VerdadeiroA defesa protocolou no STF, em 29 de outubro, uma perícia preliminar contratada por ela e pediu acesso aos dados originais da extração.
Esquerda CentroBrasil de Fato, g1, Folha de S.Paulo
Os relatos dos veículos de esquerda e centro registram o protocolo no STF e o pedido de acesso aos dados. O Direita também relata o pedido de entrega dos arquivos originais.
Ver fontes e trechos (4)
- Brasil de Fato · Reportagem
Indiciado por fraude bilionária, Vorcaro questiona no STF provas obtidas em celular
Trecho consultado na análise
“A defesa de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, protocolou nesta quinta-feira (29) no Supremo Tribunal Federal (STF) um parecer preliminar que aponta supostas alterações no celular do ex-banqueiro depois da apreensão do aparelho, em novembro de 2025.
O documento foi encomendado pelos próprios advogados e apresentado um dia depois de a Polícia Federal (PF) […] Fonte”
- g1 · Reportagem
Defesa diz que arquivos de celular de Vorcaro foram modificados após apreensão e questiona provas de investigação
Trecho consultado na análise
“A defesa de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, protocolou nesta quinta-feira (29) no Supremo Tribunal Federal ( STF ) um parecer preliminar, encomendado pelos advogados, que aponta supostas alterações no celular do ex-banqueiro após a apreensão do aparelho, em novembro de 2025.
"O aparelho registrou atividade durante a madrugada, enquanto estava nas mãos do Estado, e não há um documento sequer que diga quem o manuseou, por que e com que resultado"
A defesa do banqueiro usa o documento para questionar as provas utilizadas pela Polícia Federal nos inquéritos que investigam Vorcaro.
Os advogados também pedem que a PF apresente dados que, segundo eles, são solicitados desde fevereiro.”
- Folha de S.Paulo · Reportagem
Defesa de Vorcaro diz que arquivos de celular foram modificados e questiona provas de investigação
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Brasília Os advogados de Daniel Vorcaro , do Banco Master , apresentaram nesta quinta-feira (29) ao STF (Supremo Tribuanl Federal) o resultado de uma perícia preliminar contratada pela defesa que aponta supostas modificações no celular do ex-banqueiro após a apreensão, em novembro do ano passado.
O documento é usado pelos advogados para questionar a higidez das provas usadas pela Polícia Federal nos inquéritos que investigam Vorcaro e para pedir que o órgão apresente dados que, segundo eles, têm sido solicitados desde fevereiro.
Na petição enviada ao Supremo, a defesa diz que os pontos levantados pelo perito implicam "necessariamente que a liberdade [de Vorcaro] seja restabelecida" porque consideram que não é razoável que ele continue preso enquanto não houver um exame mais profundo do conteúdo do telefone.
Procurada, a assessoria da PF não quis se pronunciar sobre a acusação.
O pedido também abre caminho para que a equipe de advogados questione, mais à frente, as provas da investigação e tentem anular as apurações que têm como alvo o ex-banqueiro.
"Esse aparelho é a prova central da Operação Compliance Zero .
Dele saíram as conversas que sustentam a investigação e as conversas íntimas e com advogados que acabaram divulgadas pela imprensa", diz a defesa, em nota divulgada à imprensa também nesta quinta.
"A perícia foi solicitada em virtude de Daniel Vorcaro não reconhecer a veracidade de vários dos conteúdos vazados."
A perícia contratada pela defesa afirma que o celular foi manuseado depois de apreendido, em 17 de novembro de 2025, com 33 ativações da câmera frontal e três conexões pela saída USB.
"Registros de senhas foram criados ou modificados entre 2h03 e 2h25.
Nada disso consta do termo de apreensão.
O aparelho registrou atividade durante a madrugada, enquanto estava nas mãos do Estado, e não há um documento sequer que diga quem o manuseou, por que e com que resultado", diz a defesa.
Segundo eles, foram criados e modificados centenas de arquivos já com o celular apreendido, e que alguns deles estão datados seis meses depois da extração do conteúdo, que aconteceu em 19 de novembro do ano passado.
No material enviado ao Supremo, a defesa pede "que os dados brutos originais da extração sejam imediatamente preservados, sob custódia verificável, com os registros técnicos da coleta, os valores de hash e a documentação completa da cadeia de custódia".
Eles solicitam que esse material seja entregue à defesa, junto a outros documentos, como os registros fotográficos de lacres de quando o equipamento foi apreendido e o registro de posse e manuseio do aparelho entre a abordagem policial e a perícia.
A APCF (Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais) declarou que acompanha a repercussão do parecer da defesa de Vorcaro, mas afirmou que o questionamento apresentado não constitui, por si só, comprovação de falha na produção da prova pericial.
"A eventual identificação de modificações em registros digitais não significa necessariamente adulteração do conteúdo probatório, tampouco demonstra comprometimento de sua integridade", disse.
Também pontuou que a perícia criminal federal atua com rigor técnico, "observando procedimentos de cadeia de custódia destinados a assegurar a preservação, a autenticidade, a fidedignidade e a rastreabilidade dos vestígios examinados".
Já o documento apresentado pela defesa, ressaltam, "foi elaborado por um assistente técnico contratado para analisar os elementos probatórios sob a perspectiva de uma das partes, atuação legítima e prevista no processo penal".
"A entidade reafirma sua confiança na capacidade técnica, na independência e na imparcialidade dos peritos criminais federais, profissionais altamente qualificados que desempenham papel fundamental na produção da prova científica e na busca pela verdade dos fatos" , acrescentou.
Nesta quarta-feira (28), a PF concluiu o primeiro inquérito sobre suspeitas relacionadas ao Master, e indiciou Vorcaro e outras 14 pessoas por suspeitas de crimes financeiros na venda de carteiras de crédito ao BRB (Banco de Brasília).
A Vorcaro são atribuídas suspeitas dos crimes de gestão fraudulenta, de fraude à fiscalização, de lavagem de dinheiro, de indução ou manutenção em erro sobre operação financeira e de participar de organização criminosa.
O documento da PF tem mais de 700 páginas e foi entregue ao Supremo.
Nele, a PF diz que, "sob perspectiva jurídico-penal, os elementos são compatíveis, em tese, com participação em atos de gestão fraudulenta do BRB, na medida em que as sucessivas aprovações contribuíram para manter e ampliar operações bilionárias mediante postergação, flexibilização ou esvaziamento dos controles internos".
A conclusão do órgão, diz o texto assinado por quatro delegados, "considera individualmente o conteúdo entregue antes de cada votação, o tempo disponível para análise, as atribuições funcionais de cada diretor, as manifestações eventualmente produzidas fora das atas e o grau de consciência sobre a insuficiência dos ativos."
Daniel Vorcaro está preso na Papudinha, como ficou conhecido o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal .
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- O Antagonista · Reportagem
Defesa de Vorcaro aponta arquivos alterados em celular sob custódia da PF
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“A defesa de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, afirmou na noite de quinta-feira, 29, em nota, ter identificado alterações no celular dele apreendido pela Polícia Federal (PF) e usado como uma das principais fontes de prova da Operação Compliance Zero.
A defesa afirma ter apresentado ontem uma petição ao Supremo Tribunal Federal (STF) lastreada em análise técnica preliminar do perito Marcos Monteiro, assistente técnico dos advogados, sobre o material entregue pela PF a partir do celular.
Segundo a nota, a perícia foi solicitada porque Vorcaro não reconhece a veracidade de vários dos conteúdos vazados do celular à imprensa, e a análise preliminar realizada concluiu que, somente em 18 de novembro de 2025, com o celular já apreendido, 657 arquivos foram modificados e 436 foram criados.
Entre os modificados, 59 são bancos de dados, e entre os criados, 94 são imagens e cinco são bancos de dados.
Além disso, entre 23h22 de 17 de novembro e 2h25 de 18 de novembro de 2025, com o aparelho já sob custódia policial e em modo avião, foram 207 eventos de tela, 33 ativações da câmera frontal pelo componente de reconhecimento facial e três conexões pela porta USB.
"O banco de dados do WhatsApp foi modificado à 1h48min14s, seis segundos depois de uma dessas conexões.
Registros de senhas foram criados ou modificados entre 2h03 e 2h25.
Nada disso consta do termo de apreensão.
O aparelho registrou atividade durante a madrugada, enquanto estava nas mãos do Estado, e não há um documento sequer que diga quem o manuseou, por que e com que resultado", afirma a defesa, na nota.
Outra constatação da análise, dizem os advogados, é que, embora a extração dos dados do aparelho seja datada de 19 de novembro de 2025, há 340 arquivos com data de modificação em 13 e 14 de maio de 2026, quase seis meses depois.
"O material que o Estado apresenta como retrato fiel do aparelho carrega registros de modificação posteriores à própria extração, e não há nos autos uma linha de explicação técnica para isso".
Para a defesa, "as constatações do perito são graves e objetivas.
Elas não apontam suspeitas, apontam registros.
E esses registros estão no próprio relatório oficial da Polícia Federal".
"Um aparelho apreendido deve ser preservado, não alimentado ou editado", pontua.
Cadeia de custódia inexistente?
Os advogados dizem ainda que não foi localizado o auto circunstanciado de busca e que o termo de apreensão do celular, assinado de madrugada, não indica marca, número de série, IMEI, estado do aparelho nem lacres.
"No ofício de requisição de perícia, o campo do lacre está em branco, e os números aparecem apenas em anotação manuscrita sobre uma fotocópia.
A mesma fotografia foi usada para representar dois aparelhos distintos.
Os lacres originais foram rompidos em momento não documentado, sem fotografias.
As lacunas se estendem ao exame pericial: o laudo oficial não informa a versão da ferramenta nem o método utilizado para desbloqueio".
Dessa forma, diz a nota, faltam elementos para acompanhar o percurso da prova desde a apreensão até a extração.
Além disso, os advogados alegam que a PF entregou à defesa apenas um relatório derivado (arquivo UFDR), sem os arquivos originais da coleta feita pelo equipamento GrayKey.
"O perito demonstrou, em arquivo público de teste, que esse formato permite editar o conteúdo e gerar um novo relatório sem nenhum alerta de integridade.
Sem os dados brutos e sem os códigos hash, não existe meio técnico de saber se o que está nos autos corresponde ao que estava no aparelho".
A nota afirma que a conclusão do perito "não deixa margem a dúvida.
Com os elementos disponibilizados, não é possível verificar a integralidade do conteúdo extraído, a sua correspondência com o relatório entregue, nem a origem e o alcance das alterações registradas entre a abordagem e a extração.
Em outras palavras, a prova central da investigação não pode, hoje, ser submetida a uma verificação técnica elementar".
Para a defesa de Vorcaro, "uma prova cuja integridade não pode ser verificada não pode sustentar acusação alguma.
Negar à defesa o acesso aos dados originais é impedir o contraditório, em afronta à Constituição, à Súmula Vinculante 14 do Supremo Tribunal Federal e à Convenção Americana sobre Direitos Humanos, que assegura ao investigado os meios adequados para a sua defesa".
Os advogados pediram ao STF que os dados brutos originais da extração sejam imediatamente preservados, sob custódia verificável, com os registros técnicos da coleta, os valores de hash e a documentação completa da cadeia de custódia, e integralmente entregues à defesa, com todos os elementos indicados pelo perito.”
Encontrou um erro?VerdadeiroA perícia da defesa apontou 657 arquivos modificados e 436 criados em 18 de novembro de 2025, após a apreensão do celular.
Esquerda Centro DireitaCNN Brasil, O Antagonista, CartaCapital, Jovem Pan
Os veículos de direita, esquerda e centro relatam esses números e a data. O material não permite concluir, por si só, quem realizou as operações.
Ver fontes e trechos (4)
VerdadeiroA análise da defesa não identifica quem operou o celular nem conclui que houve intervenção humana deliberada.
Esquerda Centro DireitaCNN Brasil, CartaCapital, Jovem Pan
Os veículos de direita, esquerda e centro relatam ressalvas do laudo sobre autoria das operações e intervenção humana.
Ver fontes e trechos (3)
VerdadeiroA APCF afirmou que alterações em registros digitais não comprovam, por si sós, adulteração do conteúdo ou comprometimento da integridade da prova.
Esquerda Centro DireitaO Globo, Gazeta do Povo, Folha de S.Paulo
A associação é citada com essa ressalva em reportagens dos três grupos.
Ver fontes e trechos (3)
VerdadeiroA perícia da defesa registrou 207 eventos de tela, 33 ativações da câmera frontal e três conexões USB após a apreensão.
Esquerda DireitaUOL, O Antagonista
Os veículos de direita e esquerda relatam os mesmos números. O Esquerda acrescenta que os registros não determinam, por si, o que acionou a tela ou se houve transferência de dados.
Ver fontes e trechos (2)