- Folha de S.Paulo · Reportagem
Democratas ganham força para investigar Trump, mas impeachment é improvável
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A vitória acachapante do Partido Democrata nas eleições de meio de mandato , realizadas na terça-feira (3), muda o equilíbrio das forças no Legislativo dos Estados Unidos e aumenta a pressão sobre Donald Trump .
A possibilidade de o presidente sofrer um impeachment , entretanto, permanece distante mesmo com a oposição controlando com folga as duas Casas do Congresso.
O resultado das midterms, como o pleito é conhecido, abre caminho para novas investigações contra Trump.
Com a maioria dos parlamentares na Câmara dos Representantes e do Senado a partir de janeiro, os democratas terão mais instrumentos para apurar possíveis irregularidades cometidas pelo presidente, convocar integrantes de seu governo e avançar com acusações políticas contra a Casa Branca.
Em seu primeiro mandato na Presidência, de 2017 a 2021, Trump foi alvo de duas tentativas de impeachment, que acabaram barradas no Senado.
Parlamentares democratas defendem a abertura de um novo processo, embora as chances de condenação sejam pequenas, já que a destituição do presidente dependeria também do apoio de vários republicanos, mesmo com a nova composição do Congresso.
Para remover Trump do cargo em um eventual processo de impeachment, seriam necessários os votos de dois terços dos senadores presentes na sessão de julgamento.
Se todos os 100 membros da Casa participassem da votação, portanto, seriam exigidos 67 votos para condená-lo, o que seria improvável.
Com a contagem dos votos das eleições de meio de mandato em andamento, o Partido Democrata tinha obtido, até a tarde desta quarta (4), 237 das 435 cadeiras da Câmara, contra 139 dos republicanos.
No Senado, os democratas garantiram ao menos 54 dos 100 assentos.
Nos EUA, o processo de impeachment tem duas etapas: a Câmara dos Representantes decide se aprova as acusações contra o presidente, por maioria simples, e o Senado faz o julgamento.
Com o controle da Câmara, os democratas teriam, portanto, condições de avançar com iniciativas desse tipo na Casa, embora exista uma divisão dentro do partido sobre a real eficácia de concentrar esforços no afastamento do presidente, afirma Denilde Holzhacker, professora de Relações Internacionais da ESPM e que foi coordenadora do Núcleo de Estudos Americanos da instituição.
"Uma parcela entende que isso poderia ser pior para o próprio partido, porque inviabilizaria discussões sobre temas que considera importantes", afirma Holzhacker.
Para a professora, não há indicação de que os democratas consigam convencer uma parcela tão grande dos senadores do partido adversário.
A possibilidade de avanço do processo dependeria, assim, do surgimento de novas provas ou de algum fato de maior gravidade capaz de alterar a posição de republicanos mais moderados e menos identificados com a base trumpista.
Holzhacker afirma que a estratégia em discussão entre os democratas é promover o desgaste político do governo sem paralisar toda a agenda legislativa.
Além de convocar autoridades e investigar decisões do Executivo, a oposição poderá dificultar a aprovação de indicações feitas por Trump para cargos públicos e intensificar os questionamentos de suas políticas.
Mais
O objetivo seria enfraquecer o governo de olho nas eleições presidenciais de 2028.
Para isso, os democratas também precisarão apresentar propostas que produzam resultados concretos à população.
"Se a população entender que a falta de avanços na agenda legislativa ocorreu porque os democratas iniciaram um processo de impeachment que também paralisou o Congresso, o partido pode deixar de conquistar o apoio popular que espera", afirma a professora.
Com a maioria no Congresso, os democratas poderão investigar temas considerados sensíveis para o governo, incluindo os negócios da família Trump e a relação entre autoridades federais e empresas privadas que tentaram exercer influência sobre a Casa Branca, bem como desdobramentos sobre o caso do criminoso sexual Jeffrey Epstein , que conviveu com o líder republicano.
Nenhum presidente dos EUA foi afastado do cargo por impeachment na história.
O ex-presidente republicano Richard Nixon, que enfrentou um processo de destituição devido ao escândalo de Watergate , renunciou em 1974, antes que a Câmara votasse as acusações.
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- O Globo · Reportagem
De negócios da família a impeachment: como democratas planejam usar poder contra Trump após retomarem controle do Congresso
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“Democratas no Congresso dos Estados Unidos já planejam como usarão o poder após conquistarem a maioria na Câmara dos Representantes (equivalente à dos Deputados no Brasil) e no Senado nas eleições legislativas de meio de mandato de 3 de novembro.
Eleição nos EUA: Em revés para Trump, democratas conquistam Câmara e Senado e ampliam escrutínio sobre a Casa Branca O GLOBO no Mundo: Receba as notícias internacionais no seu WhatsApp Quer morar fora do Brasil?
No Maine, Susan Collins, que desde 1997 ocupava uma cadeira no Senado, reconheceu a derrota para o ex-lenhador Troy Jackson antes que os resultados fossem divulgados.
Com a conquista do controle do Congresso, os democratas ganham força para limitar os poderes de Trump, tentar reverter políticas de sua administração e abrir novas investigações sobre suspeitas de corrupção no começo do próximo ano, podendo emitir intimações e obrigar pessoas a depor ou apresentar documentos.
Trump e familiares
Os democratas pretendem priorizar investigações sobre acordos lucrativos realizados pelo império empresarial da família do presidente Donald Trump.
Entenda: Partido Democrata retoma o controle do Congresso, mostram projeções; derrotado, Trump diz que vai reconhecer resultados
Os democratas também pretendem apresentar medidas para exigir que Trump encerre as operações militares contra o Irã ou solicite autorização do Congresso para mantê-las.
Embora a abertura do processo exija apenas maioria simples na Câmara, a condenação e a destituição do cargo dependem de dois terços dos votos no Senado.
Contexto: Eleições legislativas dos EUA devem ser as mais caras da História do país, com gastos totais de até US$ 11,9 bilhões
Impeachment de Trump
Por fim, os democratas também estão divididos sobre a possibilidade de iniciar um terceiro processo de impeachment contra Trump .
A deputada de Nova York Alexandria Ocasio-Cortez está entre os que apoiam a medida, citando o que considera uma guerra não autorizada contra o Irã e outras supostas infrações passíveis de impeachment.
Veja também: Da Espanha a China, líderes mundiais reagem a derrota de Trump nas eleições de meio de mandato dos EUA
Outros integrantes do partido, porém, defendem cautela, argumentando que é improvável que um novo processo resulte na destituição de Trump, já que a condenação exigiria o apoio de dois terços dos senadores.
Em outubro, Trump afirmou a jornalistas no Salão Oval que poderia fazer o que quisesse e classificou como "coisas muito ilegais" os esforços de impeachment durante seu primeiro mandato e os processos criminais movidos posteriormente contra ele.
5 de 25 Apoiadores do candidato democrata ao Senado dos EUA, Adam Hamilton, comemoram durante uma festa de acompanhamento da noite da eleição no Marriott Kansas City Overland Park. — Foto: JIM VONDRUSKA / AFP
6 de 25 O candidato democrata ao Senado dos EUA, Adam Hamilton, abraça sua esposa, LaVon Bandy, durante uma festa de acompanhamento da noite eleitoral no Marriott Kansas City Overland Park. — Foto: JIM VONDRUSKA / AFP
7 de 25 O candidato democrata ao Senado dos EUA, Adam Hamilton, ouve sua esposa, LaVon Bandy, falar com os apoiadores durante uma festa para acompanhar a noite da eleição no Marriott Kansas City Overland Park. — Foto: JIM VONDRUSKA / AFP
8 de 25 Os participantes reagem enquanto os resultados da eleição chegam para o candidato democrata ao Senado dos EUA, Troy Jackson, durante a festa de acompanhamento da eleição de meio de mandato dos democratas do Maine para o candidato ao Senado dos EUA, Troy Jackson, no Holiday Inn Portland. — Foto: SCOTT EISEN / AFP
9 de 25 Participantes reagem à notícia de que o candidato democrata ao Senado dos EUA, Troy Jackson, venceu a eleição durante uma festa de acompanhamento da noite eleitoral no Holiday Inn Portland. — Foto: SCOTT EISEN / AFP
15 de 25 Apoiadores reagem durante uma festa para acompanhar a noite das eleições de meio de mandato para o candidato democrata ao Senado do Texas, o deputado estadual James Talarico, no Long Center. — Foto: BRANDON BELL / AFP
16 de 25 Apoiadores reagem durante uma festa para acompanhar a noite das eleições de meio de mandato para o candidato democrata ao Senado do Texas, o deputado estadual James Talarico, no Long Center. — Foto: BRANDON BELL / AFP
17 de 25 O senador eleito dos EUA James Talarico e a governadora eleita do Texas Gina Hinojosa brindam com um refrigerante em um restaurante Whataburger ao final de uma festa de acompanhamento da noite das eleições de meio de mandato no Long Center. — Foto: BRANDON BELL / AFP
18 de 25 O senador eleito dos EUA, James Talarico, fala durante um evento na noite das eleições de meio de mandato no Long Center. — Foto: BRANDON BELL / AFP
19 de 25 O candidato democrata ao Senado dos EUA, James Talarico, acena enquanto comemora depois de vencer a eleição do Texas durante uma festa de acompanhamento da noite das eleições de meio de mandato no Long Center for the Performing Arts em Austin, Texas. — Foto: RONALDO SCHEMIDT / AFP”
- Diário do Centro do Mundo · Reportagem
Casa Branca provoca democratas após derrota: “Trump ainda é seu presidente”
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“A Casa Branca publicou uma provocação nas redes sociais após os democratas conquistarem o controle do Congresso dos Estados Unidos nas eleições de meio de mandato.
Em uma postagem no perfil oficial do governo no X, a administração de Donald Trump divulgou uma foto do presidente acompanhada da frase: “Atenção: Trump ainda é seu presidente”.
O resultado tirou dos republicanos o comando do Senado e da Câmara dos Representantes, encerrando o domínio do partido em Washington.
Com maioria nas duas Casas, os democratas devem dificultar a aprovação de propostas do governo nos próximos dois anos e ampliar o poder de fiscalização sobre a administração federal.
Trump também reagiu pela Truth Social, onde disse que os republicanos teriam vencido “por uma goleada” se seu nome estivesse nas cédulas.
O presidente não disputou cargo algum na eleição e não havia feito aparições públicas após a divulgação dos resultados.
Em outra publicação, sem texto, Trump compartilhou a imagem de um boné com a palavra “VETO”.
A mensagem indicou que o presidente pretende recorrer ao poder de veto diante de um Congresso controlado pela oposição. https://twitter.com/WhiteHouse/status/2117972737536750014 Apurações apontam maioria democrata no Senado e na Câmara Na Câmara, os democratas haviam conquistado 228 cadeiras até as 7h30 desta quarta-feira (04), 19 a mais do que na configuração anterior.
Os republicanos tinham 139 assentos, enquanto 68 disputas ainda aguardavam definição.
No Senado, os democratas chegaram a 54 cadeiras, sete acima do resultado anterior e além das quatro vagas necessárias para assegurar a maioria.
As disputas no Alasca e no Kansas ainda permaneciam abertas.
O partido também avançou nas eleições para governos estaduais, com cinco vitórias sobre candidatos republicanos.
A nova configuração previa 28 governadores democratas e 20 republicanos, com duas disputas ainda sem resultado final.
Em entrevista à Fox News, Trump atribuiu parte da derrota à guerra no Irã e ao preço dos combustíveis.
“Provavelmente, as pessoas não estavam dispostas a aceitar a consequência de curto prazo do preço da gasolina”, afirmou.
Ele também parabenizou os democratas e disse aceitar o resultado das eleições.”
- O Antagonista · Reportagem
Crusoé: A explicação de Trump para a derrota republicana nas midterms
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“O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou na rede Truth Social a derrota do Partido Republicano nas midterms, as eleições de meio de mandato dos EUA, nas quais os democratas retomaram a maioria nas duas Casas do Congresso americano.
"Eu não estava na cédula e se estivesse, teríamos vencido DE FORMA ESMAGADORA", escreveu.
Ao New York Times, ele disse que irá aceitar o resultado.
“Estou absolutamente disposto a aceitar esses resultados”, afirmou o republicano.
“Vamos trabalhar com os democratas e esperamos colaborar com eles.
Provavelmente chegaremos a algum entendimento”, acrescentou.
Até o momento, os democratas elegeram 20 senadores e alcançaram 54 das 100 cadeiras da Casa, enquanto os republicanos têm 44.
Outras duas aguardam resultado.
Na Câmara, os democratas já conquistaram 228 cadeiras, ante 139 dos republicanos.
Mr.
Veto Após a confirmação da derrota republicana no Congresso, Trump publicou a foto de um boné vermelho com a palavra “veto” na rede Truth Social.
Antes da eleição, ele disse a um podcast que se tornaria o “Mr.
Veto” caso o Partido Democrata conquistasse a maioria dos assentos na Câmara e no Senado.
Trump vira um pato manco A perda da maioria na Câmara dos Representantes e no Senado torna Donald Trump um pato manco.
A expressão é usada para designar presidentes que perdem força, porque não podem mais tentar um novo mandato ou perderam a maioria no Congresso.
Como toda lei precisa ser aprovada tanto pela Câmara quanto pelo Senado, ficará mais difícil para o presidente emplacar qualquer legislação.
É a Câmara também que decide o orçamento.
Projetos de Trump, como as operações de deportação em massa ou a expansão de centros de detenção, poderão ter a verba cortada.
E os deputados ainda podem formar comissões para...
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- CartaCapital · Reportagem
Democratas conquistam maioria no Senado e na Câmara em vitória histórica contra Trump
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“Numa vitória considerada histórica, os democratas conquistaram a maioria das duas casas do Congresso dos Estados Unidos na madrugada desta quarta-feira 4 nas eleições de meio de mandato.
O resultado, segundo as projeções, impõe uma dura derrota ao presidente republicano Donald Trump e abre um período de governo dividido em Washington.
No Senado, o partido chegou a 54 das 100 cadeiras, contra 44 dos republicanos, até a última atualização.
Foram eleitos 20 senadores democratas, sete deles em vitórias de virada.
Na Câmara, a vantagem é de 220 a 136, com a apuração em andamento.
Com a confirmação, o Partido Democrata consolida a vitória em todas as 20 disputas consideradas mais acirradas.
Para se ter uma ideia da dimensão da chamada 'onda azul', o Kansas, por exemplo, elegeu seu primeiro senador democrata desde a Grande Depressão de 1929.
Na Carolina do Sul, estado vencido por Trump por quase 18 pontos em 2024, o candidato ao Senado escolhido por ele foi derrotado.
Além disso, no Texas, os democratas conquistaram uma vaga no Senado e derrotaram o governador Greg Abbott, que exercia o terceiro mandato.
Trump Em entrevista, Trump disse que aceitará o resultado e que governará junto aos democratas.
Segundo a agência de notícias Reuters, ele afirmou que trabalhará com a oposição em temas como a imigração, mas ameaçou vetar qualquer projeto “insano”.
Após os primeiros resultados negativos, publicou a foto de um boné vermelho com a palavra “veto”.
Dias antes, ele já havia dito ao podcast “Pod Force One”, do “New York Post”: “acho que vou me tornar o Sr.
Veto”.
Futuro Quando assumirem, em janeiro, os democratas devem usar o poder para investigar o governo, a família de Trump e seus aliados, além de exigir concessões em projetos importantes.
O Senado também poderá barrar indicados do presidente, inclusive a eventuais vagas na Suprema Corte.
Na campanha, o partido concentrou o discurso na corrupção e no custo de vida.
A conclusão da apuração pode levar dias.
Em 2022 e 2024, o controle da Câmara só foi definido após oito dias.”
- CNN Brasil · Reportagem
Trump pode sofrer impeachment com maioria da oposição no Senado?
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“A conquista da maioria no Senado e na Câmara dos Deputados pelos democratas abre caminho para que a oposição avance com um eventual terceiro processo de impeachment contra Donald Trump.
No entanto, o controle das duas Casas não significa que o presidente será afastado do cargo.
Nos Estados Unidos, o processo de impeachment ocorre em duas etapas.
Primeiro, a Câmara dos Deputados precisa aprovar as acusações contra o presidente por maioria simples.
Em seguida, o Senado realiza o julgamento.
Para condenar o presidente e removê-lo do cargo, são necessários votos favoráveis de dois terços dos senadores presentes.
Trump já enfrentou dois processos de impeachment durante o primeiro mandato, mas foi absolvido pelo Senado nas duas ocasiões.
Com a maioria nas duas Casas, os democratas poderão aprovar um eventual impeachment na Câmara e ampliar as investigações sobre o governo.
No Senado, porém, a maioria simples não é suficiente para condenar o presidente.
Portanto, mesmo com o controle da Casa, a oposição precisaria conquistar apoio de parlamentares republicanos para alcançar os dois terços exigidos.
Em janeiro deste ano, Trump demonstrou preocupação com a possibilidade de um novo processo durante um evento com republicanos do Congresso.
“Temos que ganhar as Midterms, porque, se não ganharmos, eles vão encontrar um jeito de fazer um impeachment.
Eu vou sofrer um impeachment”, afirmou.
Segundo Hans Noel, professor da Universidade de Georgetown, em Washington, o controle das duas Casas é importante para que os democratas possam responsabilizar integrantes do governo.
“Se os democratas querem responsabilizar e punir o governo Trump por coisas que, segundo eles, o governo está fazendo errado, então é de se imaginar um impeachment contra o próprio Trump ou outros integrantes do governo.
Para isso, é preciso ter a maioria na Câmara e a supermaioria do Senado, então as duas Casas importam”, afirmou.
Além de um eventual processo de impeachment, o controle do Congresso permite que os democratas dificultem a aprovação de projetos da agenda presidencial, fiscalizem a administração e analisem as indicações de Trump para cargos federais. https://stories.cnnbrasil.com.br/internacional/eleicoes-nos-eua-o-que-muda-se-trump-perder-a-maioria-no-congresso/”
- Revista Oeste · Reportagem
Democratas conquistam maioria na Câmara e no Senado dos EUA
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“Letícia Alves nasceu em Fortaleza e se formou em jornalismo na Universidade Federal do Ceará.
Atuou no jornal O Povo, Poder360, Brasil sem Medo e Gazeta do Povo.
Atualmente, é repórter na Revista Oeste.
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O Partido Democrata conquistou a maioria na Câmara dos Representantes e no Senado dos Estados Unidos na madrugada de 4 de novembro de 2026, após as eleições de meio de mandato.
O Partido Republicano, liderado pelo presidente Donald Trump, perdeu o controle das duas Casas do Congresso.
Os democratas mantiveram suas cadeiras no Senado e ganharam sete assentos, totalizando 54 senadores.
Na Câmara, conquistaram 25 assentos, alcançando 228 cadeiras.
O Partido Democrata conquistou a maioria na Câmara dos Representantes e no Senado dos Estados Unidos na madrugada desta quarta-feira, 4.
Com o resultado das eleições de meio de mandato, o Partido Republicano, do presidente Donald Trump , perdeu o controle das duas Casas do Congresso dos EUA.
A apuração começou depois do fechamento das primeiras urnas, às 20h desta terça-feira, 3, no horário de Brasília.
Os democratas mantiveram suas cadeiras no Senado e conquistaram sete assentos antes ocupados por republicanos.
O partido elegeu 20 senadores e alcançou 54 das cem vagas da Casa.
Na Câmara, os democratas conquistaram 25 assentos antes ocupados por republicanos em mais de dez Estados.
A legenda chegou a 228 cadeiras, acima das 218 necessárias para a maioria absoluta.
Os eleitores votaram para renovar as 435 vagas da Câmara e 35 do Senado.
Até a última atualização, os republicanos somavam 44 cadeiras no Senado, com duas vagas ainda indefinidas.
Na Câmara, o partido tinha 139 assentos, enquanto 68 aguardavam resultado.
Depois da divulgação dos resultados, Trump concedeu entrevista ao jornal The New York Times .
“Estou absolutamente disposto a aceitar esses resultados”, afirmou.
“Vamos trabalhar com os democratas e esperamos colaborar com eles.
Provavelmente chegaremos a algum entendimento.”
+ Saiba tudo o que acontece no Mundo em Oeste
Em entrevista anterior ao podcast Pod Force One , do New York Post , Trump, no entanto, declarou: “Acho que vou me tornar o Sr.
Veto”, em referência ao possível resultado negativo nas eleições de meio de mandato.
“Eles vão enviar algumas coisas”, disse.
“Você veta.
E, eventualmente, depois de um ou dois meses sendo vetados, eles só estão perdendo tempo, vêm até nós e fazemos um acordo.”
New media post from Donald J.
Trump ( TS: Nov 3 2026, 11:40 PM ET ) https://t.co/tiDmYQLAMg
Os EUA realizam eleições legislativas a cada dois anos.
Os deputados cumprem mandatos de dois anos, e os senadores, de seis.
A cada ciclo, os eleitores renovam toda a Câmara e cerca de um terço do Senado.
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- Gazeta do Povo · Reportagem
Em derrota para Trump, republicanos perdem controle da Câmara e do Senado dos EUA
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“O Partido Republicano, legenda do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sofreu uma dura derrota nas eleições de meio de mandato presidencial, as chamadas midterms, realizadas nesta terça-feira (3).
O partido perdeu para a oposição democrata as pequenas maiorias que ostentava nas duas casas do Congresso americano.
Estavam em disputa as 435 cadeiras da Câmara federal e 35 dos cem assentos no Senado.
Também houve eleições para cargos nos estados, condados e municípios americanos.
Segundo dados da agência Associated Press, a apuração indica que os democratas já conquistaram 228 dos assentos na Câmara, sendo que 218 eram necessários para a maioria na casa.
Os republicanos somam por ora 139 cadeiras.
No Senado, a oposição “virou” cadeiras em Iowa, Ohio, Maine, Kansas, Carolina do Norte, Carolina do Sul e Texas e, contando os assentos que não estavam em disputa nesta terça-feira, já soma 54 cadeiras – eram necessárias 51 para a maioria.
O partido de Trump está com 44 assentos no momento.
Os republicanos também perderam para a oposição o posto de partido com maioria de governadores americanos [https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/democratas-governarao-maioria-estados-americanos/].
Trump se disse “disposto” a aceitar os resultados e a dialogar com os democratas [https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/trump-diz-disposto-aceitar-resultado-midterms-culpa-republicanos-derrota/].
O líder da atual minoria democrata na Câmara dos Representantes, Hakeem Jeffries, afirmou que os americanos votaram contra o “extremismo e a corrupção”.
“Querem um Congresso que cumpra suas promessas e é isso que nós, democratas da Câmara dos Representantes, faremos assim que assumirmos o cargo em janeiro”, declarou o congressista em um evento em Washington, segundo informações da agência EFE.
Trump acompanhava a disputa com atenção porque na política americana, quando o morador do momento da Casa Branca é derrotado nas midterms, tem suas propostas travadas no Legislativo e se transforma no que é chamado de “pato manco” – ou seja, com poderes limitados, ainda que siga exercendo mandato.
Projeta-se que, nos dois anos de mandato restantes de Trump, os democratas usarão sua maioria no Congresso americano para bloquear propostas orçamentárias e indicações para cargos que exigem aprovação do Senado, além de realizar investigações nas comissões das duas casas sobre temas como a guerra no Irã e a atuação do Departamento de Justiça (DOJ, na sigla em inglês) na divulgação dos arquivos do caso Epstein, entre outros.”
- Revista Fórum · Reportagem
Trump sofre derrota histórica: democratas tomam Câmara e Senado dos EUA, apontam projeções
Trecho consultado na análise
“Donald Trump sofreu uma derrota histórica nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos: os democratas conquistaram a maioria na Câmara dos Representantes e no Senado, segundo projeções da Associated Press (AP).
A apuração da votação de terça-feira (3) avançou pela madrugada desta quarta-feira (4) com vitórias da oposição em redutos republicanos e estados que haviam apoiado o presidente em 2024.
A perda das duas maiorias muda o equilíbrio de forças em Washington e compromete a capacidade de Trump de aprovar sua agenda nos dois últimos anos de mandato.
O novo Congresso assume em janeiro de 2027, quando a oposição poderá usar suas maiorias para bloquear projetos, investigar a administração e barrar nomeações presidenciais.
Onda azul derruba redutos republicanos e rompe jejuns históricos Até a manhã desta quarta-feira, as projeções da AP indicavam ao menos 225 cadeiras democratas na Câmara, acima das 218 necessárias para controlar a Casa, que tem 435 integrantes.
No Senado, o bloco democrata alcançava pelo menos 54 das 100 cadeiras, superando as 51 necessárias para a maioria.
Os números permanecem parciais, com disputas ainda sem definição.
A conquista das duas Casas, porém, já estava projetada.
A dimensão histórica do resultado aparece nas vitórias democratas em estados onde o partido acumulava décadas de derrotas nas eleições para o Senado: Texas: James Talarico derrotou o procurador-geral republicano Ken Paxton.
O estado não elegia um senador democrata desde 1988.
Kansas: o pastor metodista Adam Hamilton venceu o senador Roger Marshall, encerrando um jejum democrata iniciado em 1932 — há 94 anos.
Carolina do Sul: Annie Andrews venceu em um estado que não elegia um senador democrata desde 1998.
A onda também atingiu Ohio, Iowa, Carolina do Norte e Maine.
Segundo a AP, os democratas tomaram ao menos sete cadeiras do Senado dos republicanos, ampliando o alcance da derrota do partido de Trump.
A composição do novo Senado também terá marcos de representatividade.
O progressista Abdul El-Sayed, eleito por Michigan, será o primeiro senador muçulmano da história dos Estados Unidos.
Chris Pappas, de New Hampshire, será o primeiro homem abertamente gay a integrar a Casa.
Entre os republicanos, Byron Donalds foi eleito o primeiro governador negro da Flórida, ao derrotar o democrata David Jolly.
Guerra com o Irã e custo de vida pesam contra Trump A derrota ocorreu em um cenário de desgaste do governo, marcado pela insatisfação com a guerra contra o Irã, a alta dos combustíveis e o aumento do custo de vida.
O descontentamento alcançou eleitores de estados que haviam contribuído para a vitória presidencial de Trump em 2024.
Pesquisa Reuters/Ipsos divulgada na segunda-feira (2), véspera da votação, mostrou o presidente com 32% de aprovação, perto de seus piores índices históricos.
O levantamento foi realizado entre 29 de outubro e 2 de novembro.
O desejo de impor limites ao presidente também apareceu em levantamento com eleitores citado pela Reuters: metade dos entrevistados via a eleição como uma oportunidade de repreender Trump, enquanto 70% queriam que o Congresso exercesse maior controle sobre o presidente.
Trump aceita resultado, mas ameaça governar no veto Diante das projeções de derrota, Trump declarou ao The New York Times estar "absolutamente disposto a aceitar esses resultados" e afirmou que "provavelmente chegaremos a um entendimento" com os democratas no Congresso.
A sinalização de diálogo veio acompanhada de uma ameaça de bloqueio legislativo.
Em sua conta na Truth Social, o presidente publicou a foto de um boné vermelho com a palavra "veto".
"Acho que vou me tornar o Sr.
Veto", disse.
"Eles vão enviar algumas coisas.
Você veta.
E, eventualmente, vêm até nós e fazemos um acordo."
Ao mesmo tempo, Trump tentou se afastar da responsabilidade pelo resultado.
Em sua rede social, argumentou que seu nome não estava nas cédulas e que, se estivesse, os republicanos teriam vencido "de lavada".
O presidente classificou a decisão de entrar em guerra com o Irã como "muito sensata" e afirmou não se arrepender de nada.
Apesar das derrotas republicanas, descreveu os dois primeiros anos de seu segundo mandato como "o período de dois anos mais bem-sucedido na história de qualquer presidente".
O que muda com o Congresso nas mãos dos democratas Com a nova composição, os democratas terão poder para barrar projetos do governo, fiscalizar gastos públicos e abrir investigações sobre a administração republicana.
Trump passará a negociar com uma oposição que controlará as duas Casas legislativas.
A maioria no Senado representa um obstáculo adicional para a Casa Branca.
O partido do presidente costuma perder espaço nas eleições de meio de mandato, como ocorreu em quase todas as disputas desde a Segunda Guerra Mundial.
Para Trump, o resultado significa enfrentar os dois últimos anos de governo com um Congresso de oposição e a perspectiva de confrontos permanentes sobre sua agenda.”
- Poder360 · Reportagem
Democratas conquistam maioria no Senado e da Câmara dos EUA
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“O Partido Democrata terá a maioria dos assentos no Senado e na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos depois das eleições de meio de mandato realizadas na 3ª feira (3.nov.2026), segundo o jornal norte-americano The New York Times.
O resultado impõe uma derrota ao presidente Donald Trump (Partido Republicano).
Os democratas já conquistaram ao menos 54 das 100 cadeiras do Senado, número suficiente para garantir a maioria.
Os republicanos já garantiram 44 assentos.
O placar considera tanto os vencedores das disputas deste ano quanto os atuais senadores cujos mandatos continuam.
O Partido Democrata venceu em locais há muito considerados redutos republicanos, como Iowa, Kansas, Ohio, Carolina do Norte, Carolina do Sul e Texas. [shortcode-newsletter] Os republicanos chegaram à eleição controlando o Senado: tinham 53 cadeiras, contra 45 democratas e 2 independentes alinhados à oposição.
O resultado dará à oposição mais poder para dificultar a aprovação de propostas do governo e rejeitar indicações presidenciais.
Nos EUA, o Senado precisa aprovar nomeações para cargos como ministros, embaixadores e juízes federais, incluindo integrantes da Suprema Corte.
No Kansas, o pastor Adam Hamilton derrotou Roger Marshall e se tornou o 1º democrata eleito senador pelo Estado em 94 anos.
Trump havia vencido no Estado por mais de 16 pontos percentuais em 2024.
No Texas, James Talarico venceu o republicano Ken Paxton.
Desde 1988, nenhum integrante do Partido Democrata conquistava uma cadeira no Senado norte-americano representando o Estado.
Em Ohio, o ex-senador Sherrod Brown derrotou Jon Husted e garantiu seu retorno à Casa.
Os 2 Estados haviam dado vitória a Trump por margens superiores a 10 pontos percentuais na eleição presidencial de 2024.
Em Iowa, Josh Turek venceu Ashley Hinson, candidata apoiada pelo presidente, e conquistou outra cadeira que estava nas mãos dos republicanos.
Ao jornal The New York Times, Trump disse estar “absolutamente disposto a aceitar esses resultados” e preparado para trabalhar com os democratas.
“Provavelmente chegaremos a um acordo”, declarou.
Câmara O Partido Democrata já tem, segundo The New York Times, 228 cadeiras conquistadas contra 139 dos republicanos.
Ultrapassou as 218 necessárias para assegurar a maioria na Câmara, composta por 435 deputados.
Na configuração atual, o Partido Republicano tem exatamente 218 representantes na Casa.
Os deputados democratas são 214.
Há ainda 1 independente e duas cadeiras vagas.
O controle das duas Casas ampliaria a capacidade da oposição de bloquear projetos, influenciar negociações orçamentárias e investigar o governo Trump.
O que são as eleições de meio de mandato As midterms são as eleições realizadas na metade dos 4 anos de mandato do presidente norte-americano.
A Presidência não está em disputa, mas o resultado define com quais forças políticas o governo precisará negociar no Congresso.
Neste ano, os eleitores votaram para todas as 435 vagas da Câmara e 35 das 100 cadeiras do Senado.
Os deputados têm mandatos de 2 anos; os senadores, de 6, com renovação de aproximadamente 1/3 da Casa a cada eleição.”
- Jovem Pan · Reportagem
Democratas conquistam Câmara e Senado e impõem derrota histórica a Trump nos EUA
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“Marcelo Bamonte
O Partido Democrata conquistou a maioria da Câmara dos Representantes e do Senado dos Estados Unidos nas eleições legislativas de meio de mandato, realizadas na terça-feira (3).
Com os resultados confirmados na madrugada desta quarta-feira (4), os democratas assumirão o controle das duas casas do Congresso pelos próximos dois anos , impondo uma derrota ao presidente Donald Trump e ao Partido Republicano.
No Senado, os democratas chegaram a 54 das 100 cadeiras*, ultrapassando as 51 necessárias para garantir a maioria.
A legenda conquistou 20 assentos nas eleições, incluindo sete que estavam sob controle republicano.
Até a última atualização, os republicanos haviam garantido 44 cadeiras, enquanto duas disputas permaneciam indefinidas.
Na Câmara, o Partido Democrata alcançou 227 assentos, superando os 218 necessários para obter a maioria absoluta.
Os republicanos somavam 139 cadeiras, com outras 69 ainda sem resultado definido*.
Os democratas conseguiram conquistar 25 distritos anteriormente representados por republicanos , distribuídos por mais de dez estados.
A mudança no comando do Legislativo deverá dificultar a aprovação de propostas do governo Trump.
O presidente havia declarado que aceitaria uma eventual derrota eleitoral, mas publicou uma imagem com a palavra “veto”, sinalizando a possibilidade de recorrer ao instrumento presidencial diante de um Congresso controlado pela oposição.
O avanço democrata no Senado foi impulsionado por resultados em estados tradicionalmente favoráveis aos republicanos.
No Texas, James Talarico derrotou Ken Paxton, enquanto Annie Andrews venceu Darline Graham na Carolina do Sul.
As duas disputas representaram derrotas para candidatos apoiados por Trump.
No Texas, o presidente havia respaldado Paxton, procurador-geral do estado, durante as primárias republicanas contra o senador John Cornyn.
Integrantes do próprio partido haviam alertado que a candidatura de Paxton, envolvido em controvérsias, poderia comprometer as chances republicanas na eleição geral e exigir investimentos elevados na campanha.
Na Carolina do Sul, Trump também apoiou Graham, apesar das dúvidas de integrantes do partido sobre sua experiência política.
Ela disputava a cadeira anteriormente ocupada por seu irmão, Lindsey Graham, após a morte do senador.
Outra derrota republicana ocorreu em Ohio, onde o democrata Sherrod Brown venceu o senador Jon Husted .
Trump havia visitado o estado diversas vezes para participar de eventos de campanha em apoio ao candidato republicano.
Além das vitórias em estados conservadores, os democratas conseguiram manter assentos considerados competitivos.
Na Geórgia, o senador Jon Ossoff foi reeleito após derrotar o deputado republicano Mike Collins, frustrando uma das principais apostas do Partido Republicano para ampliar sua representação no Senado.
Em New Hampshire, o deputado Chris Pappas venceu o ex-senador John Sununu e conquistou a cadeira que será deixada pela democrata Jeanne Shaheen, que decidiu se aposentar.
O partido também obteve uma vitória na Carolina do Norte, retirando mais um assento dos republicanos.
Outros candidatos democratas garantiram a reeleição sem grandes dificuldades, entre eles Cory Booker, em Nova Jersey, Ed Markey, em Massachusetts, e John Hickenlooper, no Colorado.
Em Illinois, Juliana Stratton foi eleita para substituir o senador Dick Durbin, também democrata.
As eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms, são realizadas a cada dois anos nos Estados Unidos.
Quando coincidem com a metade do mandato presidencial, funcionam como uma oportunidade para os eleitores redefinirem a composição do Congresso.
A Câmara dos Representantes possui 435 integrantes, todos eleitos para mandatos de dois anos.
Por isso, todas as cadeiras são disputadas a cada eleição legislativa.
Para controlar a Casa, um partido precisa conquistar pelo menos 218 assentos.
No Senado, os mandatos duram seis anos, e aproximadamente um terço das 100 cadeiras é renovado a cada dois anos.
Em 2026, 35 assentos estavam em disputa.
Com a vitória nas duas casas, os democratas passarão a controlar a tramitação de projetos legislativos e poderão ampliar a fiscalização sobre o Executivo.
A nova composição do Congresso também dará à oposição maior influência sobre as negociações orçamentárias e a agenda política de Washington.
* Números até o momento da escrita da matéria”
- ICL Notícias · Reportagem
Trump sofre derrota histórica nas urnas e democratas tomam controle do Congresso
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“Dois anos depois de chegar ao poder nos EUA e tentar redesenhar a democracia americana e a ordem mundial, Donald Trump sai humilhado das urnas.
Nesta terça-feira, a eleição de meio de mandato deu aos democratas a maioria dos assentos – e portanto, o controle – tanto da Câmara dos Deputados como do Senado, numa derrota retumbante para o republicano.
A dimensão da vitória dos Democratas não era esperada nem mesmo pela oposição.
Em declarações à Fox News, Trump admitiu que a guerra no Irã e a alta nos preços dos combustíveis contribuíram para a derrota.
Ainda que a contagem possa levar dias para ser concluída, os democratas conquistaram a maioria das vagas no Senado em estados tradicionalmente republicanos.
Nem os US$ 500 milhões colocados por Elon Musk para apoiar os aliados de Trump foram suficientes para deter a ira dos eleitores contra os republicanos.
No Kansas, a última vez que os democratas tinham eleito um senador foi há quase cem anos.
O democrata James Talarico venceu uma disputa no Texas, na maior derrota para os Republicanos nas eleições deste ano.
Trata-se ainda da primeira vez que um democrata conquista uma cadeira no Senado dos EUA pelo Texas desde 1988.
“Acabamos de provar que todo o dinheiro do mundo não é páreo para o povo do Texas”, disse ele, numa referência aos milhões que Elon Musk despejou para eleger os republicanos pelo país.
Josh Turek, senador eleito pelo Partido Democrata em Iowa, classificou sua vitória inesperada para muitos como prova do poder da maioria sobre a riqueza concentrada de poucos.
“Provamos que o impossível era possível.
Superamos os bilionários na votação”, disse.
Mas não foi apenas no controle do Congresso que a população deu uma resposta ao governo Trump.
Em New Hampshire, o democrata Chris Pappas foi o eleito para o senado.
Keisha Lance Bottoms será a primeira governadora negra da Geórgia e a primeira governadora negra na história dos EUA.
Um dos aspectos mais destacados da eleição foi a rejeição dos latinos em relação a Trump, em grande parte por conta de sua política de deportação.
Segundo o New York Times, os condados com maioria de população hispânica registraram uma queda de mais de 22 pontos percentuais em oposição aos candidatos republicanos ao Senado, em comparação com a eleição presidencial de 2024.
Condados com maioria de população hispânica no Kansas deslocaram-se 45 pontos percentuais em direção à esquerda, enquanto, no Texas, a mudança foi de quase 36 pontos percentuais”, indicou a previsão do jornal.
Agora, com o controle completo do Congresso, os democratas poderão frear os planos de Trump para os próximos dois anos — e até abrir processo de impeachment.
Não se descarta que, para o caso do Brasil, os democratas também abram investigações sobre como Flávio Bolsonaro foi autorizado a entrar no país ou como tarifas foram impostas sobre os bens brasileiros.
“Uau!
Uau!
Agora, contra todas as expectativas, nós, democratas, conquistamos o Senado”, declarou o líder da minoria, Chuck Schumer, em Washington, D.C.
Outro impacto da vitória será a capacidade dos democratas de barrar nomeações feitas por Trump para seu gabinete ou para o judiciário federal — incluindo a Suprema Corte.
Até o começo da manhã desta quarta-feira, os democratas somavam 53 cadeiras no Senado, contra 41 dos republicanos.
Para o partido Republicano, trata-se de um recado duro das urnas.
Para o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, a aposta é que a vitória dos democratas possa reequilibrar a relação de força de Donald Trump em seu avanço na América Latina e na ingerência no Brasil.
Desde 2025, o Brasil vem sofrendo medidas de sanções, tarifas e mesmo a fuga de Flávio Bolsonaro, com a ajuda dos EUA.
Ao longo dos meses, porém, tanto o governo brasileiro como atores independentes costuraram uma relação de proximidade com senadores e deputados democratas, tentando criar uma aliança e expor as violações por parte de Trump.
Apenas na última semana, por exemplo, quase 30 deputados democratas enviaram uma carta para o secretário de Estado Marco Rubio cobrando explicações sobre qual teria sido o papel do governo Trump na fuga de Flávio Bolsonaro.
Até agora, porém, os democratas eram minoria no Congresso americano.
Isso significava que, mesmo fazendo pressão, não tinham votos suficientes para estabelecer comissões de inquérito ou transformar suas queixas em ações concretas contra Trump.
Outra expectativa do governo brasileiro é de que uma maioria democrata represente também um freio às medidas comerciais de Trump pelo mundo.
Pelas regras nos EUA, a política comercial é prerrogativa do Congresso.
O Brasil busca interromper o avanço americano na região, enquanto os democratas querem usar as propostas de diplomacia de Trump como um sinal do caminho perigoso que sua política externa vem tomando.
A avaliação em Brasília é de que os EUA são um parceiro “inescapável” e que o melhor caminho que pode ser tomado pela diplomacia nacional é a busca por acertos em áreas de interesse comum.”
- DW Brasil · Imprensa internacional
Democratas obtêm maioria no Congresso e impõem derrota a Trump
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“Presidente dos EUA reconheceu que o conflito contribuiu para o fiasco de seu partido nas eleições, mas disse que "faria de novo", minimizando crítica feita por seu vice, JD Vance.
Os democratas conquistaram a maioria no Senado e na Câmara dos Representantes, obtendo assim o controle do Congresso e impondo uma derrota contundente aos republicanos e ao presidente Donald Trump nas eleições legislativas de meio de mandato, segundo as projeções da agência de notícias AP e das emissoras de televisão dos EUA.
Líderes de várias partes do mundo comentaram os resultados das eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos , que deram vitória à oposição democrata e deixaram o governo de Donald Trump sem maioria no Congresso .
A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, disse esperar que o novo Congresso americano apoie a Ucrânia e aumente a pressão sobre a Rússia, lembrando que a Europa e os EUA "são muito mais fortes juntos".
Via X, o vice-presidente do Parlamento Europeu, Christel Schaldemose, disse que eleição nos EUA não vai "mudar tudo para melhor", mas pode fortalecer o "apoio à Ucrânia, a transição verde e as relações com o resto do mundo".
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que a derrota de Trump é "uma questão interna dos Estados Unidos".
"Vimos que os democratas assumiram o controle do Senado e da Câmara dos Representantes, e o povo americano se manifestou", disse o presidente Cyril Ramaphosa.
"A política de nosso país em relação aos Estados Unidos sempre foi guiada pelos princípios da não partidarização, da construção de boa vontade ampla e do engajamento ativo, contando há muito tempo com o apoio consistente tanto do Congresso quanto do Poder Executivo dos EUA", ressaltou a pasta.
A imagem foi divulgada nesta quarta (04/11), um dia depois de os democratas retomarem o controle do Senado e da Câmara dos Representantes em um pleito amplamente visto como um plebiscito sobre o governo Trump.
Após a derrota do Partido Republicano nas eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos , a Casa Branca publicou uma mensagem no X nesta quarta-feira (04/11) lembrando que Donald Trump ainda é o presidente do país.
A eleição, realizada na véspera, deu ao Partido Democrata, atualmente na oposição, o controle tanto da Câmara dos Representantes quanto do Senado.
Vance fez a postagem após os democratas conquistarem o controle tanto da Câmara dos Representantes quanto do Senado nas eleições, em um pleito amplamente interpretado como um referendo sobre o governo Trump e sobre a guerra lançada contra o Irã em fevereiro.
Com maioria nas duas casas do Congresso, os democratas passam a ter poder para bloquear iniciativas do governo, dificultar nomeações e ampliar investigações sobre a administração Trump.
O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, afirmou que o conflito "precisa acabar" e sugeriu usar o controle sobre o orçamento federal como instrumento de pressão.
A vice-governadora de Minnesota, Peggy Flanagan, cidadã do povo ojíbua, também conhecido como chippewa, tornou-se a primeira mulher indígena eleita para o Senado dos Estados Unidos, ajudando os democratas a retomar o controle da câmara alta.
Apesar das duras derrotas na disputa pelo Senado em alguns de seus redutos, como Texas, Ohio, Carolina do Sul e Kansas, os republicanos conseguiram manter nas eleições de meio de mandato desta terça-feira (03/11) várias das cadeiras do Senado que tradicionalmente ocupam, como as dos estados da Flórida, Virgínia Ocidental, Wyoming e Tennessee, segundo projeções da agência AP e das emissoras de TV dos EUA.
O republicano Bill Hagerty conseguiu se reeleger para o Senado dos EUA pelo Tennessee.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta terça-feira (03/11), em uma entrevista ao jornal The New York Times , que está "absolutamente disposto a aceitar" o resultado das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.
No momento da entrevista, projeções da imprensa americana já indicavam que o Partido Democrata estava a caminho de obter a maioria na Câmara dos Representantes e no Senado e de impor uma dura derrota ao Partido Republicano, de Trump.
Trump se envolveu ativamente na campanha, com cerca de 20 comícios eleitorais no último mês, já que as eleições para o Congresso eram vistas como um plebiscito sobre a sua gestão na Casa Branca.
A democrata Peggy Flanagan tornou-se a primeira senadora de origem indígena na história dos Estados Unidos ao vencer a disputa por uma vaga no Senado pelo Minnesota nas eleições de meio de mandato desta terça-feira (03/11), segundo projeção da agência AP.
Os democratas conquistaram também o controle da Câmara dos Representantes dos EUA, além do Senado, nas eleições legislativas de meio de mandato de 2026 encerradas nesta terça-feira (03/11), segundo a projeção da agência de notícias AP.
Na Câmara dos Representantes, os democratas conquistaram distritos que haviam apoiado Trump por margens de até 18 pontos percentuais nas eleições de 2024.”