VerdadeiroA Novaya Gazeta anunciou o encerramento de suas atividades na Rússia em 30 de outubro.
Esquerda Centro DireitaFolha de S.Paulo, CNN Brasil, Revista Oeste, O Globo, Estadão, g1, Veja
Os trechos dos três grupos situam o anúncio na sexta-feira, 30 de outubro; CNN Brasil também explicita a data.
Ver fontes e trechos (7)
- Folha de S.Paulo · Reportagem
Último jornal independente, editado por Nobel da Paz de 2021, fecha de vez na Rússia
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O último jornal independente russo , ou o que havia restado dele, teve seu fechamento anunciado nesta sexta-feira (30).
"Nós fomos mortos", disse a Novaia Gazeta em uma nota publicada nos seus canais digitais.
O texto diz que a "campanha coordenada de serviços especiais e autoridades do Estado" impossibilitou a continuidade das operações do jornal, criado em 1993 e símbolo da liberdade associada à primeira e turbulenta década da Rússia pós-soviética.
A causa mortis do pequeno editorial divulgado foi o golpe final do governo de Vladimir Putin contra os resquícios da Nova Gazeta: a declaração do veículo como agente estrangeiro em setembro.
Pela lei russa, qualquer ente ou pessoa que receba financiamento externo é assim classificado, e passa a sofrer uma série de restrições fiscais e de operação.
Na semana passada, a Justiça informou que a Redação do jornal seria despejada do histórico prédio na alameda Potapovski, no centro de Moscou .
Os visitantes que lá entravam davam de cara com os primeiros computadores do jornal, doados pelo último presidente soviético, Mikhail Gorbatchov (1931-2022), uma espécie de patrono da publicação.
As velhas máquinas eram o que mais se aproximava de um memorial ao líder, desprezado no país pelo caos econômico que o fim do império comunista trouxe.
Mais recentemente, o prédio também abrigava o Museu Anna Politkovskaia, em homenagem à jornalista investigativa homônima cujo assassinato em 2006 é creditado a aliados de Putin por sua cobertura crítica do Kremlin e de abusos na Tchetchênia.
O presidente nega ligação com o crime.
Mais
Politkovskaia foi a mais famosa, mas não a única vítima na Redação.
Outros cinco repórteres foram mortos em circunstâncias misteriosas ao longo dos anos ao apurar matérias críticas ao governo.
O despejo serviu de enterro simbólico do Novo Jornal, seu nome em russo, mas ele já estava ferido de morte desde 2022, quando Putin invadiu a Ucrânia e decretou leis de censura duras à imprensa.
Notícias consideradas prejudiciais às Forças Armadas são puníveis com sentenças de até 15 anos, que podem ser multiplicadas.
Meios de comunicação independentes, como a Novaia Gazeta ou a TV Dodj (chuva, em russo), perderam suas licenças de operação .
O jornal migrou sua operação principal para Riga, na Letônia , onde publica notícias online e edições impressas eventuais.
Na Rússia, onde circulava 300 mil exemplares em três edições semanais até seu fechamento físico, subsistiu uma Redação menor.
Mais
Notícias que evitavam temas sensíveis demais eram divulgadas por canais digitais e em um site, todos proibidos, mas acessíveis usando VPN —ferramenta que permite driblar vetos nacionais a endereços da internet.
O arranjo era uma deferência à influência do editor-chefe da publicação, Dmitri Muratov, que recebeu o Prêmio Nobel da Paz de 2021 com a jornalista filipina Maria Ressa.
Mesmo crítico ao Kremlin, ele era tolerado dentro do esquema de poder da Rússia, em que algum dissenso era permitido.
Com a guerra, isso mudou.
Em 2023, Muratov deixou o posto após ser decretado agente estrangeiro, ganhando mais três anos de oxigênio para o que sobrou da Novaia Gazeta.
O financiamento da empreitada nunca ficou claro, embora houvesse ajuda de leitores e de apoiadores no exterior.
Neste ano, o cerco apertou com a prisão de um dos editores do jornal, Oleg Roldugin, durante a apuração de uma reportagem.
Por fim, veio a decisão de setembro.
A edição virtual na Letônia seguirá existindo.
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Carregando...
À agência de notícias AFP, Muratov disse que o fim da publicação faz parte de uma "gigantesca campanha militar do Kremlin".
Já o comitê norueguês do Nobel, que entrega a láurea da Paz, condenou o episódio e pediu para a Rússia "cessar a opressão" doméstica.
Por fim, a ONU considerou o fechamento "um golpe devastador".
O substituto de Muratov como editor-chefe, Serguei Sokolov, afirmou em nota: "Nós não morremos, fomos mortos junto com a Constituição.
Em 9 de novembro, nós vamos desligar as luzes de nossa casa, onde moramos por 30 anos.
Vamos desligar os servidores e ir embora", disse ele, que chegou a ser detido há 15 dias.
Não há um número preciso de pessoas ainda a serviço do jornal, mas a decisão de setembro da Justiça citava cem profissionais afetados.
O número, porém, inclui jornalistas que deixaram o país, que foram dezenas ao longo dos anos.
Até 2021, a Novaia Gazeta tinha 140 funcionários.
O Kremlin ainda não comentou o fim da publicação.
Em ocasiões passadas, o governo justificou as leis mais draconianas devido à guerra, caracterizada como um enfrentamento existencial entre a Rússia e o Ocidente.
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Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.”
- CNN Brasil · Reportagem
“Nos mataram”: Como o último jornal independente da Rússia fechou as portas
Trecho consultado na análise
“A Novaya Gazeta, um dos últimos veículos de imprensa independentes da Rússia, anunciou na sexta-feira (30) que encerrará suas operações devido à pressão das autoridades.
"A Novaya Gazeta foi assassinada", disse o editor-chefe Sergei Sokolov em um vídeo.
"No dia 9 de novembro, apagaremos as luzes da casa onde vivemos por 30 anos.
Desligaremos nossos servidores e iremos embora… Os serviços de segurança russos forçaram a equipe editorial a cessar as operações."
O jornal, outrora editado pelo vencedor do Prêmio Nobel da Paz Dmitry Muratov, há muito é visto como um farol do jornalismo investigativo russo.
Fundada no início dos anos 1990 parcialmente sob o patrocínio do ex-líder soviético Mikhail Gorbachev, a Novaya Gazeta mantinha uma relação de confronto com o Kremlin, mas vinha sofrendo pressão intensa das autoridades russas em meio a uma ampla repressão à mídia do país após a invasão em larga escala da Ucrânia.
Legisladores russos criminalizaram a divulgação de notícias "falsas" que desacreditam as forças militares russas em março de 2022, forçando dezenas de jornalistas, incluindo os que trabalhavam na Novaya Gazeta, a fugir para o exílio.
Uma publicação derivada, a Novaya Gazeta Europe, está sediada em Riga, na Letônia.
Sokolov disse à CNN que acredita que o destino da Novaya Gazeta reflete a situação da sociedade russa de forma mais ampla, que enfrenta um cenário midiático suprimido.
"O espaço informativo na Rússia desapareceu", disse Sokolov.
"As pessoas não sabem, e não têm como descobrir, nem mesmo o que está acontecendo na rua ao lado, porque as fontes de notícias disponíveis para elas são ou histórias sobre uma Rússia que não existe ou propaganda que promove a forma de pensar que a elite dominante quer impor ao público."
A Novaya Gazeta havia suspendido inicialmente a publicação de suas edições online e impressas na Rússia após a invasão em larga escala da Ucrânia, depois de receber um aviso do regulador de mídia russo, Roskomnadzor.
A medida ocorreu após Muratov ter participado, ao lado de outros proeminentes jornalistas independentes russos, de uma entrevista com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky em março de 2022.
A Novaya Gazeta tem uma longa história de investigação de corrupção e irregularidades praticadas por diversos órgãos do Estado russo.
O cofundador Muratov recebeu o Prêmio Nobel da Paz em outubro de 2021, ao lado da jornalista filipina Maria Ressa, pelos "esforços para salvaguardar a liberdade de expressão."
Em abril de 2022, Muratov disse ter sido atacado com tinta vermelha misturada a acetona enquanto viajava de trem de Moscou para a cidade de Samara.
O jornal afirmou em um comunicado que ele quase perdeu a visão, e os perpetradores foram liberados.
Seis jornalistas do jornal foram assassinados ao longo de seus três décadas e meia de funcionamento, incluindo Anna Politkovskaya, uma ferrenha crítica do presidente Vladimir Putin que cobriu extensivamente os abusos de direitos humanos na Chechênia.
Politkovskaya foi assassinada em frente ao seu apartamento em Moscou em 2006, no aniversário de Putin.
Muratov e o próprio jornal foram rotulados de "agentes estrangeiros."
As autoridades russas têm usado cada vez mais esse rótulo como forma de lançar dúvidas sobre a credibilidade e a independência de organizações e pessoas que recebem essa designação.
É um sinal de que o Estado as considera associadas à influência estrangeira, e a designação acarreta implicações legais práticas, como penalidades financeiras onerosas e exigências de prestação de contas.
"Continuamos trabalhando o máximo que pudemos, mas fomos despejados de nossa sede e nossa plataforma de doações, que nos permitia receber apoio financeiro de nossos leitores, foi encerrada", disse a Novaya Gazeta em comunicado publicado na sexta-feira.
"Fomos privados de todos os nossos recursos.
Completamente."
As autoridades revogaram sua licença e bloquearam o acesso ao seu site dentro da Rússia.
Oleg Roldugin, jornalista investigativo do jornal, foi preso no início deste ano por "acesso ilegal a informações informatizadas", e o editor-chefe Sokolov foi detido para interrogatório e sua casa foi revistada em conexão com o caso.
Em um comunicado à CNN, o jornal disse: "não podemos continuar trabalhando sob o nome "Novaya Gazeta."
A "Novaya" não existe mais.
Uma última edição será publicada — e é isso.
Depois disso, faremos uma pausa, refletiremos e encontraremos um novo caminho para nós mesmos."
Muratov permanece como uma voz pública em campanha pela libertação de presos políticos russos.
The Atlantic noticiou em setembro seus esforços para pressionar a diplomacia americana a libertar dissidentes russos encarcerados.
Embora críticos afirmem que tais esforços possam potencialmente beneficiar a busca de Putin por alívio nas sanções, o ex-editor do jornal e seu prestígio internacional aparentemente não foram suficientes para proteger o aclamado veículo da máquina de repressão da Rússia.”
- Revista Oeste · Reportagem
Jornal independente Novaya Gazeta fecha na Rússia
Trecho consultado na análise
“O jornal independente russo Novaya Gazeta anunciou nesta sexta-feira, 30, que encerrará suas atividades no país em 9 de novembro.
A publicação atribuiu o fechamento a uma campanha de pressão das autoridades e dos serviços de segurança da Rússia , que comprometeu o funcionamento da redação e retirou suas fontes de financiamento.
“Fomos destruídos”, afirmou o jornal em um comunicado.
A equipe informou que desligará os servidores, deixará a sede em Moscou e publicará uma última edição antes de encerrar as operações.
A publicação funcionava havia mais de 30 anos e se tornou conhecida por reportagens investigativas sobre corrupção, abusos de poder e violações de direitos humanos.
Governo russo intensificou pressão A Novaya Gazeta suspendeu a edição impressa na Rússia em 2022, mas manteve a produção de conteúdo na internet a partir de seu escritório em Moscou.
Desde então, as autoridades bloquearam o site, revogaram a licença de publicação e apreenderam a gráfica do jornal, segundo o comunic”
- O Globo · Reportagem
Jornal independente da Rússia cofundado por ganhador do Nobel anuncia fechamento após 30 anos de resistência: 'Nos mataram'
Trecho consultado na análise
“O jornal sobreviveu a três décadas, seis assassinatos, ameaças de morte, um ataque com ácido contra seu cofundador, invasões e interrogatórios dos serviços de segurança, censura durante a guerra e apreensão de suas máquinas de impressão.
Seus jornalistas continuaram trabalhando, encontrando brechas nas leis cada vez mais repressivas da Rússia.
Mas, na manhã desta sexta-feira, jornalistas do Novaya Gazeta — um dos principais veículos independentes de notícias da Rússia — deram uma notícia que haviam feito de tudo para evitar: "Eles nos mataram".
Contexto: Ucrânia inicia retirada de moradores de cidade ocupada pela Rússia após cessar-fogo mediado por Melania Trump Quer ler mais notícias de Mundo?
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Veja guia interativo do GLOBO que reúne informações sobre 36 países O Novaya Gazeta, cujo cofundador Dmitri A.
Muratov recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 2021 por sua defesa da liberdade de imprensa na Rússia, encerrará suas atividades em 9 de novembr”
- Estadão · Reportagem
Novaya Gazeta, histórico jornal independente da Rússia, anuncia encerramento após pressão e censura
Trecho consultado na análise
“O jornal Novaya Gazeta , referência histórica da imprensa independente na Rússia , anunciou nesta sexta-feira, 30, que encerrará suas atividades devido à pressão das autoridades russas, que neste ano realizaram buscas na casa de seu editor-chefe e prenderam um de seus jornalistas.
“ Novaya Gazeta está deixando de existir”, afirmou o editor-chefe do jornal, Sergei Sokolov, em uma declaração publicada no YouTube.
“As autoridades russas, os serviços secretos russos, obrigaram a redação a encerrar seu trabalho”, acrescentou.
Em 2021, um dos fundadores e à época editor-chefe do jornal, Dmitri Muratov, ganhou o Prêmio Nobel da Paz , ao lado da jornalista filipina Maria Ressa, por seus “esforços para salvaguardar a liberdade de expressão” à frente do jornal.
Desde o envio de tropas à Ucrânia , a Rússia impôs um nível de censura comparável ao do período soviético, o que obrigou a maioria dos jornalistas independentes a partir para o exílio.
O Novaya Gazeta era classificado como “agente estrang”
- g1 · Reportagem
Novaya Gazeta, principal jornal de oposição da Rússia fundado por Nobel da Paz, anuncia fechamento: 'Nos mataram'
Trecho consultado na análise
“veículo de mídia independente Novaya Gazeta, em Moscou, no dia 30 de outubro de 2026. — Foto: Foto por TATYANA MAKEYEVA / AFP
O jornal russo Novaya Gazeta, um dos principais jornais independentes do país e referência histórica de oposição a Vladimir Putin , anunciou nesta sexta-feira (30) que vai encerrar suas atividades.
Segundo o editor-chefe, Sergei Sokolov, a decisão foi motivada pela pressão do governo Putin, que intensificou a repressão contra o veículo.
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"Nos mataram", afirmou o veículo em editorial publicado nesta sexta em seu site.
"A Novaya Gazeta está deixando de existir.
As autoridades russas, os serviços secretos russos, obrigaram a redação a encerrar seu trabalho", afirmou Sokolov em uma declaração no YouTube.
O anúncio de fechamento do Novaya Gazeta ocorre após uma série de medidas contra o jornal e seus profissionais.
No início deste mês, Sokolov foi interrogado pelas autoridades, que também fizeram buscas em sua residência no âmbito de uma investigação criminal contra um dos jornalistas do veículo, Oleg Rolduguin, preso em abril.
Jornal independente russo Novaya Gazeta anuncia fechamento sob pressão das autoridades — Foto: AFP
Rolduguin foi acusado pela Justiça russa por "acesso ilícito a informações", sem que as autoridades tenham divulgado mais detalhes sobre o caso.
Segundo a agência estatal de notícias RIA Novosti, ele negou as acusações.
"Mataram o Novaya Gazeta", declarou Sokolov.
Ele também anunciou que a redação encerrará definitivamente as atividades em 9 de novembro, quando os servidores serão desligados e o escritório será fechado.
"Apagaremos as luzes da nossa casa, onde vivemos durante 30 anos.
Desligaremos os servidores e vamos embora", afirmou.
A Rússia intensificou a repressão contra os meios de comunicação independentes desde o início da invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022.
Desde então, o governo impôs restrições à cobertura da guerra e medidas de censura que levaram muitos jornalistas independentes a deixar o país.”
- Veja · Reportagem
Jornal independente russo ‘Novaya Gazeta’ anuncia fechamento sob pressão do Kremlin
Trecho consultado na análise
“O jornal Novaya Gazeta, referência histórica da imprensa independente na Rússia, anunciou que vai fechar as portas nesta sexta-feira, 30, devido à pressão das autoridades do governo de Vladimir Putin, que neste ano efetuaram uma operação de busca na casa de seu editor-chefe e prenderam um de seus jornalistas."
O Novaya Gazeta está deixando de existir", afirmou o editor-chefe Sergei Sokolov em uma declaração no YouTube.
"As autoridades russas, os serviços secretos russos, obrigaram a redação a encerrar seu trabalho", acrescentou.CensuraDesde o início da invasão à Ucrânia, em fevereiro de 2022, a Rússia impôs níveis de censura comparáveis aos do período soviético, o que obrigou a maioria dos jornalistas independentes a partir para o exílio.
O Novaya Gazeta era classificado como "agente estrangeiro" pelas autoridades russas, um rótulo utilizado por Moscou para silenciar a dissidência."
Mataram o Novaya Gazeta", afirmou Sokolov.
"No dia 9 de novembro apagaremos as luzes da nossa casa, onde vivemos durante 30 anos.
Desligaremos os servidores e vamos embora."
Canais de televisão estatais ou controlados diretamente pelo Kremlin dominam cerca de dois terços da audiência de notícias da população russa.
Indicadores globais como os do institutos de pesquisa política V-Dem, apontam que o índice de liberdade de imprensa na Rússia despencou para os menores patamares da série histórica.
Segundo o Repórteres Sem Fronteiras (RSF), o país ocupa a 172ª posição entre 180 países no ranking mais recente, com pontuação de 23,15.
CerceamentoNo início do mês, o editor-chefe do jornal foi interrogado pelas autoridades, que também efetuaram uma operação de busca em sua residência no âmbito de um processo criminal contra um de seus colegas, Oleg Rolduguin, detido em abril.
O jornalista foi preso e indiciado por "acesso ilícito a informações", sem a divulgação de mais detalhes.
Segundo a agência estatal de notícias RIA Novosti, ele se declarou inocente das acusações.Pelo menos 34 jornalistas e 14 colaboradores encontram-se detidos no país, de acordo com o RSF.O Novaya Gazeta reduziu a produção dentro da Rússia após o início da ofensiva na Ucrânia.
No mesmo ano da invasão, as autoridades revogaram sua licença de mídia.O então editor-chefe do jornal, Dmitri Muratov, ganhou em 2021 o Prêmio Nobel da Paz, ao lado da jornalista filipina Maria Ressa, por seus "esforços para salvaguardar a liberdade de expressão" à frente do jornal.”
Encontrou um erro?VerdadeiroO jornal atribuiu o encerramento à pressão das autoridades e dos serviços de segurança russos.
Esquerda Centro DireitaFolha de S.Paulo, CNN Brasil, Revista Oeste, Estadão, g1, Veja
Os relatos dos três grupos atribuem a decisão à pressão estatal; RFI Brasil também descreve o fechamento nesse contexto.
Ver fontes e trechos (7)
- Folha de S.Paulo · Reportagem
Último jornal independente, editado por Nobel da Paz de 2021, fecha de vez na Rússia
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O último jornal independente russo , ou o que havia restado dele, teve seu fechamento anunciado nesta sexta-feira (30).
"Nós fomos mortos", disse a Novaia Gazeta em uma nota publicada nos seus canais digitais.
O texto diz que a "campanha coordenada de serviços especiais e autoridades do Estado" impossibilitou a continuidade das operações do jornal, criado em 1993 e símbolo da liberdade associada à primeira e turbulenta década da Rússia pós-soviética.
A causa mortis do pequeno editorial divulgado foi o golpe final do governo de Vladimir Putin contra os resquícios da Nova Gazeta: a declaração do veículo como agente estrangeiro em setembro.
Pela lei russa, qualquer ente ou pessoa que receba financiamento externo é assim classificado, e passa a sofrer uma série de restrições fiscais e de operação.
Na semana passada, a Justiça informou que a Redação do jornal seria despejada do histórico prédio na alameda Potapovski, no centro de Moscou .
Os visitantes que lá entravam davam de cara com os primeiros computadores do jornal, doados pelo último presidente soviético, Mikhail Gorbatchov (1931-2022), uma espécie de patrono da publicação.
As velhas máquinas eram o que mais se aproximava de um memorial ao líder, desprezado no país pelo caos econômico que o fim do império comunista trouxe.
Mais recentemente, o prédio também abrigava o Museu Anna Politkovskaia, em homenagem à jornalista investigativa homônima cujo assassinato em 2006 é creditado a aliados de Putin por sua cobertura crítica do Kremlin e de abusos na Tchetchênia.
O presidente nega ligação com o crime.
Mais
Politkovskaia foi a mais famosa, mas não a única vítima na Redação.
Outros cinco repórteres foram mortos em circunstâncias misteriosas ao longo dos anos ao apurar matérias críticas ao governo.
O despejo serviu de enterro simbólico do Novo Jornal, seu nome em russo, mas ele já estava ferido de morte desde 2022, quando Putin invadiu a Ucrânia e decretou leis de censura duras à imprensa.
Notícias consideradas prejudiciais às Forças Armadas são puníveis com sentenças de até 15 anos, que podem ser multiplicadas.
Meios de comunicação independentes, como a Novaia Gazeta ou a TV Dodj (chuva, em russo), perderam suas licenças de operação .
O jornal migrou sua operação principal para Riga, na Letônia , onde publica notícias online e edições impressas eventuais.
Na Rússia, onde circulava 300 mil exemplares em três edições semanais até seu fechamento físico, subsistiu uma Redação menor.
Mais
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O arranjo era uma deferência à influência do editor-chefe da publicação, Dmitri Muratov, que recebeu o Prêmio Nobel da Paz de 2021 com a jornalista filipina Maria Ressa.
Mesmo crítico ao Kremlin, ele era tolerado dentro do esquema de poder da Rússia, em que algum dissenso era permitido.
Com a guerra, isso mudou.
Em 2023, Muratov deixou o posto após ser decretado agente estrangeiro, ganhando mais três anos de oxigênio para o que sobrou da Novaia Gazeta.
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Neste ano, o cerco apertou com a prisão de um dos editores do jornal, Oleg Roldugin, durante a apuração de uma reportagem.
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À agência de notícias AFP, Muratov disse que o fim da publicação faz parte de uma "gigantesca campanha militar do Kremlin".
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Por fim, a ONU considerou o fechamento "um golpe devastador".
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Em 9 de novembro, nós vamos desligar as luzes de nossa casa, onde moramos por 30 anos.
Vamos desligar os servidores e ir embora", disse ele, que chegou a ser detido há 15 dias.
Não há um número preciso de pessoas ainda a serviço do jornal, mas a decisão de setembro da Justiça citava cem profissionais afetados.
O número, porém, inclui jornalistas que deixaram o país, que foram dezenas ao longo dos anos.
Até 2021, a Novaia Gazeta tinha 140 funcionários.
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VerdadeiroAs reportagens situam o caso em um contexto de repressão e censura à imprensa independente na Rússia após a invasão da Ucrânia em 2022.
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Os veículos de esquerda, centro e direita relacionam o endurecimento das restrições à imprensa ao período posterior à invasão; RFI Brasil também apresenta esse contexto.
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Mesmo crítico ao Kremlin, ele era tolerado dentro do esquema de poder da Rússia, em que algum dissenso era permitido.
Com a guerra, isso mudou.
Em 2023, Muratov deixou o posto após ser decretado agente estrangeiro, ganhando mais três anos de oxigênio para o que sobrou da Novaia Gazeta.
O financiamento da empreitada nunca ficou claro, embora houvesse ajuda de leitores e de apoiadores no exterior.
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O substituto de Muratov como editor-chefe, Serguei Sokolov, afirmou em nota: "Nós não morremos, fomos mortos junto com a Constituição.
Em 9 de novembro, nós vamos desligar as luzes de nossa casa, onde moramos por 30 anos.
Vamos desligar os servidores e ir embora", disse ele, que chegou a ser detido há 15 dias.
Não há um número preciso de pessoas ainda a serviço do jornal, mas a decisão de setembro da Justiça citava cem profissionais afetados.
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Até 2021, a Novaia Gazeta tinha 140 funcionários.
O Kremlin ainda não comentou o fim da publicação.
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VerdadeiroDmitri Muratov recebeu o Nobel da Paz em 2021 junto com a jornalista Maria Ressa.
Esquerda Centro DireitaFolha de S.Paulo, CNN Brasil, O Globo, Estadão, Veja
Os relatos dos três grupos e RFI Brasil identificam Muratov e Ressa como laureados em 2021.
Ver fontes e trechos (6)
- Folha de S.Paulo · Reportagem
Último jornal independente, editado por Nobel da Paz de 2021, fecha de vez na Rússia
Trecho consultado na análise
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O último jornal independente russo , ou o que havia restado dele, teve seu fechamento anunciado nesta sexta-feira (30).
"Nós fomos mortos", disse a Novaia Gazeta em uma nota publicada nos seus canais digitais.
O texto diz que a "campanha coordenada de serviços especiais e autoridades do Estado" impossibilitou a continuidade das operações do jornal, criado em 1993 e símbolo da liberdade associada à primeira e turbulenta década da Rússia pós-soviética.
A causa mortis do pequeno editorial divulgado foi o golpe final do governo de Vladimir Putin contra os resquícios da Nova Gazeta: a declaração do veículo como agente estrangeiro em setembro.
Pela lei russa, qualquer ente ou pessoa que receba financiamento externo é assim classificado, e passa a sofrer uma série de restrições fiscais e de operação.
Na semana passada, a Justiça informou que a Redação do jornal seria despejada do histórico prédio na alameda Potapovski, no centro de Moscou .
Os visitantes que lá entravam davam de cara com os primeiros computadores do jornal, doados pelo último presidente soviético, Mikhail Gorbatchov (1931-2022), uma espécie de patrono da publicação.
As velhas máquinas eram o que mais se aproximava de um memorial ao líder, desprezado no país pelo caos econômico que o fim do império comunista trouxe.
Mais recentemente, o prédio também abrigava o Museu Anna Politkovskaia, em homenagem à jornalista investigativa homônima cujo assassinato em 2006 é creditado a aliados de Putin por sua cobertura crítica do Kremlin e de abusos na Tchetchênia.
O presidente nega ligação com o crime.
Mais
Politkovskaia foi a mais famosa, mas não a única vítima na Redação.
Outros cinco repórteres foram mortos em circunstâncias misteriosas ao longo dos anos ao apurar matérias críticas ao governo.
O despejo serviu de enterro simbólico do Novo Jornal, seu nome em russo, mas ele já estava ferido de morte desde 2022, quando Putin invadiu a Ucrânia e decretou leis de censura duras à imprensa.
Notícias consideradas prejudiciais às Forças Armadas são puníveis com sentenças de até 15 anos, que podem ser multiplicadas.
Meios de comunicação independentes, como a Novaia Gazeta ou a TV Dodj (chuva, em russo), perderam suas licenças de operação .
O jornal migrou sua operação principal para Riga, na Letônia , onde publica notícias online e edições impressas eventuais.
Na Rússia, onde circulava 300 mil exemplares em três edições semanais até seu fechamento físico, subsistiu uma Redação menor.
Mais
Notícias que evitavam temas sensíveis demais eram divulgadas por canais digitais e em um site, todos proibidos, mas acessíveis usando VPN —ferramenta que permite driblar vetos nacionais a endereços da internet.
O arranjo era uma deferência à influência do editor-chefe da publicação, Dmitri Muratov, que recebeu o Prêmio Nobel da Paz de 2021 com a jornalista filipina Maria Ressa.
Mesmo crítico ao Kremlin, ele era tolerado dentro do esquema de poder da Rússia, em que algum dissenso era permitido.
Com a guerra, isso mudou.
Em 2023, Muratov deixou o posto após ser decretado agente estrangeiro, ganhando mais três anos de oxigênio para o que sobrou da Novaia Gazeta.
O financiamento da empreitada nunca ficou claro, embora houvesse ajuda de leitores e de apoiadores no exterior.
Neste ano, o cerco apertou com a prisão de um dos editores do jornal, Oleg Roldugin, durante a apuração de uma reportagem.
Por fim, veio a decisão de setembro.
A edição virtual na Letônia seguirá existindo.
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À agência de notícias AFP, Muratov disse que o fim da publicação faz parte de uma "gigantesca campanha militar do Kremlin".
Já o comitê norueguês do Nobel, que entrega a láurea da Paz, condenou o episódio e pediu para a Rússia "cessar a opressão" doméstica.
Por fim, a ONU considerou o fechamento "um golpe devastador".
O substituto de Muratov como editor-chefe, Serguei Sokolov, afirmou em nota: "Nós não morremos, fomos mortos junto com a Constituição.
Em 9 de novembro, nós vamos desligar as luzes de nossa casa, onde moramos por 30 anos.
Vamos desligar os servidores e ir embora", disse ele, que chegou a ser detido há 15 dias.
Não há um número preciso de pessoas ainda a serviço do jornal, mas a decisão de setembro da Justiça citava cem profissionais afetados.
O número, porém, inclui jornalistas que deixaram o país, que foram dezenas ao longo dos anos.
Até 2021, a Novaia Gazeta tinha 140 funcionários.
O Kremlin ainda não comentou o fim da publicação.
Em ocasiões passadas, o governo justificou as leis mais draconianas devido à guerra, caracterizada como um enfrentamento existencial entre a Rússia e o Ocidente.
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