VerdadeiroA carta passou de uma autodeclaração como “verdadeiro presidente eleito” para a apresentação de Flávio como “líder do Brasil”.
Esquerda Centro DireitaConexão Política, Revista Oeste, Poder360, ICL Notícias
Reportagens dos três grupos descrevem a troca de termos entre versões da carta, embora relatem intervalos diferentes para a alteração.
Ver fontes e trechos (4)
- Conexão Política · Reportagem
Flávio altera carta e troca ‘presidente eleito’ por ‘líder do Brasil’
Trecho consultado na análise
“Primeira versão do texto contestava a vitória de Lula e alegava fraude; senador publicou nova versão após cerca de 20 minutos.
Flávio Bolsonaro (PL) alterou uma carta divulgada nesta quarta-feira (28) após se apresentar inicialmente como “verdadeiro presidente eleito do Brasil”.
Na versão editada, o senador passou a se definir como “líder do Brasil” e manteve a promessa de comandar a oposição a partir dos Estados Unidos.
No texto, Flávio contestou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmou ter sido vítima de fraude eleitoral, mas não apresentou provas.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou a eleição de Lula, que recebeu 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do senador.
A primeira publicação foi editada cerca de 22 minutos depois.
Além da mudança na forma como se apresentava, Flávio substituiu, em outro trecho, “eu sou o presidente eleito” por “eu sou o líder”.
A carta também cita opositores venezuelanos, entre eles Juan Guaidó, e agradece aos presidentes Donald Trump e Javier Milei.
O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio, afirmou que o partido não pode sustentar a acusação de fraude porque não há provas.
Ele enquadrou a carta como um desabafo e disse que a versão publicada no perfil do senador, já com a expressão “líder do Brasil”, é a definitiva.
O PL reconheceu oficialmente o resultado proclamado pelo TSE.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também defendeu o respeito à eleição e afirmou que era hora de olhar para a frente.
Flávio está nos Estados Unidos com a família.
Ele deixou o Brasil após descumprir uma ordem do STF para entregar os passaportes e não viajar ao exterior; a decisão foi tomada no âmbito de uma investigação sobre suspeita de lavagem de dinheiro, que o senador nega.
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- Revista Oeste · Reportagem
Flávio muda carta e se apresenta como ‘líder do Brasil’
Trecho consultado na análise
“Formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero, escreve sobre política, esportes e internacional.
Antes de fazer parte da Revista Oeste, colaborou na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo e no Sistema Brasileiro de Televisão (SBT).
Veja mais
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) modificou uma carta divulgada em 28 de outubro de 2026, onde inicialmente se apresentava como “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”, passando a se descrever como “líder do Brasil”.
A alteração ocorreu cerca de 22 minutos depois da publicação original, que contestava o resultado da eleição presidencial de 25 de outubro, vencida por Luiz Inácio Lula da Silva, e alegava fraude.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) alterou, nesta quarta-feira, 28, trechos de uma carta divulgada depois de sua chegada aos Estados Unidos.
Na primeira versão, o documento o apresentava como “o verdadeiro presidente eleito do Brasil” .
Já na publicada posteriormente em seu perfil na rede social X, o parlamentar passou a se descrever como “líder do Brasil”.
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A mudança ocorreu pouco depois da divulgação inicial do texto.
Segundo a Folha de S.Paulo , a publicação no perfil de Flávio foi editada cerca de 22 minutos depois da postagem original.
Outras versões do documento também circularam, com alterações no texto e no brasão utilizado.
CARTA À NAÇÃO BRASILEIRA 🇧🇷 28.10.26 https://t.co/QqOGZuF8G0
Na carta, o senador contesta o resultado da eleição presidencial de domingo 25, vencida por Luiz Inácio Lula da Silva, conforme apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) .
Flávio afirmou que houve fraude.
Flávio escreveu que deixou o Brasil por considerar que não conseguiria exercer sua atuação política no país.
Ele atribuiu a decisão ao que classifica como perseguição política contra ele e sua família.
Também agradeceu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao presidente argentino, Javier Milei, pela acolhida.
No documento, o parlamentar criticou decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e questionou aspectos da organização da votação.
Ele sustenta que integrantes do Judiciário tentam silenciá-lo e impedir sua participação política.
Leia mais: “O triunfo da malandragem” , artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 346 da Revista Oeste
O senador também afirmou que pretende organizar a oposição ao governo Lula a partir dos Estados Unidos.
Ele prometeu divulgar uma estratégia para mobilizar aliados nos próximos dias e pediu que parlamentares e governadores próximos a ele continuem atuando no Brasil.
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- Poder360 · Reportagem
Trump evita apoiar fala de Flávio sobre “verdadeiro presidente”
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“O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), evitou, nesta 4ª feira (28.out.2026), apoiar a declaração do senador Flávio Bolsonaro (PL) de que seria o “verdadeiro presidente” do Brasil.
Questionado por um jornalista sobre o assunto, o presidente americano disse não querer se pronunciar.
Em um discurso divulgado nas redes sociais, o candidato ao Planalto derrotado no 2º turno das eleições presidenciais no domingo (25.out.2026) afirmava, em uma 1ª versão, ser o “verdadeiro presidente eleito”.
Uma hora depois, Flávio alterou o texto e se autodenominou “líder do Brasil”.
Leia a íntegra da 1ª versão, na qual diz ser o “verdadeiro presidente eleito do Brasil” (PDF – 962 kB).
Leia a íntegra da mudança, na qual diz ser o “líder do Brasil” (PDF – 496 kB). [shortcode-newsletter] “Não vou comentar isso.
Nós demos a ele uma autorização para entrar no país.
Mas não vou me envolver”, afirmou Trump em conversa com jornalistas. #vídeo 🎥 Trump evita apoiar fala de Flávio sobre "verdadeiro presidente" 🗣️ O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (@POTUS) (Partido Republicano), evitou, nesta 4ª feira (28.out.2026), apoiar a declaração do senador Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) (PL) de que seria o “verdadeiro presidente” do Brasil.
Questionado por um jornalista sobre o assunto, o presidente americano disse não querer se pronunciar.
Em um discurso divulgado nas redes sociais, o candidato ao Planalto derrotado no 2º turno das eleições presidenciais no domingo (25.out.2026) afirmava, em uma 1ª versão, ser o “verdadeiro presidente eleito”.
Uma hora depois, Flávio alterou o texto e se autodenominou “líder do Brasil”.
⬇️ Assista ao vídeo: — Poder360 (@Poder360) October 28, 2026 A fala vem no mesmo dia em que Flávio e sua família desembarcaram em Miami, depois que o senador saiu do Brasil.
O senador cruzou a fronteira com a Argentina na noite de 3ª feira (27.out) e embarcou em um avião privado em Puerto Iguazú, com escala no Equador, antes de chegar aos Estados Unidos.
Flávio fugiu 1 dia depois de ser intimado pela Polícia Federal a entregar os passaportes comum e diplomático, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
O magistrado também havia proibido o senador de deixar o território brasileiro.
Leia a linha do tempo do caso aqui.
A carta de Flávio Mais cedo nesta 4ª feira (28.out), Flávio e aliados divulgaram uma carta na qual o senador se declarava o “verdadeiro presidente do Brasil” e o “presidente eleito”, além de agradecer aos líderes internacionais, entre eles o presidente norte-americano.
Depois, corrigiu para “líder”.
Apesar das mudanças, Flávio manteve a alegação de que houve fraude no 2º turno das eleições, do qual saiu derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O senador não apresentou provas que sustentem sua versão.
O principal argumento usado pelo candidato derrotado é sobre a prorrogação do horário de votação no domingo (25.out).
A determinação partiu do ministro do STF Cristiano Zanin e estendeu o horário das 17h até as 19h por causa de problemas de transporte e chuvas.
Apesar de a decisão ter sido uma resposta ao pedido do PT, a própria campanha de Flávio Bolsonaro também pediu a extensão.
Leia mais detalhes nesta reportagem.
Depois das 17h, houve só 34.808 votos no 2º turno da eleição.”
- ICL Notícias · Reportagem
Flávio Bolsonaro enfrenta isolamento após carta golpista e fuga para os EUA
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“(Folhapress) – Após uma operação cinematográfica de fuga e despiste, o senador Flávio Bolsonaro (PL) chegou com sua mulher e duas filhas a Miami nesta quarta-feira (28) e divulgou uma carta golpista em que se apresentou como “verdadeiro presidente do Brasil”, apesar da derrota para Lula (PT) no domingo (25) por uma margem de 4,4 milhões de votos.
Depois de poucos minutos, ele recuou e optou por “líder do Brasil”, mas manteve uma série de mentiras e distorções sobre o processo eleitoral, com postura semelhante à adotada em 2022 por seu pai, Jair Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar após condenação por tentativa de golpe de Estado.
A carta de Flávio nos EUA teve ao menos quatro versões, duas publicadas pelo próprio senador em rede social e duas por aliados próximos da família Bolsonaro — uma das quais chegou a trazer um brasão com a palavra “Brazil”, escrita com z.
A senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura de Jair Bolsonaro, pregou respeito ao resultado das urnas, afirmou que a eleição acabou e que é hora de a direita unir esforços.
Partidos que apoiaram Flávio no segundo turno contra Lula também reafirmaram apoio ao pleito e ao respeito democrático.
Apesar da proximidade com o clã Bolsonaro, das críticas às eleições brasileiras e do aval para que Flávio fique nos EUA, o presidente Donald Trump declarou a jornalistas que não pretende se envolver na crise política brasileira.
“Não vou comentar sobre isso, mas sei que demos a ele autorização para entrar no país, então veremos”, disse.
“Mas não vou me envolver.
Na primeira e na segunda versão das divulgadas por seus aliados, Flávio se dirige “ao povo brasileiro e à comunidade internacional” e se apresenta como “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”.
Depois, Flávio publicou em sua própria conta em rede social uma versão sem a palavra “eleito”, mas mantendo-se como “verdadeiro presidente”.
A atuação ilegítima e ilegal do ex-advogado do Lula [o ministro do Supremo Cristiano Zanin] permitiu que uma impossibilidade matemática se concretizasse e Lula acrescentasse mais de 10 milhões de votos do primeiro para o segundo turno”, afirma o texto.
Na segunda, porém, antes da fuga do Brasil, havia modulado o discurso, falando em liderar a oposição.
Na carta, Flávio também agradeceu o papel dos presidentes aliados Javier Milei (Argentina) e Donald Trump (Estados Unidos) na sua rocambolesca fuga.
O pai de Flávio dizia ter sido roubado no primeiro turno de 2018 e nunca reconheceu a derrota de 2022.
Já o americano nega ter perdido para Joe Biden em 2020.
O senador fugiu do Brasil sem cumprir a determinação judicial para entregar seus passaportes nacionais, mas viajou com o documento italiano (ele obteve a cidadania em 2023).
Segundo a PF, não é considerado foragido por não haver um pedido de prisão contra ele.
A opacidade começa com o avião usado no voo, um Gulfstream G400, matrícula LV-JQW, operado pela empresa argentina Baires Fly — envolvida em um escândalo de corrupção que derrubou em 2025 um político próximo de Milei, aliado tão próximo dos Bolsonaros que estrelou a convenção que lançou Flávio.
Segundo o monitor Flightradar24, o aparelho chegou a Porto Iguaçu (Argentina) na noite de segunda (26), com o nome de Flávio na lista de passageiros de um voo marcado para as 22h14.
A tripulação ficou retida e não houve autorização para o plano de rota, segundo autoridades locais.
O avião deixou Porto Iguaçu às 0h21 da quarta e demorou 5h25min para chegar a Guayaquil, contornando o Brasil e evitando assim seu espaço aéreo e uma improvável interceptação.
O próprio Flávio havia dito na véspera, após ser intimado pela PF a entregar os passaportes, que iria dar os documentos e nunca deixar o Brasil.
Nos EUA, o Departamento de Estado foi mais claro, dizendo que iria dar o visto a Flávio e família, e não o asilo político ventilado por aliados bolsonaristas.
Um de seus operadores nos EUA, o jornalista Paulo Figueiredo, reclamou de “notícias falsas” — uma especialidade justamente de seu grupo político.
Ele foi o responsável pela divulgação da primeira carta golpista de Flávio, com uma piada pronta embutida: em cima do texto o primeiro brasão da República, na qual o país se chamava Estados Unidos do Brazil —com Z mesmo.”
Encontrou um erro?VerdadeiroFlávio contestou o resultado eleitoral e alegou fraude sem apresentar provas no texto da carta.
Centro DireitaO Antagonista, Conexão Política, Poder360, Veja
Reportagens dos três grupos relatam as alegações de fraude e registram que o senador não apresentou provas que as sustentassem.
Ver fontes e trechos (4)
VerdadeiroQuestionado sobre a autodeclaração de Flávio, Trump disse que não comentaria ou não se envolveria.
Esquerda Centro DireitaPoder360, Jovem Pan, Veja, CartaCapital
Reportagens dos três grupos reproduzem declarações de Trump dizendo que não comentaria ou não se envolveria no caso.
Ver fontes e trechos (4)
VerdadeiroO PL reconheceu o resultado eleitoral, e Valdemar Costa Neto disse que não aprovava a situação envolvendo a carta.
Esquerda CentroDiário do Centro do Mundo, Agência Brasil, CNN Brasil
Reportagens dos veículos de direita, centro e esquerda relatam o reconhecimento do resultado pelo PL; Diário do Centro do Mundo e CNN Brasil também registram a desaprovação de Valdemar.
Ver fontes e trechos (3)
VerdadeiroFlávio deixou o Brasil e chegou aos Estados Unidos, onde divulgou a carta.
Esquerda Centro DireitaConexão Política, Revista Fórum, ICL Notícias, Poder360
Reportagens dos três grupos situam Flávio nos Estados Unidos quando divulgou ou após divulgar a carta.
Ver fontes e trechos (4)