassinado/”
- Revista Oeste · Reportagem
EUA atacam ilha iraniana em meio a negociações com Teerã
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“Formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero, escreve sobre política, esportes e internacional.
Antes de fazer parte da Revista Oeste, colaborou na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo e no Sistema Brasileiro de Televisão (SBT).
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Os Estados Unidos realizaram ataques contra o Irã na ilha de Qeshm em 2 de novembro de 2026, conforme autoridades norte-americanas informaram ao The Wall Street Journal.
Esses ataques, parte de uma série de operações discretas, visam impedir que o Irã amplie sua capacidade de ameaçar embarcações no Estreito de Ormuz.
Durante os confrontos, a Guarda Revolucionária Islâmica disparou um míssil contra um caça dos EUA, que respondeu em legítima defesa.
Os Estados Unidos (EUA) realizaram novos ataques contra o Irã nesta segunda-feira, 2.
Segundo autoridades norte-americanas ouvidas pelo The Wall Street Journal , as forças militares atingiram a Ilha de Qeshm, em uma operação que Washington não divulgou publicamente.
A ofensiva integra uma série de ataques limitados que os norte-americanos executam discretamente contra alvos iranianos nas últimas semanas.
As operações ocorrem enquanto o presidente Donald Trump menciona a possibilidade de um acordo diplomático para encerrar o conflito.
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De acordo com as autoridades, os ataques têm caráter defensivo.
O objetivo seria impedir que o Irã amplie sua capacidade de ameaçar embarcações comerciais no Estreito de Ormuz.
Em um dos episódios desta segunda, a Guarda Revolucionária Islâmica disparou um míssil terra-ar contra um caça norte-americano.
A aeronave respondeu em legítima defesa, segundo os relatos.
Em outra ocorrência, forças dos EUA interceptaram um míssil iraniano lançado de Qeshm contra embarcações comerciais.
Localizada na entrada do Estreito de Ormuz, Qeshm abriga uma grande instalação subterrânea de mísseis, uma base naval e uma importante usina de dessalinização.
Os Estados Unidos já atacaram a região em etapas anteriores do conflito.
Washington mantém discrição sobre as operações para evitar sinais de que pretende retomar uma ofensiva militar de grande escala.
Leia mais: “A conquista de Jerusalém” , artigo de Miriam Sanger publicado na Edição 347 da Revista Oeste
Apesar dos ataques, Trump adotou um discurso mais moderado às vésperas das eleições legislativas.
Nesta segunda, afirmou que os EUA venceram a guerra e negou considerar novos bombardeios depois das eleições de meio de mandato.
Leia também: “França em chamas” , reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 346 da Revista Oeste
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- Estadão · Reportagem
EUA atacam ilha iraniana de Qeshm em meio a negociações com Teerã, diz jornal
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“Os Estados Unidos atacaram nesta segunda-feira, 2, a ilha de Qeshm, no Irã , segundo informações do Wall Street Journal .
A operação ocorreu em meio a sinais de avanço nas negociações entre Washington e Teerã para encerrar a guerra, que já dura oito meses.
O jornal americano citou autoridades dos Estados Unidos sob condição de anonimato e classificou o ataque à maior ilha do Estreito de Ormuz como o mais recente de uma série de operações militares secretas realizadas por Washington contra o Irã nas últimas semanas.
A agência estatal iraniana Irna informou que cinco explosões foram ouvidas em rápida sucessão na ilha.
Moradores também relataram ter visto duas aeronaves sobrevoando a região.
O Pentágono encaminhou os questionamentos sobre a operação ao Comando Central dos Estados Unidos, que não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da AFP.
Segundo o Wall Street Journal, algumas autoridades americanas classificaram as ações militares como defensivas.
O objetivo seria impedir q”