VerdadeiroEm 31 de outubro, o Ministério da Saúde do Congo contabilizava 5.026 mortes entre 10.351 pessoas infectadas.
Centro DireitaMetrópoles, Jovem Pan, Estadão
Os três trechos apresentam esses números e os atribuem às autoridades de saúde congolesas. A reportagem do dia 30 já informava mais de 5 mil mortes e mais de 10 mil infectados.
Ver fontes e trechos (4)
- Metrópoles · Reportagem
Surto de ebola já matou mais de 5 mil pessoas na RD do Congo
Trecho consultado na análise
“Mais de 5 mil pessoas morreram na República Democrática do Congo após serem infectadas pelo ebola, desde o início do surto da doença no país, em maio deste ano.
A informação foi divulgada neste sábado (31/10) pelo Ministério da Saúde local.Ao todo, autoridades de saúde locais contabilizam 5.026 mortes em decorrência da doença, que ainda deixou outras 10.351 mil infectadas.
O número de pessoas recuperadas é de 2.788 mil.Segundo o Ministério da Saúde da RD do Congo, a taxa de letalidade da doença é de quase 50%.
Ou seja, metade das pessoas infectadas acabam morrendo após contraírem ebola.Provocado pelo vírus Bundibugyo, o ebola é uma doença infecciosa causada por zoonose — quando é transmitida de animais para seres humanos.
Quando uma pessoa mantém contato direto com sangue ou fluidos corporais de um infectado, ela também pode contrair o vírus.Duas províncias do país africano, Ituri e Kivu do Norte, concentram a maioria dos casos.
Nas duas regiões já foram constatados 4.792 mil mortes, e mais de 9,7 mil pessoas infectadas.
Leia também MundoOMS anuncia testes clínicos da vacina contra o ebola no Congo SaúdeEbola: primeira paciente na Nigéria pode ter contraído o vírus no aeroporto SaúdeSurto de ebola no Congo avança e casos são relatados em cidade de fronteira MundoApós 42 dias sem novos casos, OMS declara Uganda livre de ebola O surto de ebola acontece em meio a uma guerra silenciosa no país, que se arrasta desde a década de 1990.
O conflito envolve forças locais, o grupo rebelde congolês M23, e outras milícias locais, tendo disputas territoriais e questões étnicas como pano de fundo.O vizinho da RD do Congo, Ruanda, também é acusada de participar da onda de violência por meio do apoio ao M23.
As hostilidades estão localizadas, principalmente, em Ituri e Kivu do Norte, as duas áreas mais afetadas pelo ebola.De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a crise humanitária no país fez com que um terço das pessoas que morreram devido a doença não chegaram a receber atendimento médico.Até o momento ainda não há vacinas para combater a doença, cujos sintomas vão desde dor de cabeça e febre alta, até hemorragias e falência de órgãos.O surto de ebola na República Democrática do Congo é o segundo maior da história.
O primeiro aconteceu entre 2014 e 2016, quando mais de 11 mil pessoas morreram em decorrência da doença em diversos países na África Ocidental.”
- Jovem Pan · Reportagem
Ebola ultrapassa 5 mil mortes no Congo e atinge letalidade próxima de 50%
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“Estadão Conteúdo
O surto de ebola na República Democrática do Congo já provocou 5.026 mortes entre 10.351 pessoas infectadas, segundo dados divulgados neste sábado, 31, pelo Ministério da Saúde do país.
A taxa de letalidade é de quase 50%.
Outras 2.788 pessoas se recuperaram da doença.
Causado pelo vírus Bundibugyo, o surto foi declarado em meados de maio e se tornou o segundo mais mortal da história, ficando atrás apenas da epidemia que atingiu a África Ocidental entre 2014 e 2016, quando 11 mil pessoas morreram em diferentes países
Desde maio, a doença se espalhou por 67 das 178 zonas de saúde do Congo, distribuídas em oito das 26 províncias.
A maior concentração de casos está no leste do país, especialmente nas províncias de Ituri e Kivu do Norte, que somam 9.782 casos confirmados e 4.792 mortes.
“É um marco muito trágico porque não se trata apenas de um número”, disse o médico Patrick Otim, gerente de área de programas da Organização Mundial da Saúde (OMS).
“São famílias e comunidades devastadas por esse surto”.
Um dos obstáculos para conter a transmissão é a dificuldade de rastrear os contatos das pessoas infectadas.
Segundo os Centros Africanos de Controle e Prevenção de Doenças (Africa CDC), cerca de 80% dos novos casos estão fora das cadeias de contatos monitoradas pelas autoridades.
Para ter ideia, um terço das pessoas que morreram não chegou a receber atendimento em centros de tratamento.
As vítimas morreram antes mesmo de serem testadas, segundo Otim.
“São pessoas que nunca tivemos a oportunidade de tentar salvar, e essa é uma das nossas maiores preocupações neste surto.
Como podemos chegar às pessoas mais cedo e fazer com que procurem unidades de saúde para ter uma chance real de sobreviver?”, questionou o representante da OMS.
A resposta à doença também enfrenta dificuldades por causa dos conflitos armados no leste do país, da resistência de parte da população às medidas de saúde e das greves de profissionais que estão sem receber salários.
Na sexta-feira, 30, funcionários de um centro de tratamento em Tchomia, na província de Ituri, interromperam as atividades para cobrar quatro meses de pagamentos atrasados.
A unidade atende cinco pacientes com diagnóstico confirmado e dez casos suspeitos
O surto também ultrapassou as fronteiras congolesas.
Em outubro, Quênia e Nigéria confirmaram casos da doença.
O Quênia registrou oito infecções e duas mortes.
Na Nigéria, o único paciente com diagnóstico confirmado foi transferido para a Suíça.
Casos também haviam sido registrados em Uganda.
Com registros em três regiões africanas, o atual surto é considerado o de maior alcance geográfico já observado no continente.
Ebola é uma doença infecciosa grave causada por vírus da família Filoviridae.
Existem diferentes espécies capazes de provocar a doença, entre elas a Zaire, a Sudan e a Bundibugyo.
Esta última é a responsável pelo surto atual na República Democrática do Congo.
A infecção é uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida de animais para seres humanos.
Acredita-se que morcegos frugívoros sejam hospedeiros naturais dos vírus ebola, embora essa relação ainda seja estudada.
A transmissão entre pessoas acontece pelo contato direto com sangue ou outros fluidos corporais de alguém infectado, vivo ou morto, ou com objetos contaminados por esses fluidos.
Não é uma doença transmitida pelo ar, como a gripe ou a covid-19.
Os principais sintomas são:
A espécie Bundibugyo recebeu esse nome por ter sido identificada pela primeira vez em 2007, no distrito de mesmo nome, em Uganda.
Ela é diferente da espécie Zaire, responsável por alguns dos maiores surtos de ebola já registrados, incluindo a epidemia que atingiu a África Ocidental entre 2014 e 2016.
Essa diferença tem implicações importantes para o controle da doença.
As vacinas e os tratamentos desenvolvidos contra a espécie Zaire não têm eficácia comprovada contra a Bundibugyo.
Ou seja: até o momento, não há vacina nem terapia específica aprovada para essa espécie.
Os pacientes recebem cuidados de suporte, com medidas para aliviar os sintomas e tratar possíveis complicações.”
- CNN Brasil · Reportagem
Surto de Ebola na RD Congo deixa mais de cinco mil mortos, diz governo
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“O número de mortos pelo surto de Ebola na República Democrática do Congo ultrapassou 5.000, segundo dados divulgados pelo governo nesta sexta-feira (30).
Autoridades ainda não encontraram uma maneira de controlar a epidemia de Ebola mais mortal já registrada no país.
Não há tratamentos nem vacinas aprovados para combater a rara cepa Bundibugyo, responsável pelo surto neste país da África Central.
Mais de 10 mil pessoas foram infectadas desde que o surto foi declarado, em maio.
A detecção tardia, os conflitos e os serviços de saúde sobrecarregados contribuíram para que o vírus se espalhasse mais rapidamente do que em surtos anteriores.
Oito das 26 províncias do Congo foram afetadas, com muitas mortes ocorrendo fora dos centros de tratamento.
O surto deste ano é o segundo maior da história, ficando atrás apenas do surto de 2014-2016, que infectou mais de 28.600 pessoas e matou mais de 11 mil na Guiné, na Libéria e em Serra Leoa.
Na semana passada, a Nigéria tornou-se o quarto país africano a registrar um caso de Ebola, ampliando a propagação geográfica do surto para a África Ocidental.
Os países da África Oriental, Quênia e Uganda, também registraram casos. https://stories.cnnbrasil.com.br/internacional/violencia-e-desconfianca-dificultam-combate-ao-ebola-no-congo/”
- Estadão · Reportagem
Ebola ultrapassa 5 mil mortes no Congo e atinge letalidade próxima de 50%
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“O surto de ebola na República Democrática do Congo já provocou 5.026 mortes entre 10.351 pessoas infectadas, segundo dados divulgados neste sábado, 31, pelo Ministério da Saúde do país.
A taxa de letalidade é de quase 50%.
Outras 2.788 pessoas se recuperaram da doença.
Causado pelo vírus Bundibugyo, o surto foi declarado em meados de maio e se tornou o segundo mais mortal da história, ficando atrás apenas da epidemia que atingiu a África Ocidental entre 2014 e 2016, quando 11 mil pessoas morreram em diferentes países.
Desde maio, a doença se espalhou por 67 das 178 zonas de saúde do Congo, distribuídas em oito das 26 províncias.
A maior concentração de casos está no leste do país, especialmente nas províncias de Ituri e Kivu do Norte, que somam 9.782 casos confirmados e 4.792 mortes.
“É um marco muito trágico porque não se trata apenas de um número”, disse o médico Patrick Otim, gerente de área de programas da Organização Mundial da Saúde ( OMS ).
“São famílias e comunidades devastadas”
Encontrou um erro?VerdadeiroA taxa de letalidade do surto era de quase 50%.
Centro DireitaMetrópoles, Jovem Pan, Estadão
Metrópoles, Jovem Pan e Estadão informam taxa próxima ou quase 50%.
Ver fontes e trechos (3)
VerdadeiroO surto atual é causado pelo vírus Bundibugyo e foi declarado em maio.
Centro DireitaMetrópoles, Jovem Pan, CNN Brasil, Estadão
Os trechos identificam Bundibugyo como a cepa responsável e situam o início ou a declaração do surto em maio.
Ver fontes e trechos (4)
VerdadeiroO surto é o segundo mais mortal da história, atrás da epidemia de 2014 a 2016 na África Ocidental.
Centro DireitaMetrópoles, Jovem Pan, CNN Brasil, Estadão
As reportagens dos três grupos o classificam como o segundo maior ou mais mortal da história e apontam a epidemia de 2014 a 2016 como a anterior mais letal.
Ver fontes e trechos (4)
VerdadeiroO surto havia se espalhado por oito das 26 províncias do Congo.
Centro DireitaJovem Pan, CNN Brasil, Estadão
Jovem Pan e Estadão informam oito províncias entre 26; CNN Brasil também relata que oito províncias foram afetadas.
Ver fontes e trechos (3)
VerdadeiroCerca de um terço das pessoas que morreram não recebeu atendimento médico.
Centro DireitaMetrópoles, Jovem Pan
Metrópoles atribui à OMS a informação de que um terço morreu sem receber atendimento; Jovem Pan também relata que um terço não chegou a centros de tratamento.
Ver fontes e trechos (2)