VerdadeiroSupermercados europeus relataram problemas nos sistemas de refrigeração, elevação de temperaturas e descarte ou retirada de alimentos; várias reportagens atribuíram os casos a ataques cibernéticos.
Esquerda Centro DireitaFolha de S.Paulo, Poder360, Gazeta do Povo, CNN Brasil, Veja, O Globo, Revista Oeste, Conexão Política
Os relatos sobre problemas, temperaturas elevadas e perdas aparecem nos três grupos. Conexão Política ressalva que as autoridades ainda investigavam se os casos foram causados por ataques coordenados.
Ver fontes e trechos (8)
- Folha de S.Paulo · Reportagem
Minha geladeira pode ser atacada por hackers como ocorreu em supermercados da Europa?
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Quatro redes de supermercados na Suécia e na Bélgica informaram nesta segunda-feira (2) que tiveram geladeiras e freezers atacados e que sofreram superaquecimento, o que destruiu milhões de alimentos.
Em outubro, a varejista Ahold Delhaize, uma das atacadas nesta segunda, havia comunicado um incidente anterior de cibersegurança à polícia holandesa, ocorrido simultaneamente a um ataque cibernético na França que fez com que geladeiras e freezers de centenas de lojas atingissem 50°C durante a noite, provocando incêndios e estragando alimentos.
De geladeiras e sistemas de aquecimento a câmeras de segurança e redes de alarme, uma variedade cada vez maior de dispositivos que antes eram predominantemente mecânicos agora pode ser monitorada e controlada remotamente, criando novas oportunidades para criminosos cibernéticos .
Em tese, sim.
Se um dispositivo estiver conectado à internet , diretamente ou por meio de um aplicativo, serviço em nuvem ou rede doméstica, ele pode ser invadido.
Em 2015, pesquisadores demonstraram, em uma conferência sobre hacking em Las Vegas (EUA), como uma geladeira inteligente da Samsung poderia ser comprometida, permitindo a interceptação de parte do tráfego de internet que passava pelo aparelho.
Em muitos casos, os invasores estão mais interessados em roubar dados, interromper serviços ou usar dispositivos conectados como porta de entrada para uma rede maior.
Os alvos mais comuns são dispositivos conectados à internet e controlados remotamente.
Entre eles estão câmeras de segurança, campainhas com vídeo, sistemas de alarme, fechaduras inteligentes, termostatos e sistemas de aquecimento central.
Eletrodomésticos inteligentes, como geladeiras, fornos e máquinas de lavar, também podem ser vulneráveis se estiverem conectados à internet.
Até mesmo algumas escovas de dentes agora têm conexão com a internet.
Os roteadores, e não os eletrodomésticos, respondem por mais de três quartos de todos os ataques contra dispositivos conectados, segundo dados do setor de segurança.
O número desses dispositivos cresceu rapidamente à medida que fabricantes passaram a incorporar conexão à internet a produtos que antes eram inteiramente mecânicos.
Uma vez dentro de um dispositivo, um hacker geralmente pode fazer uma de duas coisas: coletar informações ou assumir o controle do aparelho.
Uma câmera pode mostrar o interior de uma residência, um dispositivo com microfone pode captar sons e um roteador comprometido pode expor tudo o que trafega pela rede.
Hackers que assumem o controle de um dispositivo podem ligá-lo ou desligá-lo, alterar configurações ou impedir que os usuários acessem suas contas.
Um termostato comprometido pode afetar o aquecimento, enquanto um freezer ou uma geladeira invadidos podem ter seus controles de temperatura alterados.
Em casos mais graves, os invasores podem usar dispositivos com pouca proteção para acessar outros sistemas na mesma rede ou roubar informações pessoais vinculadas a contas online.
Pesquisadores de cibersegurança já demonstraram repetidamente a existência de vulnerabilidades em veículos conectados.
Em 2015, pesquisadores assumiram remotamente o controle de um Jeep em movimento por meio de seu sistema de entretenimento conectado à internet, o que levou ao recall de cerca de 1,4 milhão de veículos e à implementação de correções de software.
Quase uma década depois, pesquisadores revelaram uma falha que lhes permitia rastrear, destravar e dar partida em determinados veículos da Kia usando apenas o número da placa.
Segundo eles, as vulnerabilidades foram comunicadas à Kia, que as corrigiu em poucos meses, e não havia evidências de que tivessem sido exploradas em ataques reais.
Veículos e aeronaves modernos também são projetados com amplos sistemas de segurança e redundância.
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Infraestruturas críticas, como redes de energia elétrica e abastecimento de água, geralmente contam com várias camadas de segurança, monitoramento e regulamentação que não estão presentes em dispositivos de consumo.
Isso não significa que sejam imunes a ataques cibernéticos, mas normalmente são alvos muito mais difíceis do que um eletrodoméstico conectado a uma rede Wi-Fi doméstica.
Especialistas em cibersegurança geralmente recomendam alterar as senhas padrão, ativar a autenticação de dois fatores quando disponível e instalar atualizações de software regularmente.
Os consumidores também devem remover ou substituir dispositivos que não recebem mais atualizações de segurança, manter a maioria dos aparelhos em uma rede local e conectá-los à internet apenas quando houver uma razão clara para isso.
A regra mais simples costuma ser a mais eficaz: quanto menos dispositivos conectados você tiver, menos possíveis pontos de entrada existirão para invasores.
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- Poder360 · Reportagem
Hackers invadem supermercados na Europa e elevam freezers a 50°C
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“Redes de supermercados de 4 países europeus foram alvo de ataques cibernéticos nesta 2ª feira (2.nov.2026).
Os invasores assumiram o controle de sistemas de refrigeração conectados à internet e alteraram a temperatura de geladeiras e freezers, que chegaram a atingir 50°C.
As informações são da Reuters.
Na Bélgica, dezenas de lojas da rede Ahold Delhaize foram afetadas.
Também foram registrados incidentes em 5 unidades da rede Spar, operadas pelo Grupo Colruyt, e em quase 15 supermercados do Carrefour.
Na Suécia, lojas das redes ICA e Coop relataram problemas semelhantes.
Uma rede da Estônia também foi atingida.
Na Delhaize, a empresa identificou um aumento na temperatura dos equipamentos de refrigeração e informou que investiga as causas do problema.
O CEO da Sabcobel, Stephan Moelans, responsável pelos sistemas da rede, afirmou à agência Belga que houve um ciberataque.
Segundo ele, os evaporadores foram acionados no modo de degelo, o que provocou a elevação da temperatura.
Um porta-voz do Grupo Colruyt confirmou que os sistemas de refrigeração de 5 unidades da rede Spar foram atacados.
A Sabcobel não comentou o caso.
Os episódios ocorrem cerca de 3 semanas depois de um ataque cibernético atingir mais de 500 supermercados na França.
Na madrugada de 12 de outubro, hackers invadiram sistemas de refrigeração de estabelecimentos de diferentes redes, elevaram a temperatura de câmaras frias e congeladores e provocaram a perda de toneladas de alimentos.
As informações foram divulgadas pelo jornal francês Le Monde.
Entre as redes afetadas estavam Intermarché, Netto, Coopérative U, Carrefour, E.Leclerc e Monoprix.
O prejuízo total não havia sido calculado, mas poderia chegar a dezenas de milhões de euros.
Na ocasião, os invasores reprogramaram os sistemas de degelo para atingir 50°C e ampliaram de 1 para 8 horas a duração do processo.
A mudança dificultou a identificação dos problemas pelos sistemas de alarme.
Em uma unidade da Intermarché, na cidade de La Haye, na Normandia, componentes dos equipamentos chegaram a derreter depois que a temperatura alcançou 80°C.
A investigação na França identificou como possível ponto de entrada um software da empresa dinamarquesa Danfoss, utilizado no controle dos sistemas de refrigeração.
Segundo a companhia, a maioria dos equipamentos afetados estava obsoleta e não recebia mais atualizações de software ou de segurança.
A empresa havia publicado alertas sobre vulnerabilidades em seus programas em março e agosto de 2025.
O Ministério Público de Paris abriu uma investigação, conduzida pelo órgão francês especializado em crimes cibernéticos, para identificar as vítimas e dimensionar os prejuízos.
Os serviços do primeiro-ministro francês também acionaram a Agência Nacional de Segurança dos Sistemas de Informação para apurar o caso.
Até a publicação da reportagem do Le Monde, nenhum grupo havia reivindicado a autoria do ataque.
No mês passado, a Ahold Delhaize também comunicou à polícia holandesa um incidente de segurança cibernética, depois de identificar atividades suspeitas em sua infraestrutura.
A conexão de equipamentos como geladeiras, sistemas de aquecimento, câmeras de segurança e alarmes à internet permite o monitoramento e o controle remoto dessas estruturas.
A tecnologia, porém, também amplia as possibilidades de atuação de criminosos virtuais.
Ataques também atingem a Suécia Na Suécia, o Centro Nacional de Cibersegurança investiga diferentes ocorrências envolvendo sistemas de refrigeração de supermercados.
O chefe do órgão, John Billow, confirmou à Reuters que as autoridades acompanham os casos.
Uma unidade da rede ICA informou nas redes sociais que seus refrigeradores e freezers foram invadidos durante a madrugada e tiveram a temperatura ajustada para 50°C.
A loja comunicou posteriormente que havia reaberto.
Em outra unidade da rede, a ICA Baronen, em Estocolmo, um aviso informou que todos os freezers estavam fora de funcionamento depois de um ciberataque.
Segundo o gerente de vendas, a invasão ocorreu às 2h e foi identificada às 5h30, no horário local.
A rede Coop também informou ao jornal sueco Aftonbladet que 6 lojas foram afetadas por problemas semelhantes.
A empresa não respondeu imediatamente ao pedido de posicionamento da Reuters.
Billow afirmou que as autoridades identificaram, nas últimas semanas, um número considerável de equipamentos conectados a sistemas operacionais vulneráveis no país.
“Deixamos clara a necessidade de atualizá-los ou instalar correções de segurança”, declarou.
Na Estônia, uma rede de supermercados também teve equipamentos de refrigeração afetados, com temperaturas que chegaram a 50°C.
A informação foi divulgada pela fornecedora de tecnologia Kitman Coldtech à emissora pública ERR.
“Isso é muito recente, aconteceu nesta manhã”, afirmou o CEO da empresa, Jann Mutso.
Ele não revelou o nome da rede atingida.”
- Gazeta do Povo · Reportagem
Hackers invadem geladeiras de supermercados e elevam temperaturas na Europa
Trecho consultado na análise
“Uma série de ataques cibernéticos atingiu sistemas de refrigeração de estabelecimentos comerciais em pelo menos cinco países europeus nesta segunda-feira (2).
Bélgica, Luxemburgo, Suécia, Irlanda e Holanda registraram invasões remotas que desregularam equipamentos de conservação.
A ação criminosa colocou em risco a segurança alimentar, forçando o descarte de mercadorias e a retirada preventiva de produtos das prateleiras em dezenas de lojas.
Como os invasores conseguiram controlar os equipamentos de refrigeração?
Os criminosos utilizaram a internet para acessar sistemas de refrigeração que estavam conectados à rede.
O método identificado foi semelhante em vários países: os invasores exploraram falhas de segurança digital para manipular o funcionamento dos aparelhos remotamente.
Em muitos casos, como ocorreu na Holanda, a invasão foi facilitada porque as empresas utilizavam senhas padrão de fábrica e mantinham os equipamentos em redes sem a proteção adequada.
Uma vez dentro do sistema, os hackers elevaram as temperaturas ou acionaram o modo de descongelamento, desativando os compressores que mantêm o frio necessário.
Quais foram os principais impactos causados nos supermercados europeus?
O impacto imediato foi o comprometimento da conservação dos alimentos.
Na Suécia, alguns equipamentos chegaram a registrar 50 graus Celsius, uma temperatura altíssima que destrói qualquer produto perecível.
Na Bélgica, dezenas de unidades das redes Delhaize e Carrefour foram atingidas, forçando comerciantes a descartar mercadorias ou transferi-las às pressas para caminhões frigoríficos.
Na Irlanda, 13 lojas retiraram todos os itens refrigerados e congelados de venda por precaução.
Embora o prejuízo financeiro total ainda não tenha sido calculado, estima-se que as perdas com descarte de estoque e interrupção das operações sejam milionárias.
Existe relação entre estes ataques e episódios anteriores na França?
A nova onda de incidentes ocorre apenas três semanas após um ataque massivo na França, onde centenas de supermercados enfrentaram o mesmo problema.
Naquela ocasião, redes como Intermarché e Leclerc tiveram refrigeradores manipulados que também chegaram aos 50 graus por várias horas, gerando perda total de alimentos e até princípios de incêndio.
Embora as características operacionais sejam muito parecidas, as autoridades ainda investigam se todos esses episódios fazem parte de uma única operação coordenada por um grupo específico ou se são incidentes independentes que aproveitam as mesmas vulnerabilidades técnicas.
Quais medidas de segurança poderiam ter evitado as invasões nos sistemas?
Especialistas e empresas do setor, como a Danfoss na Holanda, apontam que as invasões poderiam ter sido evitadas com práticas básicas de segurança digital.
A principal recomendação é que sistemas industriais e comerciais desse tipo nunca utilizem senhas padrão, que são facilmente descobertas por hackers.
Além disso, é fundamental que esses equipamentos não fiquem expostos diretamente na internet pública, mas sim protegidos por redes privadas seguras (VPNs) ou desconectados totalmente da rede externa.
O alerta para a atualização desses protocolos já havia sido feito semanas antes, mas muitos estabelecimentos não implementaram as travas a tempo.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo.
Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.”
- CNN Brasil · Reportagem
Novo ataque hacker atinge geladeiras de supermercados na Europa
Trecho consultado na análise
“Os refrigeradores de supermercados na Europa estão sob ataque cibernético mais uma vez.
Lojas em boa parte do continente, da Suécia à Bélgica, foram atingidas nesta segunda-feira (2) por um ataque hacker que aumentou as temperaturas dos freezers.
O caso é parecido com o que aconteceu na França no mês passado.
Um incidente de TI durante a noite afetou geladeiras e freezers em dezenas de lojas das cadeias de supermercados Ahold Delhaize e Colruyt na Bélgica e em Luxermburga.
Na Suíça, as redes suecas ICA e Coop relataram picos de temperatura semelhantes.
"Houve um ataque cibernético e todos os nossos congeladores atingiram 50 °C", disse Engla Ingwall, gerente de vendas de uma loja franqueada da ICA em Estocolmo, à Reuters, acrescentando que o ataque ocorreu às 2h da manhã, no horário local, mas só foi percebido horas depois.
"Tudo está destruído", afirmou.
Um porta-voz da ICA disse em comunicado enviado por e-mail que a empresa estava ciente de que "um número limitado de lojas foi afetado por um incidente durante a noite, que impactou seus sistemas de refrigeração e congelamento".
Ataques hackers a freezers na Europa Os incidentes desta semana seguem um ataque ocorrido na França no mês passado.
A polícia afirmou que hackers assumiram o controle de unidades de refrigeração em centenas de supermercados, causando incêndios e perdas de alimentos.
A Ahold também relatou um incidente de segurança cibernética à polícia no mês passado.
Embora ninguém tenha reivindicado a autoria de nenhum dos ataques, os casos trouxeram à tona a crescente preocupação das autoridades regionais com a disseminação de ataques híbridos a partir de conflitos nas fronteiras europeias após a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022.
Moscou negou repetidamente qualquer envolvimento em operações de sabotagem ou guerra híbrida.
A Reuters não conseguiu apurar quem estava por trás dos ataques de segunda-feira, nem se havia alguma ligação com os ataques de outubro na França.
O centro nacional de cibersegurança da Suécia, que afirmou não poder especular sobre quem estaria por trás dos ataques, está trabalhando em diversos incidentes que afetaram supermercados em todo o país, disse o chefe do centro, John Billow, na segunda-feira.
"Identificamos, nas últimas semanas, um número considerável de dispositivos de tecnologia operacional expostos na Suécia, e deixamos claro a necessidade de atualizá-los ou aplicar patches", afirmou.
Varejo é um alvo fácil De geladeiras e sistemas de aquecimento a câmeras de segurança e redes de alarme, uma gama crescente de dispositivos, antes predominantemente mecânicos, agora pode ser monitorada e controlada remotamente, criando novas oportunidades para os cibercriminosos.
Stephan Moelans, CEO da empresa belga de refrigeração Sabcobel, que opera os sistemas da Delhaize, disse à agência de notícias Belga que o incidente foi um ataque cibernético, com os evaporadores das unidades sendo colocados em modo de degelo.
O escritório de Moelans se recusou a comentar.
"Estou acordado desde as 2 da manhã.
Trabalhamos a noite toda e a manhã inteira para desconectar as unidades afetadas da rede", disse Moelans à Belga.
Um porta-voz do Grupo Colruyt, que opera as lojas Spar na Bélgica sob um sistema de franquias, disse que cinco lojas tiveram seus sistemas de refrigeração atacados.
Na Irlanda, a distribuidora de alimentos Musgrave informou que um incidente cibernético afetou os sistemas de refrigeração de 13 de suas lojas SuperValu, obrigando-a a retirar alguns produtos refrigerados e congelados de venda.
"Nossos sistemas de monitoramento nos alertaram sobre o problema e tomamos medidas imediatas", afirmou a empresa em comunicado.
"Nossa investigação está em andamento".
Tom Hegel, pesquisador da empresa de cibersegurança SentinelOne, afirmou que os ataques geralmente são de extorsão, têm motivação política ou são operações de nível estatal, e que a ausência de exigências financeiras nos casos recentes envolvendo supermercados aponta para sabotagem.
"O setor varejista é um alvo fácil porque as redes varejistas administram enormes parques de controladores de refrigeração, sistemas de gerenciamento predial, painéis de controle de acesso e equipamentos de ponto de venda", disse ele.
"As margens de lucro nos supermercados são pequenas e os produtos se deterioram em poucas horas, portanto, qualquer interrupção causa danos rapidamente e em público". https://www.youtube.com/watch?
v=54Tmm4btwvc "É muito assustador" O grupo varejista de supermercados Coop, de capital fechado, informou ao jornal sueco Aftonbladet que seis de suas lojas foram afetadas por incidentes semelhantes.
A empresa não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
A rede Carrefour afirmou que 15 de suas 700 lojas na Bélgica foram afetadas.
Uma rede de supermercados estoniana também foi afetada, com temperaturas chegando a 50°C, conforme informou a fornecedora de tecnologia Kitman Coldtech à emissora pública ERR.
Luc De Laet, fundador e proprietário da rede belga de talhos De Laet & Van Haver, disse que foi acordado às 3h30 da manhã, do horário local, por um funcionário que lhe informou sobre um problema.
Ele correu para sua loja em Hove, ao sul de Antuérpia, e encontrou os refrigeradores com temperaturas de até 18°C.
Ele disse que isso estragou cerca de 15.000 euros em carne.
"É muito assustador.
Eles estão invadindo o sistema que registra a temperatura e conseguem programá-lo à distância", disse ele à Reuters, acrescentando que ficou furioso por ter que jogar tanta comida fora.
De Laet disse que acreditava que os hackers estavam tentando desestabilizar as economias europeias, acrescentando que havia contatado a polícia, mas não sabia se havia alguma investigação em andamento.
"Só tenho duas palavras para eles: acordem, por favor, porque algo está acontecendo", disse ele. https://stories.cnnbrasil.com.br/tecnologia/brasileiro-desenvolve-ferramenta-que-detecta-e-previne-ataque-hacker/”
- Veja · Reportagem
Ataque hacker atinge frigoríficos de supermercados em vários países da Europa
Trecho consultado na análise
“Supermercados de diferentes países europeus foram atingidos, nesta segunda-feira, 2, por um ataque cibernético contra seus sistemas de refrigeração, que provocou a perda de grandes quantidades de alimentos frescos e congelados.
A invasão afetou estabelecimentos na Suécia, Bélgica, Luxemburgo e Irlanda, incluindo redes como ICA, Coop, Carrefour e IKEA.Os hackers conseguiram alterar remotamente a temperatura de geladeiras e freezers, comprometendo os estoques de diversas lojas.
Em uma unidade da rede ICA, em Estocolmo, os equipamentos chegaram a registrar 50 graus Celsius.
“Está tudo destruído”, afirmou Engla Ingwall, gerente de vendas de uma loja franqueada, à agência Reuters.O episódio ocorre poucas semanas depois de um ataque semelhante na França, quando centenas de supermercados tiveram seus sistemas de refrigeração invadidos, provocando incêndios e prejuízos com o descarte de mercadorias.Redes afetadasNa Bélgica, cinco lojas do grupo Colruyt tiveram os sistemas de refrigeração atingidos.
O Carrefour informou que quinze de suas 700 unidades no país foram afetadas.
A IKEA também confirmou problemas em pelo menos uma loja.Na Suécia, a rede Coop identificou alterações não autorizadas nos equipamentos de refrigeração de sete de suas 800 unidades.
Já na Irlanda, a distribuidora Musgrave informou que o ataque comprometeu sistemas de treze supermercados da rede SuperValu, obrigando a retirada de produtos refrigerados e congelados das prateleiras.O grupo Ahold Delhaize, que também opera na Bélgica e em Luxemburgo, foi outro alvo da ofensiva.
Segundo a Reuters, parte dos equipamentos atingidos utilizava tecnologia de controle de temperatura da empresa dinamarquesa Danfoss, também presente nos sistemas afetados pelo ataque na França.InvestigaçãoAté o momento, nenhum grupo reivindicou a autoria das invasões.
Também não há confirmação de que os episódios registrados em diferentes países estejam relacionados.
A sequência de ataques, no entanto, aumentou a preocupação das autoridades europeias com possíveis ameaças à infraestrutura e ao abastecimento de alimentos.Katrien Eggers, porta-voz do Centro de Cibersegurança da Bélgica, afirmou que ainda não se sabe quem está por trás da ofensiva e que a identificação dos responsáveis pode nunca ocorrer.
Ela também alertou para o uso de inteligência artificial na exploração de vulnerabilidades de sistemas digitais.Para Tom Hegel, pesquisador da empresa de cibersegurança SentinelOne, ataques contra redes varejistas podem ter motivações financeiras, políticas ou estar ligados a operações conduzidas por Estados.
A ausência de pedidos de resgate nos episódios recentes, segundo ele, pode apontar para uma ação de sabotagem.A Comissão Europeia também se manifestou sobre os casos.
O comissário para Agricultura, Christophe Hansen, classificou os ataques como uma tentativa deliberada de prejudicar a cadeia de abastecimento de alimentos e abalar a confiança dos consumidores.PrejuízosOs danos não ficaram restritos às grandes redes.
Na Bélgica, Luc De Laet, proprietário de uma rede de açougues, estimou ter perdido cerca de 15 mil euros em carnes depois que os refrigeradores de uma de suas lojas foram regulados remotamente para até 18 graus Celsius.O empresário contou à Reuters que foi avisado por um funcionário durante a madrugada e encontrou os equipamentos com a temperatura alterada ao chegar ao estabelecimento.
Ele afirmou ter procurado a polícia para relatar o ocorrido.A modernização dos sistemas de refrigeração, que passaram a permitir monitoramento e controle a distância, ampliou a exposição de supermercados a esse tipo de invasão.
Além de geladeiras e freezers, equipamentos como câmeras de segurança, alarmes e sistemas de aquecimento também podem apresentar vulnerabilidades quando conectados à internet.”
- O Globo · Reportagem
Hackers atacam freezers de supermercados na Bélgica e na Suécia; temperatura chegou a 50°C
Trecho consultado na análise
“Supermercados de diferentes países da Europa foram atingidos por supostos ataques cibernéticos que elevaram a temperatura de freezers e geladeiras a até 50°C.
O episódio acontece semanas após casos semelhantes terem sido registrados na França .
Dessa vez, foram relatados incidentes na Bélgica, Luxemburgo, Irlanda, Suécia, Finlândia e Estônia.
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Os supermercados Ahold Delhaize, Carrefour e Spar informaram problemas em geladeiras e freezers de suas lojas na Bélgica.
Redes da Suécia, Luxemburgo, Irlanda e Finlândia também foram afetadas, levando os varejistas a descartar alimentos.
Na Bélgica, a varejista holandesa Ahold Delhaize confirmou que um “incidente de TI” ocorreu na noite de domingo em várias lojas da Delhaize no país, afetando os sistemas de refrigeração.
Um porta-voz do Carrefour Bélgica afirmou que 15 de suas 700 lojas foram atingidas.
Já um representante da Spar, rede holandesa, disse que os sistemas de refrigeração de cerca de cinco unidades foram afetados.
A Ikea informou que uma de suas lojas em Mons, na Bélgica, foi afetada.
Segundo a Reuters, lojas da Ahold Delhaize em Luxemburgo também foram atingidas.
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Na Suécia, as redes ICA e Coop registraram aumentos repentinos nas temperaturas de seus refrigeradores e freezers durante a madrugada.
A Coop teve sete lojas afetadas, disse um porta-voz, confirmando um ataque hacker.
Na unidade Ica Kvantum, em Sjöbo, a temperatura dos equipamentos chegou a 50°C, segundo publicação da loja em sua página no Facebook.
O estabelecimento afirmou suspeitar de um ataque cibernético, mas a ICA não confirmou a ocorrência.
“Estamos cientes de que um número limitado de lojas foi afetado por um incidente durante a noite, que atingiu seus sistemas de refrigeração e congelamento”, afirmou um porta-voz da ICA Sverige por e-mail nesta segunda-feira.
Na Irlanda, um porta-voz do Musgrave Group afirmou que um incidente cibernético afetou os sistemas de refrigeração em 13 de suas lojas SuperValu.
Por precaução, produtos refrigerados e congelados das unidades atingidas foram retirados de venda.
O problema foi resolvido e todas as lojas estão operando normalmente, informou a empresa em comunicado.
Na Finlândia, alguns equipamentos de refrigeração de pequenas lojas da rede K-food apresentaram “anomalias de temperatura durante a noite”, segundo Petri Käyhkö, chefe de segurança corporativa da Kesko Oyj, segunda maior rede varejista de alimentos do país.
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A Kesko começou a investigar a causa após receber alertas automáticos e depois que os funcionários chegaram às lojas pela manhã, afirmou Käyhkö em resposta por e-mail.
Segundo ele, não está descartada a possibilidade de um incidente relacionado à TI.
O problema não é generalizado e afeta apenas algumas lojas menores, cujos equipamentos não estão incluídos no sistema centralizado de proteção da Kesko.
Na Estônia, a rede de supermercados Selver registrou o problema em sua única loja que ainda utilizava um modelo antigo de sistema de controle de refrigeração da Danfoss.
A falha foi corrigida em poucos minutos, afirmou um porta-voz à emissora local ERR.
Caso semelhante na França
Um porta-voz da fabricante dinamarquesa de sistemas de refrigeração Danfoss afirmou que os incidentes envolveram equipamentos da empresa, assim como ocorreu na França em outubro.
Na ocasião, cerca de 700 lojas foram afetadas — entre elas, unidades das redes Intermarché, Coopérative U e Carrefour.
Os equipamentos chegaram a atingir 50°C por aproximadamente seis horas, provocando o descarte de grandes quantidades de carnes, vegetais e produtos congelados.
Nenhum grupo reivindicou publicamente a autoria dos ataques.
No mês passado, um ataque cibernético provocou dias de interrupção de serviços e deixou prateleiras vazias em lojas da Ahold Delhaize na Holanda.
A empresa ainda não informou o que causou o problema.
Nos Estados Unidos, o Pentágono afirmou na semana passada que estava investigando falhas em freezers usados para armazenar alimentos em várias instalações militares.
Ataques a sistemas físicos acendem alerta
Os episódios chamam a atenção para uma modalidade de ataque cibernético que vai além do roubo de dados e da extorsão financeira: a invasão de sistemas de tecnologia operacional, responsáveis pelo controle de equipamentos e processos físicos, como instalações de refrigeração.
Em agosto, o Centro Nacional de Segurança Cibernética do Reino Unido (NCSC, na sigla em inglês) alertou para o aumento de ataques com potencial de provocar interrupções físicas em diferentes setores.
Segundo a entidade, a tendência está relacionada, em parte, ao agravamento da instabilidade geopolítica.
Muhammad Yahya Patel, diretor de segurança da informação da empresa Huntress, classificou os episódios como um exemplo de uma nova fronteira da sabotagem digital.
Para ele, a utilização de ferramentas cibernéticas contra a infraestrutura do varejo de alimentos demonstra o potencial de prejuízos econômicos desse tipo de ação.
Ainda não há informações sobre os responsáveis pelos ataques.
(Com AFP e Bloomberg)”
- Revista Oeste · Reportagem
Hackers atacam freezers de supermercados em 7 países europeus
Trecho consultado na análise
“Letícia Alves nasceu em Fortaleza e se formou em jornalismo na Universidade Federal do Ceará.
Atuou no jornal O Povo, Poder360, Brasil sem Medo e Gazeta do Povo.
Atualmente, é repórter na Revista Oeste.
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Um ataque hacker em 2 de novembro de 2026 afetou refrigeradores e freezers de supermercados em sete países europeus, elevando a temperatura dos equipamentos e levando ao descarte de alimentos.
As redes Delhaize, Carrefour, Colruyt, ICA e Coop foram atingidas, com perdas significativas, como 100 mil euros em uma loja na Bélgica.
O ataque, semelhante a um ocorrido em outubro na França, gerou problemas em 40 supermercados Delhaize, 15 Carrefour na Bélgica, e 13 SuperValu na Irlanda, entre outros.
Um ataque hacker atingiu refrigeradores e freezers de dezenas de supermercados em sete países da Europa nesta segunda-feira, 2.
A ação elevou a temperatura dos equipamentos e obrigou lojas a descartar alimentos.
Em alguns estabelecimentos, os freezers chegaram a 50°C.
O incidente afetou unidades na Bélgica, em Luxemburgo, na Suécia, na Irlanda, na Holanda, na Estônia e na Finlândia.
Entre as redes atingidas estão Delhaize, Carrefour , Colruyt, ICA e Coop.
Ao menos uma loja da Ikea também registrou problemas.
Cyberattacks targeting supermarket freezers reported across Europe Supermarkets in Belgium, Sweden, Luxembourg, Ireland, Estonia and Finland were affected, with hackers reportedly raising freezer temperatures to 50°C and causing millions of euros in food losses pic.twitter.com/5QyTyjmlJD
Cerca de 40 supermercados Delhaize na Bélgica e em Luxemburgo sofreram os efeitos do ataque.
Uma unidade em Hoeilaart, no norte belga, estimou perdas de 100 mil euros em mercadorias, sem contar os prejuízos decorrentes do fechamento da loja.
A fabricante belga Sabcobel informou que os invasores acionaram o modo de degelo, o que aqueceu os equipamentos.
A empresa acredita que os responsáveis usaram o mesmo método de um ataque contra centenas de supermercados franceses em outubro deste ano.
O Carrefour informou que o ataque atingiu 15 lojas na Bélgica.
A rede adotou medidas para manter todas abertas.
O grupo Colruyt , que opera lojas Spar por franquias no país, confirmou problemas em cinco unidades.
Na Suécia, sete das 800 lojas da Coop registraram falhas.
A empresa afirmou que conteve a situação.
A ICA confirmou problemas em um número limitado de estabelecimentos.
Em uma franquia em Estocolmo, a gerente relatou que funcionários só perceberam o ataque horas depois.
+ Entenda tudo o que acontece no Mundo em Oeste
Na Irlanda, o grupo Musgrave informou que o incidente afetou 13 supermercados SuperValu.
As lojas retiraram produtos refrigerados e congelados de venda.
Segundo a empresa, o problema ficou restrito a um modelo de refrigerador.
Na Holanda, a fabricante dinamarquesa Danfoss relatou ataques contra sistemas de pelo menos 17 empresas, incluindo açougues e pequenos comércios.
A Finlândia registrou falhas em lojas da rede K.
Na Estônia, o incidente afetou um supermercado Selver, com relatos de problemas em outras empresas.
As agências de segurança cibernética da Bélgica e da Suécia acompanham o caso.
O centro britânico da área trabalha com parceiros internacionais e empresas para entender o episódio.
O Reino Unido não registrou ocorrências.
A conexão dos sistemas à internet permite manutenção a distância, mas abre espaço para invasões.
Katrien Eggers, porta-voz do Centro de Segurança Cibernética da Bélgica, afirmou que a inteligência artificial pode facilitar a exploração de vulnerabilidades.
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- Conexão Política · Reportagem
Freezers de supermercados na Europa sofrem ataques hackers e chegam a 55°C; prejuízo é milionário
Trecho consultado na análise
“Investidas na Suécia e Bélgica levaram varejistas a descartar alimentos após os equipamentos serem afetados.
Supermercados da Suécia, Bélgica e Luxemburgo relataram nesta segunda-feira (2) problemas nos sistemas de refrigeração.
As temperaturas de freezers e refrigeradores subiram durante a noite, e algumas lojas tiveram de descartar alimentos.
As autoridades investigam se os casos foram causados por ataques cibernéticos coordenados.
Na Suécia, as redes ICA e Coop informaram que algumas unidades foram afetadas.
Em uma loja da ICA, os freezers chegaram a 55°C.
Seis lojas da Coop também relataram problemas.
Alguns estabelecimentos fecharam temporariamente enquanto as equipes verificavam os equipamentos e retiravam produtos estragados.
Na Bélgica e em Luxemburgo, a rede Delhaize confirmou um incidente de tecnologia da informação que afetou os sistemas de refrigeração de dezenas de lojas.
A Carrefour também informou que algumas unidades foram atingidas, mas que o impacto foi limitado.
As empresas disseram que tomaram medidas para manter as lojas abertas e verificar a segurança dos produtos.
Todos os casos ocorreram semanas depois de uma investida semelhante na França.
Centenas de supermercados tiveram os sistemas de refrigeração alterados remotamente, o que levou ao descarte de grandes quantidades de alimentos.
Mercados da Alsácia estimaram perdas somadas de € 270 mil.
Uma loja da rede Intermarché informou prejuízo superior a € 100 mil.
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Encontrou um erro?VerdadeiroReportagens registraram temperaturas de pelo menos 50°C em equipamentos de refrigeração de lojas na Suécia.
Centro DireitaPoder360, Gazeta do Povo, CNN Brasil, Veja, O Globo, Conexão Política
Poder360, CNN Brasil e Veja relatam 50°C em lojas suecas; Conexão Política informa 55°C em uma unidade da ICA. Os relatos confirmam temperaturas de ao menos 50°C.
Ver fontes e trechos (6)
VerdadeiroUm ataque semelhante havia afetado centenas de supermercados na França em outubro.
Esquerda Centro DireitaFolha de S.Paulo, Poder360, Gazeta do Povo, CNN Brasil, Veja, O Globo, Revista Oeste, Conexão Política
Reportagens dos três grupos mencionam o episódio francês em outubro e o descrevem como envolvendo centenas de supermercados.
Ver fontes e trechos (8)