VerdadeiroA inadimplência das famílias no crédito livre chegou a 8,1% em setembro, alta de 0,1 ponto percentual ante agosto.
Esquerda DireitaFolha de S.Paulo, Revista Oeste, Veja
Os três trechos informam 8,1% em setembro e alta de 0,1 ponto percentual ante agosto para as famílias no crédito livre.
Ver fontes e trechos (3)
- Folha de S.Paulo · Reportagem
Inadimplência das famílias com bancos volta a bater recorde em setembro, mostra BC
Trecho consultado na análise
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As dívidas em atraso das pessoas físicas no crédito voltaram a bater recorde em setembro, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta quinta-feira (29), alcançando a maior marca da série histórica, além da quarta alta mensal consecutiva.
O índice de inadimplência chegou a 8,1% para as pessoas físicas, alta de 0,1 ponto percentual em relação a agosto, quando o indicador já tinha alcançado o maior nível da série histórica , e expansão de 1,2 ponto percentual em 12 meses.
Esse indicador de inadimplência mede a dívida em atraso a mais de 90 dias em relação ao estoque total de empréstimos e considera o crédito livre, aquele cujas taxas são fixadas livremente pelos bancos, como cheque especial e o financiamento de veículos.
O nível de endividamento das famílias em relação à renda também atingiu patamar recorde, 50,1% em agosto, alta de 0,2 ponto percentual em relação a julho e 1,2 ponto percentual em 12 meses.
Ou seja, mais da metade da renda de uma família correspondia a dívidas.
O endividamento foi tema da campanha eleitoral, vencida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste domingo (25).
O governo estrutura um novo Desenrola, no qual a União comprará a dívida antiga das famílias com os bancos.
É estimado que até 15 milhões de brasileiros negociem R$ 150 bilhões .
O candidato derrotado, Flávio Bolsonaro (PL), sugeriu um programa semelhante, no qual o governo também compraria as dívidas dos inadimplentes, que seriam refinanciadas pela Caixa Econômica Federal , com mais prazo e menor taxa de juros .
Os dados divulgados nesta quinta-feira também mostram uma alta no indicador que mede o percentual do orçamento familiar destinado para o pagamento das dívidas: de 28,8% para 29%.
Apesar do ciclo de redução da Selic, atualmente em 13,75% ao ano, as taxas de juros bancários voltaram a subir em agosto e setembro, após três meses de queda, segundo dados do BC.
Em setembro, o juro médio cobrado pelas instituições financeiras tanto de pessoas físicas quanto de empresas foi de 32,4% ao ano, alta de 0,2 ponto percentual em relação ao mês anterior.
"Não é possível dizer se é uma nova tendência de aumento de taxas ou algo pontual, de ajuste, no nível médio", afirmou o chefe do departamento de estatísticas do BC, Fernando Rocha, na apresentação dos dados.
De acordo com Rocha, embora a Selic esteja em trajetória de queda, a transmissão da política monetária para as taxas de crédito não é direta.
"Acho que a gente vai ter um momento de redução de taxas, mas você pode ter uma flutuação nesse processo", comentou.
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Embora a inadimplência geral tenha se elevado na média, houve uma queda de 0,5 ponto percentual no rotativo do cartão de crédito.
Essa linha, no entanto, permanece com juros em elevação: houve alta de 6,8 pontos percentuais em relação a agosto, chegando a um juro de 451,7% ao ano.
Desde 2024, uma norma do BC estabelece que a dívida de quem atrasa o pagamento da fatura do cartão de crédito não pode mais superar o dobro do montante original.
Isso significa que a taxa de juros acumulada é limitada a um teto de 100% do valor da dívida contraída.
A tendência de alta na inadimplência permanece no crédito consignado, tanto para aposentados e pensionistas quanto no consignado privado total, turbinado pelo governo Lula 3.
Também houve alta de 0,5 ponto percentual nas dívidas do cheque especial.
No final de setembro, o Comef (Comitê de Estabilidade Financeira), órgão do Banco Central, falou em endividamento em "patamar historicamente alto".
Na última semana, o BC anunciou novas medidas que visam proteger consumidores contra abusos nas ofertas de crédito, além de conferir mais transparência antes da contratação de empréstimos.
Para Caio Napoleão, economista da 4Intelligence, os índices de inadimplência parecem estar ganhando um "fôlego adicional", já que mostram trajetória de alta desde junho.
Ele também disse que o nível de comprometimento de renda permaneceu alto em agosto mesmo na vigência do Desenrola 2, "contrariamente ao esperado".
Nessa etapa do programa de renegociação de dívidas, foram renegociados R$ 28,3 bilhões em dívidas de quem ganhava até cinco salários mínimos, com débitos de empréstimos de cheque especial, crédito pessoal sem garantia e da fatura de cartão de crédito com atraso entre 90 dias e dois anos.
Já no Desenrola 1, lançado em 2023, foram renegociados R$ 53 bilhões de dívidas bancárias e contas de serviços públicos.
Os dados do BC também mostraram que no crédito direcionado, cujas taxas cobradas têm regras definidas pelo governo, a inadimplência recuou 0,2 ponto percentual para as pessoas físicas.
Essa modalidade inclui o financiamento imobiliário, o microcrédito, crédito rural e financiamentos via BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
As concessões de crédito consignado para aposentados e pensionistas quase dobraram, passando de R$ 4,7 bilhões em agosto para R$ 8,7 bilhões em setembro.
Rocha explicou que isso ocorreu devido ao fim da regra que limitou a margem consignável em setembro, o que reduziu os empréstimos concedidos.
Já no consignado do setor privado, a concessão de crédito recuou 7,7% em setembro.
Em 12 meses, com o efeito do programa turbinado pelo presidente Lula, a alta foi de 154%.
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- Revista Oeste · Reportagem
Inadimplência das famílias com bancos bate recorde em setembro
Trecho consultado na análise
“Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, tem curso de especialização em teoria da história, pela Universidade de São Paulo e em economia e finanças pelo Instituto Brasileiro de Economia e Finanças.
Atuou no Jornal do Brasil, O Estado de S.
Paulo e portal R7, entre outros, tendo feito coberturas fora do país.
Foi também assessor de imprensa do Consulado de Israel e da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo.
Autor de cinco livros, foi vencedor do Prêmio Clio de História e recebeu menção honrosa no Prêmio Sindiclube de Contos e Crônicas.
Atualmente é jornalista da Revista Oeste.
Veja mais
• A inadimplência das famílias nas operações de crédito livre atingiu 8,1% em setembro de 2026.
• Trata-se do maior porcentual da série histórica do Banco Central, com um aumento de 0,1 ponto porcentual em relação a agosto.
• Para as empresas, a taxa permaneceu em 6,6%.
• O endividamento das famílias também alcançou um recorde, representando 50,1% da renda acumulada em 12 meses.
A inadimplência das famílias nas operações de crédito livre atingiu 8,1% em setembro, o maior porcentual da série histórica do Banco Central (BC).
O indicador, que considera pagamentos com atraso superior a 90 dias, avançou 0,1 ponto porcentual em relação a agosto, quando já havia alcançado um recorde.
Entre as empresas, a taxa ficou estável em 6,6%.
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As operações de crédito livre, segundo o BC, têm taxas de juros livremente pactuadas entre mutuários e instituições financeiras.
Não inclui operações referenciadas em taxas regulamentadas, operações vinculadas a recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ou quaisquer outras lastreadas em recursos compulsórios ou governamentais.
Essas se incluem na categoria de crédito direcionado.
O endividamento das famílias também estabeleceu uma nova marca histórica.
Em agosto, as dívidas com o sistema financeiro representavam 50,1% da renda acumulada em 12 meses, aumento de 0,2 ponto porcentual sobre julho.
Os dados foram publicados nesta quinta-feira, 29, poucos dias depois da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O tema esteve presente na campanha eleitoral e motivou a elaboração de outra versão do Desenrola.
O programa em preparação prevê a compra, pela União, de dívidas antigas de consumidores com os bancos, com estimativa de R$ 90 bilhões em operações passíveis de renegociação.
O levantamento também revelou elevação dos juros bancários pelo segundo mês consecutivo, depois de três meses de recuo.
A taxa média das operações de crédito para pessoas físicas e empresas alcançou 32,4% ao ano, com acréscimo de 0,2 ponto porcentual.
Fernando Rocha, chefe do Departamento de Estatísticas do BC , disse, na apresentação do relatório, que ainda não é possível determinar se o aumento representa uma tendência duradoura ou uma oscilação temporária.
O comportamento da inadimplência variou conforme a modalidade de empréstimo.
No crédito rotativo do cartão, o indicador caiu 0,5 ponto porcentual, enquanto no cheque especial subiu na mesma proporção.
Os empréstimos consignados continuaram apresentando elevação da inadimplência, tanto entre aposentados e pensionistas quanto entre trabalhadores do setor privado.
Leia mais: “Dívida pública seguem em 82,9% do PIB, pior resultado desde 2021”
Nas operações de crédito direcionado, submetidas a regras específicas, a inadimplência das pessoas físicas diminuiu 0,2 ponto porcentual.
A categoria abrange financiamentos imobiliários e rurais, microcrédito e linhas vinculadas ao BNDES.
As concessões de empréstimos consignados a aposentados e pensionistas cresceram de R$ 4,7 bilhões em agosto para R$ 8,7 bilhões em setembro, avanço próximo de 85%.
Segundo Rocha, o resultado decorreu do fim de uma restrição temporária sobre a margem consignável (limite de desconto salarial).
No consignado destinado aos empregados da iniciativa privada, o volume de novos empréstimos apresentou queda de 7,7% em setembro.
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- Veja · Reportagem
Juros sobem e inadimplência das famílias avança no crédito livre, mostra BC
Trecho consultado na análise
“A inadimplência das famílias nas operações de crédito com recursos livres atingiu 8,1% em setembro, alta de 0,1 ponto percentual em relação a agosto e de 1,2 ponto percentual em doze meses.
Os dados foram divulgados pelo Banco Central nesta quinta-feira, 29.
Nesse segmento, que reúne empréstimos e financiamentos com taxas livremente negociadas entre bancos e clientes, os juros médios para pessoas físicas também subiram, para 62,4% ao ano.Na carteira total do Sistema Financeiro Nacional (SFN), a inadimplência permaneceu estável em 5%, patamar 0,9 ponto percentual superior ao registrado em setembro do ano passado.
Entre as famílias, o indicador ficou em 6%, sem alteração no mês.
Já entre as empresas, recuou 0,1 ponto percentual, para 3,3%.
Considerando empresas e pessoas físicas, a inadimplência no crédito livre ficou em 6,6%, também estável na comparação mensal.
Nesse segmento, a taxa de atraso das empresas caiu 0,1 ponto percentual, para 4,2%.
Os juros, por sua vez, avançaram.
A taxa média das novas contratações de crédito atingiu 32,4% ao ano em setembro, aumento de 0,2 ponto percentual no mês e de 0,9 ponto percentual em doze meses.
O spread bancário, diferença entre o custo de captação dos bancos e a taxa cobrada dos clientes, subiu 0,5 ponto percentual, para 21,6 pontos percentuais.Nas operações com recursos livres, os juros médios chegaram a 49% ao ano, alta de 0,5 ponto percentual em relação a agosto.
Para as empresas, a taxa avançou 0,4 ponto percentual, para 24,4% ao ano, com destaque para o encarecimento do capital de giro com prazo superior a um ano.Para as famílias, o aumento foi de 0,6 ponto percentual, levando a taxa média a 62,4% ao ano.
O resultado refletiu tanto mudanças na composição das operações quanto a elevação das taxas cobradas.
Os juros do cartão de crédito rotativo subiram 6,8 pontos percentuais no mês.O ritmo de expansão do crédito também perdeu força.
O estoque total das operações do SFN somou 7,4 trilhões de reais em setembro, crescimento de 0,4% no mês.
Na comparação em doze meses, a alta desacelerou de 9,4% em agosto para 8,6%.
A carteira destinada às empresas cresceu 1% no mês, enquanto a das famílias avançou 0,1%.
Já as novas concessões de crédito recuaram 1,3%, descontados os efeitos sazonais.
A queda foi de 3,4% nas operações com empresas, enquanto as contratações das famílias aumentaram 0,6%.
Os indicadores de orçamento familiar, divulgados com um mês adicional de defasagem, também subiram.
O endividamento das famílias atingiu 50,1% em agosto, alta de 0,2 ponto percentual no mês.
O comprometimento da renda com o pagamento das dívidas avançou na mesma intensidade, para 29%.”
Encontrou um erro?VerdadeiroA inadimplência total das operações do SFN ficou em 5% em setembro.
Centro Direitag1, Veja
Os veículos de centro e direita informam taxa total de 5% em setembro; o Direita acrescenta que ela ficou estável no mês.
Ver fontes e trechos (2)
- g1 · Reportagem
Inadimplência e endividamento das famílias são recorde em setembro, informa Banco Central
Trecho consultado na análise
“A taxa de inadimplência média total registrada pelos bancos nas operações de crédito permaneceu em 5% em setembro, informou nesta quinta-feira (29) o Banco Central (BC).
Com isso, o valor continuou sendo o maior desde o início da série histórica revisada pela autoridade monetária, em março de 2011.
O indicador de inadimplência do Banco Central considera as operações com atraso superior a 90 dias, tanto das pessoas físicas quanto das empresas.
No caso das pessoas físicas, a inadimplência permaneceu em 6% em setembro , o maior patamar da série histórica.
Já para as empresas, a inadimplência recuou de 3,4% para 3,3% no mês passado.”
- Veja · Reportagem
Juros sobem e inadimplência das famílias avança no crédito livre, mostra BC
Trecho consultado na análise
VerdadeiroA inadimplência das pessoas físicas no conjunto das operações ficou em 6% em setembro, sem mudança mensal.
Centro Direitag1, Veja
Os veículos de centro e direita informam taxa de 6% para pessoas físicas; o Direita especifica que não houve alteração no mês.
Ver fontes e trechos (2)
- g1 · Reportagem
Inadimplência e endividamento das famílias são recorde em setembro, informa Banco Central
Trecho consultado na análise
“A taxa de inadimplência média total registrada pelos bancos nas operações de crédito permaneceu em 5% em setembro, informou nesta quinta-feira (29) o Banco Central (BC).
Com isso, o valor continuou sendo o maior desde o início da série histórica revisada pela autoridade monetária, em março de 2011.
O indicador de inadimplência do Banco Central considera as operações com atraso superior a 90 dias, tanto das pessoas físicas quanto das empresas.
No caso das pessoas físicas, a inadimplência permaneceu em 6% em setembro , o maior patamar da série histórica.
Já para as empresas, a inadimplência recuou de 3,4% para 3,3% no mês passado.”
- Veja · Reportagem
Juros sobem e inadimplência das famílias avança no crédito livre, mostra BC
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VerdadeiroO endividamento das famílias foi de 50,1% da renda acumulada em 12 meses em agosto, alta de 0,2 ponto percentual ante julho.
Esquerda DireitaFolha de S.Paulo, Revista Oeste, Veja
Os três trechos situam o indicador em agosto, em 50,1%, e apontam alta de 0,2 ponto percentual sobre julho.
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- Folha de S.Paulo · Reportagem
Inadimplência das famílias com bancos volta a bater recorde em setembro, mostra BC
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As dívidas em atraso das pessoas físicas no crédito voltaram a bater recorde em setembro, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta quinta-feira (29), alcançando a maior marca da série histórica, além da quarta alta mensal consecutiva.
O índice de inadimplência chegou a 8,1% para as pessoas físicas, alta de 0,1 ponto percentual em relação a agosto, quando o indicador já tinha alcançado o maior nível da série histórica , e expansão de 1,2 ponto percentual em 12 meses.
Esse indicador de inadimplência mede a dívida em atraso a mais de 90 dias em relação ao estoque total de empréstimos e considera o crédito livre, aquele cujas taxas são fixadas livremente pelos bancos, como cheque especial e o financiamento de veículos.
O nível de endividamento das famílias em relação à renda também atingiu patamar recorde, 50,1% em agosto, alta de 0,2 ponto percentual em relação a julho e 1,2 ponto percentual em 12 meses.
Ou seja, mais da metade da renda de uma família correspondia a dívidas.
O endividamento foi tema da campanha eleitoral, vencida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste domingo (25).
O governo estrutura um novo Desenrola, no qual a União comprará a dívida antiga das famílias com os bancos.
É estimado que até 15 milhões de brasileiros negociem R$ 150 bilhões .
O candidato derrotado, Flávio Bolsonaro (PL), sugeriu um programa semelhante, no qual o governo também compraria as dívidas dos inadimplentes, que seriam refinanciadas pela Caixa Econômica Federal , com mais prazo e menor taxa de juros .
Os dados divulgados nesta quinta-feira também mostram uma alta no indicador que mede o percentual do orçamento familiar destinado para o pagamento das dívidas: de 28,8% para 29%.
Apesar do ciclo de redução da Selic, atualmente em 13,75% ao ano, as taxas de juros bancários voltaram a subir em agosto e setembro, após três meses de queda, segundo dados do BC.
Em setembro, o juro médio cobrado pelas instituições financeiras tanto de pessoas físicas quanto de empresas foi de 32,4% ao ano, alta de 0,2 ponto percentual em relação ao mês anterior.
"Não é possível dizer se é uma nova tendência de aumento de taxas ou algo pontual, de ajuste, no nível médio", afirmou o chefe do departamento de estatísticas do BC, Fernando Rocha, na apresentação dos dados.
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Embora a inadimplência geral tenha se elevado na média, houve uma queda de 0,5 ponto percentual no rotativo do cartão de crédito.
Essa linha, no entanto, permanece com juros em elevação: houve alta de 6,8 pontos percentuais em relação a agosto, chegando a um juro de 451,7% ao ano.
Desde 2024, uma norma do BC estabelece que a dívida de quem atrasa o pagamento da fatura do cartão de crédito não pode mais superar o dobro do montante original.
Isso significa que a taxa de juros acumulada é limitada a um teto de 100% do valor da dívida contraída.
A tendência de alta na inadimplência permanece no crédito consignado, tanto para aposentados e pensionistas quanto no consignado privado total, turbinado pelo governo Lula 3.
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Para Caio Napoleão, economista da 4Intelligence, os índices de inadimplência parecem estar ganhando um "fôlego adicional", já que mostram trajetória de alta desde junho.
Ele também disse que o nível de comprometimento de renda permaneceu alto em agosto mesmo na vigência do Desenrola 2, "contrariamente ao esperado".
Nessa etapa do programa de renegociação de dívidas, foram renegociados R$ 28,3 bilhões em dívidas de quem ganhava até cinco salários mínimos, com débitos de empréstimos de cheque especial, crédito pessoal sem garantia e da fatura de cartão de crédito com atraso entre 90 dias e dois anos.
Já no Desenrola 1, lançado em 2023, foram renegociados R$ 53 bilhões de dívidas bancárias e contas de serviços públicos.
Os dados do BC também mostraram que no crédito direcionado, cujas taxas cobradas têm regras definidas pelo governo, a inadimplência recuou 0,2 ponto percentual para as pessoas físicas.
Essa modalidade inclui o financiamento imobiliário, o microcrédito, crédito rural e financiamentos via BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
As concessões de crédito consignado para aposentados e pensionistas quase dobraram, passando de R$ 4,7 bilhões em agosto para R$ 8,7 bilhões em setembro.
Rocha explicou que isso ocorreu devido ao fim da regra que limitou a margem consignável em setembro, o que reduziu os empréstimos concedidos.
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VerdadeiroA inadimplência no crédito rotativo do cartão caiu 0,5 ponto percentual.
Esquerda DireitaFolha de S.Paulo, Revista Oeste
Os veículos de esquerda e direita relatam queda de 0,5 ponto percentual no indicador de inadimplência do rotativo.
Ver fontes e trechos (2)
- Folha de S.Paulo · Reportagem
Inadimplência das famílias com bancos volta a bater recorde em setembro, mostra BC
Trecho consultado na análise
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As dívidas em atraso das pessoas físicas no crédito voltaram a bater recorde em setembro, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta quinta-feira (29), alcançando a maior marca da série histórica, além da quarta alta mensal consecutiva.
O índice de inadimplência chegou a 8,1% para as pessoas físicas, alta de 0,1 ponto percentual em relação a agosto, quando o indicador já tinha alcançado o maior nível da série histórica , e expansão de 1,2 ponto percentual em 12 meses.
Esse indicador de inadimplência mede a dívida em atraso a mais de 90 dias em relação ao estoque total de empréstimos e considera o crédito livre, aquele cujas taxas são fixadas livremente pelos bancos, como cheque especial e o financiamento de veículos.
O nível de endividamento das famílias em relação à renda também atingiu patamar recorde, 50,1% em agosto, alta de 0,2 ponto percentual em relação a julho e 1,2 ponto percentual em 12 meses.
Ou seja, mais da metade da renda de uma família correspondia a dívidas.
O endividamento foi tema da campanha eleitoral, vencida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste domingo (25).
O governo estrutura um novo Desenrola, no qual a União comprará a dívida antiga das famílias com os bancos.
É estimado que até 15 milhões de brasileiros negociem R$ 150 bilhões .
O candidato derrotado, Flávio Bolsonaro (PL), sugeriu um programa semelhante, no qual o governo também compraria as dívidas dos inadimplentes, que seriam refinanciadas pela Caixa Econômica Federal , com mais prazo e menor taxa de juros .
Os dados divulgados nesta quinta-feira também mostram uma alta no indicador que mede o percentual do orçamento familiar destinado para o pagamento das dívidas: de 28,8% para 29%.
Apesar do ciclo de redução da Selic, atualmente em 13,75% ao ano, as taxas de juros bancários voltaram a subir em agosto e setembro, após três meses de queda, segundo dados do BC.
Em setembro, o juro médio cobrado pelas instituições financeiras tanto de pessoas físicas quanto de empresas foi de 32,4% ao ano, alta de 0,2 ponto percentual em relação ao mês anterior.
"Não é possível dizer se é uma nova tendência de aumento de taxas ou algo pontual, de ajuste, no nível médio", afirmou o chefe do departamento de estatísticas do BC, Fernando Rocha, na apresentação dos dados.
De acordo com Rocha, embora a Selic esteja em trajetória de queda, a transmissão da política monetária para as taxas de crédito não é direta.
"Acho que a gente vai ter um momento de redução de taxas, mas você pode ter uma flutuação nesse processo", comentou.
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Embora a inadimplência geral tenha se elevado na média, houve uma queda de 0,5 ponto percentual no rotativo do cartão de crédito.
Essa linha, no entanto, permanece com juros em elevação: houve alta de 6,8 pontos percentuais em relação a agosto, chegando a um juro de 451,7% ao ano.
Desde 2024, uma norma do BC estabelece que a dívida de quem atrasa o pagamento da fatura do cartão de crédito não pode mais superar o dobro do montante original.
Isso significa que a taxa de juros acumulada é limitada a um teto de 100% do valor da dívida contraída.
A tendência de alta na inadimplência permanece no crédito consignado, tanto para aposentados e pensionistas quanto no consignado privado total, turbinado pelo governo Lula 3.
Também houve alta de 0,5 ponto percentual nas dívidas do cheque especial.
No final de setembro, o Comef (Comitê de Estabilidade Financeira), órgão do Banco Central, falou em endividamento em "patamar historicamente alto".
Na última semana, o BC anunciou novas medidas que visam proteger consumidores contra abusos nas ofertas de crédito, além de conferir mais transparência antes da contratação de empréstimos.
Para Caio Napoleão, economista da 4Intelligence, os índices de inadimplência parecem estar ganhando um "fôlego adicional", já que mostram trajetória de alta desde junho.
Ele também disse que o nível de comprometimento de renda permaneceu alto em agosto mesmo na vigência do Desenrola 2, "contrariamente ao esperado".
Nessa etapa do programa de renegociação de dívidas, foram renegociados R$ 28,3 bilhões em dívidas de quem ganhava até cinco salários mínimos, com débitos de empréstimos de cheque especial, crédito pessoal sem garantia e da fatura de cartão de crédito com atraso entre 90 dias e dois anos.
Já no Desenrola 1, lançado em 2023, foram renegociados R$ 53 bilhões de dívidas bancárias e contas de serviços públicos.
Os dados do BC também mostraram que no crédito direcionado, cujas taxas cobradas têm regras definidas pelo governo, a inadimplência recuou 0,2 ponto percentual para as pessoas físicas.
Essa modalidade inclui o financiamento imobiliário, o microcrédito, crédito rural e financiamentos via BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
As concessões de crédito consignado para aposentados e pensionistas quase dobraram, passando de R$ 4,7 bilhões em agosto para R$ 8,7 bilhões em setembro.
Rocha explicou que isso ocorreu devido ao fim da regra que limitou a margem consignável em setembro, o que reduziu os empréstimos concedidos.
Já no consignado do setor privado, a concessão de crédito recuou 7,7% em setembro.
Em 12 meses, com o efeito do programa turbinado pelo presidente Lula, a alta foi de 154%.
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