VerdadeiroPike sobreviveu à tentativa de execução por injeção letal em 30 de setembro, após receber duas doses de pentobarbital, e foi levada ao hospital.
Esquerda Centro DireitaICL Notícias, O Antagonista, Metrópoles, Jovem Pan, CNN Brasil, g1
Os relatos dos três grupos e a imprensa internacional confirmam a data, as duas doses, a sobrevivência e a hospitalização.
Ver fontes e trechos (7)
- ICL Notícias · Reportagem
Mulher que sobreviveu à execução nos EUA relata dores constantes após injeção letal
Trecho consultado na análise
“Christa Pike , única mulher no corredor da morte do Tennessee, nos Estados Unidos, afirma sofrer dores físicas e emocionais constantes após sobreviver a uma tentativa de execução por injeção letal.
Um mês depois do procedimento, realizado em 30 de setembro, ela relata dificuldades para falar, confusão mental e dores nos braços, nas mãos e na garganta.
Segundo informações divulgadas pela NBC News, Pike recebeu duas doses de pentobarbital, medicamento utilizado em execuções nos Estados Unidos.
O procedimento não provocou sua morte, e ela precisou ser encaminhada a um hospital, onde permaneceu ligada a um ventilador mecânico antes de recuperar a consciência, dias depois.
Em declaração divulgada por seus advogados, a condenada afirmou que não passou um único momento sem sentir dor desde a tentativa de execução.
Ela também descreveu sofrimento psicológico relacionado ao episódio.
O caso reacendeu o debate sobre a pena de morte nos Estados Unidos, especialmente sobre os riscos de procedimentos que podem provocar sofrimento prolongado aos condenados.
A defesa de Pike afirma que seus braços ficaram inchados e machucados após repetidas tentativas de inserir acessos intravenosos durante a execução.
Especialistas médicos consultados no caso levantaram a possibilidade de que as agulhas tenham sido posicionadas incorretamente ou de que parte do medicamento tenha vazado para os tecidos, em vez de alcançar diretamente a corrente sanguínea.
O Departamento de Correção do Tennessee , entretanto, afirmou que seguiu o protocolo de execução aprovado pelas autoridades estaduais e defendeu a eficácia do medicamento utilizado.
Os advogados contestam as condições do procedimento e acompanham a investigação para esclarecer o que provocou a falha.
Após o episódio, o governador republicano Bill Lee determinou uma revisão independente do procedimento e suspendeu as execuções no Tennessee até o fim de 2026.
O governo estadual também anunciou a saída do comissário de Correção, Frank Strada, no fim de outubro.
Apesar da suspensão, Lee não descartou uma nova tentativa de executar Pike.
Na quarta-feira (28), afirmou que a sentença deve permanecer válida, a menos que a Justiça determine o contrário.
Um juiz ordenou que o estado preserve provas relacionadas ao procedimento, incluindo seringas, medicamentos, acessos intravenosos e registros da equipe responsável.
A medida busca garantir que os elementos necessários à investigação não sejam descartados.
Caso o Tennessee decida retomar a execução, a defesa prevê uma disputa judicial prolongada.
Pike foi condenada à morte pelo assassinato de Colleen Slemmer, de 19 anos, ocorrido em 1995, em Knoxville, no Tennessee.
Segundo a investigação, Pike, que tinha 18 anos na época, participou do crime ao lado de outras duas pessoas.
A vítima era sua colega em um programa de formação profissional.
A condenada não nega sua participação no assassinato.
Seus advogados, porém, sustentam que o júri não recebeu informações suficientes sobre os abusos e a negligência que ela teria sofrido durante a infância, circunstâncias que poderiam ter influenciado a decisão sobre a pena.
A mãe da vítima, May Martinez, defende a manutenção da sentença de morte.
Pike, por sua vez, afirmou que continua pensando no sofrimento da família de Slemmer.
O caso coloca novamente em discussão os limites da aplicação da pena capital nos Estados Unidos.
Além da controvérsia sobre a possibilidade de uma segunda tentativa de execução, a investigação deverá esclarecer por que um procedimento destinado a provocar a morte resultou em sobrevivência acompanhada de sofrimento físico prolongado.”
- O Antagonista · Reportagem
“Não sei por que sobrevivi”, diz sobrevivente de execução nos EUA
Trecho consultado na análise
“A americana Christa Pike, 50, que sobreviveu a uma tentativa de execução por injeção letal em 30 de setembro, no Tennessee, atribuiu o fracasso do procedimento à incompetência dos responsáveis e disse sentir dor sem interrupção.
Em nota divulgada por seus advogados nesta sexta-feira, 30, um mês depois, ela também relatou dificuldade para falar e danos emocionais.
É a primeira manifestação pública de Pike desde a noite da execução: “Estou profundamente magoada pela incompetência que colocou tantas pessoas nessa situação terrível”, declarou.
Segundo ela, a dor é constante: “Não houve um único momento desde aquela noite em que eu não estivesse sentindo dor.
Meu corpo dói.
Meus braços doem.
Minhas mãos doem.
Minha garganta dói”, afirmou.
Pike disse que não planejava viver depois da data marcada e que havia aceitado a morte.
Dias após o procedimento, acordou num hospital sem entender o que ocorrera.
A noite de 30 de setembro A execução começou por volta das 19h30, no horário local.
Cerca de cinco minutos depois, Pike levantou a cabeça e disse que o braço “parece que vai explodir”.
Durante boa parte do tempo, foi ouvida arfando, chorando e gemendo.
Em determinado momento, pareceu perder a consciência, mas continuou a respirar de modo audível até que os jornalistas deixassem a sala de observação, às 20h53.
Uma ambulância chegou à prisão às 21h14.
Pike foi levada ao hospital em estado crítico, depois de receber duas doses de pentobarbital, medicamento em geral letal.
O Death Penalty Information Center, organização que reúne dados sobre a pena capital nos EUA, afirma que Pike é a primeira condenada a sobreviver a doses letais usadas em execuções.
Ela seria a primeira mulher executada no Tennessee em mais de 200 anos.
Investigação e pedido da defesa As circunstâncias da falha são investigadas.
Os advogados de Pike afirmam que ela teve queimaduras e bolhas nos braços.
Especialistas avaliam se houve problema na linha intravenosa, o que teria impedido o medicamento de chegar de forma adequada à corrente sanguínea.
O governador Bill Lee suspendeu as execuções no estado até a conclusão de uma investigação independente.
A defesa pede que a pena de Pike seja convertida em prisão perpétua.
Condenada aos 18 anos pelo assassinato da colega de classe Colleen Slemmer, em 1995, Pike tornou-se uma das mulheres mais jovens dos EUA no corredor da morte.
Opositores da pena capital afirmam que o caso expôs a brutalidade das execuções e a dificuldade de realizá-las por injeção letal sem violar a proibição constitucional de punições cruéis e incomuns.
Sobre o futuro, a detenta disse: “Não sei por que sobrevivi naquela noite.
Não sei o que acontece a seguir.
Alguns dias é mais difícil encontrar esperança do que em outros.
Por enquanto, estou tentando me recuperar, um dia de cada vez”.”
- Metrópoles · Reportagem
Detenta que sobreviveu à injeção letal nos EUA diz estar com "dor na alma"
Trecho consultado na análise
“A norte-americana Christa Pike, de 50 anos, condenada à morte pelo assassinato de uma colega em 1995, quebrou o silêncio nesta sexta-feira (30/10), um mês após sobreviver a uma tentativa de execução por injeção letal no Tennessee, nos Estados Unidos.
Em declaração divulgada pelos advogados, ela afirmou que vive com dores constantes desde aquela noite.Pike seria a primeira mulher executada no Tennessee em mais de 200 anos.
Ela entrou na câmara de execução da prisão de Riverbend, em Nashville, no dia 30 de setembro, preparada para morrer.
Segundo o relato, recebeu duas doses de pentobarbital, o fármaco usado no protocolo do estado, mas não morreu.De acordo com a defesa e testemunhas, a equipe levou mais de uma hora para conseguir acesso venoso, usando cerca de 10 agulhas.
Os advogados afirmam que o medicamento pode ter vazado para o tecido do braço, em vez de cair na corrente sanguínea, causando inchaço, queimaduras e bolhas.3 imagensFechar modal.1 de 3Christa Pike, condenada à pena de morte nos EUATDOC/Reprodução2 de 3Christa Pike em julgamentoReprodução/Redes sociais3 de 3Christa Pike sobreviveu a duas doses da injeção letal em uma tentativa de execucação nos EUAReprodução/YouTubeApós uma hora de espera, o procedimento foi interrompido e ela foi levada em estado crítico para um hospital, onde ficou inconsciente por dias, em ventilação mecânica.
Acordou apenas em 6 de outubro, confusa e com dificuldade para falar.“
Não houve um único momento, desde aquela noite, em que eu não tenha sentido dor.
Meu corpo dói.
Meus braços doem.
Minhas mãos doem.
Minha garganta dói.
Ainda tenho dificuldade para falar.
E a dor não é apenas física; há dor em minha mente e em minha alma”, disse.Christa contou que havia feito as pazes com a própria morte e que não havia imaginado uma vida para além da data marcada.
Ela disse estar grata pelo apoio que tem recebido e que ainda tenta se recuperar, um dia de cada vez.“
Sinto-me profundamente ferida pela incompetência que colocou tantas pessoas nesta situação terrível.
Continuo pensando na família da minha vítima e na dor e na perda terríveis que eles tiveram de suportar”, afirmou.
“Não sei por que sobrevivi àquela noite.
Não sei o que virá a seguir.”
Leia também MundoChrista Pike fica em pé e caminha oito dias após injeções letais nos EUA MundoChrista Pike acorda “com raiva e confusa” após execução fracassada nos EUA MundoChrista Pike segue inconsciente após sobreviver a injeção letal nos EUA MundoChrista Pike: chefe do sistema prisional renuncia após falha em execução Execuções suspensas pelo governoO caso é inédito nos EUA.
Segundo o Death Penalty Information Center, ela é a única pessoa a sobreviver após receber as substâncias químicas letais em uma execução.A falha provocou forte repercussão e debate sobre os protocolos de segurança das prisões norte-americanas.
O governador do Tennessee, Bill Lee, suspendeu todas as execuções previstas para este ano, determinou uma investigação independente sobre o que deu errado e viu o chefe do sistema prisional do estado, Frank Strada, pedir demissão.Pike, que tinha 18 anos na época do crime contra Colleen Slemmer, de 19 anos, ficou uma semana internada.
Desde 10 de outubro, está de volta ao Centro de Reabilitação Debra K.
Johnson, em Nashville, onde cumpre pena há mais de 30 anos, ainda em tratamento na enfermaria.Ainda não há definição se o estado tentará executá-la novamente.
A defesa pede que a pena seja convertida em prisão perpétua, alegando que ela já sofreu punição maior que qualquer outra pessoa na história da pena de morte americana.”
- Jovem Pan · Reportagem
‘Não sei por que sobrevivi’, diz mulher que resistiu à injeção letal nos EUA
Trecho consultado na análise
“Estadão Conteúdo
Christa Pike afirmou que sente dores constantes desde que sobreviveu a uma injeção letal no Tennessee , no mês passado, mas disse estar grata pelo amor e apoio que tem recebido.
Na sexta-feira (30), Pike divulgou sua primeira declaração pública por meio de seus advogados .
Ela relatou que entrou na câmara de execução preparada para morrer em paz, mas acordou sozinha e confusa em uma cama de hospital.
“Não houve um momento, desde aquela noite, em que eu não tenha sentido dor.
Meu corpo dói.
Meus braços doem.
Minhas mãos doem.
Minha garganta dói.
Ainda tenho dificuldade para falar.
E a dor não é apenas física; há dor em minha mente e em minha alma”, disse Pike.
Pike, de 50 anos, afirmou que nunca havia imaginado uma vida além da data prevista para sua execução .
“Sinto-me profundamente ferida pela incompetência que colocou tantas pessoas nesta situação terrível.
Continuo pensando na família da minha vítima e na dor e na perda terríveis que eles tiveram de suportar “, declarou Pike.
Pike sobreviveu a duas doses de pentobarbital durante a tentativa de execução realizada pelo estado em 30 de setembro, referente ao assassinato – por esfaqueamento – de sua colega Colleen Slemmer, em 1995.
E tinha 18 anos quando, junto com seu namorado, torturou e matou Slemmer, tornando-se uma das mulheres mais jovens a ser condenada à morte .
Ela expressou gratidão aos profissionais de saúde que salvaram sua vida e às pessoas que lhe demonstraram bondade.
“Não sei por que sobrevivi àquela noite.
Não sei o que virá a seguir.
Em alguns dias, é mais difícil encontrar esperança do que em outros.
Por enquanto, estou tentando me recuperar, um dia de cada vez.
E me apego ao amor e à bondade de tantas pessoas que me lembraram de que não estou sozinha”, disse ela.
Os advogados de Pike solicitaram ao governador do Tennessee, Bill Lee, que a pena de Pike seja comutada para prisão perpétu a.
“Suponho que a sentença dela permanecerá a mesma, a menos que os tribunais decidam de outra forma”.
Lee solicitou uma investigação sobre o que ocorreu durante a execução malsucedida e adiou a outra execução por injeção letal prevista para este ano no estado.
A declaração de sexta-feira foi ditada por ela à sua equipe jurídica , a partir da enfermaria da unidade prisional onde se encontra.
Pike foi hospitalizada logo após a execução malsucedida e, posteriormente, levada de volta ao presídio, no Centro de Reabilitação Debra K.
Johnson.
O Departamento de Correção do Tennessee não informou o que deu errado na tentativa de execução .
O governador Bill Lee suspendeu novas execuções enquanto o caso é analisado.
Não está claro se o Estado tentará executar Christa novamente .
Especialistas médicos levantaram hipóteses para explicar a sobrevivência de Christa, incluindo possíveis problemas na qualidade dos medicamentos e no posicionamento das linhas intravenosas, que poderiam ter levado ao acúmulo da substância nos tecidos.
Antes da tentativa de execução, os advogados de Christa informaram aos tribunais e às autoridades penitenciárias que ela tinha uma doença sanguínea que poderia provocar a formação de coágulos nos locais em que as agulhas fossem inseridas.”
- CNN Brasil · Reportagem
Sobrevivente da injeção letal nos EUA quebra silêncio: “Dor na alma”
Trecho consultado na análise
“Christa Pike, que sobreviveu a uma tentativa de execução por injeção letal no Tennessee, Estados Unidos, há um mês, falou publicamente pela primeira vez, afirmando que está em recuperação, “mas estar em processo de cura não é o mesmo que estar bem”.
“Não houve um único momento, desde aquela noite, em que eu não tenha sentido dor.
Meu corpo dói.
Meus braços doem.
Minhas mãos doem.
Minha garganta dói.
Ainda tenho dificuldade para falar”, revelou Pike em uma declaração por escrito que, segundo seus advogados, foi ditada por ela.
“E a dor não é apenas física.
Há dor em minha mente e em minha alma", adicionou.
Pike, de 50 anos, foi hospitalizada após sobreviver a duas doses de pentobarbital durante uma tentativa de execução pelo estado, ocorrida em 30 de setembro.
Ela foi condenada pelo assassinato de uma colega de classe, Colleen Slemmer, em 1995 — crime cometido por meio de espancamento e golpes de faca.
Logo após o procedimento malsucedido, Pike precisou ser socorrida, e seus advogados chegaram a acreditar que ela não sobreviveria.
No entanto, ela recuperou a consciência e, posteriormente, passou a conseguir falar e caminhar com auxílio.
Pike disse que estava “preparada para morrer”, mas, em vez disso, “acordou sozinha em um hospital, confusa e sentindo dor”, segundo o relato.
Este é o primeiro comentário público atribuído a Pike desde a execução que falhou.
Ela é a única pessoa a ter sobrevivido, até hoje, à injeção de substâncias químicas letais em uma execução, segundo o Centro de Informações sobre a Pena de Morte.
Pike retornou à prisão no início deste mês, após uma internação de 10 dias, e tem continuado a receber assistência médica, segundo seus advogados.
“Desde aquela noite, tenho permanecido, em grande parte, isolada na ala médica da prisão, longe de outras pessoas e das conexões humanas que significam tanto para mim”, afirmou ela em um comunicado.
“Esse isolamento traz um tipo próprio de dor.
Passei 28 anos em confinamento solitário, e grande parte do que vivencio hoje é uma repetição dessa condição", adicionou.
Agora, Pike está envolvida no que provavelmente será uma longa batalha jurídica para impedir uma segunda tentativa de execução.
Em janeiro, seus advogados apresentaram uma petição buscando adiar a execução, argumentando que o novo protocolo de injeção letal do estado não foi testado e que é “certo, ou muito provável, que resulte em dor e sofrimento desnecessários e acrescidos, além de terror e humilhação”.
“O novo protocolo não prevê quaisquer medidas de salvamento — o que viola os direitos da requerente, garantidos pelas Constituições dos Estados Unidos e do Tennessee — caso a execução falhe”, alertou a equipe jurídica de Pike na ocasião.
Os advogados dela solicitaram a um juiz a alteração da petição inicial para incluir os fatos ocorridos com ela no dia 30 de setembro.
Na quinta-feira (29), o tribunal determinou que Pike tem até o final de janeiro para apresentar uma nova petição, concedendo-lhe um prazo adicional em razão de seu atual estado de saúde.
Estado investiga como execução falhou Logo após a falha na execução, o governador do Tennessee, o republicano Bill Lee, determinou a abertura de uma investigação sobre o que ocorreu e adiou, por tempo indeterminado, outra execução que estava prevista para este ano.
O fato de a execução de Pike não ter sido realizada também gerou críticas da família de Slemmer, que afirmou que a atenção voltada para a condição de Pike acabou desviando o foco da vítima.
“Acho que o Estado me deve um grande pedido de desculpas”, disse May Martinez, mãe de Slemmer, à WTLV, emissora afiliada à CNN, neste mês.
Lee não está inclinado a comutar a pena de Pike nem a descartar a pena de morte, afirmou ele a repórteres esta semana em Nashville.
“Ela continua encarcerada nos termos das leis do Estado do Tennessee.
Suponho que a pena dela permanecerá a mesma, a menos que os tribunais decidam de outra forma”, disse Lee, segundo a WSMV, emissora afiliada à CNN.
*Avni Trivedi, da CNN, contribuiu para esta reportagem https://stories.cnnbrasil.com.br/internacional/fuzilamento-ao-vivo-christa-pike-entenda-como-e-pena-de-morte-nos-eua/”
- g1 · Reportagem
Mulher que sobreviveu a injeção letal nos EUA diz ter acordado 'confusa e com dor'
Trecho consultado na análise
“Christa Pike está com raiva e confusa após sobreviver à execução, diz advogado Christa Pike, a mulher que sobreviveu a uma injeção letal nos Estados Unidos após ser condenada à morte, afirmou que despertou confusa e que sente dores constantes desde que sobreviveu à tentativa de execução.
Pike fez a primeira declaração pública desde a tentativa fracassada nesta sexta-feira (30), por meio de seus advogados.
➡️ Condenada pelo assassinato de uma colega no estado do Tennessee, ela seria executada no mês passado.
Ela recebeu duas doses de um medicamento programado para ser letal, mas sobreviveu, em uma falha sem precedentes que fez o Tennessee suspender execuções.
A mulher passou uma semana internada e voltou à prisão.
Na declaração, Pike disse também estar grata pelo amor e apoio que tem recebido.
Ela relatou que entrou na câmara de execução preparada para morrer em paz, mas acordou sozinha e confusa em uma cama de hospital.
“Não houve um único momento, desde aquela noite, em que eu não ten”
- DW Brasil · Imprensa internacional
Mulher que sobreviveu à injeção letal nos EUA chama responsáveis de "incompetentes"
Trecho consultado na análise
“Um mês após receber duas doses de pentobarbital, Christa Pike relatou sequelas físicas e emocionais, além de dificuldades para falar.
A americana Christa Pike , que sobreviveu a uma tentativa de execução por injeção letal no estado do Tennessee, acusou de "incompetência" os responsáveis pelo procedimento que falhou e afirmou conviver com dores constantes um mês após o episódio.
Em sua primeira manifestação pública desde a execução fracassada de 30 de setembro, divulgada por seus advogados nesta sexta-feira (30/10), Pike disse sofrer sequelas físicas e emocionais e relatou dificuldades para falar.
"Estou profundamente magoada pela incompetência que colocou tantas pessoas nessa situação terrível", afirmou.
Condenada à morte por um o assassinato em 1995, Pike recebeu duas doses de pentobarbital, medicamento normalmente letal, mas sobreviveu e precisou ser hospitalizada em estado crítico.
Segundo o Death Penalty Information Center, não há registros recentes de outro condenado que tenha sobrevivido após receber uma dose de execução considerada fatal.
A detenta, hoje com 50 anos, afirmou que não planejava uma vida após a data marcada para sua execução e que havia aceitado a morte.
Dias depois, porém, acordou em um hospital sem entender o que havia acontecido.
"Não houve um único momento desde aquela noite em que eu não estivesse sentindo dor.
Meu corpo dói.
Meus braços doem.
Minhas mãos doem.
Minha garganta dói", relatou.
"Não sei por que sobrevivi naquela noite.
Não sei o que acontece a seguir.
Alguns dias é mais difícil encontrar esperança do que em outros.
Por enquanto, estou tentando me recuperar, um dia de cada vez", disse.
As circunstâncias da falha estão sob investigação.
Advogados de Pike afirmam que ela sofreu queimaduras e bolhas nos braços, enquanto especialistas avaliam se houve um problema na linha intravenosa utilizada para administrar o medicamento, impedindo que a substância chegasse adequadamente à corrente sanguínea.
O caso levou o governador do Tennessee, Bill Lee, a suspender execuções no estado enquanto uma investigação independente é conduzida.
A defesa pede que a pena de Pike seja convertida em prisão perpétua.
Condenada à morte pelo assassinato da colega de classe Colleen Slemmer em 1995, Pike recebeu a sentença aos 18 anos, tornando-se uma das mulheres mais jovens dos EUA a entrar para o corredor da morte.
Opositores da pena de morte afirmaram que o caso expôs a brutalidade inerente às execuções e evidenciou as dificuldades de realizar execuções por injeção letal respeitando as proibições constitucionais contra punições cruéis e incomuns.
A tentativa de execução começou por volta das 19h30 (horário local) de 30 de setembro.
Cerca de cinco minutos depois, Pike levantou a cabeça e disse que seu braço "parece que vai explodir".
Durante boa parte do procedimento, ela foi ouvida arfando, chorando, gemendo e respirando alto.
Em determinado momento, ela pareceu perder a consciência, mas continuou respirando de forma audível até que os jornalistas foram retirados da sala de observação às 20h53.
Uma ambulância chegou à prisão às 21h14 para levá-la ao hospital.
O caso havia atraído grande atenção porque Pike seria a primeira mulher executada pelo estado do Tennessee em mais de 200 anos.
Nos Estados Unidos, 18 mulheres foram executadas desde 1976, segundo o Centro de Informações sobre a Pena de Morte.
A organização, que publica dados e análises sobre a pena capital nos Estados Unidos, afirmou que Pike foi a primeira pessoa condenada à morte a sobreviver após receber doses letais dos medicamentos utilizados em execuções.
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Encontrou um erro?VerdadeiroEm declaração divulgada cerca de um mês depois, Pike relatou dores físicas e emocionais constantes e dificuldade para falar.
Esquerda Centro DireitaICL Notícias, O Antagonista, Folha de S.Paulo, Metrópoles, Jovem Pan, CNN Brasil, Estadão
Os relatos dos três grupos e DW Brasil registram dores persistentes; os trechos também mencionam sofrimento emocional e dificuldade para falar.
Ver fontes e trechos (8)
VerdadeiroPike contou que acordou confusa no hospital, dias após a tentativa de execução.
Esquerda Centro DireitaO Antagonista, Folha de S.Paulo, Metrópoles, Jovem Pan, CNN Brasil, Estadão, g1
Os relatos descrevem que ela despertou no hospital sem entender o ocorrido; alguns especificam que isso aconteceu dias depois.
Ver fontes e trechos (8)
VerdadeiroAs causas da falha seguem sob investigação; problemas no acesso intravenoso ou vazamento do medicamento foram levantados como hipóteses.
Esquerda Centro DireitaICL Notícias, O Antagonista, Folha de S.Paulo, Metrópoles, Jovem Pan
Os trechos apresentam essas explicações como possibilidades de advogados ou especialistas, não como causa confirmada.
Ver fontes e trechos (6)
VerdadeiroApós a tentativa, o governador Bill Lee suspendeu execuções no Tennessee e determinou uma investigação independente.
Esquerda Centro DireitaICL Notícias, O Antagonista, Folha de S.Paulo, Metrópoles, Jovem Pan, CNN Brasil, g1
Os relatos dos três grupos e DW Brasil confirmam a suspensão e a investigação; variam na descrição do prazo da suspensão.
Ver fontes e trechos (8)
VerdadeiroA defesa pediu que a pena de Pike fosse comutada para prisão perpétua.
Esquerda Centro DireitaO Antagonista, Folha de S.Paulo, Metrópoles, Jovem Pan, CNN Brasil
A medida é atribuída à defesa nos relatos dos três grupos e também em DW Brasil.
Ver fontes e trechos (6)
VerdadeiroPike foi condenada pelo assassinato de Colleen Slemmer, ocorrido em 1995, quando Pike tinha 18 anos.
Esquerda Centro DireitaICL Notícias, O Antagonista, Folha de S.Paulo, Metrópoles, Jovem Pan, CNN Brasil
Os relatos dos três grupos e DW Brasil identificam o crime em 1995 e informam que Pike tinha 18 anos à época.
Ver fontes e trechos (7)
Não verificávelO médico que conduziu a tentativa disse esperar que Pike seja submetida a outra execução.
CentroO Globo
O Globo atribui essa declaração ao médico em entrevista, mas não há confirmação em outro grupo ou na imprensa internacional fornecida.
Ver fontes e trechos (1)
- O Globo · Reportagem
Médico que deu injeção letal falha em Christa Pike se compara a Jesus, mas quer ela seja executada: 'Não sou uma pessoa ruim'
Trecho consultado na análise
“O médico que conduziu a execução frustrada de Christa Pike rompeu finalmente seu silêncio neste sábado (31) e diz esperar que outra tentativa seja feita, já que "não tem dúvidas" de que detentos como ela merecem a morte.
À revista New York Magazine, Mark Fowler, de 69 anos, ainda justificou que a execução de Pike traria "um sentimento de justiça" à mãe de sua vítima — Colleen Slemmer, torturada e assassinada aos 19 anos por Christa Pike em 1995 — que também estava presente no momento da injeção letal falha.
O profissional contou que sua certeza de que os detentos que ajudou a executar mereciam suas mortes vem do hábito de estudar seus casos. — Geralmente pesquiso seus históricos e procuro o que eles fizeram e assim por diante — revelou, sem arrependimentos.
Eu lamento apenas que eu tenha que lidar com Christa Pike, que espancou outra mulher até a morte.
Ela é o que ela é.
Fowler, que também dá aulas de estudos bíblicos em sua igreja evangélica, acredita que o Estado tem direito à impor”
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