VerdadeiroDurigan disse que o governo discutia ou preparava um ajuste gradual nas contas públicas, respeitando compromissos de campanha e objetivos sociais.
Esquerda Centro DireitaFolha de S.Paulo, CNN Brasil, O Antagonista, O Globo, Estadão
Os relatos dos três grupos registram a fala sobre ajuste gradual; Folha de S.Paulo, CNN Brasil, O Antagonista e O Globo também mencionam compromissos de campanha e objetivos sociais.
Ver fontes e trechos (5)
- Folha de S.Paulo · Reportagem
Podcast analisa cobranças por ajuste fiscal e desafios de Lula na economia
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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta terça-feira (3) que o governo Lula (PT) prepara um ajuste fiscal gradual , que respeite compromissos sociais assumidos na campanha e equilibre as contas públicas.
Segundo ele, o presidente avalia o cenário para decidir os próximos passos.
Agentes do mercado, que têm cobrado a definição do titular da Fazenda , externaram receio com outros temas nos últimos dias: uma proposta de tabelamento de juros —citada pelo economista André Lara Resende e criticada por Durigan; e a nomeação de diretores do Banco Central, que poderiam afrouxar o combate à inflação.
Nesta quarta (4), o Copom (Comitê de Política Monetária) se reúne para definir a taxa básica de juros.
Neste episódio do Café da Manhã, o colunista da Folha Vinicius Torres Freire discute as cobranças por um ajuste fiscal e os desafios do governo Lula 4 na economia .
O programa de áudio é publicado no Spotify, serviço de streaming parceiro da Folha na iniciativa e que é especializado em música, podcast e vídeo.
É possível ouvir o episódio clicando acima.
Para acessar no aplicativo, basta se cadastrar gratuitamente.
O Café da Manhã é publicado de segunda a sexta-feira, sempre no começo do dia.
O episódio é apresentado pelos jornalistas Magê Flores e Gustavo Simon, com produção de Giulia Peruzzo, Gustavo Luiz, Jéssica Cruz e Pâmela Queiroz.
A edição de som é de Raphael Concli.
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- CNN Brasil · Reportagem
Não estamos tratando nada que justifique medo do mercado, diz Durigan
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“O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira (3) que dentro de sua agenda com o presidente Luiz Inácio da Lula da Silva (PT) nada do que está sendo tratado justifica uma posição de medo do mercado brasileiro.
"Nós estamos tratando de um ajuste gradual, que respeite os compromissos de campanha, que seja justo em relação aos mais pobres, em relação à progressividade que é necessária ser buscada no nosso sistema", afirmou o ministro durante coletiva de imprensa.
Durigan afirmou ainda que o projeto apresentado durante a campanha de reeleição de Lula se comprometia com as diferentes classes e categorias no país e, ao mesmo tempo, apresentar uma melhora fiscal.
"Esse é um grande desafio.
Nós vamos ter que achar o caminho para fazer essas duas coisas sem procurar uma narrativa fácil", adicionou.
O ministro também afirmou que, até o momento, passada uma semana das eleições encerradas em 25 de outubro, existe uma precipitação sobre com quem Lula irá conversar ou não, e que o presidente "não tem agenda com outros economistas".
Ainda devido ao período curto de tempo, Durigan disse que alguns processos ainda não estão concluídos, mas que pode assegurar que o governo federal irá seguir uma trajetória para a melhora das contas públicas no país.
"Vamos melhorar o resultado primário, como nós fizemos de 2023 para cá, fazendo com rigor a avaliação das políticas públicas já existentes, não para tirar direitos, mas para garantir que o dinheiro público seja bem aplicado e olhar para os investimentos estratégicos do país", disse o ministro, que ainda tratou sobre outros assuntos na coletiva, como o envio do MP do imposto seletivo ao Congresso e a prorrogação do IPI para setores afetados. https://stories.cnnbrasil.com.br/economia/nota-fiscal-paulista-libera-quase-r-35-milhoes-em-creditos-a-consumidores-veja-como-sacar/”
- O Antagonista · Reportagem
Durigan fala em “ajuste gradual” ao despistar sobre agenda de Lula
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“O ministro da Fazenda, Dario Durigan (foto), negou nesta terça-feira, 3, que Lula tenha uma reunião agendada com André Lara Resende para tratar de uma política econômica que limitaria a taxa básica de juros, defendida pelo economista em artigo publicado em setembro.
"Acho que o presidente tem direito de se encontrar com quem ele quiser.
O que eu tenho dito é que até agora não tem nenhuma agenda colocada.
Há uma precipitação muito grande sobre com quem o presidente vai falar ou não, porque não há agenda colocada", disse o ministro a jornalistas.
"Então, eu estou esclarecendo um tema fático.
O presidente não tem agenda com outros economistas.
Ele tem tido agenda comigo.
E, nas agendas comigo, nós não estamos tratando de nada que justifique ao mercado ter uma posição de medo", acrescentou Durigan.
O jornal O Globo informou no sábado, 1º, que Lula tinha uma reunião marcada com Lara Resente para esta semana.
A informação deflagrou intensos debates nas redes sociais sobre as propostas do economista, que se notabilizou por ser um dos formuladores do Plano Real, mas também do Plano Cruzado, e tem defendido políticas heterodoxas nos últimos anos.
Leia mais: O próximo truque de Lula "Ajuste gradual" "Nós estamos tratando de um ajuste gradual que respeite os compromissos de campanha, que seja justo em relação aos mais pobres, em relação à progressividade que é necessária ser buscada no nosso sistema.
Então, veja, com toda a tranquilidade, melhorando as contas públicas, melhorando a vida das pessoas, o presidente vai ter tempo para responder todas essas angústias que estão aparecendo.
Nós temos agora uma semana das eleições e o presidente vai se debruçar ainda mais sobre os temas, que eu tenho levado a ele, e nós vamos dar as respostas necessárias o quanto antes", prometeu o ministro.
O Ibovespa, principal índice da B3, caía 1,6% no início da da tarde desta terça e o dólar operava em alta de 1,43%, a 5,5 reais, entre outras razões pelas dúvidas sobre o futuro econômico do governo.
Leia mais: Ministério da Fazenda de Lula é uma fria https://www.youtube.com/watch?
v1l_mcWB8kj0&t1702s”
- O Globo · Reportagem
Ministro da Fazenda diz que governo debate 'ajuste gradual' nas contas públicas e critica proposta de tabelamento de juros
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“O ministro da Fazenda, Dario Durigan , afirmou nesta terça-feira que o governo Lula está debatendo um "ajuste gradual" nas contas públicas e que não há nada em discussão que "justifique o medo" do mercado financeiro com possíveis medidas.
O titular da Fazenda ainda voltou a negar que a equipe econômica e Planalto estejam discutindo a proposta de tabelamento de juros, após um artigo do economista André Lara Resende ser mencionado por apoiadores do governo.
Além do ajuste fiscal: Investimento em infraestrutura e aumento da produtividade são desafios para Lula 4 Juros: Disparada do dólar e incerteza fiscal pós-eleições elevam apostas em pausa no corte da Selic
— O presidente não tem agenda com outros economistas.
Ele tem tido agenda comigo e nas agendas comigo, nós não estamos tratando de nada que justifique ao mercado ter uma posição de medo.
Nós estamos tratando de um ajuste gradual que respeite os compromissos de campanha, que seja justo em relação aos mais pobres, em relação à progressividade que é necessária ser buscada no nosso sistema — disse Durigan.
O artigo foi publicado pelo economista, que é um dos formuladores do Plano Real, em 25 de setembro.
O texto foi defendido nas redes pela deputada e ex-ministra Gleisi Hoffmann (PT-PR) em publicação neste domingo.
A deputada federal elogiou a proposta, e afirmou que as ideias traçadas no texto seriam importantes "para enfrentar essa ofensiva terrorista sobre a política fiscal brasileira".
Olhar estrangeiro: 'No fiscal, importante é ter estratégia na direção correta', diz CEO da BlackRock no Brasil
Em seu texto, o economista critica a política monetária adotada pelo Banco Central (BC).
Como alternativa, Lara Resende propôs a criação de um Conselho Fiscal e Monetário para coordenar as duas políticas e estabelecer metas de médio prazo.
O órgão definiria diretrizes para a trajetória fiscal e monetária, e o BC manteria autonomia operacional para executar a política de juros.
A proposta do economista prevê uma redução gradual da taxa básica de juros para cerca de 7,5% ao ano em 12 meses, com o objetivo de chegar, posteriormente, a um patamar entre 3% e 5,5%.
Para isso, ele defende a adoção de um planejamento fiscal de longo prazo, que permita reduzir os juros sem comprometer a trajetória da dívida pública em relação ao Produto Interno Bruto (PIB).
Nesta terça-feira, Durigan voltou a negar que o economista tenha um encontro marcado com Lula e disse que a proposta tem "vários problemas".
Promessas: Lula terá de convencer o mercado e vai mirar centro da meta fiscal para conter gastos
— Não há agenda nenhuma fixada com o presidente.
Do meu ponto de vista, é uma ideia incipiente que foi colocada para debate público, mas não é uma proposta a ser avaliada ainda.
E tem várias deficiências, do meu ponto de vista, vários problemas que estão colocados e que eu mesmo, a minha equipe vai poder conversar com ele, com outros economistas, como já temos feito, mas não há nada nesse sentido sobre a mesa — reafirmou o ministro.
Ao ser questionado sobre as propostas de ajuste fiscal, Durigan afirmou que o debate ainda é incipiente, e que as ideias começaram a ser levadas a Lula apenas na semana passada.
Segundo ele, o desafio será de conciliar a responsabilidade fiscal com o compromisso social assumido durante a campanha de Lula:
— O que eu tenho feito é apresentado propostas, diagnósticos e propostas com críticas a algumas propostas fáceis que aparecem, e reforçando a trajetória do que eu acredito, que é melhorar as condições de vida das pessoas e melhorar a condição fiscal.
Durigan também afirmou ainda que tem reunião agendada com o presidente Lula para discutir o envio da medida provisória (MP) que fixa as alíquotas do Imposto Seletivo (IS) .
Segundo ele, a carga tributária de 2027 deve ser a mesma cobrada atualmente.
O ministro acrescentou que a MP pode ser enviada hoje ao Congresso.”
- Estadão · Reportagem
Durigan diz que governo discute ‘ajuste gradual’ e critica ‘deficiências’ em ideia de Lara Resende
Trecho consultado na análise
“BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Dario Durigan , afirmou nesta terça-feira, 3, que a ideia apresentada pelo economista André Lara Resende , de limitar os juros no País, tem várias deficiências e não tem nada parecido com isso na mesa do governo atualmente.
Ele afirmou que não há, inclusive, agenda marcada e defendeu um “ajuste gradual” nas contas públicas, como já vêm fazendo, segundo ele.
“Não há agenda nenhuma fixada com o presidente.
Do meu ponto de vista, é uma ideia incipiente que foi colocada para debate público, mas não é uma proposta a ser avaliada ainda.
Tem várias deficiências do meu ponto de vista e que eu mesmo, a minha equipe, vamos poder conversar com ele, com outros economistas, como já temos feito.
Mas não há nada nesse sentido sobre a mesa, é importante deixar claro”, completou.
De acordo com Durigan, Lula só teve agendas com os economistas da própria equipe, como o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, e o próprio ministro da Fazenda.
Os temas teriam sido de um aj”
Encontrou um erro?VerdadeiroDurigan afirmou que não havia reunião marcada entre Lula e André Lara Resende.
Centro DireitaO Antagonista, O Globo, Estadão
Os relatos dos veículos de centro e direita dizem que não havia agenda fixada com o presidente para o encontro.
Ver fontes e trechos (3)
VerdadeiroDurigan disse que a ideia de limitar os juros tinha deficiências e não estava sobre a mesa do governo.
Centro DireitaO Globo, Estadão
O Globo e Estadão relatam que Durigan chamou a ideia de incipiente, apontou deficiências e afirmou que ela não estava em discussão no governo.
Ver fontes e trechos (2)
VerdadeiroDurigan afirmou que as tratativas com Lula não justificavam medo do mercado.
Centro DireitaCNN Brasil, O Antagonista, O Globo
CNN Brasil, O Antagonista e O Globo registram essa afirmação do ministro, em relatos dos veículos de centro e direita.
Ver fontes e trechos (3)