VerdadeiroRafael Fonteles aparece entre os cotados para comandar o Ministério da Fazenda no próximo governo Lula.
Esquerda Centro DireitaBrasil 247, Metrópoles, Jovem Pan, CartaCapital, Poder360, Estadão, Folha de S.Paulo, CNN Brasil, Gazeta do Povo
A possibilidade é relatada por reportagens dos três grupos, embora não seja apresentada como decisão ou nomeação.
Ver fontes e trechos (9)
- Brasil 247 · Reportagem
Apoio do mercado a Rafael Fonteles é ativo do governador piauiense – e não passivo
Trecho consultado na análise
“Governador reeleito do Piauí ganha força para assumir o Ministério da Fazenda no governo Lula 4, com apoio de setores experientes do PT”
- Metrópoles · Reportagem
Saiba quem são os cotados para assumir o Ministério da Fazenda
Trecho consultado na análise
“Menos de uma semana depois da vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no último domingo (25/10), o mercado financeiro já especula qual será o novo nome a comandar uma das pastas mais importantes da Esplanada dos Ministérios, o Ministério da Fazenda.Atualmente, o órgão é liderado pelo ministro Dario Durigan, que assumiu o cargo no começo do ano, após Fernando Haddad deixar a posição para concorrer ao governo de São Paulo.Para o governo Lula 4, uma das principais preocupações do mercado está relacionada a necessidade de um ajuste das contas públicas, principalmente após o conjunto de medidas anunciadas pelo presidente durante a campanha eleitoral.O novo nome a comandar a pasta trabalhará ainda mais pressionado do que Haddad, que assumiu a Fazenda após a gestão de Paulo Guedes, ministro da Economia do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Há época, Haddad teve de reequilibrar as contas públicas, no entanto, agora é necessário passar ao mercado credibilidade fiscal, realizar ajustes no orçamento e manter os compromissos assumidos por Lula.
Leia também BrasilCotado para a Fazenda, Fonteles diz que nunca tratou com Lula sobre cargo Neila GuimarãesDéficit do Piauí põe à prova possível ida de Fonteles à Fazenda Igor GadelhaFonteles ganha força para Fazenda no “Lula 4”; Camilo, para Casa Civil Ramiro BritesFogo amigo do PT tenta atingir Sidônio, que se blinda com Camilo e Fonteles Diante deste cenário, alguns nomes estão sendo cogitados para assumir o cargo, que o escritor e consultor de risco Thomas Traumann classificou como “o pior emprego do mundo” em livro.Os principais nomes no bolãoRafael Fonteles, governador do Piauí;Dario Durigan, atual ministro da Fazenda;Bruno Moretti, atual ministro do Planejamento e Orçamento;Geraldo Alckmin, vice-presidente da República.O primeiro dos cotados é o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT).
O piauiense assumiu protagonismo durante o segundo turno da campanha presidencial, quando esteve mais perto de Lula.
Historicamente, o Piauí é um estado importante para Lula por ter uma tradição de votação expressiva no petista.Nas eleições de 2022, quando Lula voltou ao poder, foi apoiado no Estado por Wellington Dias, então governador, que veio a ser eleito senador e posteriormente foi convidado a comandar o ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome, cargo que ainda ocupa.Além de ser um nome de confiança do presidente, Fonteles é formado em matemática pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), sendo um dos nomes mais premiados da graduação.
O governador também ocupou a vaga de secretário de Fazenda e de presidente do Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz).
Apesar de ser um nome preparado para o cargo, que agradaria ao governo e ao mercado, Fonteles tem afirmado em entrevistas que não discutiu o assunto com o presidente.
Pesa contra ele o voto de milhares de piauienses para governador — reeleito em 1º turno com 70,90% dos votos, o maior percentual de um governador brasileiro.Interlocutores afirmam que é um movimento arriscado abandonar o governo para assumir um ministério.Dario DuriganOutro nome estudado pelo governo é o do atual ministro.
Durigan é visto como figura leal ao presidente, que tem boa interlocução com o mercado financeiro e que já comandou temas importantes como líder da equipe econômica.O ministro já destacou, no entanto, que Fonteles seria um “excelente nome” para o cargo.
Ele também afirmou que ainda não conversou com Lula sobre o futuro da Fazenda.Durigan já trabalhou na Advocacia-Geral da União (AGU) e ocupou diversos cargos na administração pública.
No setor privado, foi diretor de políticas públicas do WhatsApp.
Durante a maior parte do governo Lula 3, foi secretário-executivo da Fazenda, sendo o número 2 de Haddad.Foi durante a gestão Durigan, por exemplo, que o governo editou a Medida Provisória (MP) que proíbe a atuação das casas de apostas online, as chamadas bets, no Brasil.
Ele também participou de anúncios importantes, como o Desenrola e Desenrola Mei.Bruno MorettiOutro nome cotado para o cargo é o de Bruno Moretti, atual ministro do Planejamento e Orçamento (MPO), e que antes atuou na Casa Civil e no conselho da Petrobras.Ele é economista formado pela Universidade Federal Fluminense (UFF).
Além disso, é servidor da carreira do MPO, desde 2004.
Moretti tem bom trânsito no Congresso Nacional e no mercado financeiro, sendo reconhecido por ter um perfil mais técnico.O ministro foi responsável por articular diversas pautas relevantes com o Congresso, como a retirada do mínimo de saúde e educação do cálculo das receitas, o que pode reduzir as despesas do governo na ordem de aproximadamente R$ 10 bilhões.Com a medida, o governo não terá que aumentar o valor destinado aos pisos mínimos de saúde e educação em decorrência da alta da arrecadação com petróleo, devido a guerra no Oriente Médio.Geraldo AlckminO vice-presidente, Geraldo Alckmin, também tem sido cotado para assumir a vaga.
Durante grande parte do governo Lula 3, Alckmin foi ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC).
O nome agrada os mercados, por entender que Alckmin tem um perfil mais técnico e focado na organização das contas públicas.Pesa contra ele, no entanto, a disponibilidade que o cargo necessita.
Como Alckmin foi reeleito na chapa de Lula, deve se dedicar as demandas de que o cargo exige, portanto, não ficaria tão disponível para conversas com o mercado financeiro e Congresso Nacional.Apesar disso, a condução do vice-presidente nas negociações das tarifas com os Estados Unidos (EUA) fez com que o nome ganhasse ainda mais destaque para assumir o cargo.”
- Jovem Pan · Reportagem
Cotado para Fazenda, Fonteles reduziu dívida no Piauí, mas teve déficit em metade dos anos
Trecho consultado na análise
“Estadão Conteúdo
Cotado para assumir o Ministério da Fazenda, o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), já ocupou o cargo de secretário da Fazenda do Estado entre 2015 e 2022.
No período, o Piauí ganhou o selo de “bom pagador” do Tesouro Nacional e reduziu o tamanho da dívida em relação à Receita Corrente Líquida (RCL).
O Estado, porém, obteve resultados fiscais anuais mistos, colecionando quatro anos com superávits primários e quatro com déficit, conforme números do Tesouro Nacional e da Sefaz do Estado.
Até 2018, o Piauí tinha a nota “C” no critério de Capacidade de Pagamento (Capag) do Tesouro Nacional.
Em meio ao esforço de redução da dívida líquida, o Estado passou para a classificação “B” em 2019, posição que mantém desde então.
O indicador funciona como um selo de bom pagador e facilita a contratação de empréstimos com garantia da União para Estados e Municípios avaliados com as notas “A” ou “B”.
Quando Fonteles assumiu a secretaria da Fazenda do Estado, em 2015, o Piauí encerrou o ano com uma dívida de cerca de 57% em relação à Receita Corrente Líquida (RCL).
A proporção foi caindo até chegar ao valor mais baixo em 2020 (37%).
Ao analisar os resultados primários do Estado no período de Fonteles na Fazenda, ou seja, o total de receitas menos as despesas, o Piauí intercalou resultados positivos e negativos.
Conforme dados da Sefaz, houve superávit primário em 2015, 2017, 2020 e 2021, mas déficits primários em 2016, 2018, 2019 e 2022.
Ano/Resultado (R$, mi)
Fonte: Tesouro Nacional; Secretaria da Fazenda do Piauí
*A partir de 2018 foi utilizado o critério “Acima da linha”
O Tesouro Nacional também compila essas informações e, nos dados a partir de 2018, calcula o tamanho do resultado primário em proporção à Receita Corrente Líquida.
Nesse caso, as proporções foram as seguintes:
Ano Primário/RCL (%)
Fonte: Tesouro Nacional
Na avaliação do economista da XP Investimentos e especialistas na área fiscal, Tiago Sbardelotto, os resultados fiscais do Piauí no período de Fonteles na Fazenda “são mistos, no melhor dos casos”.
“Houve uma tendência generalizada de melhora dos resultados primários no pós-pandemia, especialmente entre 2021 e 2022, por conta das altas receitas de ICMS sobre combustíveis – naquela época, a tributação era sobre o valor na bomba.
Depois disso houve uma piora generalizada.
Mas, no geral, alguns Estados mantiveram posições mais sólidas, como Paraná, Mato Grosso e São Paulo”, lista ele.
Apesar dos resultados primários mistos, Fonteles sempre defendeu publicamente a necessidade de equilíbrio fiscal.
Depois de deixar a secretaria em 2022, ele concorreu – e ganhou – a eleição para governador do Estado naquele ano e, em seu plano de governo, destacou a necessidade de cuidado com as contas públicas.
“O equilíbrio fiscal foi, definitivamente, uma das medidas mais eficazes para inserir o Piauí na rota do crescimento”, diz o documento protocolado à época no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Já como governador, Fonteles criou, por exemplo, uma regra fiscal limitando os gastos das despesas primárias correntes a 70% da alta da receita corrente líquida, com exceção das áreas da saúde, educação e pagamento de precatórios.
A gestão também aprovou uma reforma da previdência aos servidores estaduais.
Apesar disso, a gestão de Fonteles como governador registrou déficits primários em todos os anos entre 2023 e 2025.
A dívida em relação à RCL também voltou a subir, e hoje está na casa de 63%.
O atual secretário da Fazenda do Estado, Emílio Júnior, argumenta, porém, que os déficits já estavam previstos e refletem o aumento de investimentos em áreas como infraestrutura
“Esses déficits já são programados.
O governador tomou uma posição de fazer investimentos, a sua grande maioria no Estado, através de operação de crédito: a receita da operação não é registrada no primário, mas a despesa é, e isso acaba aparecendo no resultado”, avaliou à Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
Ele reforça que a gestão tem conciliado controle fiscal a partir de queda nas despesas com pessoal e respeito aos limites de endividamento e de operações de crédito, conforme a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
“Todas essas travas são observadas na hora de uma liberação de crédito.
Então isso é a garantia que a gente pega nessa operação e ela não vai prejudicar o caixa futuro”, diz.
A capacidade de investimentos do Estado também têm sido destacada por entidades suprapartidárias, como o Centro de Lideranças Públicas (CLP), que organiza o Ranking de Competitividade dos Estados.
De acordo com a entidade, o Piauí ficou em primeiro lugar, entre todas as Unidades da Federação no ranking de taxa de investimentos em proporção à Receita Corrente Líquida em 2025.
Também de acordo com a metodologia do CLP, o Piauí é bem avaliado em categorias como “Potencial de Mercado” (3º lugar do Brasil) e “Solidez Fiscal” (13º lugar).
Conforme o diretor-presidente do CLP, Tadeu Barros, apesar do Piauí ser apenas o 13º em solidez fiscal, o Estado tem melhorado o desempenho na área, com destaque justamente para a parcela expressiva do Orçamento que tem viabilizado investimentos.
Ele destaca ainda que o Estado é o 6º melhor no indicador que mede a qualidade dos gastos com pessoal e o 7º no critério da Regra de Ouro, que ajuda a avaliar a relação entre endividamento e investimentos.
“Outro destaque é o planejamento orçamentário, no qual o Piauí ocupa a 5ª posição nacional e a 2ª do Nordeste”, avalia.
“Os resultados de 2026 revelam uma evolução da posição do Piauí no levantamento, especialmente em aspectos relacionados à capacidade de investimento e à administração das contas públicas”, afirma Barros.”
- CartaCapital · Reportagem
Quem é Rafael Fonteles, cotado para o Ministério da Fazenda no Lula 4
Trecho consultado na análise
“Com o fim do segundo turno e a reeleição de Lula (PT), a expectativa é que o quarto mandato do petista tenha novos nomes na "cozinha" do Palácio do Planalto.
Neste cenário, um dos coordenadores da campanha petista tem despontado como favorito para ocupar a cadeira de Dario Durigan no Ministério da Fazenda: Rafael Fonteles.
O governador reeleito do Piauí com mais de 70% dos votos é considerado um dos nomes proeminentes do PT no Nordeste.
Fonteles foi eleito no estado em 2022 aos 37 anos, se tornando o governador mais jovem do País.
Para ocupar a cadeira no Planalto, Fonteles teria que renunciar ao cargo, deixando o governo com seu vice, Washington Bandeira (PT).
O entorno de Lula avalia que, se o convite for feito, é preciso ir ao Piauí para "pedir autorização" da população do estado.
Filho de José Nazareno, ex-deputado federal e membro fundador do PT, Fonteles é matemático e mestre em economia matemática pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA).
Fonteles trabalhou como consultor de investimentos, com registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Também participou de um programa da TV Clube, afiliada da TV Globo no Piauí, no qual apresentava orientações sobre finanças e investimentos.
Ele foi secretário da Fazenda do governo Wellington Dias (PT) e presidente do Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal.
Em 2022 foi eleito governador no primeiro turno, derrotando o candidato Silvio Mendes (União Brasil).
Obteve 57,17% dos votos válidos, o que corresponde à marca histórica de 1.115.139 votos, maior votação já obtida por um candidato no Piauí.”
- Poder360 · Reportagem
Lula cogita ir ao Piauí convidar Fonteles para Fazenda e anima mercado
Trecho consultado na análise
“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) considera ir ao Piauí convidar o governador Rafael Fonteles (PT) para assumir o Ministério da Fazenda a partir de 2027, em nova composição de governo.
Lula, entretanto, só deve discutir para valer grandes mudanças na Esplanada depois de viagem à Turquia para participar da COP31 (31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima).
O segmento que envolve chefes de Estado está marcado para 11 e 12 de novembro.
Fonteles foi secretário da Fazenda do Estado durante o governo de Wellington Dias (PT).
Também presidiu o Comsefaz (Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal), de 2019 a 2022. [shortcode-newsletter] O governador do Piauí esteve na linha de frente da campanha de Lula no 2º turno deste ano.
Ganhou pontos com o presidente.
O gesto de Lula se daria em razão da reeleição de Fonteles como governador.
O chefe do Executivo piauiense teria de renunciar ao cargo para assumir o Ministério da Fazenda.
É necessário uma concertação: inclui uma explicação convincente ao eleitorado do Piauí e, ao mesmo tempo, Fonteles precisa conversar com aliados.
Tem reiterado que o convite ainda não veio.
A atitude de Lula se assemelharia ao que o chefe do Executivo fez em 2002, quando foi a Ribeirão Preto (SP) para chamar o então prefeito, Antonio Palocci, para o mesmo cargo.
Palocci se licenciou da prefeitura para se dedicar à vitoriosa campanha eleitoral de Lula à Presidência.
O ex-aliado de Lula caiu em desgraça no PT depois da delação em que falava de propina para o presidente.
MERCADO FINANCEIRO Lula deve começar as definições na Esplanada pela parte econômica na tentativa de acalmar o mercado financeiro.
A Faria Lima vê com descrença a chance de um ajuste fiscal.
O Ibovespa teve um tombo em 26 de outubro, 1 dia depois da reeleição de Lula, e a B3 teve de acionar o “circuit breaker”.
Integrantes do mercado financeiro veem de forma positiva a possível ida de Rafael Fonteles à Fazenda por toda expertise que ele acumulou nos últimos anos.
Destacam a capacidade de organização e boa articulação política.
Economistas também avaliam bem a chance de escolha.
Sócia da Gibraltar Consulting, Zeina Latif classifica Fonteles como “um ótimo nome”.
André Perfeito, economista-chefe da Garantia Capital, considera ser possível a chegada de Fonteles à Fazenda e que Lula está em busca de um “Palocci 2”.
“Alguém que seja comprometido com uma agenda mais à direita, mas que seja um político.
Acho que pode ser esse o caminho que eles vão tentar”, afirma.
O economista Phil Soares, chefe de Análise na Options Research, diz que o nome do piauiense “pode dar um ânimo no mercado”.
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) também é cotado para a Fazenda.
ACESSO AO CRÉDITO Em entrevista ao Poder360, em 15 de abril de 2025, Fonteles falou sobre temas prioritários para o Nordeste e o Piauí.
Defendeu aumentar o acesso a instrumentos de crédito do Brasil para os nordestinos.
Também disse que a transição energética "é uma uma oportunidade única para o Nordeste se industrializar com grande vantagem competitiva".
Afirmou ainda que o Nordeste tem uma "vocação natural para energia verde".
Fonteles citou potencial para avançar com o chamado hidrogênio verde e em data centers.
Assista à íntegra (22min15s): https://www.youtube.com/watch?
v=XErAq0CbMb8”
- Estadão · Reportagem
A pergunta no PT sobre Fonteles na Fazenda: Lula vai escolher ministro ‘indemissível’?
Trecho consultado na análise
“O nome do governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), cresceu em ritmo exponencial, na visão de integrantes do próprio PT, para ocupar o cargo de ministro da Fazenda no governo Luiz Inácio Lula da Silva .
Menos de uma semana após a reeleição do presidente, o governador passou a ser o mais cotado para a pasta, contando com a sinalização positiva de setores da economia e do mercado financeiro.
Um avanço assim, claro, gera ciúmes na própria sigla.
Mas além da disputa por espaço, petistas acionaram um alerta para Lula, baseado em ditado antigo: “Nunca contrate alguém que não pode demitir”.
Para assumir o ministério, Fonteles precisaria renunciar ao mandato no governo do Estado.
Diferentemente de parlamentares, que se licenciam e retornam ao cargo, o ocupante do Executivo precisa abrir mão em definitivo da função.
Na leitura de correligionários, a escolha criaria um compromisso de manutenção do ministro por quatro anos.
Uma indagação ocorre nos bastidores: o presidente aceitará “fic”
- Folha de S.Paulo · Reportagem
Cotado para Fazenda, Fonteles se formou em matemática com notas 10 em todas as disciplinas
Trecho consultado na análise
“Editado por Fábio Zanini, espaço traz notícias e bastidores da política.
Com Carlos Petrocilo e Gabriela Echenique
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Governador reeleito do Piauí e cotado para o Ministério da Fazenda, Rafael Fonteles ( PT ) se formou em matemática pela Universidade Federal do Piauí em 2004 com notas 10 em todas as disciplinas.
O perfil de ex-garoto prodígio de Fonteles, 41, que conquistou novo mandato com mais de 70% dos votos, é um dos principais argumentos dos que defendem que ele assuma o comando da área econômica do quarto mandato de Luiz Inácio Lula da Silva.
Sua nomeação simbolizaria também a renovação da esquerda.
Segundo boletim da UFPI obtido pela coluna, Fonteles tirou a nota máxima em todas as 29 disciplinas do curso.
Com desempenho acima da média, se formou após apenas dois anos, quando normalmente se exigem quatro.
Entrou em 2002 aos 17 anos e saiu em 2004, aos 19.
Depois, fez mestrado em Economia Matemática no Impa (Instituto de Matemática Pura e Aplicada) , no Rio de Janeiro, uma das instituições mais renomadas do país.
Fonteles tem dito que não conversou ainda com Lula sobre convite para integrar o ministério.
Para assumir a Fazenda, ele teria de renunciar ao governo do Piauí.
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Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.”
- CNN Brasil · Reportagem
Fonteles nega que tenha tratado sobre cargos “com Lula ou qualquer pessoa”
Trecho consultado na análise
“O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), negou nesta quinta-feira (29) ter discutido a possibilidade de ocupar um cargo no próximo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em publicação no X, o petista afirmou que também não conversou sobre a política econômica do futuro governo.
“Reforço o que disse em algumas entrevistas: nunca tratei com o Presidente Lula ou com qualquer outra pessoa (seja familiar, amigo, aliado ou adversário) sobre cargos no seu próximo mandato e muito menos sobre política econômica”, escreveu.
Fonteles também disse que não saber de uma eventual viagem de Lula ao Piauí.
“Informo também que não tenho conhecimento sobre nenhuma visita do Presidente ao nosso Estado”, acrescentou.
Na mesma mensagem, o governador comemorou sua participação na campanha presidencial e o desempenho dos aliados no estado.
Fonteles passou a integrar o núcleo mais próximo das decisões do presidente reeleito no segundo turno, após garantir o cargo novamente no governo piauiense.
“Fico muito feliz em ter dado uma modesta contribuição para essa virada espetacular no segundo turno das eleições presidenciais, garantindo a nossa democracia, a nossa soberania e os direitos sociais do nosso povo”, afirmou.
Cotado para a Fazenda Como mostrou a CNN Brasil, Fonteles é um dos nomes considerados para assumir o Ministério da Fazenda no quarto mandato de Lula.
Segundo aliados, o governador sinalizou disposição para integrar a Esplanada caso fosse convidado pelo presidente.
Sua atuação na comunicação da campanha durante o segundo turno ampliou a proximidade com o petista e fortaleceu seu nome nas discussões sobre a futura equipe.
Antes de chegar ao governo estadual, Fonteles comandou a Secretaria da Fazenda do Piauí e presidiu a Comsefaz, comitê que reúne os secretários estaduais da área.
Ele é formado em matemática e mestre em economia matemática.
Na terça-feira (27), o atual ministro da Fazenda, Dario Durigan, classificou o governador como um “excelente nome”. https://www.youtube.com/watch?
v=s5TVsk53x5Y”
- Gazeta do Povo · Reportagem
Fonteles nega conversa com Lula sobre cargos e descarta articulação para a Fazenda
Trecho consultado na análise
“O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), negou nesta quinta-feira (29) ter conversado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou com qualquer outra pessoa sobre a possibilidade de assumir um cargo no próximo mandato do petista.
Cotado para comandar o Ministério da Fazenda, o governador também afirmou que não discutiu a política econômica do futuro governo e que desconhece uma eventual visita de Lula ao estado.
Em publicação na rede social X, Fonteles disse que já havia feito esclarecimentos sobre o assunto em entrevistas.
“Reforço o que disse em algumas entrevistas: nunca tratei com o Presidente Lula ou com qualquer outra pessoa (seja familiar, amigo, aliado ou adversário) sobre cargos no seu próximo mandato e muito menos sobre política econômica”, escreveu.
O governador também negou ter conhecimento de uma possível viagem de Lula ao Piauí.
A informação circulou na imprensa em meio às especulações de que o presidente pretende convidá-lo para integrar a equipe ministerial a partir de 2027.
Governador destaca desempenho eleitoral no Piauí Na mesma publicação, Fonteles comemorou a vitória de Lula na disputa presidencial e atribuiu parte do resultado à atuação que teve na campanha do segundo turno.
O governador passou a integrar a coordenação da comunicação do petista depois da primeira etapa da eleição e ampliou sua participação nas articulações políticas da campanha.
“Fico muito feliz em ter dado uma modesta contribuição para essa virada espetacular no segundo turno das eleições presidenciais, garantindo a nossa democracia, a nossa soberania e os direitos sociais do nosso povo”, afirmou.
Fonteles também destacou o desempenho eleitoral do PT e de seus aliados no Piauí.
O estado registrou o maior percentual de votos para Lula no segundo turno, não elegeu nenhum deputado federal do PL e garantiu a eleição de dois senadores aliados ao presidente.
“Mais uma vez o Piauí foi o estado em que o Presidente Lula teve o seu maior percentual de votos.
Foi o único Estado do Brasil que não elegeu nenhum deputado do PL.
Foi o Estado do Brasil que teve o maior percentual de votos para o seu governador.
E o estado do Piauí elegeu todos os senadores aliados ao Presidente Lula, bem como 9 dos 10 deputados federais e 27 dos 30 deputados estaduais”, escreveu.
Lula recebeu 75,88% dos votos válidos no Piauí no segundo turno, contra 24,12% do senador Flávio Bolsonaro (PL).
Já Fonteles conquistou a reeleição no primeiro turno, em 4 de outubro, com 70,90% dos votos válidos, o equivalente a 1,43 milhão de votos.
Fonteles é cotado para o Ministério da Fazenda As especulações sobre uma possível ida do governador para o governo federal ganharam força depois da vitória de Lula.
Fonteles aparece entre os nomes considerados pelo presidente para comandar o Ministério da Fazenda no próximo mandato.
A atuação na campanha presidencial e sua experiência na área econômica reforçaram a possibilidade.
Antes de assumir o governo do Piauí, Fonteles comandou a Secretaria estadual da Fazenda entre 2015 e 2022 e presidiu o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz).
Na segunda-feira (26), em entrevista à GloboNews, o governador já havia afirmado que não pretendia deixar o Executivo estadual para assumir um ministério.
Na ocasião, disse que esperava ser diplomado e tomar posse para cumprir o mandato para o qual foi eleito.
“Isso não passa nem pela minha cabeça.
Eu ainda espero ser diplomado muito em breve pela Justiça Eleitoral do meu estado, como governador eleito, e tomar posse para cuidar do povo do Piauí”, declarou.
O atual ministro da Fazenda, Dario Durigan, chegou a elogiar publicamente o governador.
Na terça-feira (27), classificou Fonteles como um “excelente nome” para o cargo.
A avaliação reforçou as especulações sobre uma possível mudança na equipe econômica de Lula.”
Encontrou um erro?VerdadeiroFonteles foi secretário da Fazenda do Piauí e presidiu o Comsefaz.
Esquerda Centro DireitaMetrópoles, Jovem Pan, CartaCapital, Poder360, CNN Brasil, Gazeta do Povo
Os dois cargos são mencionados por reportagens de mais de um grupo; Poder360 informa que presidiu o Comsefaz de 2019 a 2022.
Ver fontes e trechos (6)
VerdadeiroEm 29 de outubro, Fonteles afirmou não ter tratado de cargos ou da política econômica com Lula ou qualquer outra pessoa e disse desconhecer eventual visita do presidente ao Piauí.
Centro DireitaCNN Brasil, Gazeta do Povo
Os veículos de centro e direita reproduzem a declaração publicada por Fonteles e a negativa sobre conhecimento de uma visita.
Ver fontes e trechos (2)
Não verificávelO Centro noticiou que Lula considerava ir ao Piauí para convidar Fonteles a assumir a Fazenda.
CentroPoder360
A hipótese de viagem e convite aparece em Poder360, mas não é confirmada por outro grupo nem por imprensa internacional ou checagem.
Ver fontes e trechos (1)
VerdadeiroReportagens atribuíram avaliações favoráveis à possível ida de Fonteles à Fazenda por parte de setores do mercado financeiro.
Esquerda CentroBrasil 247, Poder360
Os veículos de esquerda e centro relatam apoio ou avaliações positivas de participantes do mercado; são opiniões atribuídas, não uma decisão sobre o cargo.
Ver fontes e trechos (2)
- Brasil 247 · Reportagem
Apoio do mercado a Rafael Fonteles é ativo do governador piauiense – e não passivo
Trecho consultado na análise
“Governador reeleito do Piauí ganha força para assumir o Ministério da Fazenda no governo Lula 4, com apoio de setores experientes do PT”
- Poder360 · Reportagem
Lula cogita ir ao Piauí convidar Fonteles para Fazenda e anima mercado
Trecho consultado na análise
“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) considera ir ao Piauí convidar o governador Rafael Fonteles (PT) para assumir o Ministério da Fazenda a partir de 2027, em nova composição de governo.
Lula, entretanto, só deve discutir para valer grandes mudanças na Esplanada depois de viagem à Turquia para participar da COP31 (31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima).
O segmento que envolve chefes de Estado está marcado para 11 e 12 de novembro.
Fonteles foi secretário da Fazenda do Estado durante o governo de Wellington Dias (PT).
Também presidiu o Comsefaz (Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal), de 2019 a 2022. [shortcode-newsletter] O governador do Piauí esteve na linha de frente da campanha de Lula no 2º turno deste ano.
Ganhou pontos com o presidente.
O gesto de Lula se daria em razão da reeleição de Fonteles como governador.
O chefe do Executivo piauiense teria de renunciar ao cargo para assumir o Ministério da Fazenda.
É necessário uma concertação: inclui uma explicação convincente ao eleitorado do Piauí e, ao mesmo tempo, Fonteles precisa conversar com aliados.
Tem reiterado que o convite ainda não veio.
A atitude de Lula se assemelharia ao que o chefe do Executivo fez em 2002, quando foi a Ribeirão Preto (SP) para chamar o então prefeito, Antonio Palocci, para o mesmo cargo.
Palocci se licenciou da prefeitura para se dedicar à vitoriosa campanha eleitoral de Lula à Presidência.
O ex-aliado de Lula caiu em desgraça no PT depois da delação em que falava de propina para o presidente.
MERCADO FINANCEIRO Lula deve começar as definições na Esplanada pela parte econômica na tentativa de acalmar o mercado financeiro.
A Faria Lima vê com descrença a chance de um ajuste fiscal.
O Ibovespa teve um tombo em 26 de outubro, 1 dia depois da reeleição de Lula, e a B3 teve de acionar o “circuit breaker”.
Integrantes do mercado financeiro veem de forma positiva a possível ida de Rafael Fonteles à Fazenda por toda expertise que ele acumulou nos últimos anos.
Destacam a capacidade de organização e boa articulação política.
Economistas também avaliam bem a chance de escolha.
Sócia da Gibraltar Consulting, Zeina Latif classifica Fonteles como “um ótimo nome”.
André Perfeito, economista-chefe da Garantia Capital, considera ser possível a chegada de Fonteles à Fazenda e que Lula está em busca de um “Palocci 2”.
“Alguém que seja comprometido com uma agenda mais à direita, mas que seja um político.
Acho que pode ser esse o caminho que eles vão tentar”, afirma.
O economista Phil Soares, chefe de Análise na Options Research, diz que o nome do piauiense “pode dar um ânimo no mercado”.
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) também é cotado para a Fazenda.
ACESSO AO CRÉDITO Em entrevista ao Poder360, em 15 de abril de 2025, Fonteles falou sobre temas prioritários para o Nordeste e o Piauí.
Defendeu aumentar o acesso a instrumentos de crédito do Brasil para os nordestinos.
Também disse que a transição energética "é uma uma oportunidade única para o Nordeste se industrializar com grande vantagem competitiva".
Afirmou ainda que o Nordeste tem uma "vocação natural para energia verde".
Fonteles citou potencial para avançar com o chamado hidrogênio verde e em data centers.
Assista à íntegra (22min15s): https://www.youtube.com/watch?
v=XErAq0CbMb8”
Não verificávelSegundo os dados citados pelo Direita, o Piauí teve quatro superávits e quatro déficits primários entre 2015 e 2022, período em que Fonteles chefiou a Fazenda estadual.
DireitaJovem Pan
Jovem Pan atribui os números a dados da Sefaz e do Tesouro Nacional, mas nenhum outro grupo ou fonte internacional ou de checagem os confirma no material fornecido.
Ver fontes e trechos (1)
- Jovem Pan · Reportagem
Cotado para Fazenda, Fonteles reduziu dívida no Piauí, mas teve déficit em metade dos anos
Trecho consultado na análise
“Estadão Conteúdo
Cotado para assumir o Ministério da Fazenda, o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), já ocupou o cargo de secretário da Fazenda do Estado entre 2015 e 2022.
No período, o Piauí ganhou o selo de “bom pagador” do Tesouro Nacional e reduziu o tamanho da dívida em relação à Receita Corrente Líquida (RCL).
O Estado, porém, obteve resultados fiscais anuais mistos, colecionando quatro anos com superávits primários e quatro com déficit, conforme números do Tesouro Nacional e da Sefaz do Estado.
Até 2018, o Piauí tinha a nota “C” no critério de Capacidade de Pagamento (Capag) do Tesouro Nacional.
Em meio ao esforço de redução da dívida líquida, o Estado passou para a classificação “B” em 2019, posição que mantém desde então.
O indicador funciona como um selo de bom pagador e facilita a contratação de empréstimos com garantia da União para Estados e Municípios avaliados com as notas “A” ou “B”.
Quando Fonteles assumiu a secretaria da Fazenda do Estado, em 2015, o Piauí encerrou o ano com uma dívida de cerca de 57% em relação à Receita Corrente Líquida (RCL).
A proporção foi caindo até chegar ao valor mais baixo em 2020 (37%).
Ao analisar os resultados primários do Estado no período de Fonteles na Fazenda, ou seja, o total de receitas menos as despesas, o Piauí intercalou resultados positivos e negativos.
Conforme dados da Sefaz, houve superávit primário em 2015, 2017, 2020 e 2021, mas déficits primários em 2016, 2018, 2019 e 2022.
Ano/Resultado (R$, mi)
Fonte: Tesouro Nacional; Secretaria da Fazenda do Piauí
*A partir de 2018 foi utilizado o critério “Acima da linha”
O Tesouro Nacional também compila essas informações e, nos dados a partir de 2018, calcula o tamanho do resultado primário em proporção à Receita Corrente Líquida.
Nesse caso, as proporções foram as seguintes:
Ano Primário/RCL (%)
Fonte: Tesouro Nacional
Na avaliação do economista da XP Investimentos e especialistas na área fiscal, Tiago Sbardelotto, os resultados fiscais do Piauí no período de Fonteles na Fazenda “são mistos, no melhor dos casos”.
“Houve uma tendência generalizada de melhora dos resultados primários no pós-pandemia, especialmente entre 2021 e 2022, por conta das altas receitas de ICMS sobre combustíveis – naquela época, a tributação era sobre o valor na bomba.
Depois disso houve uma piora generalizada.
Mas, no geral, alguns Estados mantiveram posições mais sólidas, como Paraná, Mato Grosso e São Paulo”, lista ele.
Apesar dos resultados primários mistos, Fonteles sempre defendeu publicamente a necessidade de equilíbrio fiscal.
Depois de deixar a secretaria em 2022, ele concorreu – e ganhou – a eleição para governador do Estado naquele ano e, em seu plano de governo, destacou a necessidade de cuidado com as contas públicas.
“O equilíbrio fiscal foi, definitivamente, uma das medidas mais eficazes para inserir o Piauí na rota do crescimento”, diz o documento protocolado à época no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Já como governador, Fonteles criou, por exemplo, uma regra fiscal limitando os gastos das despesas primárias correntes a 70% da alta da receita corrente líquida, com exceção das áreas da saúde, educação e pagamento de precatórios.
A gestão também aprovou uma reforma da previdência aos servidores estaduais.
Apesar disso, a gestão de Fonteles como governador registrou déficits primários em todos os anos entre 2023 e 2025.
A dívida em relação à RCL também voltou a subir, e hoje está na casa de 63%.
O atual secretário da Fazenda do Estado, Emílio Júnior, argumenta, porém, que os déficits já estavam previstos e refletem o aumento de investimentos em áreas como infraestrutura
“Esses déficits já são programados.
O governador tomou uma posição de fazer investimentos, a sua grande maioria no Estado, através de operação de crédito: a receita da operação não é registrada no primário, mas a despesa é, e isso acaba aparecendo no resultado”, avaliou à Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
Ele reforça que a gestão tem conciliado controle fiscal a partir de queda nas despesas com pessoal e respeito aos limites de endividamento e de operações de crédito, conforme a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
“Todas essas travas são observadas na hora de uma liberação de crédito.
Então isso é a garantia que a gente pega nessa operação e ela não vai prejudicar o caixa futuro”, diz.
A capacidade de investimentos do Estado também têm sido destacada por entidades suprapartidárias, como o Centro de Lideranças Públicas (CLP), que organiza o Ranking de Competitividade dos Estados.
De acordo com a entidade, o Piauí ficou em primeiro lugar, entre todas as Unidades da Federação no ranking de taxa de investimentos em proporção à Receita Corrente Líquida em 2025.
Também de acordo com a metodologia do CLP, o Piauí é bem avaliado em categorias como “Potencial de Mercado” (3º lugar do Brasil) e “Solidez Fiscal” (13º lugar).
Conforme o diretor-presidente do CLP, Tadeu Barros, apesar do Piauí ser apenas o 13º em solidez fiscal, o Estado tem melhorado o desempenho na área, com destaque justamente para a parcela expressiva do Orçamento que tem viabilizado investimentos.
Ele destaca ainda que o Estado é o 6º melhor no indicador que mede a qualidade dos gastos com pessoal e o 7º no critério da Regra de Ouro, que ajuda a avaliar a relação entre endividamento e investimentos.
“Outro destaque é o planejamento orçamentário, no qual o Piauí ocupa a 5ª posição nacional e a 2ª do Nordeste”, avalia.
“Os resultados de 2026 revelam uma evolução da posição do Piauí no levantamento, especialmente em aspectos relacionados à capacidade de investimento e à administração das contas públicas”, afirma Barros.”