VerdadeiroOs protestos convocados pelo Gen Z regelt ocorreram em mais de 30 cidades alemãs.
Esquerda CentroFolha de S.Paulo, g1, Agência Brasil, Revista Fórum
Folha de S.Paulo e Revista Fórum mencionam mais de 30 cidades; g1 e Agência Brasil informam 34.
Ver fontes e trechos (4)
- Folha de S.Paulo · Reportagem
Protestos da geração Z chegam à Alemanha, com fantasia e desalento
Trecho consultado na análise
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Com fantasias de Halloween e muito desalento, os protestos da geração Z chegaram à Alemanha neste sábado (31).
Manifestações foram registradas em mais de 30 cidades, com a participação de dezenas de milhares de pessoas.
A iniciativa "Gen Z Regelt", algo como a geração Z manda, anunciou 69 mil e, horas depois, 100 mil participantes nas 12 cidades em que organizou atos.
Os protestos, porém, se multiplicaram durante a semana, assim como os alertas das autoridades e de políticos, receosos de que a violência vista em outros países , notadamente a França , se repetisse.
Em Berlim , cerca de 5.000 pessoas, segundo a polícia, se reuniram no Portão de Brandemburgo.
"Estou muito irritada com o governo, que age como se nada estivesse acontecendo", diz Louisa Hotzelmann, 25.
"Eles estão gastando dinheiro com as Forças Armadas, mas não com educação nem com saúde."
A estudante de pós-graduação afirma que as reivindicações dos jovens alemães não são as mesmas que as dos franceses.
"Nossas lutas são diferentes, mas, ao mesmo tempo, todos sentimos a mesma raiva contra governos que agem como se nada estivesse acontecendo."
Para ela, o protesto está tranquilo demais.
"Na França, há atos mais intensos, mais enfáticos.
Acho que precisamos disso também aqui na Alemanha", diz.
Ela lembra do histórico de manifestações da capital alemã.
"Meio que perdemos aquela energia de protesto indignado, precisamos recuperá-la.
Os franceses estão fazendo isso melhor do que a gente."
No país vizinho, espécie de epicentro das manifestações que há semanas se espalham na Europa , quase 500 mil foram às ruas neste sábado , segundo os organizadores, ou 320 mil, segundo o Ministério do Interior francês.
E, como na França, escaramuças com agentes de segurança ocorreram em diversas cidades alemãs quando os protestos chegaram a seus momentos finais.
Em Hamburgo , canhões de água foram usados para dispersar manifestantes e apagar o fogo colocado em tapumes de obra.
Colônia e Stuttgart também registraram confrontos rápidos, assim como Frankfurt, em que policiais ficaram feridos após receberem pedradas.
A cidade, centro econômico da Alemanha, experimentou saques e depredações no fim da noite, após um protesto pacífico durante o dia, com 8.000 participantes.
Várias pessoas foram presas.
Em Berlim, uma manifestação de movimentos jovens de esquerda, dissociada do evento principal, também foi reprimida depois que os manifestantes lançaram rojões e sinalizadores contra os agentes.
O grupo de cerca de 500 participantes era acompanhado por um número igual ou superior ao policiais, no começo da noite berlinense.
"Estamos aqui porque o sistema que está no poder atualmente está oprimindo nossas oportunidades como geração jovem , bem como as de todas as outras gerações que virão depois de nós", afirma Max, estudante de ciências sociais, que prefere não informar seu sobrenome.
"Acho que é quase como um protesto sem esperança", diz.
A seu lado, Linus, que estuda matemática, aponta a inteligência artificial como uma questão existencial ignorada pela maioria dos políticos.
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"A IA vai tirar meu emprego no futuro ou eu não vou conseguir arrumar um emprego porque o mercado de trabalho está bem complicado.
E isso é só uma parte do problema.
O sistema está quebrado."
Mais confiantes, dois jovens participam da manifestação no Portão de Brandemburgo com bandeiras brasileiras nas costas.
"Digamos que estamos bem cotados como produtores de capital democrático", brinca Nicolau Berscheid, 20, estudante de química em Berlim.
" Mandamos o Flávio [Bolsonaro] para os EUA ."
Érico Karman, 21, diz que não é possível se conformar.
"Na Sérvia , derrubaram um mão de ferro .
No Brasil, foi espetacular o que aconteceu", diz o estudante de engenharia, lembrando a virada de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o partido de estudantes sérvio que derrotou o líder nacionalista Aleksandar Vucic , ambos no último domingo (25).
"Temos que viver das pequenas vitórias, né?"
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- g1 · Reportagem
Protestos na Alemanha liderados pela geração Z terminam com roubos de lojas
Trecho consultado na análise
“Pessoas saqueiam uma arma através da vitrine quebrada de uma loja durante protesto em Frankfurt, em 31 de outubro de 2026 — Foto: Reuters/Kai Pfaffenbach
Manifestantes encapuzados saquearam lojas em Frankfurt, na Alemanha , neste sábado (31), depois que dezenas de milhares de pessoas foram às ruas para exigir melhorias na educação e redução do custo de vida do país.
Os protestos ocorrem em meio à onda de manifestações lideradas por jovens da chamada geração Z em diferentes países da Europa.
Na Sérvia, a mobilização estudantil ajudou a derrotar nas urnas o antigo líder do país e, na França, protestos evoluíram para episódios de violência e saques.
Na Alemanha, os protestos são liderados pelo movimento "Gen Z regelt" , que significa algo como "a geração Z assume o controle", e aconteceram em 34 cidades, incluindo Berlim, Frankfurt e Munique.
O grupo afirma ser contrário ao serviço militar obrigatório e defende mais investimentos em educação , em um cenário no qual muitos jovens alemães enfrentam o aumento do custo de vida.”
- Agência Brasil · Reportagem
Protestos da Geração Z chegam à Alemanha; milhares se manifestam
Trecho consultado na análise
“Milhares de pessoas em toda a Alemanha participaram de manifestações neste sábado (30), quando um movimento liderado por jovens, inspirado em protestos em outras partes da Europa, saiu às ruas para exigir melhor educação e redução do custo de vida.
Os protestos seguem uma onda de manifestações lideradas pela Geração Z em toda a Europa neste ano.
Na Sérvia, o ativismo liderado por estudantes ajudou a derrubar o líder de longa data do país nas urnas, enquanto os protestos na França terminaram em tumultos e saques.
Os protestos alemães, organizados pelo grupo Gen Z regelt, que significa Geração Z assume o comando , em alemão, estão programados para ocorrer em 34 cidades, incluindo Berlim, Frankfurt e Munique.
O grupo afirma se opor ao serviço militar obrigatório e quer maior investimento em educação, já que muitos jovens alemães enfrentam dificuldades com o aumento dos custos de vida.
Números oficiais divulgados na tarde deste sábado indicaram que o número de participantes ficou significativamente abaixo dos 182 mil inicialmente esperados pelos organizadores.
A polícia de Frankfurt, Munique e Berlim registrou 6 mil manifestantes, em comparação com cerca de 36 mil indicados no site dos organizadores.
As autoridades alemãs afirmam que esperam que as manifestações deste hoje, que coincidem com as comemorações do Halloween, sejam pacíficas, mas alertaram para tentativas de grupos extremistas de explorar o movimento.
Partes da cena extremista da Alemanha e alguns grupos ligados a movimentos estrangeiros uniram esforços para mobilizar apoio, segundo o Ministério Federal do Interior.
“Todos nós temos aquelas imagens da França em nossas mentes, saques, casas em chamas, veículos da polícia incendiados e ataques a policiais”, disse Roman Poseck, ministro do Interior do estado de Hesse, cuja capital é Frankfurt, o centro financeiro da Alemanha.
“A França não deve ser apresentada como modelo nesse sentido.”
Algumas empresas em várias cidades alemãs tamparam as janelas com tábuas e planejaram fechar mais cedo antes das manifestações devido a preocupações com possíveis distúrbios, inclusive ao longo da luxuosa avenida comercial Kurfürstendamm, em Berlim.
A França se prepara para o terceiro sábado de manifestações.
A Itália viveu na sexta-feira (30) confrontos entre manifestantes e polícia.
O Conselho de Estado francês proibiu o percurso da manifestação que os sindicatos pretendiam realizar neste sábado no centro de Paris, após um recurso do Governo, alegando riscos de perturbação grave da ordem pública.
O risco de violência é considerado muito elevado na França, como constatou a correspondente da RTP Rosário Salgueiro.
Junto ao edifício da Câmara de Turim, na Itália, o avanço dos manifestantes foi travado pela polícia de choque.
Um canhão de água foi usado para dispersar a multidão.
Roma também viveu momentos de tensão, quando ym pequeno grupo de manifestantes separou-se da marcha principal, incendiou contêineres de lixo e atirou garrafas contra os polícias.
Foram detidas oito pessoas e entre 200 a 300 foram identificadas.
Em Gênova, cerca de 15 mil trabalhadores portuários, estudantes e outros manifestantes entraram no porto.
O grupo gritava palavras de ordem contra a utilização dos portos para transporte de armas.
Aos estudantes, sindicatos, bombeiros e outros profissionais juntaram-se também os agricultores.
A greve levou mais de um milhão de pessoas às ruas de cerca de cinquenta cidades italianas.
Houve pedidos de demissão do Governo, salários mais altos para os trabalhadores e serviços públicos fortes.
Na Espanha, mais de uma dezena de pessoas ligadas ao movimento de caráter violento Blocus foram detidas, incluindo o suposto líder de apenas 20 anos.
O grupo estaria se preparando para violentos atos de vandalismo na noite deste sábado.
*Com informações da RTP
É proibida a reprodução deste conteúdo”
- Revista Fórum · Reportagem
Geração Z sai às ruas na Alemanha contra cortes sociais e avanço da militarização
Trecho consultado na análise
“De BERLIM | A insatisfação da juventude com o governo do chanceler conservador Friedrich Merz ganhou as ruas da Alemanha neste sábado (31).
Com protestos convocados em mais de 30 cidades, o movimento “GenZ regelt!”, representando a chamada Geração Z, reúne críticas aos cortes em serviços públicos, ao custo de vida e à ampliação dos gastos militares.
Em Berlim, manifestantes se concentraram no Portão de Brandemburgo para cobrar uma política que contemple o futuro da nova geração.
A frase “Fora, Merz” apareceu em cartazes nos atos em Leipzig e Dresden.
Em Hamburgo, a palavra de ordem também foi entoada por manifestantes.
Antes do início das manifestações, os organizadores projetavam mais de 170 mil participantes em todo o país, segundo a AFP.
O número era uma expectativa de mobilização, e não um balanço de pessoas nas ruas.
Berlim, Frankfurt e Colônia estavam entre as cidades incluídas na convocação.
“A situação dos jovens é precária e, mesmo assim, eles continuam sem ser ouvidos”, afirmou Veronika Dinter, porta-voz do movimento, em declaração reproduzida pela AFP.
Em Berlim, críticas aos gastos militares Na capital alemã, a polícia contabilizou cerca de 4.500 participantes, enquanto a organização estimou o público em 10 mil, conforme atualização da emissora pública BR24 publicada às 15h50, no horário local.
No Portão de Brandemburgo, uma estudante ouvida pelo jornal taz criticou o contraste entre a deterioração de escolas e universidades e o dinheiro destinado às as Forças Armadas alemãs.
“Friedrich Merz não é chanceler apenas do seu eleitorado”, afirmou.
Educação, custo de vida e rejeição ao serviço militar obrigatório O nome “GenZ regelt!”
pode ser traduzido como “A geração Z dá conta do recado”.
A mobilização reúne demandas por melhores condições de ensino, proteção social e medidas que tornem a vida financeiramente acessível.
Na plataforma nacional divulgada pela iniciativa, as reivindicações estão organizadas em seis eixos: Mais recursos para escolas e saúde: investimento em educação, atendimento a pessoas com dependência química e psicoterapia, em lugar de cortes.
Vida acessível: respostas ao aumento do custo de vida e maior atenção às dificuldades da população.
Distribuição justa dos encargos: rejeição a políticas de austeridade que penalizem a juventude.
Não ao serviço militar obrigatório: participação dos jovens nas decisões sobre seu futuro.
Proteção dos direitos fundamentais: oposição à expansão da vigilância estatal.
Ação climática efetiva: medidas consistentes para enfrentar a crise do clima.
O aumento dos gastos militares também é alvo das manifestações.
Os jovens criticam um novo programa de serviço voluntário destinado a reforçar as Forças Armadas por considerarem que a medida pode abrir caminho para o restabelecimento do serviço militar obrigatório.
A convocação dos protestos provocou uma ampla mobilização policial e levou comerciantes a reforçarem a proteção de fachadas e vitrines.
Milhares de agentes foram mobilizados no país, enquanto joalherias e lojas de roupas adotaram medidas preventivas diante do temor de saques.
A própria polícia berlinense, porém, afirmou não ter indícios de mobilização para violência grave ou de saques organizados.
Os organizadores do “GenZ regelt!”
rejeitam qualquer forma de violência.
Segundo a ZDF, a iniciativa também afirma que grupos extremistas, símbolos contrários à Constituição, racismo e incitação ao ódio não têm lugar nos atos.
Em Berlim, a organização anunciou equipes para ajudar na segurança e na redução de tensões.
Mobilização acompanha protestos juvenis em outros países europeus Os atos alemães se inspiram em movimentos semelhantes em países como França e Itália, onde jovens acusam as elites políticas de ignorar suas preocupações.
O custo de vida, as condições de ensino e os cortes orçamentários estão entre os motivos da insatisfação.
Na França, também estavam previstas grandes manifestações neste sábado.”
Encontrou um erro?VerdadeiroEntre as reivindicações estavam melhorias na educação e redução do custo de vida.
Esquerda Centrog1, Agência Brasil, Revista Fórum, O Globo
Reportagens dos veículos de esquerda e centro registram demandas por melhorias na educação e respostas ao custo de vida.
Ver fontes e trechos (4)
VerdadeiroO movimento se opõe ao serviço militar obrigatório e critica o aumento dos gastos militares.
Esquerda Centrog1, Agência Brasil, Revista Fórum
g1 e Agência Brasil relatam oposição ao serviço obrigatório; Revista Fórum também registra essa posição e críticas aos gastos militares.
Ver fontes e trechos (3)
VerdadeiroHouve saques em lojas de Frankfurt após as manifestações.
Esquerda CentroFolha de S.Paulo, g1
Folha de S.Paulo relata saques e depredações em Frankfurt após um protesto diurno; g1 também noticia lojas saqueadas na cidade.
Ver fontes e trechos (2)
VerdadeiroMilhares de policiais foram mobilizados para acompanhar os protestos.
Esquerda CentroRevista Fórum, O Globo
Revista Fórum e O Globo relatam mobilização de milhares de agentes policiais no país.
Ver fontes e trechos (2)