VerdadeiroUma juíza federal rejeitou a ação do governo Trump relacionada à certificação do resultado da eleição para o Senado no Alasca.
Esquerda Centro DireitaFolha de S.Paulo, O Globo, Jovem Pan, Poder360, g1
Os veículos de esquerda, direita e centro relatam a rejeição da ação pela juíza federal em 1º de novembro.
Ver fontes e trechos (5)
- Folha de S.Paulo · Reportagem
Justiça rejeita ação de Trump contra eleição no Alasca com candidatos homônimos
Trecho consultado na análise
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Uma juíza federal no Alasca rejeitou a ação do governo Donald Trump que contestava preventivamente o resultado da eleição para o Senado no estado.
A disputa tem dois candidatos com o mesmo nome : o senador republicano que tenta a reeleição e outro homem que pode tirar votos dele.
A ação do Departamento de Justiça foi apresentada em outubro, por ordem do presidente.
Ela pedia que a Justiça bloqueasse a certificação do resultado em um cenário específico: se o senador Daniel S.
Sullivan perdesse, mas tivesse vencido caso recebesse todos os votos dados a Daniel J.
Sullivan, um professor aposentado.
Nesse cenário, o processo também exigia uma investigação para apurar se os eleitores que escolheram o professor queriam, na verdade, votar no senador .
Não está claro como seria feita uma investigação sobre cédulas anônimas.
Especialistas em direito davam pouca chance de sucesso ao caso.
A Constituição americana atribui o controle das eleições aos estados, não ao governo federal.
Na decisão, divulgada na manhã deste domingo (1º), a juíza-chefe Sharon Gleason, do Tribunal Distrital dos Estados Unidos no Alasca, reforçou o direito dos estados de conduzir suas eleições.
Ela foi nomeada pelo ex-presidente Barack Obama.
Gleason escreveu não ver como a solução proposta pelo governo federal resolveria uma eventual confusão, nem como poderia funcionar.
A proposta era separar as cédulas com voto em Daniel J.
Sullivan e investigar se seus eleitores pretendiam votar no senador.
Para a juíza, isso esbarra no sigilo do voto, princípio central da democracia americana.
Segundo ela, o governo federal "não contesta as preocupações sobre a preservação do sigilo do voto".
Também não explica como a separação das cédulas e uma investigação policial ordenada pela Justiça sobre a intenção de determinados eleitores poderiam ser feitas sem violar esse sigilo.
O processo acusa Daniel J.
Sullivan de tentar "enganar os eleitores do Alasca, fazendo-os acreditar que ele é o senador Sullivan".
O professor aposentado já disse que votou nos democratas nas três últimas eleições presidenciais.
Também afirmou ter votado em Mary Peltola, atual candidata democrata ao Senado, nas campanhas dela à Câmara em 2022 e 2024.
A ação destaca ainda que ele trocou a filiação de independente para republicano só quando registrou a candidatura.
Aponta também que o site de sua campanha usa as mesmas cores do site do senador, azul-escuro e amarelo.
Uma investigação do New York Times revelou que um operador democrata ligado à campanha de Peltola e ao Comitê Democrata de Campanha para o Senado recrutou Daniel J.
Sullivan.
A candidatura fazia parte de um esforço mais amplo para lançar candidatos independentes e de terceiros partidos que pudessem tirar votos do senador.
O governador do Alasca, o republicano Mike Dunleavy, mandou abrir uma investigação criminal sobre a campanha de Peltola.
Ao mesmo tempo, a Divisão de Eleições do estado, supervisionada pelo vice-governador, também republicano, combateu a ação civil do governo Trump.
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Peltola e os democratas nacionais negam qualquer ligação com a candidatura de Daniel J.
Sullivan.
Eles entraram no processo como réus adicionais, ao lado da Liga das Mulheres Eleitoras.
Na defesa, os advogados do Alasca lembraram que tribunais estaduais já haviam rejeitado uma tentativa do próprio órgão eleitoral de retirar Daniel J.
Sullivan da cédula.
Afirmaram também que a cédula final foi desenhada para diferenciar os dois.
Nela, o senador aparece como "Dan S.
Sullivan", com indicação do partido e da condição de atual ocupante do cargo.
O outro aparece como "Daniel J.
Sullivan Jr.", sem filiação partidária.
O Alasca também usa o voto por escolha ranqueada na eleição geral.
Assim, eleitores confusos com a existência de dois Dan Sullivan poderiam simplesmente ranquear os dois.
Os advogados do estado e dos democratas também criticaram a solução proposta pelo governo federal: bloquear a certificação e separar as cédulas de Daniel J.
Sullivan para investigação.
Gleason já tinha demonstrado ceticismo em relação ao caso em outubro, ao aceitar um rito acelerado.
Naquela decisão, observou que a ação federal só foi apresentada depois que os eleitores do Alasca já haviam começado a votar.
Além disso, veio quase quatro meses depois de a Suprema Corte estadual determinar a inclusão de Daniel J.
Sullivan na cédula.
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- O Globo · Reportagem
Justiça dos EUA rejeita pedido do governo Trump para barrar resultados da eleição para o Senado no Alasca
Trecho consultado na análise
“Uma juíza federal rejeitou uma ação movida pelo Departamento de Justiça dos EUA para barrar a confirmação dos resultados da disputa por uma vaga no Senado no Alasca caso o candidato apoiado pelo presidente Donald Trump perca.
Segundo a Casa Branca, a presença de um desafiante com o mesmo nome do republicano pode confundir os eleitores e ajudar a postulante democrata.
Foi a terceira derrota do governo nos tribunais em cerca de 48 horas, em uma tentativa final de judicializar eleições nas quais os governistas podem sofrer uma dura derrota.
Derrotada nas primárias: Democrata declara apoio a candidato de Trump em disputa crucial pelo Senado no Michigan Quer morar fora do Brasil?
Guia completo de imigração reúne informações de 36 países O GLOBO no Mundo: Receba as notícias internacionais direto no seu celular O Departamento de Justiça apontou para a possibilidade de muitos eleitores que gostariam de votar no senador Daniel S.
Sullivan, apoiado por Trump, se confundirem e votarem no independ”
- Jovem Pan · Reportagem
Justiça dos EUA rejeita ação antecipada de Trump sobre eleições no Alasca
Trecho consultado na análise
“Associated Press*
Uma juíza federal dos Estados Unidos indeferiu neste domingo (1º) uma ação movida pelo governo do presidente Donald Trump que buscava impedir o Alasca de certificar a derrota do senador republicano Dan Sullivan nas eleições de meio de mandato de terça-feira, caso os votos para um rival com o mesmo nome pudessem ter alterado o resultado.
Aliado de Trump, Dan Sullivan, que tenta a reeleição, enfrenta a democrata e ex-deputada federal Mary Peltola em uma das disputas mais acompanhadas do país, com o controle do Senado em jogo.
A eleição de terça-feira (3), pelo sistema de voto ranqueado, também inclui dois candidatos que fizeram pouca campanha, um dos quais tem o mesmo nome do incumbente.
A presença desse candidato na cédula foi o que levou Trump a pressionar pela ação, por medo de que ele “roubasse” votos do senador que busca a reeleição.
Ação, apresentada a menos de duas semanas da eleição, quando a votação antecipada já estava em andamento, pedia uma investigação para apurar se votos dados ao professor aposentado Dan J.
Sullivan teriam sido, na verdade, destinados ao senador.
O Estado disse que o caso não tinha fundamento e argumentou que não haveria como determinar isso sem violar a privacidade do eleitor.
A juíza Sharon Gleason, do Tribunal Distrital dos EUA, escreveu na decisão que a medida solicitada pelos Estados Unidos é “inviável” porque muitos eleitores já haviam votado.
“De forma mais fundamental, os Estados Unidos não apresentam um plano viável de como pretendem separar as cédulas registradas para Daniel J.
Sullivan no dia da eleição e, em seguida, conduzir uma ‘investigação’ não especificada, determinada pelo tribunal, dessas cédulas, de um modo que preserve o sigilo do voto”, escreveu.”
- Poder360 · Reportagem
Juíza rejeita ação de Trump para barrar resultado da eleição no Alasca
Trecho consultado na análise
“Uma juíza federal do Alasca rejeitou neste domingo (1º.nov.2026) uma ação judicial do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano).
A ação buscava impedir a oficialização de uma eventual derrota do senador republicano Dan Sullivan nas eleições de meio de mandato na 3ª feira (3.nov), caso os votos destinados a um adversário de mesmo nome alterassem o resultado da disputa.
A juíza Sharon Gleason, do Tribunal Distrital dos Estados Unidos em Anchorage, concluiu que o Departamento de Justiça não tem legitimidade jurídica para apresentar a ação.
O processo foi movido contra o Estado do Alasca, a diretora da Divisão Eleitoral, Carol Beecher, e os órgãos responsáveis pela supervisão das eleições e pela revisão da contagem dos votos. [shortcode-newsletter] Gleason também questionou a viabilidade da solicitação apresentada pelo governo federal na 6ª feira (30.out) para separar todas as cédulas com votos em Dan J.
Sullivan.
Morador de Petersburg, ele concorre ao mesmo cargo e tem nome semelhante ao do senador republicano.
ENTENDA O CASO O Departamento de Justiça apresentou a ação na semana passada, antes de o jornal The New York Times publicar uma reportagem sobre o envolvimento de aliados de Mary Peltola, candidata democrata ao Senado dos Estados Unidos, em uma articulação para retirar votos do senador republicano Dan Sullivan.
Segundo o jornal, integrantes da campanha de Peltola e de um grupo nacional ligado ao Partido Democrata teriam ajudado a recrutar Dan J.
Sullivan para concorrer na eleição.
A iniciativa teria como objetivo dividir os votos do adversário republicano de mesmo nome.
A campanha da democrata nega participação na articulação.
No Alasca, o senador republicano Dan Sullivan enfrenta a ex-deputada federal democrata Mary Peltola.
O resultado da eleição pode ser decisivo para determinar se o Partido Republicano manterá o controle do Senado dos Estados Unidos.”
- g1 · Reportagem
Justiça impede ação de Trump sobre eleição para o Senado no Alasca
Trecho consultado na análise
“O senador Dan S.
Sullivan (esquerda) e candidato Dan J.
Sullivan (direita) disputam as primárias no Alasca — Foto: Mark Thiessen e Becky Bohrer/AP
Uma juíza federal dos Estados Unidos indeferiu neste domingo (1º) uma ação do governo do presidente Donald Trump que buscava impedir o Alasca de certificar a derrota do senador republicano Dan Sullivan nas eleições de meio de mandato da próxima terça-feira, caso os votos dados a um rival com o mesmo nome pudessem ter alterado o resultado .
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A decisão da juíza federal Sharon Gleason, em Anchorage, foi o mais recente revés nos esforços de Trump para ampliar o papel do governo federal nas eleições, que, segundo a Constituição dos EUA, são administradas pelos estados.
A disputa entre Sullivan e a ex-deputada federal democrata Mary Peltola pode ser decisiva para determinar se os republicanos, aliados de Trump, conseguirão manter o controle do Senado nas eleições de meio de mandato.
O governo Trump tem adotado uma postura cada vez mais agressiva na supervisão eleitoral, pressionando os estados a fornecer dados de registro de eleitores e argumentando que medidas mais rigorosas são necessárias para garantir a confiança do público no voto.
Críticos, entre eles autoridades eleitorais democratas e alguns republicanos, consideram essas medidas uma intromissão excessiva do governo federal.
Campanha procura nomes parecidos desde 2025
A estratégia para recrutar candidatos com nomes semelhantes ao do senador republicano teria começado em meados de 2025, segundo investigação publicada pelo New York Times na última quarta-feira (28).
De acordo com o jornal, integrantes da equipe de Mary Peltola receberam orientações para encontrar pessoas chamadas Dan Sullivan no Alasca e convencê-las a entrar na disputa pelo Senado.
A reportagem foi baseada em entrevistas, mensagens de texto e documentos preparados para uma possível ação judicial contra a campanha democrata.
A iniciativa teria envolvido integrantes da campanha de Peltola, advogados e funcionários do Comitê de Campanhas Democratas para o Senado (DSCC, na sigla em inglês), responsável pela estratégia do partido nas disputas pela Casa.
O grupo também teria considerado a criação de um novo partido político para atrair eleitores conservadores e fragmentar o apoio ao senador republicano.
A ex-gerente de campanha de Peltola, Elisa Rios, demitida em agosto, afirmou ao New York Times que a democrata tinha conhecimento da iniciativa.
O DSCC negou envolvimento e acusou os republicanos de também apoiarem candidaturas de adversários em outras disputas eleitorais.
A campanha de Peltola também negou participação na candidatura dos dois Sullivan.
Nas primárias realizadas em agosto, Peltola terminou em primeiro lugar, com 49,5% dos votos.
O senador Dan S.
Sullivan ficou em segundo, com 41,4%.
Já Daniel J.
Sullivan Jr. recebeu 2,5%, o equivalente a 4.107 votos.
Pelas regras eleitorais do Alasca, os quatro candidatos mais votados nas primárias avançam para a eleição geral.
Por isso, os dois Sullivan estão na cédula de votação para a mesma vaga no Senado.
O candidato Daniel J.
Sullivan Jr. é um professor aposentado que vive em uma pequena comunidade pesqueira do estado.
Em entrevistas a veículos americanos, ele negou que tenha entrado na disputa para confundir eleitores ou tirar votos do senador republicano.”
Encontrou um erro?VerdadeiroA ação buscava impedir a certificação de uma possível derrota do senador Dan Sullivan se votos para um candidato homônimo pudessem mudar o resultado.
Esquerda Centro DireitaFolha de S.Paulo, O Globo, Jovem Pan, Poder360, g1
Os três grupos descrevem o pedido como condicionado à derrota do senador e ao possível efeito dos votos no candidato de mesmo nome.
Ver fontes e trechos (5)
VerdadeiroNa disputa pelo Senado havia dois candidatos homônimos: o senador republicano Dan Sullivan e Daniel J. Sullivan, professor aposentado.
Esquerda Centro DireitaFolha de S.Paulo, O Globo, Jovem Pan, g1, CNN Brasil
Os veículos de esquerda, direita e centro identificam o senador e o candidato homônimo; os trechos também descrevem este último como professor aposentado.
Ver fontes e trechos (6)
VerdadeiroO governo pediu que cédulas para Daniel J. Sullivan fossem separadas e que se investigasse se os eleitores pretendiam votar no senador.
Esquerda Centro DireitaFolha de S.Paulo, Jovem Pan, Poder360, g1
Os veículos de esquerda, direita e centro relatam a proposta de separar as cédulas e investigar a intenção dos eleitores.
Ver fontes e trechos (4)
VerdadeiroA juíza questionou a viabilidade da separação e da investigação, inclusive quanto à preservação do sigilo do voto.
Esquerda Centro DireitaFolha de S.Paulo, Jovem Pan, Poder360
Os veículos de esquerda e direita relatam preocupações com a viabilidade e o sigilo; o Centro também registra questionamento sobre a viabilidade do pedido.
Ver fontes e trechos (3)