VerdadeiroA primeira versão da carta trazia um brasão antigo com a inscrição “Estados Unidos do Brazil”.
Esquerda Centro DireitaCartaCapital, Poder360, Veja, ICL Notícias, O Globo, Folha de S.Paulo, UOL
Os relatos dos três grupos descrevem a inscrição no brasão da primeira versão da carta.
Ver fontes e trechos (7)
- CartaCapital · Reportagem
Advogados pedem à PF investigação sobre uso de brasão do Brasil em carta de Flávio Bolsonaro
Trecho consultado na análise
“Um grupo de advogados apresentou uma notícia de fato à Polícia Federal contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por uso do brasão do Brasil em sua carta golpista.
Por isso, o grupo pede a investigação do senador pelo crime de uso indevido de símbolo identificador da Administração Pública, previsto no Código Penal.
No ofício, Reinaldo Santos de Almeida, Anderson Lopes, Ricardo Ueno, Caio Ferreira, Sean Kompier Abib, Marcos Rodolfo Araujo Sá, André Jorgetto, Eduardo Samoel Fonseca, Thais Cristina Tavares e Gilney Batista de Meto pedem a instauração de um inquérito a ser submetido ao Supremo Tribunal Federal.
Os advogados solicitam também uma perícia das três versões da carta para identificar a autoria, datas e a origem das imagens dos brasões utilizados, além da oitiva de Flávio e do blogueiro bolsonarista Paulo Figueiredo.
Para os advogados, a carta é um documento estritamente particular e não um ato oficial do Senado ou da Presidência.
No entanto, ao timbrar a mensagem com os símbolos nacionais e autoproclamar-se "presidente eleito" ou "líder do Brasil" perante a comunidade internacional, Flávio criou a falsa impressão de que a manifestação se tratava de um ato oficial do Estado brasileiro.
"A combinação entre o timbre do Estado, a autoproclamação na Presidência e o discurso de uma legitimidade exercida desde o estrangeiro sugere o propósito de projetar, no Brasil e perante governos estrangeiros, uma autoridade presidencial paralela àquela que a Justiça Eleitoral proclamou", diz um trecho do pedido feito pelos advogados à PF.
Após ser derrotado nas urnas pelo presidente Lula (PT), Flávio fugiu para os Estados Unidos, passando por Argentina e Equador clandestinamente.
Os seus passaportes haviam sido cancelados horas antes de embarcar com a esposa e as duas filhas no país norte-americano.
Ao chegar em Miami para encontrar com seu irmão que também está foragido da Justiça, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), o senador publicou uma carta na qual não reconhecia o resultado das eleições.
O documento continha a imagem do brasão de 1889, intitulado 'Estados Unidos do Brazil', época em que o País vivia uma monarquia.
Esta primeira versão foi encaminhada à imprensa pelo blogueiro.
"Dirijo-me ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o verdadeiro presidente eleito do Brasil", iniciava o texto da carta escrita por Flávio, acompanhada do brasão.
Cerca de 10 minutos depois, Paulo Figueiredo enviou uma segunda versão com o brasão vigente da República, seguido da legenda "República Federativa do Brasil".
Desta vez o nome do País aparecia grafado com "s" ao invés de "z".
Na hora seguinte, a terceira versão passou foi publicada no perfil do X do senador como "Carta à Nação Brasileira", com o brasão vigente, mas uma alteração no início do texto, que passou de "verdadeiro presidente eleito do Brasil" para "líder do Brasil".
Aliados do senador, como o presidente nacional do PL Valdemar da Costa Neto e o líder da oposição, o senador Rogério Marinho (PL-RN), reconheceram o resultado das urnas.”
- Poder360 · Reportagem
Brasil já teve 5 nomes oficiais; veja quais foram
Trecho consultado na análise
“O Brasil já adotou ao menos 5 denominações oficiais ao longo de sua história, além de outros nomes atribuídos ao território desde a chegada dos portugueses, em 1500.
A história inclui desde referências anteriores à colonização até o nome atual, “República Federativa do Brasil”, cuja adoção oficial foi formalizada em 1968.
O tema voltou na 4ª feira (28.out.2026), depois de uma carta divulgada pelo senador e candidato derrotado à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) trazer, em sua 1ª versão, um brasão antigo com a inscrição “Estados Unidos do Brazil”.
Este nome foi substituído por “República Federativa do Brasil” em 1968.
O documento foi corrigido minutos depois, passando a exibir o brasão atual. [shortcode-newsletter] [caption id="attachment_2625878" align="alignnone" width="1767"] Os brasões usados por Flávio no arquivo em que divulgou sua nota: o senador errou o nome do Brasil, usando na 1ª versão “Estados Unidos do Brazil", brasão usado até 1968, quando foi alterado para a nomenclatura atual, “República Federativa do Brasil”[/caption] O território que hoje forma o Brasil já era habitado por povos indígenas antes da chegada de Pedro Álvares Cabral, em 1500.
Pindorama, palavra de origem tupi associada ao significado de “terra das palmeiras”, é uma das denominações relacionadas ao território brasileiro.
Antes mesmo de 1500, o nome “Brasil” e variantes como Bracir, Bracil, Brazille, Bersil, Braxili e Bresilge já apareciam em mapas europeus produzidos de 1351 a 1500.
Esses nomes designavam lugares míticos ainda não identificados com o território sul-americano, associados a uma ilha ou a até 3, dependendo do mapa.
O nome, portanto, já circulava na Europa antes da chegada dos portugueses ao Brasil.
A consolidação oficial do termo "Brasil" aconteceu em 1512, quando apareceu pela 1ª vez em uma carta de Afonso de Albuquerque ao rei.
A historiadora Laura de Mello e Souza situa sua consagração entre 1516, quando Dom Manuel investiu Cristóvão Jaques nas funções de "governador das partes do Brasil", e 1530, quando Dom João III designou Martim Afonso de Sousa encarregado do governo da terra.
Flávio, sua mulher e as duas filhas adolescentes do casal fugiram do Brasil por se sentirem ameaçados por eventuais decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
A Polícia Federal expediu um pedido de apreensão do passaporte de Flávio só 7 minutos depois de o Tribunal Superior Eleitoral ter declarado o resultado da eleição presidencial, às 21h09 de 25 de outubro de 2026 –o vencedor foi Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que teve 64.256.232 votos (51,79%) contra 59.826.041 votos (48,21%) de Flávio.
O magistrado avalizou o pedido da PF para apreender os documentos de Flávio e proibi-lo de sair do país.
Leia a linha do tempo do caso aqui.”
- Veja · Reportagem
‘Estados Unidos do Brazil’: o erro no brasão em carta de Flávio Bolsonaro à nação
Trecho consultado na análise
“Em uma primeira versão da carta aberta que Flávio Bolsonaro (PL) divulgou nesta quarta-feira, 28, ao chegar a Miami, o brasão da República estava errado.
O símbolo apresentado deixou de ser usado oficialmente em 1968, ainda na ditadura militar.
O atual desenho está em vigor desde 1971.
Na apresentação do senador, havia ainda a legenda no centro identificando o país como "Estados Unidos do Brazil", nome oficial que o país usou entre 1889 e 1967, antes de passar a se chamar "República Federativa do Brasil".
A grafia com a letra "z" também deixou de ser utilizada e deu lugar à atual, com "s", no começo da década de 1930, há quase um século.Pouco depois, o jornalista Paulo Figueiredo, que encaminhou a carta de Flávio para integrantes da imprensa brasileira, enviou uma segunda versão, com o símbolo correto.
Oficialmente chamado de Armas Nacionais, o brasão é definido pela Constituição Federal de 1988 em seu art. 13, parágrafo 1º: "A língua portuguesa é o idioma oficial da República Federativa do Brasil. § 1º São símbolos da República Federativa do Brasil a bandeira, o hino, as armas e o selo nacionais. § 2º Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão ter símbolos próprios".
De acordo com a legislação brasileira, o brasão anterior e erroneamente apresentado na carta do senador Flávio Bolsonaro deixou de fazer parte dos símbolos oficiais por meio da Lei nº 5. 443, de 28 de maio de 1968.
À época, o Brasil estava sob o comando do segundo general do Exército daquele período, Artur da Costa e Silva.
Por meio da Lei nº 5. 700, de 1º de setembro de 1971, a formação do brasão sofreu modificações — a última, por meio de uma mudança na legislação em 1992.
A descrição do atual brasão consta do artigo 8º da lei de 1971: "O escudo redondo será constituído em campo azul-celeste, contendo cinco estrelas de prata, dispostas na forma da constelação Cruzeiro do Sul, com a bordadura do campo perfilada de ouro, carregada de estrelas de prata em número igual ao das estrelas existentes na Bandeira Nacional; O escudo ficará pousado numa estrela partida-gironada, de 10 peças de sinopla e ouro, bordada de 2 tiras, a interior de goles e a exterior de ouro.
O todo brocante sobre uma espada, em pala, empunhada de ouro, guardas de blau, salvo a parte do centro, que é de goles e contendo uma estrela de prata, figurará sobre uma coroa formada de um ramo de café frutificado, à destra, e de outro de fumo florido, à sinistra, ambos da própria cor, atados de blau, ficando o conjunto sobre um resplendor de ouro, cujos contornos formam uma estrela de 20 pontas; Em listel de blau, brocante sobre os punhos da espada, inscrever-se-á, em ouro, a legenda República Federativa do Brasil, no centro, e ainda as expressões '15 de novembro', na extremidade destra, e a expressão 'de 1889', na sinistra".”
- ICL Notícias · Reportagem
Flávio Bolsonaro é denunciado à PF por crime contra a fé pública em carta golpista
Trecho consultado na análise
“Por Cleber Lourenço
Dez advogados acionaram a Polícia Federal para pedir uma investigação criminal contra Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pelo uso do Brasão da República na carta em que se declarou presidente eleito do Brasil , mesmo após perder a eleição para Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A representação, apresentada na quarta-feira (28), aponta possível crime contra a fé pública, com pena de até seis anos de prisão, e pede que o caso seja encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) para abertura de inquérito.
A suspeita é de que o senador tenha utilizado um símbolo oficial do Estado brasileiro para dar aparência de autoridade institucional a uma manifestação política particular.
Os advogados também querem que a PF investigue quem produziu e divulgou a carta, inclusive se houve participação de servidores ou utilização de equipamentos do gabinete parlamentar de Flávio.
O pedido foi assinado por Reinaldo Santos de Almeida, do Rio de Janeiro, e Anderson Lopes, Ricardo Ueno, Caio Ferreira, Sean Kompier Abib, Marcos Rodolfo Araujo Sá, André Jorgetto, Eduardo Samoel Fonseca, Thais Cristina Tavares e Gilney Batista de Melo, de São Paulo.
A principal evidência apresentada pelos advogados é a circulação de três versões da carta em menos de uma hora, todas com símbolos da República no cabeçalho.
A primeira, encaminhada a jornalistas pelo aliado Paulo Figueiredo, trazia o brasão de 1889, com a inscrição “Estados Unidos do Brazil”.
Treze minutos depois, Figueiredo distribuiu uma nova versão, acompanhada da mensagem “Versão com brasão correto”.
O emblema histórico havia sido substituído pelas Armas Nacionais atualmente utilizadas pelo Estado brasileiro.
O texto, entretanto, permanecia inalterado.
Flávio continuava se apresentando como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”.
Na terceira versão, publicada pelo próprio senador na rede social X, a expressão foi substituída por “líder do Brasil”, mas o símbolo oficial permaneceu no documento.
Para os autores da representação, a sequência demonstra que a utilização das Armas Nacionais não foi um erro inadvertido, mas uma escolha consciente de quem produziu e divulgou a carta.
“Quem corrige um timbre para ajustá-lo ao modelo oficial demonstra saber que se trata do símbolo do Estado e querer que o documento o ostente”, afirma a petição.
Os advogados sustentam que a substituição do brasão histórico pelo modelo vigente é o principal elemento que caracteriza, em tese, o uso indevido de símbolo identificador da administração pública.
A representação aponta possível violação do artigo 296, parágrafo 1º, inciso III, do Código Penal, que pune a alteração, falsificação ou utilização indevida de símbolos identificadores de órgãos públicos.
A pena prevista é de dois a seis anos de reclusão, além de multa.
O Código Penal também estabelece aumento de um sexto quando o crime é cometido por funcionário público que se aproveita do cargo.
Os advogados defendem que essa circunstância seja examinada porque Flávio é senador e teria utilizado sua condição política para conferir credibilidade ao documento.
A petição cita um precedente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) envolvendo a condenação de um integrante do Ministério Público Federal que utilizou símbolos oficiais em documentos destinados à defesa de interesses particulares.
“A carta não é ato oficial de nenhum órgão da União, e muito menos da Presidência da República”, afirmam os autores.
O conteúdo do documento também é considerado relevante para a suspeita criminal.
Na carta, Flávio contesta o resultado da eleição, classifica o governo brasileiro como um “regime de exceção” e anuncia que pretende liderar a oposição a partir dos Estados Unidos.
Segundo os advogados, a utilização do símbolo oficial, associada à autoproclamação como presidente eleito e ao envio da mensagem à comunidade internacional, sugere uma tentativa de projetar uma autoridade presidencial paralela à reconhecida pela Justiça Eleitoral.
A representação pede que a Polícia Federal identifique os responsáveis pela elaboração das três versões da carta e investigue quem decidiu substituir o brasão original pelas Armas Nacionais vigentes.
Os advogados solicitam a oitiva de Paulo Figueiredo, apontado como responsável pelo envio das primeiras versões à imprensa, inclusive mediante cooperação internacional, se necessário.
Também querem que seja verificado se servidores, equipamentos ou canais oficiais do gabinete parlamentar de Flávio foram utilizados na produção ou divulgação do documento.
Entre as diligências solicitadas estão a preservação dos arquivos originais e a análise de seus metadados, que podem revelar quem criou e modificou as cartas, quando as alterações ocorreram e quais programas foram utilizados.
Os autores pedem ainda que a Presidência da República informe se houve autorização para o emprego das Armas Nacionais.
A notícia de fato inclui pedidos de apuração sobre a saída de Flávio do Brasil e o possível uso de passaporte diplomático após a determinação judicial de apreensão e cancelamento do documento.
Os advogados solicitam que o Ministério das Relações Exteriores esclareça a situação do passaporte e informe se tem conhecimento de comunicações encaminhadas pelo senador a governos estrangeiros ou organismos internacionais na condição de suposto presidente eleito ou “líder do Brasil”.
A representação também pede que sejam examinados eventuais atos praticados por Flávio perante autoridades estrangeiras como se exercesse uma função pública que não possui, o que poderia, em tese, configurar usurpação de função pública.
Por exercer mandato de senador, os autores defendem que a investigação seja submetida à supervisão do STF.
Pedem ainda que o ministro Alexandre de Moraes, responsável pelas medidas cautelares impostas anteriormente a Flávio, seja comunicado e que a Procuradoria-Geral da República tome conhecimento do caso.
A apresentação da notícia de fato não significa que uma investigação tenha sido instaurada.
A abertura de inquérito e as demais diligências dependem de avaliação das autoridades competentes.”
- O Globo · Reportagem
'Estados Unidos do Brazil': carta na qual Flávio se diz 'presidente eleito' usou brasão nacional substituído na ditadura
Trecho consultado na análise
“A carta golpista na qual Flávio Bolsonaro (PL) se autoplocama presidente da República foi enviada por aliados do senador a jornalistas inicialmente com um brasão antigo que se refere ao país como "Estados Unidos do Brazil".
O símbolo foi utilizado no período da Proclamação da República, em 1889, até 1968, quando foi substituído durante a ditadura militar.
Treze minutos depois, foi compartilhada uma nova versão do texto, já com o brasão correto da "República Federativa do Brasil".
Repercussão: Fuga de Flávio Bolsonaro para os EUA é criticada por democratas, que miram Trump às vésperas das eleições 'Seguiremos firmes ao lado do senador': Líderes do PL no Congresso citam 'total apoio' a Flávio após fuga para os EUA O documento foi divulgado inicialmente por Paulo Figueiredo, aliado de Flávio que também mora nos Estados Unidos, para onde o senador fugiu após a derrota nas urnas para o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Ao enviar o novo arquivo, o bolsonarista escreveu: "Ve”
- Folha de S.Paulo · Reportagem
Advogados acionam PF por uso de brasão do Brasil em carta de Flávio Bolsonaro
Trecho consultado na análise
“Mônica Bergamo é jornalista e colunista
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Um grupo de advogados do Rio de Janeiro e de São Paulo apresentaram nesta quarta-feira (28) uma notícia de fato à Polícia Federal para ser investigado o uso do brasão do Brasil em uma carta de teor golpista divulgada pelo senador e candidato derrotado das eleições presidenciais Flávio Bolsonaro ( PL ).
No documento, os advogados destacam que a carta teve mais de uma versão divulgada e afirmam que há a suspeita de uso indevido do brasão visando conferir aparência oficial a uma manifestação política particular.
Flávio foi derrotado pelo presidente Lula ( PT ) no domingo (25) e deixou o país rumo aos Estados Unidos .
Na carta, afirma que pretende liderar a oposição do exterior e repete alegações sem provas de fraude na eleição.
Na notícia de fato, os advogados dizem que o crime de uso indevido de símbolos identificadores da administração pública prevê pena de dois a seis anos de prisão e multa.
A pena pode ser aumentada se a ilegalidade for cometida por funcionário público.
"O uso foi indevido sob qualquer ângulo: i.) a carta não é ato oficial de nenhum órgão da União, e muito menos da Presidência da República, cargo que o noticiado [Flávio Bolsonaro] não ocupa e nem ocupará; ii.) não se trata de papel de expediente do Senado Federal, nem o documento foi produzido no exercício da função parlamentar típica; e iii.) o símbolo foi associado à falsa qualidade de 'presidente eleito" e, na versão final, à de 'líder do Brasil', com o fim declarado de se apresentar perante a 'comunidade internacional' como titular de investidura estatal que não possui", diz trecho da notícia de fato.
Os advogados pedem que o caso seja submetido ao STF (Supremo Tribunal Federal) para abertura de inquérito e solicitam que sejam preservadas e periciadas as versões da carta para identificar autores, horários de criação e origem das imagens.
Requerem também a verificação se houve uso de servidores, equipamentos ou canais do gabinete de Flávio na realização do documento.
A notícia de fato é assinada pelos advogados Reinaldo Santos de Almeida, do Rio de Janeiro, e Anderson Lopes, Ricardo Ueno, Caio Ferreira, Sean Kompier Abib, Marcos Rodolfo Araujo Sá, André Jorgetto, Eduardo Samoel Fonseca, Thais Cristina Tavares e Gilney Batista de Melo, de São Paulo.
Em uma primeira versão divulgada à imprensa, Flávio se apresenta como "verdadeiro presidente eleito do Brasil".
O brasão no alto da página traz a inscrição "Estados Unidos do Brazil", que remete à antiga denominação do país, adotada com a Proclamação da República, em 1889.
A substituição da inscrição no brasão por "República Federativa do Brasil" foi determinada por uma lei de 1968.
Mais
"Brazil", com z, era uma grafia usada em documentos oficiais do início da República.
Um decreto de 1931 já determinava a escrita "Brasil", com s, nas publicações oficiais.
Uma segunda versão mantém o mesmo texto, mas traz o brasão com a inscrição "República Federativa do Brasil".
Em uma quarta versão publicada por Flávio, ele passou a se apresentar como "líder do Brasil" e substituiu o trecho "eu sou o presidente eleito" por "eu sou o líder".
com DIEGO ALEJANDRO, JULLIA GOUVE IA e KARINA MATIAS
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- UOL · Reportagem
Primeira carta de Flávio tem brasão de 1889 com 'Estados Unidos do Brazil'
Trecho consultado na análise
“O senador Flávio Bolsonaro (PL) divulgou uma carta golpista nesta quarta-feira (28) alegando, sem provas, que houve fraude na eleição.
O documento usava um brasão antigo com a frase "Estados Unidos do Brazil", nome dado ao Brasil após a Proclamação da República em novembro de 1889.
A carta golpista foi divulgada por aliados de Flávio, como o empresário Paulo Figueiredo.
Em seguida, eles enviaram à imprensa uma versão corrigida, com o brasão atualizado, que diz "República Federativa do Brasil."
No texto, o senador agradece nominalmente os presidentes da Argentina, Javier Milei, e dos Estados Unidos, Donald Trump.
Flávio desembarcou em Miami na manhã de hoje depois de fugir do Brasil por meio de uma operação secreta com apoio do governo argentino.
No documento, Flávio repete a informação falsa de que houve fraude eleitoral no segundo turno da eleição presidencial no Brasil.
Ele responsabilizou o ministro Cristiano Zanin, do STF, que prorrogou a votação até as 19h após relatos de redução da frota de ônibus e dificuldades de deslocamento de eleitores, principalmente em São Paulo e na Bahia.
Apenas 34,3 mil votos foram registrados após as 17h.
Lula venceu Flávio por mais de 4 milhões de votos de diferença.
Os pedidos de prorrogação foram feitos tanto pelo PT e quanto pelo PL.
A campanha petista pediu a extensão do horário em todo o país.
Já o PL solicitou que a votação fosse estendida apenas em municípios de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, São Paulo, Paraná e Santa Catarina.
No texto, Flávio chama o governo Lula de "regime" e afirma ter sido vítima de perseguição por parte do Judiciário.
Ele menciona o fato de o ministro Alexandre de Moraes ter determinado a apreensão de seus passaportes (que não foram entregues).
Cita também o que chama de perseguição ao seu pai, ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário.
Leia as Regras de Uso do UOL.”
Encontrou um erro?VerdadeiroUma versão posterior substituiu o brasão antigo pelo atual, com a inscrição “República Federativa do Brasil”.
Esquerda Centro DireitaCartaCapital, Veja, ICL Notícias, O Globo, Folha de S.Paulo, UOL
Reportagens dos três grupos relatam a substituição do brasão na versão posterior.
Ver fontes e trechos (6)
VerdadeiroO brasão antigo deixou de ser usado oficialmente em 1968.
Centro DireitaPoder360, Veja, O Globo
Os relatos dos veículos de direita e centro situam em 1968 a substituição ou o fim do uso oficial do símbolo antigo.
Ver fontes e trechos (3)
Não verificávelAdvogados apresentaram notícia de fato à PF pedindo investigação sobre o uso do brasão na carta.
EsquerdaCartaCapital, ICL Notícias, Folha de S.Paulo
Os três trechos do Esquerda relatam o pedido, mas não há confirmação de outro grupo ou de checagem no material fornecido. O pedido não significa que um inquérito tenha sido aberto.
Ver fontes e trechos (3)
Não verificávelA carta passou a chamar Flávio de “líder do Brasil” em uma versão posterior, em vez de “presidente eleito”.
EsquerdaCartaCapital, ICL Notícias, Folha de S.Paulo
Os trechos do Esquerda relatam a mudança de autodescrição, sem confirmação por outro grupo ou por checagem no material.
Ver fontes e trechos (3)