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Boulos critica cobrança por ajuste fiscal: “Chantagem do mercado” · Contraponto
Política · primeira publicação 30/10/2026, 12:18 · atualizado há 1 dia
Boulos critica cobrança por ajuste fiscal: “Chantagem do mercado”
O que aconteceu
Nas entrevistas, Boulos chamou de “chantagem” a pressão do mercado por ajuste fiscal e defendeu que cortes não atinjam políticas sociais, mas privilégios. As coberturas destacam diferentes propostas de economia; uma delas também aborda uma publicação anterior de Boulos no X e a reação do mercado financeiro.
Resumo gerado por IA; confira as fontes na checagem.
Imprensa internacional em português · não entra no cálculo esquerda/direita
Nenhum veículo internacional que acompanhamos (BBC News Brasil, DW Brasil, RFI Brasil, Euronews) publicou sobre isso ainda.
A checagem
O veredito
Esquerda e direita contam os mesmos fatos
2 fatos centrais foram confirmados por veículos de esquerda e direita, sem versões incompatíveis nos trechos lidos.
Com base em trechos de 4 reportagens e nas 4 manchetes da história.
O Esquerda apresenta uma entrevista ampla, com contexto político e propostas fiscais; o Centro resume a acusação e as frentes de corte. O Direita combina a entrevista com uma publicação anterior no X e destaca a repercussão entre investidores e no entorno de Lula. Os trechos não apresentam versões incompatíveis sobre o núcleo da fala.
Linguagem das manchetes
Leitura das 4 manchetes da história. Não entra no veredito.
A entrevista aborda a crítica à pressão do mercado, as propostas de cortes em privilégios, a dívida pública e temas políticos, como a eleição e o futuro da esquerda.
Centro
Resume a fala sobre “chantagem” e concentra-se nas três frentes de economia citadas por Boulos: desonerações, supersalários e emendas impositivas.
Direita
Além da entrevista e da comparação da dívida com outras economias, inclui uma publicação anterior no X e contextualiza a reação de investidores e do entorno de Lula.
Fatos checados
Verdadeiro
Boulos chamou de “chantagem” a pressão do mercado por ajuste fiscal e disse que contrapor essa pressão à vontade popular seria anular a democracia.
Boulos fala em chantagem do mercado sobre ajuste fiscal e defende corte em desoneração e supersalário
Trecho consultado na análise
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O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos ( PSOL ), diz ver uma chantagem do mercado no debate sobre ajuste fiscal no novo governo do presidente Lula ( PT ) e afirma que os cortes devem mirar privilégios, não o "lombo dos mais pobres".
A receita para economizar, segundo ele, inclui discutir temas como desonerações fiscais, supersalários e emendas parlamentares impositivas.
"Você não pode contrapor uma chantagem de mercado à vontade popular.
Isso é anular a democracia", diz o ministro em entrevista à Folha .
Do fim de 2022, antes do terceiro mandato de Lula, a julho de 2026, a dívida pública passou de 71,7% do PIB (Produto Interno Bruto) para 82,5%.
Sobre a sucessão de Lula, Boulos afirma que o momento não é o de discutir quem será a próxima grande liderança progressista, mas sim o de garantir um "mandato biográfico" para a quarta passagem do petista pelo Palácio do Planalto.
Apesar da virada histórica, Flávio Bolsonaro (PL) obteve quase 60 milhões de votos.
O que a esquerda ainda não compreendeu sobre o eleitor que vota no bolsonarismo?
O fenômeno de crescimento da extrema direita é no mundo inteiro, assim como a tendência ao quase desaparecimento do centro político.
[Mas] Destaco o fato de a gente ter conseguido uma margem de 4 milhões de votos , maior que a de Lula contra Jair Bolsonaro [em 2022].
E em uma eleição na qual, no primeiro turno, ficamos atrás.
Não há nada a se aprender com o fato de Flávio ter recebido tantos votos, mesmo sendo chamado de ‘o pior dos Bolsonaros’?
O Jair tinha recebido uma quantidade proporcionalmente maior e é uma figura tão nociva quanto.
E 24 horas depois de ter recebido 60 milhões de votos, Flávio fugiu como um rato.
Não teve coragem de enfrentar suas questões judiciais, mesmo se dizendo inocente.
Simplesmente fugiu.
Flávio recebeu ajuda para fugir .
O sr. vê risco de interferência externa ou até de novos episódios como o 8 de Janeiro?
Houve uma atuação confessa da Meta durante as eleições, com funcionários reconhecendo que prejudicaram Lula e favoreceram Flávio.
Não foi apenas uma diretriz empresarial, você teve [Donald] Trump defendendo e apoiando a candidatura de Flávio .
O Brasil tem que permanecer atento aos vários riscos de intervenção que marcam a política externa atual dos Estados Unidos.
Mais
No seu livro sobre o futuro da esquerda , o sr. diz que a vitória só foi possível em 2022 porque era o Lula disputando.
O mesmo se aplica a 2026?
O mesmo.
Lula é a maior liderança política que esse país produziu.
O eleitorado de esquerda é 30% da sociedade.
Para conseguir a maioria, precisa do complemento de um eleitorado popular, como o lulista.
Esse é um dos desafios do Lula 4: não ficar só na resistência à extrema direita.
Em 2022, ganhamos a eleição, mas não a narrativa.
Quem produziu a agenda política do país foi a extrema direita.
Nós temos a oportunidade de também ganhar a agenda e alimentar a renovação da esquerda até 2030.
Quem a esquerda tem de nome para o futuro?
Esse segundo turno foi um movimento cívico da sociedade brasileira, tivemos milhões de pessoas nas ruas como não se tinha desde as Diretas Já.
Ganhamos as eleições com as ruas e com as redes.
E o Lula 4, para ter sucesso, precisará de ambas.
E nomes?
Hoje esse exercício é inócuo, porque o debate para a sucessão do Lula vai depender dos próximos quatro anos.
Alguns citam o seu nome.
O sr. se vê como sucessor de Lula?
Alimentar essa discussão agora só serve à divisão interna na esquerda e no governo.
Ganhamos a eleição porque o povo quer manter as conquistas que teve e quer melhorias.
O próximo governo precisa responder a ambas.
Como conciliar a necessidade de cortar gastos com a de financiar as promessas de campanha?
Os governos Lula sempre tiveram equilíbrio fiscal.
A diferença é que a gente não aceita ajuste fiscal que corta no SUS (Sistema Único de Saúde) e na educação, o tesouraço que o Flávio propunha .
Esse programa foi derrotado nas urnas.
Você não pode contrapor uma chantagem de mercado à vontade popular.
Isso é anular a democracia.
O corte que queremos é em privilégios: temos quase R$ 600 bilhões por ano em desonerações fiscais.
O presidente falou durante toda a campanha em reforma judiciária, que envolve cortes dos supersalários, e reforma política também, que envolve repensar a emenda parlamentar impositiva.
Só aí tem R$ 61 bilhões.
Comparem a elevação da dívida do Brasil com a dos países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) nos últimos 15 anos.
A do Brasil está longe de ser a que mais cresceu.
A questão é a trajetória.
Não estou falando só que o Japão tem 200% e nós temos 80% [de dívida pública em relação ao PIB].
Pegue a trajetória de crescimento da dívida dos EUA, da maioria dos países europeus, do Japão, da China.
Eles também sofrem pressão por lá.
Mas algum desses países deixou de fazer um projeto de desenvolvimento nacional?
Pelo contrário.
E a receita que esse mercado quer impor para o Brasil é corte no povo.
Não foi essa agenda que ganhou eleição.
Para implementar essa agenda, será necessário negociar com o Congresso.
Isso não vai ser difícil?
O presidente fará negociação com essa composição do Congresso.
Agora, o próprio Lula deu a senha.
A governabilidade será com o Congresso, com o Judiciário, mas também terá um outro componente.
Precisaremos governar com as ruas e as redes .
Com as redes, para disputar a narrativa.
Com as ruas, porque sabemos que, quando o povo se manifesta, mesmo com um Congresso hostil a determinadas pautas populares, as coisas mudam.
Tem alguma estratégia concreta para transformar essa mobilização eleitoral em participação política?
Tivemos até aqui instrumentos de participação tradicionais: conselhos e conferências, que são importantes, mas precisamos pensar em instrumentos mais digitalizados como formas de consulta pública.
O sr. já sabe se continua no ministério?
A única pessoa que tem autoridade para falar sobre ministério é quem teve 65 milhões de votos.
Nós vamos conversar nos próximos dias para avaliar onde posso contribuir melhor.
Houve um racha interno no seu partido e muitos indicaram que pretendem sair.
É o seu caso?
Pretende sair do PSOL e migrar para o PT?
Não é segredo para ninguém a divergência com o que hoje é a maioria no PSOL.
Nosso grupo está fazendo uma discussão sobre os caminhos políticos a tomar, e essa discussão deve estar amadurecida nas próximas semanas.
O sr. pretende se candidatar à Prefeitura de São Paulo em 2028?
Meu foco está em ajudar Lula a fazer um mandato histórico.
Para além de um mandato de legado biográfico, por ser o último, pode ser um mandato histórico para o povo brasileiro.
É um ciclo que se encerra e que pode apontar os caminhos para os próximos 20 anos.
O sr. fala que a esquerda precisa ter o celular na mão e o pé no barro.
Nessa campanha, André Janones (Rede-MG) representou o celular na mão e o sr., o pé no barro?
Janones cumpriu um papel extraordinário.
A organização do "Exército do Lula" foi louvável, merece todo o nosso respeito.
Eu fui coordenador de mobilização, e a gente conseguiu estimular muitas manifestações ao redor do país.
Nesse segundo turno, a gente teve um processo de levante da sociedade além de qualquer liderança política, como não se via há muito tempo.
É formado em filosofia e mestre em psiquiatria pela USP (Universidade de São Paulo).
Foi coordenador do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) e candidato a presidente em 2018 e a prefeito de São Paulo em 2020 e 2024.
Eleito deputado federal em 2022 pelo PSOL, é ministro da Secretaria-Geral da Presidência.
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Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.”
Boulos diz ser “chantagem” pressão do mercado por ajuste fiscal
Trecho consultado na análise
“Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência, classificou como "chantagem do mercado" o debate sobre o ajuste fiscal do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
As declarações foram dadas em entrevista à Folha de S.Paulo publicada neste sábado (31.out.2026).
O ministro defendeu que eventuais cortes de gastos recaiam sobre privilégios, não sobre políticas voltadas à população mais pobre.
Também argumentou que ceder às pressões do mercado em detrimento da vontade popular equivale a comprometer a democracia. [shortcode-newsletter] "Você não pode contrapor uma chantagem de mercado à vontade popular.
Isso é anular a democracia", disse.
Para Boulos, qualquer pacote de economia deve priorizar 3 frentes: a revisão de desonerações fiscais, o enfrentamento de supersalários e mudanças nas emendas parlamentares impositivas.
O ministro sustentou que a prioridade precisa estar em cortar benefícios e distorções que pressionam o orçamento.
"O corte que queremos é em privilégios: temos quase R$ 600 bilhões por ano em desonerações fiscais", afirmou Boulos.”
Boulos critica cobrança por ajuste fiscal: “Chantagem do mercado”
Trecho consultado na análise
“O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), rejeitou a pressão por um ajuste fiscal no próximo governo Lula.
Em entrevista à Folha, ele classificou as cobranças do mercado por cortes de gastos como uma “chantagem”.
“Os governos Lula sempre tiveram equilíbrio fiscal.
A diferença é que a gente não aceita ajuste fiscal que corta no SUS e na educação, o tesouraço que o Flávio propunha.
Esse programa foi derrotado nas urnas.
Você não pode contrapor uma chantagem de mercado à vontade popular.
Isso é anular a democracia”, afirmou.
Questionado sobre o crescimento da dívida pública, que passou de 71,7% para 82,5% do PIB entre o fim de 2022 e julho de 2026, Boulos comparou a situação brasileira à de outras economias e disse que o endividamento também aumentou nos Estados Unidos, na Europa, no Japão e na China.
“Mas algum desses países deixou de fazer um projeto de desenvolvimento nacional?
Pelo contrário”, afirmou, ao contestar a pressão por medidas de contenção de gastos.
Promessas de Lula A dívida pública brasileira passou de 72% para 83% do PIB entre 2023 e 2026.
Apesar do aumento do endividamento e da pressão por controle dos gastos, Lula prometeu ampliar programas sociais em seu discurso da vitória.
Entre as medidas anunciadas estão a universalização do Pé-de-Meia, hoje voltado a estudantes de baixa renda, e a criação de uma versão universitária do programa.
A ampliação do benefício para todos os alunos do ensino médio poderia custar até R$ 24 bilhões por ano.
Já o Pé-de-Meia universitário teria impacto estimado em R$ 4,6 bilhões anuais.
Leia mais: A herança maldita de Lula”
Boulos fala em chantagem do mercado sobre ajuste fiscal e defende corte em desoneração e supersalário
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O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos ( PSOL ), diz ver uma chantagem do mercado no debate sobre ajuste fiscal no novo governo do presidente Lula ( PT ) e afirma que os cortes devem mirar privilégios, não o "lombo dos mais pobres".
A receita para economizar, segundo ele, inclui discutir temas como desonerações fiscais, supersalários e emendas parlamentares impositivas.
"Você não pode contrapor uma chantagem de mercado à vontade popular.
Isso é anular a democracia", diz o ministro em entrevista à Folha .
Do fim de 2022, antes do terceiro mandato de Lula, a julho de 2026, a dívida pública passou de 71,7% do PIB (Produto Interno Bruto) para 82,5%.
Sobre a sucessão de Lula, Boulos afirma que o momento não é o de discutir quem será a próxima grande liderança progressista, mas sim o de garantir um "mandato biográfico" para a quarta passagem do petista pelo Palácio do Planalto.
Apesar da virada histórica, Flávio Bolsonaro (PL) obteve quase 60 milhões de votos.
O que a esquerda ainda não compreendeu sobre o eleitor que vota no bolsonarismo?
O fenômeno de crescimento da extrema direita é no mundo inteiro, assim como a tendência ao quase desaparecimento do centro político.
[Mas] Destaco o fato de a gente ter conseguido uma margem de 4 milhões de votos , maior que a de Lula contra Jair Bolsonaro [em 2022].
E em uma eleição na qual, no primeiro turno, ficamos atrás.
Não há nada a se aprender com o fato de Flávio ter recebido tantos votos, mesmo sendo chamado de ‘o pior dos Bolsonaros’?
O Jair tinha recebido uma quantidade proporcionalmente maior e é uma figura tão nociva quanto.
E 24 horas depois de ter recebido 60 milhões de votos, Flávio fugiu como um rato.
Não teve coragem de enfrentar suas questões judiciais, mesmo se dizendo inocente.
Simplesmente fugiu.
Flávio recebeu ajuda para fugir .
O sr. vê risco de interferência externa ou até de novos episódios como o 8 de Janeiro?
Houve uma atuação confessa da Meta durante as eleições, com funcionários reconhecendo que prejudicaram Lula e favoreceram Flávio.
Não foi apenas uma diretriz empresarial, você teve [Donald] Trump defendendo e apoiando a candidatura de Flávio .
O Brasil tem que permanecer atento aos vários riscos de intervenção que marcam a política externa atual dos Estados Unidos.
Mais
No seu livro sobre o futuro da esquerda , o sr. diz que a vitória só foi possível em 2022 porque era o Lula disputando.
O mesmo se aplica a 2026?
O mesmo.
Lula é a maior liderança política que esse país produziu.
O eleitorado de esquerda é 30% da sociedade.
Para conseguir a maioria, precisa do complemento de um eleitorado popular, como o lulista.
Esse é um dos desafios do Lula 4: não ficar só na resistência à extrema direita.
Em 2022, ganhamos a eleição, mas não a narrativa.
Quem produziu a agenda política do país foi a extrema direita.
Nós temos a oportunidade de também ganhar a agenda e alimentar a renovação da esquerda até 2030.
Quem a esquerda tem de nome para o futuro?
Esse segundo turno foi um movimento cívico da sociedade brasileira, tivemos milhões de pessoas nas ruas como não se tinha desde as Diretas Já.
Ganhamos as eleições com as ruas e com as redes.
E o Lula 4, para ter sucesso, precisará de ambas.
E nomes?
Hoje esse exercício é inócuo, porque o debate para a sucessão do Lula vai depender dos próximos quatro anos.
Alguns citam o seu nome.
O sr. se vê como sucessor de Lula?
Alimentar essa discussão agora só serve à divisão interna na esquerda e no governo.
Ganhamos a eleição porque o povo quer manter as conquistas que teve e quer melhorias.
O próximo governo precisa responder a ambas.
Como conciliar a necessidade de cortar gastos com a de financiar as promessas de campanha?
Os governos Lula sempre tiveram equilíbrio fiscal.
A diferença é que a gente não aceita ajuste fiscal que corta no SUS (Sistema Único de Saúde) e na educação, o tesouraço que o Flávio propunha .
Esse programa foi derrotado nas urnas.
Você não pode contrapor uma chantagem de mercado à vontade popular.
Isso é anular a democracia.
O corte que queremos é em privilégios: temos quase R$ 600 bilhões por ano em desonerações fiscais.
O presidente falou durante toda a campanha em reforma judiciária, que envolve cortes dos supersalários, e reforma política também, que envolve repensar a emenda parlamentar impositiva.
Só aí tem R$ 61 bilhões.
Comparem a elevação da dívida do Brasil com a dos países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) nos últimos 15 anos.
A do Brasil está longe de ser a que mais cresceu.
A questão é a trajetória.
Não estou falando só que o Japão tem 200% e nós temos 80% [de dívida pública em relação ao PIB].
Pegue a trajetória de crescimento da dívida dos EUA, da maioria dos países europeus, do Japão, da China.
Eles também sofrem pressão por lá.
Mas algum desses países deixou de fazer um projeto de desenvolvimento nacional?
Pelo contrário.
E a receita que esse mercado quer impor para o Brasil é corte no povo.
Não foi essa agenda que ganhou eleição.
Para implementar essa agenda, será necessário negociar com o Congresso.
Isso não vai ser difícil?
O presidente fará negociação com essa composição do Congresso.
Agora, o próprio Lula deu a senha.
A governabilidade será com o Congresso, com o Judiciário, mas também terá um outro componente.
Precisaremos governar com as ruas e as redes .
Com as redes, para disputar a narrativa.
Com as ruas, porque sabemos que, quando o povo se manifesta, mesmo com um Congresso hostil a determinadas pautas populares, as coisas mudam.
Tem alguma estratégia concreta para transformar essa mobilização eleitoral em participação política?
Tivemos até aqui instrumentos de participação tradicionais: conselhos e conferências, que são importantes, mas precisamos pensar em instrumentos mais digitalizados como formas de consulta pública.
O sr. já sabe se continua no ministério?
A única pessoa que tem autoridade para falar sobre ministério é quem teve 65 milhões de votos.
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Houve um racha interno no seu partido e muitos indicaram que pretendem sair.
É o seu caso?
Pretende sair do PSOL e migrar para o PT?
Não é segredo para ninguém a divergência com o que hoje é a maioria no PSOL.
Nosso grupo está fazendo uma discussão sobre os caminhos políticos a tomar, e essa discussão deve estar amadurecida nas próximas semanas.
O sr. pretende se candidatar à Prefeitura de São Paulo em 2028?
Meu foco está em ajudar Lula a fazer um mandato histórico.
Para além de um mandato de legado biográfico, por ser o último, pode ser um mandato histórico para o povo brasileiro.
É um ciclo que se encerra e que pode apontar os caminhos para os próximos 20 anos.
O sr. fala que a esquerda precisa ter o celular na mão e o pé no barro.
Nessa campanha, André Janones (Rede-MG) representou o celular na mão e o sr., o pé no barro?
Janones cumpriu um papel extraordinário.
A organização do "Exército do Lula" foi louvável, merece todo o nosso respeito.
Eu fui coordenador de mobilização, e a gente conseguiu estimular muitas manifestações ao redor do país.
Nesse segundo turno, a gente teve um processo de levante da sociedade além de qualquer liderança política, como não se via há muito tempo.
É formado em filosofia e mestre em psiquiatria pela USP (Universidade de São Paulo).
Foi coordenador do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) e candidato a presidente em 2018 e a prefeito de São Paulo em 2020 e 2024.
Eleito deputado federal em 2022 pelo PSOL, é ministro da Secretaria-Geral da Presidência.
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Verdadeiro
Boulos afirmou que não aceita ajuste fiscal baseado em cortes no SUS e na educação e defendeu preservar políticas sociais.
Os três grupos que cobrem a entrevista relatam a defesa de cortes em privilégios, não em políticas voltadas à população; O Antagonista cita SUS e educação. Conexão Política também atribui a ele essa posição.
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A receita para economizar, segundo ele, inclui discutir temas como desonerações fiscais, supersalários e emendas parlamentares impositivas.
"Você não pode contrapor uma chantagem de mercado à vontade popular.
Isso é anular a democracia", diz o ministro em entrevista à Folha .
Do fim de 2022, antes do terceiro mandato de Lula, a julho de 2026, a dívida pública passou de 71,7% do PIB (Produto Interno Bruto) para 82,5%.
Sobre a sucessão de Lula, Boulos afirma que o momento não é o de discutir quem será a próxima grande liderança progressista, mas sim o de garantir um "mandato biográfico" para a quarta passagem do petista pelo Palácio do Planalto.
Apesar da virada histórica, Flávio Bolsonaro (PL) obteve quase 60 milhões de votos.
O que a esquerda ainda não compreendeu sobre o eleitor que vota no bolsonarismo?
O fenômeno de crescimento da extrema direita é no mundo inteiro, assim como a tendência ao quase desaparecimento do centro político.
[Mas] Destaco o fato de a gente ter conseguido uma margem de 4 milhões de votos , maior que a de Lula contra Jair Bolsonaro [em 2022].
E em uma eleição na qual, no primeiro turno, ficamos atrás.
Não há nada a se aprender com o fato de Flávio ter recebido tantos votos, mesmo sendo chamado de ‘o pior dos Bolsonaros’?
O Jair tinha recebido uma quantidade proporcionalmente maior e é uma figura tão nociva quanto.
E 24 horas depois de ter recebido 60 milhões de votos, Flávio fugiu como um rato.
Não teve coragem de enfrentar suas questões judiciais, mesmo se dizendo inocente.
Simplesmente fugiu.
Flávio recebeu ajuda para fugir .
O sr. vê risco de interferência externa ou até de novos episódios como o 8 de Janeiro?
Houve uma atuação confessa da Meta durante as eleições, com funcionários reconhecendo que prejudicaram Lula e favoreceram Flávio.
Não foi apenas uma diretriz empresarial, você teve [Donald] Trump defendendo e apoiando a candidatura de Flávio .
O Brasil tem que permanecer atento aos vários riscos de intervenção que marcam a política externa atual dos Estados Unidos.
Mais
No seu livro sobre o futuro da esquerda , o sr. diz que a vitória só foi possível em 2022 porque era o Lula disputando.
O mesmo se aplica a 2026?
O mesmo.
Lula é a maior liderança política que esse país produziu.
O eleitorado de esquerda é 30% da sociedade.
Para conseguir a maioria, precisa do complemento de um eleitorado popular, como o lulista.
Esse é um dos desafios do Lula 4: não ficar só na resistência à extrema direita.
Em 2022, ganhamos a eleição, mas não a narrativa.
Quem produziu a agenda política do país foi a extrema direita.
Nós temos a oportunidade de também ganhar a agenda e alimentar a renovação da esquerda até 2030.
Quem a esquerda tem de nome para o futuro?
Esse segundo turno foi um movimento cívico da sociedade brasileira, tivemos milhões de pessoas nas ruas como não se tinha desde as Diretas Já.
Ganhamos as eleições com as ruas e com as redes.
E o Lula 4, para ter sucesso, precisará de ambas.
E nomes?
Hoje esse exercício é inócuo, porque o debate para a sucessão do Lula vai depender dos próximos quatro anos.
Alguns citam o seu nome.
O sr. se vê como sucessor de Lula?
Alimentar essa discussão agora só serve à divisão interna na esquerda e no governo.
Ganhamos a eleição porque o povo quer manter as conquistas que teve e quer melhorias.
O próximo governo precisa responder a ambas.
Como conciliar a necessidade de cortar gastos com a de financiar as promessas de campanha?
Os governos Lula sempre tiveram equilíbrio fiscal.
A diferença é que a gente não aceita ajuste fiscal que corta no SUS (Sistema Único de Saúde) e na educação, o tesouraço que o Flávio propunha .
Esse programa foi derrotado nas urnas.
Você não pode contrapor uma chantagem de mercado à vontade popular.
Isso é anular a democracia.
O corte que queremos é em privilégios: temos quase R$ 600 bilhões por ano em desonerações fiscais.
O presidente falou durante toda a campanha em reforma judiciária, que envolve cortes dos supersalários, e reforma política também, que envolve repensar a emenda parlamentar impositiva.
Só aí tem R$ 61 bilhões.
Comparem a elevação da dívida do Brasil com a dos países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) nos últimos 15 anos.
A do Brasil está longe de ser a que mais cresceu.
A questão é a trajetória.
Não estou falando só que o Japão tem 200% e nós temos 80% [de dívida pública em relação ao PIB].
Pegue a trajetória de crescimento da dívida dos EUA, da maioria dos países europeus, do Japão, da China.
Eles também sofrem pressão por lá.
Mas algum desses países deixou de fazer um projeto de desenvolvimento nacional?
Pelo contrário.
E a receita que esse mercado quer impor para o Brasil é corte no povo.
Não foi essa agenda que ganhou eleição.
Para implementar essa agenda, será necessário negociar com o Congresso.
Isso não vai ser difícil?
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A governabilidade será com o Congresso, com o Judiciário, mas também terá um outro componente.
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Com as redes, para disputar a narrativa.
Com as ruas, porque sabemos que, quando o povo se manifesta, mesmo com um Congresso hostil a determinadas pautas populares, as coisas mudam.
Tem alguma estratégia concreta para transformar essa mobilização eleitoral em participação política?
Tivemos até aqui instrumentos de participação tradicionais: conselhos e conferências, que são importantes, mas precisamos pensar em instrumentos mais digitalizados como formas de consulta pública.
O sr. já sabe se continua no ministério?
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Para além de um mandato de legado biográfico, por ser o último, pode ser um mandato histórico para o povo brasileiro.
É um ciclo que se encerra e que pode apontar os caminhos para os próximos 20 anos.
O sr. fala que a esquerda precisa ter o celular na mão e o pé no barro.
Nessa campanha, André Janones (Rede-MG) representou o celular na mão e o sr., o pé no barro?
Janones cumpriu um papel extraordinário.
A organização do "Exército do Lula" foi louvável, merece todo o nosso respeito.
Eu fui coordenador de mobilização, e a gente conseguiu estimular muitas manifestações ao redor do país.
Nesse segundo turno, a gente teve um processo de levante da sociedade além de qualquer liderança política, como não se via há muito tempo.
É formado em filosofia e mestre em psiquiatria pela USP (Universidade de São Paulo).
Foi coordenador do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) e candidato a presidente em 2018 e a prefeito de São Paulo em 2020 e 2024.
Eleito deputado federal em 2022 pelo PSOL, é ministro da Secretaria-Geral da Presidência.
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Não verificável
Em publicação no X na quinta-feira (29), Boulos disse que defensores de cortes em políticas sociais não compreenderam o resultado eleitoral.
Fala de Boulos surpreende entorno de Lula e causa ‘terremoto’ no mercado financeiro
Trecho consultado na análise
“A fala do ministro se soma às incertezas de investidores sobre a política fiscal do novo mandato de Luiz Inácio.
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou nesta quinta-feira (29) que os defensores de um ajuste fiscal baseado em cortes de políticas sociais não compreenderam o resultado da eleição presidencial.
Em publicação no X/Twitter, ele sustentou que a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é uma rejeição à proposta de redução de despesas defendida pela candidatura de Flávio Bolsonaro (PL).
Boulos escreveu que quem propõe esse caminho “não entendeu nada do que foi essa eleição”.
O ministro também afirmou que a orientação econômica do próximo mandato deverá seguir o programa vencedor nas urnas.
Na manifestação, chamou Flávio de candidato ligado à Faria Lima e criticou sua ida aos Estados Unidos após a derrota.
A referência ao chamado “tesouraço” remete à proposta discutida pela equipe econômica de Flávio durante a campanha, que previa reduzir entre R$ 150 bilhões e R$ 200 bilhões anuais em despesas primárias a partir de 2027.
Para Boulos, a vitória de Lula e a mobilização de seus apoiadores retiraram respaldo político dessa agenda.
Essa é a interpretação do ministro sobre o resultado eleitoral, apontada pelo TSE como ‘virada histórica’.
Na véspera, em entrevista ao programa 3 em 1, da Jovem Pan, Boulos já havia defendido o equilíbrio das contas públicas com preservação de direitos e serviços essenciais.
Entre as alternativas mencionadas, citou a revisão de benefícios fiscais e a redução de despesas com emendas parlamentares.
Sua posição, portanto, admite medidas de ajuste, mas rejeita que elas sejam concentradas nas políticas sociais.
Segundo a Folha de S.Paulo, Fazenda e Planejamento avaliam mudanças pontuais e estruturais, diante da necessidade de acomodar compromissos de campanha no Orçamento.
Lula ainda não definiu o alcance das propostas, e há resistência a alterações que afetem direitos sociais ou o salário mínimo.
A ex-ministra do Planejamento Simone Tebet também defendeu contenção de despesas sem redução de benefícios sociais.
Em entrevista à CNN Brasil, na quarta-feira (28), apontou as renúncias fiscais como uma das frentes de revisão e propôs aproveitar o fim da atual legislatura para discutir uma proposta de emenda à Constituição sobre gastos.
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Entre em contato”
Boulos diz ser “chantagem” pressão do mercado por ajuste fiscal
Trecho consultado na análise
“Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência, classificou como "chantagem do mercado" o debate sobre o ajuste fiscal do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
As declarações foram dadas em entrevista à Folha de S.Paulo publicada neste sábado (31.out.2026).
O ministro defendeu que eventuais cortes de gastos recaiam sobre privilégios, não sobre políticas voltadas à população mais pobre.
Também argumentou que ceder às pressões do mercado em detrimento da vontade popular equivale a comprometer a democracia. [shortcode-newsletter] "Você não pode contrapor uma chantagem de mercado à vontade popular.
Isso é anular a democracia", disse.
Para Boulos, qualquer pacote de economia deve priorizar 3 frentes: a revisão de desonerações fiscais, o enfrentamento de supersalários e mudanças nas emendas parlamentares impositivas.
O ministro sustentou que a prioridade precisa estar em cortar benefícios e distorções que pressionam o orçamento.
"O corte que queremos é em privilégios: temos quase R$ 600 bilhões por ano em desonerações fiscais", afirmou Boulos.”
Boulos diz ser “chantagem” pressão do mercado por ajuste fiscal
Trecho consultado na análise
“Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência, classificou como "chantagem do mercado" o debate sobre o ajuste fiscal do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
As declarações foram dadas em entrevista à Folha de S.Paulo publicada neste sábado (31.out.2026).
O ministro defendeu que eventuais cortes de gastos recaiam sobre privilégios, não sobre políticas voltadas à população mais pobre.
Também argumentou que ceder às pressões do mercado em detrimento da vontade popular equivale a comprometer a democracia. [shortcode-newsletter] "Você não pode contrapor uma chantagem de mercado à vontade popular.
Isso é anular a democracia", disse.
Para Boulos, qualquer pacote de economia deve priorizar 3 frentes: a revisão de desonerações fiscais, o enfrentamento de supersalários e mudanças nas emendas parlamentares impositivas.
O ministro sustentou que a prioridade precisa estar em cortar benefícios e distorções que pressionam o orçamento.
"O corte que queremos é em privilégios: temos quase R$ 600 bilhões por ano em desonerações fiscais", afirmou Boulos.”
Boulos critica cobrança por ajuste fiscal: “Chantagem do mercado”
Trecho consultado na análise
“O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), rejeitou a pressão por um ajuste fiscal no próximo governo Lula.
Em entrevista à Folha, ele classificou as cobranças do mercado por cortes de gastos como uma “chantagem”.
“Os governos Lula sempre tiveram equilíbrio fiscal.
A diferença é que a gente não aceita ajuste fiscal que corta no SUS e na educação, o tesouraço que o Flávio propunha.
Esse programa foi derrotado nas urnas.
Você não pode contrapor uma chantagem de mercado à vontade popular.
Isso é anular a democracia”, afirmou.
Questionado sobre o crescimento da dívida pública, que passou de 71,7% para 82,5% do PIB entre o fim de 2022 e julho de 2026, Boulos comparou a situação brasileira à de outras economias e disse que o endividamento também aumentou nos Estados Unidos, na Europa, no Japão e na China.
“Mas algum desses países deixou de fazer um projeto de desenvolvimento nacional?
Pelo contrário”, afirmou, ao contestar a pressão por medidas de contenção de gastos.
Promessas de Lula A dívida pública brasileira passou de 72% para 83% do PIB entre 2023 e 2026.
Apesar do aumento do endividamento e da pressão por controle dos gastos, Lula prometeu ampliar programas sociais em seu discurso da vitória.
Entre as medidas anunciadas estão a universalização do Pé-de-Meia, hoje voltado a estudantes de baixa renda, e a criação de uma versão universitária do programa.
A ampliação do benefício para todos os alunos do ensino médio poderia custar até R$ 24 bilhões por ano.
Já o Pé-de-Meia universitário teria impacto estimado em R$ 4,6 bilhões anuais.
Leia mais: A herança maldita de Lula”
Fala de Boulos surpreende entorno de Lula e causa ‘terremoto’ no mercado financeiro
Trecho consultado na análise
“A fala do ministro se soma às incertezas de investidores sobre a política fiscal do novo mandato de Luiz Inácio.
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou nesta quinta-feira (29) que os defensores de um ajuste fiscal baseado em cortes de políticas sociais não compreenderam o resultado da eleição presidencial.
Em publicação no X/Twitter, ele sustentou que a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é uma rejeição à proposta de redução de despesas defendida pela candidatura de Flávio Bolsonaro (PL).
Boulos escreveu que quem propõe esse caminho “não entendeu nada do que foi essa eleição”.
O ministro também afirmou que a orientação econômica do próximo mandato deverá seguir o programa vencedor nas urnas.
Na manifestação, chamou Flávio de candidato ligado à Faria Lima e criticou sua ida aos Estados Unidos após a derrota.
A referência ao chamado “tesouraço” remete à proposta discutida pela equipe econômica de Flávio durante a campanha, que previa reduzir entre R$ 150 bilhões e R$ 200 bilhões anuais em despesas primárias a partir de 2027.
Para Boulos, a vitória de Lula e a mobilização de seus apoiadores retiraram respaldo político dessa agenda.
Essa é a interpretação do ministro sobre o resultado eleitoral, apontada pelo TSE como ‘virada histórica’.
Na véspera, em entrevista ao programa 3 em 1, da Jovem Pan, Boulos já havia defendido o equilíbrio das contas públicas com preservação de direitos e serviços essenciais.
Entre as alternativas mencionadas, citou a revisão de benefícios fiscais e a redução de despesas com emendas parlamentares.
Sua posição, portanto, admite medidas de ajuste, mas rejeita que elas sejam concentradas nas políticas sociais.
Segundo a Folha de S.Paulo, Fazenda e Planejamento avaliam mudanças pontuais e estruturais, diante da necessidade de acomodar compromissos de campanha no Orçamento.
Lula ainda não definiu o alcance das propostas, e há resistência a alterações que afetem direitos sociais ou o salário mínimo.
A ex-ministra do Planejamento Simone Tebet também defendeu contenção de despesas sem redução de benefícios sociais.
Em entrevista à CNN Brasil, na quarta-feira (28), apontou as renúncias fiscais como uma das frentes de revisão e propôs aproveitar o fim da atual legislatura para discutir uma proposta de emenda à Constituição sobre gastos.
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