VerdadeiroO ataque à Binance afetou ou desviou cerca de US$ 6,3 bilhões em ativos digitais.
Esquerda Centro DireitaRevista Fórum, Veja, Metrópoles, ICL Notícias, CartaCapital, Estadão
Reportagens dos três grupos apresentam a estimativa de aproximadamente US$ 6,3 bilhões; DW Brasil também informa esse valor.
Ver fontes e trechos (7)
- Revista Fórum · Reportagem
Caso Binance: FBI acusa Coreia do Norte pelo roubo US$ 6 bi em criptomoedas
Trecho consultado na análise
“O FBI acusou no sábado (31) a Coreia do Norte de roubar mais de 6 bilhões de dólares (32,52 bilhões de reais) em ativos virtuais da plataforma de criptomoedas Binance.
A plataforma afirmou ter sido alvo de um complexo ciberataque, no maior desvio de criptomoedas já anunciado.
A Binance é a maior plataforma de negociação de criptomoedas do mundo em volume diário de operações.
A notícia do ciberataque fez com que os preços da maioria das principais criptomoedas despencassem financeiramente na sexta-feira.
O FBI confirmou as suspeitas de investigadores privados e analistas de que um grupo afiliado à Coreia do Norte chamado TraderTraitor estava por trás do ataque.
O TraderTraitor é o mesmo grupo ao qual foi atribuído o roubo de 1,5 bilhão de dólares da plataforma Bybit em fevereiro do ano passado.
“A República Popular Democrática da Coreia (Coreia do Norte) foi responsável pelo roubo de mais de 6 bilhões de dólares americanos em ativos virtuais da plataforma de criptomoedas Binance” por volta de 29 de outubro, indicou o FBI em comunicado.
A empresa garantiu que cobriu as perdas decorrentes do ataque cibernético por meio da compra de tokens com recursos próprios, a fim de relatar 90% do valor roubado.
Segundo a agência norte-america, “membros do TraderTraitor” estão convertendo ativos subtraídos em ethereum, que devem ser ainda mais lavados por meio de sua conversão em serviços de finanças descentralizadas e de troca instantânea.
A agência americana instou as entidades do setor privado “a bloquear transações com, ou derivadas de, endereços que os operadores do TraderTraitor estão usando para lavar esses ativos investidos”.
No entanto, o presidente dos EUA, Donald Trump, colocou em dúvida a participação da Coreia do Norte no ataque.
"Não estou preocupado.
Estamos aprendendo sobre isso.
Não sabemos se é a Coreia do Norte", declarou Trump a jornalistas em sua residência na Flórida na noite de sábado.
Trump costuma lembrar com orgulho de suas reuniões com o líder norte-coreano Kim Jong Un durante seu primeiro mandato.
Cadastro de danos A Binance anunciou no sábado que reservou mais de 6,34 bilhões de dólares (34,5 bilhões de reais) de recursos da própria empresa para cobrir as perdas provocadas pelo ataque cibernético.
“Nosso compromisso permanece o mesmo: a Binance cobrirá integralmente o impacto financeiro dos fundos investidos neste incidente”, escreveu a empresa no X.
A plataforma suspendeu os saques dos usuários após o ataque, mas informou em sua atualização mais recente que funciona para restabelecer o serviço neste domingo (1º).
O ataque ocorreu em um momento em que cresce a preocupação de especialistas com a possibilidade de modelos cada vez mais avançados de inteligência artificial comprometerem sistemas de criptografia e protocolos de segurança da informação.
Após a divulgação do caso, o bitcoin caiu quase 5%.
O ethereum recuperou quase 6%, enquanto o BNB, criptomoeda nativa da Binance, perdeu quase 10% de seu valor.
A Binance informou na sexta-feira (30) que trabalhou para resolver o que foi classificado como um “ataque complexo”, com múltiplos “pontos de comprometimento”.
A magnitude do roubo voltou a evidenciar a capacidade da Coreia do Norte de recorrer a meios ilícitos para obter receitas.
Acredita-se que o TraderTraitor integra o Grupo Lazarus, organização que ganhou notoriedade em 2014 ao ser acusada de invadir os sistemas da Sony Pictures em represália ao filme “A Entrevista”, uma comédia que satirizava Kim Jong Un.”
- Veja · Reportagem
Binance retoma saques após ataque hacker que provocou rombo de US$ 6,3 bilhões
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“A Binance retomou os saques das principais criptomoedas em sua plataforma neste domingo, 1°.
A corretora está retomando os saques de forma gradual e já liberou as retiradas entre os principais criptoativos, como Ethereum e Bitcoin.Na sexta-feira, 30, a Binance sofreu um ataque hacker que provocou um prejuízo estimado em 6,3 bilhões de dólares.
Esse foi o maior rombo da história dos criptoativos.
A imprensa americana apontou que grupos hackers norte-coreanos são suspeitos de cometerem o crime para alimentar a ditadura de Kim Jong Un.Segundo Binance, a estratégia de recuperação das criptomoedas roubadas obteve 95% de sucesso, com apenas alguns ativos periféricos ainda não recuperados.
Todos os saldos de Bitcoin, Ethereum, Tether, BNB, Solana, USD Coin, XRP, World Liberty Financial USD, Ripple USD e Zcash foram recuperados e estão totalmente garantidos em 100%."
Os 5% restantes são tokens fora dos dez principais listados acima, que são menos líquidos no mercado e levam mais tempo para serem obtidos na escala necessária", diz a companhia.A Binance suspendeu os saques na sexta-feira para conter o avanço dos hackers.
Após reajustar o sistema e recuperar boa parte das perdas, a corretora voltou a liberar os saques dos seus clientes."
Retomar os saques é um marco importante, mas nosso trabalho continua.
Seguiremos trabalhando para fortalecer nossas medidas de segurança, a concluir o processo de recuperação e a fornecer atualizações à medida que o progresso avança", conclui a Binance”
- Metrópoles · Reportagem
Binance retoma saques após roubo de US$ 6,3 bilhões em criptomoedas
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“A Binance retomou gradualmente os saques neste domingo (1º/11), após sofrer um ataque hacker que resultou no roubo de aproximadamente US$ 6,3 bilhões (cerca de R$ 34,2 bilhões).
A liberação das retiradas ocorre após a empresa informar que conseguiu cobrir 95% dos ativos afetados.Segundo comunicado divulgado pela plataforma, a primeira etapa da retomada estava prevista para ocorrer entre 3h e 6h, pelo horário de Brasília.
A reabertura será feita de forma gradual, conforme as verificações de segurança e estabilidade dos serviços forem concluídas.Entre os ativos incluídos na primeira fase estão bitcoin, ether, BNB, Solana, XRP e dogecoin.
A empresa informou que outras moedas e redes serão liberadas posteriormente.A suspensão dos saques foi adotada como medida preventiva após a identificação de transferências não autorizadas de criptomoedas armazenadas em carteiras utilizadas pela corretora.
Durante o período, os depósitos permaneceram disponíveis.
Leia também MundoBinance diz ter reposto 90% dos ativos roubados em ataque hacker bilionário Dinheiro e NegóciosBinance emite comunicado para investidores brasileiros após ataque hacker MundoAtaque hacker atinge R$ 33,8 bilhões em criptomoedas, diz Binance MundoCriptos: notebook invadido pode ter aberto caminho para roubo bilionário Em atualização divulgada neste domingo, a Binance afirmou que conseguiu elevar de 90% para 95% o percentual dos ativos afetados que foram recompostos.
Os 5% restantes correspondem a criptomoedas com menor liquidez, cuja aquisição em grandes quantidades exige mais tempo.A empresa também reiterou que assumirá integralmente o prejuízo provocado pelo ataque, sem repassar as perdas aos clientes.
Na atualização anterior, a plataforma informou que os ativos de usuários brasileiros estavam protegidos.InvestigaçãoO ataque hacker ocorreu na quinta-feira (29/10).
Inicialmente, a Binance suspeitou que a invasão tivesse sido facilitada pelo comprometimento do computador de um funcionário.
Uma investigação posterior, no entanto, identificou outros pontos de violação nos sistemas da empresa.No sábado (31/10), o FBI atribuiu a ação ao grupo TraderTraitor, unidade cibernética ligada à Coreia do Norte.
Segundo a agência norte-americana, os responsáveis foram identificados movimentando os valores roubados e convertendo parte dos ativos em ether, criptomoeda da rede Ethereum.As autoridades também alertaram para a possibilidade de novas operações de lavagem dos recursos desviados.
A investigação conta com a colaboração de empresas do setor de criptomoedas e autoridades internacionais.A Binance informou que continuará trabalhando para recuperar os valores e reforçar os mecanismos de segurança da plataforma.
A empresa também prometeu divulgar um relatório com mais detalhes sobre o incidente após a conclusão das investigações.”
- ICL Notícias · Reportagem
Ataque hacker desvia R$ 34 bilhões da Binance, maior plataforma de criptomoedas
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“A Binance , maior corretora de criptomoedas do mundo, sofreu um ataque hacker que resultou no desvio de US$ 6,3 bilhões, aproximadamente R$ 34 bilhões, na quinta-feira (29).
Considerado o maior roubo da história do setor, o episódio expôs a vulnerabilidade de plataformas responsáveis por administrar bilhões de dólares em ativos digitais.
Segundo informações divulgadas pelo g1, a maior parte dos recursos foi desviada em aproximadamente 20 minutos.
A invasão provocou a suspensão temporária dos saques e levou a uma queda no valor das principais criptomoedas nesta sexta-feira (30).
A Binance afirma que os recursos dos clientes estão protegidos e promete cobrir integralmente os prejuízos.
A empresa, fundada em 2017, informou ter 335 milhões de usuários cadastrados e administrar US$ 162,8 bilhões em ativos digitais ao fim de 2025.
As empresas de análise TRM Labs e Chainalysis suspeitam que o ataque tenha sido realizado por hackers ligados à Coreia do Norte.
A autoria, entretanto, ainda não foi confirmada pela Binance, que trabalha com autoridades internacionais para investigar o crime.
As primeiras investigações apontaram para uma possível invasão ao computador de um engenheiro da corretora.
Posteriormente, a Binance informou ter identificado outras vulnerabilidades que também podem ter sido exploradas.
De acordo com a TRM Labs, os criminosos conseguiram comprometer o mecanismo responsável por autorizar transferências de criptomoedas.
Após o ataque, os valores foram rapidamente movimentados entre diferentes endereços digitais, estratégia utilizada para dificultar o rastreamento e o bloqueio dos recursos.
Até agora, aproximadamente US$ 3 bilhões, equivalentes a R$ 16,2 bilhões, foram localizados.
Isso, porém, não significa que o dinheiro tenha sido recuperado.
Empresas emissoras de criptomoedas estáveis, conhecidas como stablecoins, conseguiram congelar parte dos valores.
A Tether bloqueou quase US$ 1,57 bilhão, enquanto a Circle congelou mais de US$ 800 milhões.
Outros US$ 2,4 bilhões em Bitcoin e Ether podem estar fora do alcance imediato dessas medidas, já que essas criptomoedas não possuem uma autoridade central capaz de impedir diretamente suas transferências.
A corretora informou que utilizará recursos próprios e seu fundo emergencial de proteção aos clientes, conhecido como SAFU, para compensar as perdas.
O fundo possui aproximadamente US$ 1 bilhão em Bitcoin, valor significativamente inferior aos US$ 6,3 bilhões desviados.
A Binance também afirmou estar colaborando com o FBI, o Serviço Secreto dos Estados Unidos e outras autoridades.
A previsão anunciada pela empresa era de retomada dos saques em até 45 horas.
O episódio levanta questionamentos sobre a segurança do mercado de criptomoedas, especialmente diante da dificuldade de recuperar ativos transferidos para carteiras controladas por criminosos.
A repercussão do ataque atingiu o mercado financeiro nesta sexta-feira.
O Bitcoin caiu mais de 3%, chegando a US$ 77.356, enquanto o Ether também recuou mais de 3%.
O BNB, criptomoeda vinculada à Binance, registrou queda de aproximadamente 5%.
Nos Estados Unidos, ações de empresas expostas ao setor, como Coinbase e Strategy, também perderam valor.
As suspeitas sobre a Coreia do Norte se baseiam em semelhanças com ataques anteriores, incluindo o roubo à corretora Bybit, em 2025, atribuído pelo FBI a hackers norte-coreanos.
Autoridades americanas e sul-coreanas acusam o país de utilizar operações cibernéticas para obter recursos financeiros.
O governo norte-coreano nega essas acusações.
Somente em 2025, ataques contra empresas de criptomoedas provocaram perdas de aproximadamente US$ 2,9 bilhões, segundo a TRM Labs.
O novo episódio, cujo prejuízo supera sozinho todo o montante roubado no ano anterior, reforça os riscos de um mercado que movimenta cifras bilionárias, mas continua sujeito a invasões capazes de comprometer enormes volumes de recursos em poucos minutos.”
- CartaCapital · Reportagem
Plataforma de criptomoedas sofre o maior ataque hacker da história: US$ 6,3 bi
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“A plataforma de criptomoedas Binance informou na quinta-feira 29 que foi vítima de um grande ataque cibernético que afetou fundos avaliados em quase 6,3 bilhões de dólares (33 bilhões de reais), com aproximadamente metade do valor congelado para evitar um roubo em larga escala.
A empresa, a maior bolsa de moedas digitais do mundo em termos de volume diário de operações, publicou uma série de mensagens na rede social X, em alguns casos contraditórias, nas quais assegurou que "os fundos dos usuários estão totalmente seguros", mas também que "cobrirá todas as perdas".
Posteriormente, a Binance informou em seu perfil em espanhol para a América Latina que "o impacto total estimado está em cerca de US$ 6,3 bilhões".
"Trabalhamos com parceiros de blockchain para congelar os ativos afetados, com cerca de US$ 3 bilhões já congelados on-chain até agora", acrescentou.
O valor seria quatro vezes maior que a quantia afetada naquele que até agora era considerado o maior ciberataque do tipo: 1,5 bilhão de dólares subtraídos em fevereiro do ano passado da plataforma Bybit.
A empresa de pesquisa em blockchain TRM Labs afirmou na quinta-feira ter "alta confiança" de que o ataque foi orquestrado pelo TraderTraitor, um grupo de hackers vinculado à Coreia do Norte, e citou "informações robustas dentro e fora da blockchain".
"Várias características do ataque coincidem com roubos anteriores vinculados à Coreia do Norte", afirmou a TRM.
Analistas acreditam que o TraderTraitor faça parte do Grupo Lazarus, que ganhou notoriedade em 2014, quando foi acusado de hackear a Sony Pictures em represália contra 'A Entrevista', filme que satirizava o líder norte-coreano Kim Jong-un.
Fundos congelados Às 0h30 GMT de sexta-feira (21h30 de Brasília, quinta-feira), a Binance informou que todos os depósitos e saques foram "suspensos temporariamente", enquanto sua equipe "conduz verificações de segurança, congela fundos e colabora com as autoridades".
"O valor pode continuar aumentando à medida que nossas equipes trabalham em estreita colaboração com as autoridades, os emissores, as empresas de inteligência de blockchain e parceiros do setor para rastrear e congelar ativos adicionais", afirmou.
O comunicado da empresa no X indicou que uma investigação inicial sugeria que o ataque envolveu um laptop comprometido pertencente a um "engenheiro de DevOps", o que permitiu à parte não autorizada acessar um "contêiner de serviço" e executar transações de saque não autorizadas.
"Não encontramos evidências de qualquer vazamento de chaves privadas de carteiras", afirmou a Binance.
Paolo Ardoino, diretor da Tether, empresa que emite uma criptomoeda conhecida como USDT, disse que congelou quase 1,6 bilhão de dólares "relacionados a um possível ataque à plataforma Binance".
Jeremy Allaire, que comanda a plataforma de criptomoedas Circle, acrescentou que sua empresa bloqueou mais de 800 milhões de dólares em outra moeda digital, a USDC.
USDT e USDC são "stablecoins", ou seja, moedas digitais cujo valor está atrelado a uma moeda tradicional, o dólar americano.
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos e o FBI não responderam aos pedidos de comentário até o momento.
Preços das criptomoedas em queda Durante várias horas antes da confirmação do ataque pela Binance, analistas do setor apontaram que os hackers haviam conseguido acessar a plataforma.
Os preços da maioria das principais criptomoedas caíram após a notícia do ciberataque, com exceção das stablecoins, que, por definição, só podem oscilar dentro de margens estreitas.
Às 4h00 GMT (1h00 de Brasília), bitcoin e Ethereum recuavam 0,8%, uma recuperação após quedas de quase 5% e 6%, respectivamente.
O BNB, moeda nativa da Binance, subiu 2,7% após uma queda de 10%.
O ataque contra a Binance acontece no momento em que muitos observadores expressam preocupação de que as capacidades em constante expansão dos modelos de inteligência artificial (IA) possam comprometer a criptografia e os protocolos de segurança de TI.”
- Estadão · Reportagem
Binance: hackers roubam US$ 6,3 bi em ativos da empresa no maior ataque da história das criptomoedas
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“O grupo de hackers TraderTraitor , associado à Coreia do Norte , é apontado como responsável pelo ataque cibernético à Binance , maior corretora de criptomoedas do mundo.
A empresa de inteligência em blockchain TRM Labs afirmou ter alto grau de confiança na atribuição, com base em informações obtidas dentro e fora das redes de transações digitais.
A invasão atingiu cerca de US$ 6,3 bilhões em ativos , dos quais aproximadamente US$ 3 bilhões foram congelados.
Segundo a TRM, o ataque apresenta características semelhantes às de outras operações atribuídas a hackers norte-coreanos.
Em uma das ações, o invasor movimentou cerca de US$ 6,36 bilhões por carteiras da Binance em dez redes de criptomoedas, concentrando a maior parte das transferências em aproximadamente 20 minutos.
Isso tornaria o ataque o maior roubo de criptomoedas já registrado, segundo a empresa.
O TraderTraitor é associado ao Lazarus Group, organização de hackers ligada ao governo da Coreia do Norte.
O grupo ganhou notorieda”
- DW Brasil · Imprensa internacional
FBI acusa Coreia do Norte do maior roubo da história em criptomoedas
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“Investigadores afirmam que grupo TraderTraitor, parceiro de Pyongyang, foi o autor do ataque que drenou US$ 6,3 bilhões da maior corretora de criptoativos do mundo.
Binance diz ter coberto 95% dos prejuízos.
A Coreia do Norte está por trás do ataque hacker que levou ao maior roubo de criptomoedas da história , afirmou o FBI neste domingo (1/11), dois dias após o crime ter sido divulgado.
Na sexta, cerca de 6,3 bilhões de dólares foram roubados da Binance, a maior corretora de criptomoedas do mundo.
O incidente causou uma queda no valor de mercado das principais moedas virtuais.
Os ativos roubados incluíam bitcoin, ethereum e stablecoins, como o tether e o USD Coin, cujos valores estão atrelados a moedas tradicionais.
Em um comunicado, a agência de segurança americana confirmou as suspeitas de investigadores particulares e analistas de que um grupo parceiro de Pyongyang, chamado TraderTraitor, seria o responsável pelo roubo.
O TraderTraitor também é autor de outro roubo, que causou um rombo de 1,5 bilhão na plataforma Bybit, em fevereiro de 2025.
"O Departamento Federal de Investigação (FBI) está divulgando informações indicando que a República Popular Democrática da Coreia (Coreia do Norte) foi responsável pelo roubo de mais de US$ 6 bilhões em ativos virtuais da corretora de criptomoedas Binance, em ou por volta de 29 de outubro de 2026", afirmou o comunicado.
O FBI acrescentou que havia observado que "membros do grupo TraderTraitor" estavam convertendo ativos roubados em Ethereum e esperava que esses ativos fossem lavados posteriormente por meio de conversões utilizando serviços de finanças descentralizadas e de troca instantânea.
A agência afirmou estar instando entidades do setor privado "a bloquear transações com ou derivadas de endereços que os membros do grupo TraderTraitor estejam usando para lavar esses ativos roubados".
Acredita que os ataques cibernéticos venham ajudando a Coreia do Norte a financiar o programa de armas.
Já o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump , colocou em dúvida a participação da Coreia do Norte no ataque cibernético.
"Não estou preocupado.
Estamos nos informando sobre o caso.
Não sabemos se é a Coreia do Norte", disse o presidente a repórteres em sua residência na Flórida no final do sábado.
Trump costuma se referir com orgulho às cúpulas que realizou com o líder norte-coreano Kim Jong-un durante seu primeiro mandato.
O especialista em criptomoedas Ari Redbord disse à agência de notícias Associated Press que espera que os hackers dividam os ativos roubados em partes e tentem lavá-los por meio de corretoras menores para evitar a identificação, um processo que pode se estender por meses.
"Nesse caso, trata-se de um assalto a banco na velocidade da internet", disse Redbord, diretor de políticas da empresa de inteligência em blockchain TRM Labs.
"No entanto, também podemos rastrear e localizar esses fundos em tempo real para conduzir investigações, interromper as atividades e recuperar os recursos", acrescentou.
"É apenas um esse jogo de gato e rato."
A maior corretora de criptomoedas do mundo retomou os saques de bitcoin neste domingo (1/11) e informou que os outros seguirão em fases, após cobrir 95% dos 6,3 bilhões de dólares em tokens roubados da plataforma.
A Binance, fundada na China, informou na página de status logo pela manhã que os saques planejados haviam começado.
A primeira fase abrange 15 criptoativos, incluindo bitcoin, ether, XRP e dogecoin.
De acordo com a corretora, 6 bilhões de dólares em criptomoedas roubadas foram cobertos, usando recursos da empresa para comprar tokens de reposição.
Os 5% restantes dos tokens roubados consistem em ativos que são menos líquidos e podem levar mais tempo para serem obtidos nas quantidades necessárias.
fcl (reuters, afp, ap, dw)”
Encontrou um erro?VerdadeiroO FBI atribuiu o ataque ao grupo TraderTraitor, ligado à Coreia do Norte.
Esquerda Centro DireitaRevista Fórum, O Globo, Metrópoles, CNN Brasil, O Antagonista, Jovem Pan
Reportagens de mais de um grupo relatam a atribuição feita pelo FBI. A dúvida expressa por Trump é uma posição distinta, não uma negação da declaração do FBI.
Ver fontes e trechos (7)
VerdadeiroA Binance afirmou ter coberto ou recomposto cerca de 95% do valor afetado, sem que isso significasse recuperar dos invasores os mesmos ativos.
Esquerda Centro DireitaVeja, Metrópoles, Gazeta do Povo, Folha de S.Paulo, O Antagonista, Revista Oeste, Jovem Pan
Reportagens dos três grupos descrevem a reposição ou cobertura de cerca de 95%; Revista Oeste ressalva que parte veio de recursos da empresa, não da recuperação dos ativos roubados.
Ver fontes e trechos (8)
- Veja · Reportagem
Binance retoma saques após ataque hacker que provocou rombo de US$ 6,3 bilhões
Trecho consultado na análise
VerdadeiroA Binance retomou os saques de forma gradual em 1º de novembro.
Esquerda Centro DireitaO Globo, Veja, Metrópoles, Folha de S.Paulo, O Antagonista, Revista Oeste, Jovem Pan
Reportagens dos três grupos informam que os saques foram retomados gradualmente naquele domingo, com liberação por ativos ou redes.
Ver fontes e trechos (8)
VerdadeiroCerca de US$ 3 bilhões em ativos afetados haviam sido congelados até sexta-feira; isso não significava que tivessem sido recuperados.
Esquerda CentroO Globo, CartaCapital
CartaCapital relata cerca de US$ 3 bilhões congelados, e O Globo esclarece que o montante congelado não significava recuperação dos ativos.
Ver fontes e trechos (2)