VerdadeiroBurnham disse que estava aberto a considerar um pedido formal de desculpas pelo papel britânico na escravidão; o pedido não foi anunciado como realizado.
Esquerda Centro DireitaDiário do Centro do Mundo, g1, Estadão, Folha de S.Paulo, Veja, UOL, Brasil 247
Os trechos dos três grupos relatam abertura ou consideração de um pedido. Diário do Centro do Mundo ressalva que a discussão anunciada não equivale a um pedido formal, e Folha de S.Paulo diz que não está claro se ou quando ele ocorrerá.
Ver fontes e trechos (7)
- Diário do Centro do Mundo · Reportagem
Reino Unido considera pedir desculpas pela escravidão, mas rejeita reparações
Trecho consultado na análise
“O primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, afirmou que seu governo considerará um pedido formal de desculpas pelo papel britânico no tráfico transatlântico de escravizados.
A sinalização foi apresentada em artigo no jornal The Guardian neste sábado (31), antes de uma reunião de líderes da Commonwealth no Caribe, segundo o Estadão.
Burnham propôs abrir um diálogo estruturado com os povos afetados pela escravidão e ouvir os apelos dirigidos ao Estado britânico.
O premiê afirmou que ignorar a demanda prejudica o funcionamento da Commonwealth, associação de 56 países independentes formada a partir das antigas relações com o Império Britânico.
A abertura para discutir desculpas veio acompanhada da manutenção da resistência a reparações financeiras.
O primeiro-ministro sustentou que os britânicos de hoje não podem ser responsabilizados pessoalmente por crimes históricos cometidos em outra época, sob leis diferentes.
Como alternativa, Burnham disse que pretende enfrentar problemas atuais dos países da associação, entre eles o endividamento.
A proposta é trabalhar com nações ricas e investidores para ampliar os prazos e reduzir os juros pagos por países vulneráveis.
O ex-premiê Gordon Brown, defensor do alívio da dívida, também participará do encontro.
A cúpula ocorrerá em St.
John’s, capital de Antígua e Barbuda, de domingo a quarta-feira.
A viagem do rei Charles III ao Caribe já foi marcada por cobranças para que o Reino Unido reconheça sua responsabilidade histórica e ofereça reparações.
British King Charles III acknowledged "the immense suffering of the past" during his tour of the Caribbean, as calls for Britain to apologize and provide compensation for slavery grow louder.
Speaking in the Bahamas, he recognized the historical injustice but refrained from… pic.twitter.com/ieN4gL2vjn — Sprinter Press (@Sprinter_Press) October 28, 2026 Em Nassau, nas Bahamas, Charles reconheceu o sofrimento e as injustiças do passado, mas não apresentou um pedido formal de desculpas.
Como monarca constitucional, suas manifestações refletem a posição do governo eleito, que até agora evitava dar esse passo.
O debate também ganhou espaço dentro do Reino Unido.
Em 2020, manifestantes antirracistas em Bristol derrubaram a estátua de Edward Colston, comerciante ligado à Royal African Company e ao transporte de pessoas escravizadas para as Américas.
Descendentes de beneficiários do tráfico também já apresentaram desculpas e iniciativas de reparação.
Os governos britânicos costumam enfatizar a proibição do tráfico em 1807 e a abolição da escravidão no Império em 1833.
Burnham afirmou que o país precisa reconhecer também sua participação no comércio de vidas humanas e expressou pesar pelo sofrimento de milhões de pessoas.
A discussão anunciada ainda não equivale a um pedido formal de desculpas do Estado.”
- g1 · Reportagem
Primeiro-ministro britânico diz estar aberto a pedido formal de desculpas pela escravidão, mas descarta reparações financeiras
Trecho consultado na análise
“Andy Burnham — Foto: AP Photo/Kin Cheung, Pool
O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, afirmou estar aberto à possibilidade de apresentar um pedido formal de desculpas pelo papel histórico do Reino Unido na escravidão.
A declaração ocorre antes da cúpula da Commonwealth, prevista para a próxima semana, na qual ele deve enfrentar pressões por reparações financeiras.
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Mande para o g1
Em artigo publicado no jornal The Guardian, Burnham afirmou que a Grã-Bretanha estava "oferecendo um diálogo estruturado com aqueles afetados pelo comércio transatlântico de escravos".
Nesse período, pelo menos 12,5 milhões de africanos foram sequestrados e vendidos como escravos.”
- Estadão · Reportagem
Reino Unido sinaliza que governo vai considerar um pedido de desculpas por seu papel na escravidão
Trecho consultado na análise
“LONDRES — O primeiro-ministro do Reino Unido , Andy Burnham , afirma que seu governo considerará, pela primeira vez, pedir desculpas por seu papel no tráfico transatlântico de escravizados, em um esforço para fortalecer as relações com nações da África e do Caribe.
Em um artigo publicado no jornal The Guardian neste sábado, 31, Burnham declarou que o Reino Unido precisa reconhecer sua “história complexa” para proteger a Commonwealth — uma associação de 56 nações independentes que surgiu a partir do Império Britânico.
Na próxima semana, Burnham viajará para Antígua e Barbuda para participar de uma reunião de líderes da Commonwealth.
“Há anos, os membros da Commonwealth afetados pelo tráfico de escravizados pedem uma conversa honesta sobre os legados da escravidão”, disse Burnham.
“Ao ignorarmos o problema, prejudicamos a capacidade de funcionamento da Commonwealth.”
Burnham afirmou que seu governo propõe iniciar um “diálogo estruturado” com os povos afetados pela escravidão e que ouvirá”
- Folha de S.Paulo · Reportagem
Premiê britânico diz estar aberto a pedido formal de desculpas pela escravidão
Trecho consultado na análise
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O primeiro-ministro do Reino Unido , Andy Burnham , afirmou na sexta-feira (30) estar aberto a que seu governo peça desculpas formalmente pela participação histórica do país no tráfico de pessoas escravizadas, uma mudança importante na política britânica.
A medida pode abrir caminho para que o rei Charles 3º peça desculpas em uma reunião de ex-colônias britânicas na próxima semana.
Em artigo de opinião publicado no jornal The Guardian , Burnham rejeitou os pedidos para que o Reino Unido pague reparações financeiras aos descendentes de pessoas escravizadas.
Ele afirmou que os britânicos não devem ser "responsabilizados por erros históricos, por mais hediondos que tenham sido, ocorridos em outra época, sob outras leis e dos quais não participaram pessoalmente".
O premiê disse, porém, que seus antecessores se recusaram a ter uma "conversa honesta" sobre o legado da participação britânica no tráfico de escravizados , "enterrando a cabeça na areia".
Ele afirmou ter pedido ao ex-primeiro-ministro Gordon Brown que lidere um esforço global para reestruturar a dívida de algumas das ex-colônias britânicas mais pobres.
"Ouvir os pedidos por desculpas formais em nome do Estado britânico será parte importante desse processo", escreveu, "e estou aberto a eles".
Um pedido formal de desculpas, se ocorrer, dificilmente satisfará parte dos críticos do Reino Unido.
Há anos eles exigem que o governo e a Coroa paguem compensações financeiras pelo tráfico de cerca de 3 milhões de africanos escravizados, transportados em navios britânicos pelo Atlântico nos séculos 18 e 19 para trabalhar em plantações coloniais.
Tentativas de rebelião foram reprimidas com brutalidade.
Mais
Na semana passada, Hilary Beckles, que preside a Comissão de Reparações da Caricom, organização que reúne países do Caribe, disse a jornalistas que estava apelando ao rei para que faça mais pelos antigos súditos da família real.
"Ele pode ver o enriquecimento que a escravidão trouxe à sua família", afirmou Beckles.
"Ele pode ver que a riqueza que está passando para seus filhos e netos veio, em quantias significativas, desse processo de transformação do povo africano em propriedade."
Representantes do rei no Palácio de Buckingham afirmam há muito tempo que a decisão de pedir desculpas pelo papel do Reino Unido na escravidão transatlântica, ou de pagar reparações, cabe ao governo, não à monarquia.
Até esta sexta, o governo britânico havia rejeitado as duas medidas.
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Não está claro se ou quando Burnham pedirá desculpas formalmente pela escravidão, nem se o artigo convencerá o rei a fazê-lo.
No passado, Charles afirmou que a "terrível atrocidade da escravidão" foi algo que "mancha para sempre nossa história".
Mas ele nunca pediu desculpas formais pelas ações do império que seus antepassados governaram.
Charles faz uma visita de sete dias ao Caribe e participará, na terça-feira (3), de uma reunião com líderes da Commonwealth em Antígua e Barbuda.
Na semana passada, ele afirmou que "é justo reconhecer o grande sofrimento do passado, nestas ilhas e além delas, ainda que celebremos os êxitos do presente e construamos novas oportunidades para o futuro".
Um porta-voz do Palácio de Buckingham não respondeu a perguntas sobre o artigo do primeiro-ministro na noite da sexta, quando o rei desembarcou em Antígua e Barbuda.
"Precisamos encarar o passado", escreveu Burnham, que também participará da reunião da Commonwealth em Antígua e Barbuda na terça.
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Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.”
- Veja · Reportagem
Premiê britânico faz aceno a pedido formal de desculpas por escravidão, mas rejeita reparação financeira
Trecho consultado na análise
“O primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, fez um aceno positivo à formalização de um pedido de desculpas da Grã-Bretanha pela participação no comércio transatlântico de pessoas escravizadas em um artigo publicado na noite desta sexta-feira, 30, no jornal The Guardian.
Apesar de ter declarado sentir tristeza e pesar "pela dor e sofrimento de tantos milhões de pessoas", rejeitou a possibilidade de reparação financeira aos países impactados.O artigo foi publicado às vésperas da viagem de Burnham para Antígua e Barbuda, na região do Caribe, para o encontro da cúpula de líderes dos 56 países da Comunidade Britânica, a Commonwealth."
O tráfico transatlântico de escravos foi uma violação brutal e bárbara contra essas pessoas.
Negaram-lhes a sua humanidade.
Foram separadas das suas famílias, tratadas como propriedade e submetidas a trabalhos forçados até a morte", escreveu.O premiê relembrou a participação de ingleses na luta pelo fim da escravidão, como uma mobilização em Manchester no século 18, e a necessidade de confrontar o passado para enfrentar os desafios da atualidade em um mundo que classificou como "dividido e perigoso".
Afirmou ainda que isso deve ser feito entre os países aliados e os membros da Commonwealth."
Ter essas conversas difíceis para salvaguardar a Commonwealth para o futuro é a coisa certa a fazer.
É também a coisa patriótica a fazer", escreveu Burnham, que completou: "Estamos, portanto, oferecendo um diálogo estruturado com aqueles afetados pelo tráfico transatlântico de escravos.
Ouvir os apelos por um pedido formal de desculpas em nome do Estado britânico será uma parte importante desse processo, e estou aberto a eles.
"Reparação financeiraEmbora tenha reconhecido os impactos deletérios da escravidão para os países e populações atingidas, o primeiro-ministro britânico refutou a ideia de promover uma reparação financeira."
Não acredito que essa seja a resposta correta.
Não creio que os britânicos de hoje possam ser responsabilizados por injustiças históricas, por mais hediondas que sejam, ocorridas em uma época diferente, sob leis diferentes e nas quais não tiveram participação pessoal.
"Segundo ele, mais de 40% dos países mais pobres e vulneráveis gastam mais com o pagamento de juros do que com a saúde, porque os custos do serviço da dívida nessas localidades estão nos níveis mais elevados em 25 anos.A sua proposta, em vez de fazer a reparação financeira, é estabelecer, com parceiros globais, um modelo de pagamento das dívidas em prazos prolongados e taxas mais favoráveis.”
- UOL · Reportagem
Reino Unido aceita se desculpar por escravidão, mas nega reparo financeiro
Trecho consultado na análise
“O primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, disse estar aberto a discutir um pedido formal de desculpas pelo papel histórico britânico na escravidão.
Ele escreveu sobre o tema em artigo no jornal The Guardian.
Burnham afirmou que o governo britânico quer abrir um canal de conversa com países e comunidades afetadas pelo tráfico transatlântico de pessoas escravizadas.
"Ouvir os apelos por um pedido formal de desculpas em nome do Estado britânico será uma parte importante deste processo, e estou aberto a eles", escreveu.
A declaração ocorre às vésperas da cúpula da Commonwealth, marcada para a próxima semana, em Antígua e Barbuda.
A expectativa é que o primeiro-ministro enfrente cobranças de líderes caribenhos por reparações, em debates que costumam incluir alívio da dívida e financiamento para desenvolvimento, educação, saúde e resiliência climática.
Apesar de sinalizar abertura para um pedido de desculpas, Burnham rejeitou a ideia de compensação financeira direta.
"Não creio que o povo britânico de hoje possa ser responsabilizado por erros históricos, por mais hediondos que sejam, que ocorreram numa época diferente, sob leis diferentes e nos quais não tiveram qualquer participação pessoal", afirmou.
O premiê também defendeu uma agenda prática ligada a dívidas de países vulneráveis.
No texto, ele disse querer "lançar uma nova campanha em relação à dívida", com medidas para ajudar esses países a pagarem em prazos mais longos e com juros melhores.
Gaston Browne, primeiro-ministro de Antígua e Barbuda, reagiu aos comentários de Burnham e às propostas sobre dívida.
Em publicação no Facebook, ele afirmou que "a posição de longa data das Caraíbas sobre a justiça reparatória permanece inalterada".
O tráfico transatlântico de escravos levou milhões de africanos para as Américas entre os séculos XV e XIX.
Nesse período, a Grã-Bretanha transportou cerca de 3,2 milhões de pessoas através do Atlântico, de acordo com o Banco de Dados do Comércio Transatlântico de Escravos.
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário.
Leia as Regras de Uso do UOL.”
- Brasil 247 · Reportagem
Reino Unido admite pedir desculpas pela escravidão, mas rejeita indenizações financeiras
Trecho consultado na análise
“Primeiro-ministro Andy Burnham sinaliza abertura ao reconhecimento da responsabilidade histórica britânica, enquanto países caribenhos mantêm cobrança por reparações”
Encontrou um erro?VerdadeiroBurnham rejeitou reparações financeiras diretas pela escravidão.
Esquerda DireitaDiário do Centro do Mundo, Folha de S.Paulo, Veja, UOL, Brasil 247
Diário do Centro do Mundo, Folha de S.Paulo, Veja e UOL relatam a rejeição, assim como a manchete de Brasil 247; Veja e UOL registram a justificativa de que britânicos atuais não seriam pessoalmente responsáveis por crimes históricos.
Ver fontes e trechos (5)
- Diário do Centro do Mundo · Reportagem
Reino Unido considera pedir desculpas pela escravidão, mas rejeita reparações
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“O primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, afirmou que seu governo considerará um pedido formal de desculpas pelo papel britânico no tráfico transatlântico de escravizados.
A sinalização foi apresentada em artigo no jornal The Guardian neste sábado (31), antes de uma reunião de líderes da Commonwealth no Caribe, segundo o Estadão.
Burnham propôs abrir um diálogo estruturado com os povos afetados pela escravidão e ouvir os apelos dirigidos ao Estado britânico.
O premiê afirmou que ignorar a demanda prejudica o funcionamento da Commonwealth, associação de 56 países independentes formada a partir das antigas relações com o Império Britânico.
A abertura para discutir desculpas veio acompanhada da manutenção da resistência a reparações financeiras.
O primeiro-ministro sustentou que os britânicos de hoje não podem ser responsabilizados pessoalmente por crimes históricos cometidos em outra época, sob leis diferentes.
Como alternativa, Burnham disse que pretende enfrentar problemas atuais dos países da associação, entre eles o endividamento.
A proposta é trabalhar com nações ricas e investidores para ampliar os prazos e reduzir os juros pagos por países vulneráveis.
O ex-premiê Gordon Brown, defensor do alívio da dívida, também participará do encontro.
A cúpula ocorrerá em St.
John’s, capital de Antígua e Barbuda, de domingo a quarta-feira.
A viagem do rei Charles III ao Caribe já foi marcada por cobranças para que o Reino Unido reconheça sua responsabilidade histórica e ofereça reparações.
British King Charles III acknowledged "the immense suffering of the past" during his tour of the Caribbean, as calls for Britain to apologize and provide compensation for slavery grow louder.
Speaking in the Bahamas, he recognized the historical injustice but refrained from… pic.twitter.com/ieN4gL2vjn — Sprinter Press (@Sprinter_Press) October 28, 2026 Em Nassau, nas Bahamas, Charles reconheceu o sofrimento e as injustiças do passado, mas não apresentou um pedido formal de desculpas.
Como monarca constitucional, suas manifestações refletem a posição do governo eleito, que até agora evitava dar esse passo.
O debate também ganhou espaço dentro do Reino Unido.
Em 2020, manifestantes antirracistas em Bristol derrubaram a estátua de Edward Colston, comerciante ligado à Royal African Company e ao transporte de pessoas escravizadas para as Américas.
Descendentes de beneficiários do tráfico também já apresentaram desculpas e iniciativas de reparação.
Os governos britânicos costumam enfatizar a proibição do tráfico em 1807 e a abolição da escravidão no Império em 1833.
Burnham afirmou que o país precisa reconhecer também sua participação no comércio de vidas humanas e expressou pesar pelo sofrimento de milhões de pessoas.
A discussão anunciada ainda não equivale a um pedido formal de desculpas do Estado.”
VerdadeiroBurnham propôs diálogo estruturado com povos e comunidades afetados pelo tráfico transatlântico de escravizados.
Esquerda Centro DireitaDiário do Centro do Mundo, g1, Estadão, Folha de S.Paulo, Veja, UOL
Os trechos dos três grupos mencionam a proposta de diálogo com os afetados e a escuta dos pedidos por desculpas formais.
Ver fontes e trechos (6)
- Diário do Centro do Mundo · Reportagem
Reino Unido considera pedir desculpas pela escravidão, mas rejeita reparações
Trecho consultado na análise
“O primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, afirmou que seu governo considerará um pedido formal de desculpas pelo papel britânico no tráfico transatlântico de escravizados.
A sinalização foi apresentada em artigo no jornal The Guardian neste sábado (31), antes de uma reunião de líderes da Commonwealth no Caribe, segundo o Estadão.
Burnham propôs abrir um diálogo estruturado com os povos afetados pela escravidão e ouvir os apelos dirigidos ao Estado britânico.
O premiê afirmou que ignorar a demanda prejudica o funcionamento da Commonwealth, associação de 56 países independentes formada a partir das antigas relações com o Império Britânico.
A abertura para discutir desculpas veio acompanhada da manutenção da resistência a reparações financeiras.
O primeiro-ministro sustentou que os britânicos de hoje não podem ser responsabilizados pessoalmente por crimes históricos cometidos em outra época, sob leis diferentes.
Como alternativa, Burnham disse que pretende enfrentar problemas atuais dos países da associação, entre eles o endividamento.
A proposta é trabalhar com nações ricas e investidores para ampliar os prazos e reduzir os juros pagos por países vulneráveis.
O ex-premiê Gordon Brown, defensor do alívio da dívida, também participará do encontro.
A cúpula ocorrerá em St.
John’s, capital de Antígua e Barbuda, de domingo a quarta-feira.
A viagem do rei Charles III ao Caribe já foi marcada por cobranças para que o Reino Unido reconheça sua responsabilidade histórica e ofereça reparações.
British King Charles III acknowledged "the immense suffering of the past" during his tour of the Caribbean, as calls for Britain to apologize and provide compensation for slavery grow louder.
Speaking in the Bahamas, he recognized the historical injustice but refrained from… pic.twitter.com/ieN4gL2vjn — Sprinter Press (@Sprinter_Press) October 28, 2026 Em Nassau, nas Bahamas, Charles reconheceu o sofrimento e as injustiças do passado, mas não apresentou um pedido formal de desculpas.
Como monarca constitucional, suas manifestações refletem a posição do governo eleito, que até agora evitava dar esse passo.
O debate também ganhou espaço dentro do Reino Unido.
Em 2020, manifestantes antirracistas em Bristol derrubaram a estátua de Edward Colston, comerciante ligado à Royal African Company e ao transporte de pessoas escravizadas para as Américas.
Descendentes de beneficiários do tráfico também já apresentaram desculpas e iniciativas de reparação.
Os governos britânicos costumam enfatizar a proibição do tráfico em 1807 e a abolição da escravidão no Império em 1833.
Burnham afirmou que o país precisa reconhecer também sua participação no comércio de vidas humanas e expressou pesar pelo sofrimento de milhões de pessoas.
A discussão anunciada ainda não equivale a um pedido formal de desculpas do Estado.”
VerdadeiroComo alternativa às reparações financeiras, Burnham defendeu medidas para aliviar a dívida de países vulneráveis, com prazos maiores e juros melhores.
Esquerda DireitaDiário do Centro do Mundo, Folha de S.Paulo, Veja, UOL
Diário do Centro do Mundo, Veja e UOL descrevem a proposta de alongar prazos e reduzir juros; Folha de S.Paulo informa que Burnham pediu a Gordon Brown que lidere um esforço de reestruturação da dívida.
Ver fontes e trechos (4)
- Diário do Centro do Mundo · Reportagem
Reino Unido considera pedir desculpas pela escravidão, mas rejeita reparações
Trecho consultado na análise
“O primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, afirmou que seu governo considerará um pedido formal de desculpas pelo papel britânico no tráfico transatlântico de escravizados.
A sinalização foi apresentada em artigo no jornal The Guardian neste sábado (31), antes de uma reunião de líderes da Commonwealth no Caribe, segundo o Estadão.
Burnham propôs abrir um diálogo estruturado com os povos afetados pela escravidão e ouvir os apelos dirigidos ao Estado britânico.
O premiê afirmou que ignorar a demanda prejudica o funcionamento da Commonwealth, associação de 56 países independentes formada a partir das antigas relações com o Império Britânico.
A abertura para discutir desculpas veio acompanhada da manutenção da resistência a reparações financeiras.
O primeiro-ministro sustentou que os britânicos de hoje não podem ser responsabilizados pessoalmente por crimes históricos cometidos em outra época, sob leis diferentes.
Como alternativa, Burnham disse que pretende enfrentar problemas atuais dos países da associação, entre eles o endividamento.
A proposta é trabalhar com nações ricas e investidores para ampliar os prazos e reduzir os juros pagos por países vulneráveis.
O ex-premiê Gordon Brown, defensor do alívio da dívida, também participará do encontro.
A cúpula ocorrerá em St.
John’s, capital de Antígua e Barbuda, de domingo a quarta-feira.
A viagem do rei Charles III ao Caribe já foi marcada por cobranças para que o Reino Unido reconheça sua responsabilidade histórica e ofereça reparações.
British King Charles III acknowledged "the immense suffering of the past" during his tour of the Caribbean, as calls for Britain to apologize and provide compensation for slavery grow louder.
Speaking in the Bahamas, he recognized the historical injustice but refrained from… pic.twitter.com/ieN4gL2vjn — Sprinter Press (@Sprinter_Press) October 28, 2026 Em Nassau, nas Bahamas, Charles reconheceu o sofrimento e as injustiças do passado, mas não apresentou um pedido formal de desculpas.
Como monarca constitucional, suas manifestações refletem a posição do governo eleito, que até agora evitava dar esse passo.
O debate também ganhou espaço dentro do Reino Unido.
Em 2020, manifestantes antirracistas em Bristol derrubaram a estátua de Edward Colston, comerciante ligado à Royal African Company e ao transporte de pessoas escravizadas para as Américas.
Descendentes de beneficiários do tráfico também já apresentaram desculpas e iniciativas de reparação.
Os governos britânicos costumam enfatizar a proibição do tráfico em 1807 e a abolição da escravidão no Império em 1833.
Burnham afirmou que o país precisa reconhecer também sua participação no comércio de vidas humanas e expressou pesar pelo sofrimento de milhões de pessoas.
A discussão anunciada ainda não equivale a um pedido formal de desculpas do Estado.”