VerdadeiroFlávio Bolsonaro passou pela Argentina e seguiu de avião particular rumo aos Estados Unidos, com escala no Equador.
Esquerda Centro DireitaCartaCapital, Poder360, O Antagonista, Diário do Centro do Mundo, Jovem Pan, Revista Fórum, Gazeta do Povo, Folha de S.Paulo, Revista Oeste
Reportagens dos três grupos descrevem a passagem pela Argentina e o trajeto aéreo com escala no Equador antes da chegada aos EUA.
Ver fontes e trechos (9)
- CartaCapital · Reportagem
Chanceler da Argentina nega que Brasil tenha pedido explicações pela fuga de Flávio Bolsonaro
Trecho consultado na análise
“O chanceler argentino, Pablo Quirno, negou nesta sexta-feira 30 que o Brasil tenha pedido explicações a Buenos Aires pela fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos, passando por território argentino.
"Falso.
Não houve nenhum pedido de explicações", escreveu Quirno no X, em resposta a uma publicação do jornal local La Nación.
Conforme mostrou CartaCapital, Ministério das Relações Exteriores convocou, na quinta-feira 29, a encarregada de negócios da embaixada da Argentina no Brasil, María Emilia Cortés, para pedir esclarecimentos sobre a participação do governo Milei na fuga do candidato derrotado.
A conversa foi rápida, durou poucos minutos e teve caráter protocolar.
Cortés foi recebida pelo embaixador João Marcelo Galvão de Queiroz, responsável pela interlocução com os países da região no Itamaraty.
A convocação de representantes diplomáticos para prestar esclarecimentos é um procedimento habitual nas relações entre países.
Nesta sexta, Quirno também rejeitou a afirmação de que a retirada do embaixador argentino, em agosto, tenha sido uma iniciativa do presidente Javier Milei.
"O Brasil tomou unilateralmente a decisão de retirar seu embaixador e solicitou a retirada do nosso", escreveu.
Milei compartilhou a publicação de Quirno no X e classificou o jornal La Nación, alvo frequente de seus ataques, como "veículo de comunicação que opera e mente".
*Com informações da AFP”
- Poder360 · Reportagem
Governo Lula cobra explicações à Argentina sobre fuga de Flávio
Trecho consultado na análise
“O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu explicações à Argentina sobre o papel do governo de Javier Milei na saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do país.
O pedido foi feito na 5ª feira (29.out), em conversa com a encarregada de negócios da Embaixada argentina, a ministra-conselheira Emilia Cortés.
A informação foi revelada pela jornalista Janaína Figueiredo, do UOL, e confirmada pelo Poder360.
O ministério de Relações Exteriores pediu esclarecimentos sobre o que aconteceu.
Este jornal digital apurou que a convocação da representante vinha sendo avaliada no Itamaraty ao longo da semana.
O Poder360 informou na 5ª feira (29.out) que a pasta poderia convocar a encarregada de negócios.
Outra opção era o chanceler Mauro Vieira pedir explicações diretamente ao colega argentino, Pablo Quirno, Ministro das Relações Exteriores do país vizinho. [shortcode-newsletter] O chanceler brasileiro viajou também na 5ª feira (29.out) à noite para Atlanta, onde participará de reunião de chanceleres do G20 presidida pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.
Não há encontro bilateral previsto, mas Vieira poderá cobrar explicações do chanceler argentino no evento.
EMBAIXADORES Publicamente, Lula não deve se manifestar sobre o assunto.
O governo também não avalia, por ora, normalizar o nível da representação diplomática com a Argentina.
Desde agosto, o Brasil mantém o embaixador fora de Buenos Aires, em decisão do Itamaraty depois de Milei chamar Lula de “presidiário” e “ladrão” durante a convenção do PL que oficializou a candidatura de Flávio, em São Paulo, em 25 de julho.
No dia seguinte, o embaixador brasileiro na Argentina, Julio Bitelli, foi chamado à capital federal brasileira.
O governo brasileiro rebaixou o nível da representação, mas não rompeu formalmente as relações.
Em 4 de agosto, o Itamaraty decidiu mantê-lo no Brasil enquanto continuassem os ataques e rebaixou as relações ao nível de encarregado de negócios.
Não há prazo para a volta de Bitelli a Buenos Aires.
ENTENDA O CASO Lula foi reeleito no domingo (25.out), com cerca de 64 milhões de votos.
Dois dias depois, Flávio fugiu do Brasil pela fronteira com a Argentina e seguiu de jato para Miami, com escala no Equador.
Chegou aos EUA na 4ª feira (28.out), com a mulher e as filhas.
Ele estava com os passaportes cancelados por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF.
A PF apura como ele deixou o país.
Em Buenos Aires, o governo Milei negou no início que Flávio tivesse entrado no território.
Depois, a Migração argentina informou que ele cruzou a fronteira com a mulher e as duas filhas.
Segundo o jornal argentino Perfil, o voo custou US$ 140 mil e foi pago por um corretor americano.
O The New York Times informou que o avião foi providenciado por Jason Miller, assessor de comunicação da Casa Branca.
O Clarín relatou que Santiago Caputo, assessor de Javier Milei, esteve em Puerto Iguazú na noite do embarque.
O site Urgente24 afirmou que a polícia aeroportuária argentina escoltou o grupo.
Em Miami, Flávio divulgou uma carta dizendo que não reconhece o resultado das eleições.
Disse que o pleito foi fraudado, sem provas, e se declarou “verdadeiro presidente eleito do Brasil”.
Depois, trocou a expressão por “líder do Brasil”.
Segundo a colunista Mariana Sanches, do UOL, a mudança ocorreu após pressão do Departamento de Estado americano.
Leia também: Lula decide ignorar Trump, Flávio e Milei Lula deve aprovar embaixador indicado por Trump, mas quer isonomia”
- O Antagonista · Reportagem
Chanceler de Milei nega pedido de explicações do Brasil sobre Flávio
Trecho consultado na análise
“O chanceler argentino, Pablo Quirno, negou que o governo de Javier Milei tenha recebido um pedido de explicações do Brasil sobre a passagem de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pela Argentina antes de seguir para os Estados Unidos.
A negativa contradiz a versão do governo Lula, que informou ter cobrado esclarecimentos da representação diplomática argentina na quinta-feira, 29.
“Falso.
Não houve nenhum pedido de explicações”, escreveu Quirno no X, em resposta a uma publicação do jornal argentino La Nación.
Segundo o governo brasileiro, a conversa ocorreu com a encarregada de negócios da Embaixada argentina, Emilia Cortés.
Apoio argentino?
Reportagem do jornal Clarín afirma que Santiago Caputo, principal assessor de Milei, coordenou uma operação sigilosa para viabilizar a saída de Flávio e de sua família.
Segundo o jornal, agentes de diferentes órgãos argentinos participaram da articulação, que teria incluído a mobilização de um jato particular em Puerto Iguazú.
Caputo teria viajado à província de Misiones na segunda-feira, 26, um dia antes da saída do senador.
O Clarín afirma que o avião da empresa Baires Fly ficou de prontidão no aeroporto de Puerto Iguazú.
A aeronave partiu para Guayaquil, no Equador, na noite de terça-feira, 27, com Flávio, a mulher e as duas filhas.
Governo Milei nega irregularidades O chefe de gabinete argentino, Diego Santilli, afirmou que a entrada e a saída do senador ocorreram dentro das regras migratórias.
“Conforme informou a Direção Nacional de Migrações, ele entrou com a documentação correspondente, em dia, e saiu em um avião, também nas mesmas condições”, disse.
“Entrou pela imigração, não tinha nenhum impedimento, não havia impedimento da Interpol”, acrescentou Santilli.
O órgão migratório argentino confirmou que Flávio e seus familiares cruzaram a fronteira pela Ponte Internacional Tancredo Neves às 22h50 e embarcaram em um voo privado para o Equador às 23h30.
Flávio deixou o Brasil na terça-feira, apesar de uma ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinava a apreensão de seus passaportes e o proibia de viajar ao exterior.
Leia mais: Governo Milei ajudou Flávio a fugir?”
- Diário do Centro do Mundo · Reportagem
Itamaraty cobra explicações da Argentina por ajuda de Milei a Flávio
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“O Ministério das Relações Exteriores convocou a ministra-conselheira Emilia Cortés, responsável pela representação da Argentina em Brasília, para pedir informações sobre um possível envolvimento do governo de Javier Milei na saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil rumo aos Estados Unidos.
O encontro ocorreu em 29 de outubro entre Cortés e um embaixador brasileiro responsável pelas relações com países do Mercosul.
A conversa durou poucos minutos e buscou colher esclarecimentos sobre o trajeto usado pelo senador.
Flávio Bolsonaro deixou o Brasil pela fronteira entre Foz do Iguaçu, no Paraná, e Puerto Iguazú, na Argentina, pela Ponte da Fraternidade.
Ele seguiu para o país vizinho e embarcou em direção aos Estados Unidos.
O senador viajou em um avião Gulfstream G400, que fez escala no Equador antes de chegar a Miami.
Flávio deve permanecer nos Estados Unidos com a família, após receber vistos do governo norte-americano.
O governo Milei confirmou que Flávio entrou na província argentina de Misiones às 22h50 e deixou o país às 23h30 em uma aeronave da empresa Baires Fly S.A.
A saída ocorreu na noite de 27 de outubro.
A imprensa argentina informou que Santiago Caputo, um dos principais assessores de Milei, teria ajudado a organizar a saída do senador brasileiro.
O governo argentino não detalhou publicamente qual teria sido a participação de integrantes da Casa Rosada no caso.
Integrantes do Palácio do Planalto tratam a convocação diplomática como uma busca por informações, e não como uma reprimenda formal a Buenos Aires.
A orientação do governo Lula é evitar o agravamento das tensões com a Argentina e com os Estados Unidos de Donald Trump.
Cortés passou a conduzir a embaixada argentina em Brasília após a retirada dos embaixadores dos dois países, em meio à crise bilateral provocada por ataques pessoais de Milei ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A redução do nível de representação diplomática limitou a interlocução entre Brasília e Buenos Aires.”
- Jovem Pan · Reportagem
Argentina nega que Brasil tenha pedido explicações pela fuga de Bolsonaro
Trecho consultado na análise
“AFP
O chanceler argentino, Pablo Quirno, negou nesta sexta-feira (30) que o Brasil tenha pedido explicações a Buenos Aires pela fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos , passando por território argentino.
“Falso.
Não houve nenhum pedido de explicações”, escreveu Quirno no X, em resposta a uma publicação do jornal local La Nación sobre a cobrança brasileira.
Uma fonte diplomática brasileira informou nesta sexta-feira à AFP que o Itamaraty convocou a encarregada de negócios da Argentina em Brasília, Emilia Cortés, para “prestar esclarecimentos” sobre a saída de Bolsonaro do país.”
- Revista Fórum · Reportagem
Chefe de gabinete de Milei defende fuga de Flávio pela Argentina e evita explicar papel de assessor
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“O chefe de gabinete do presidente argentino Javier Milei, Diego Santilli, defendeu nesta quinta-feira (29) a atuação das autoridades de seu país na fuga de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos.
Segundo o ministro, o senador, derrotado por Lula (PT) nas eleições presidenciais, não tinha restrições migratórias ou alertas da Interpol que impedissem sua passagem pela Argentina.
A declaração foi dada durante uma agenda oficial em Rosário, na província de Santa Fé.
Santilli sustentou que Flávio entrou e deixou o território argentino com documentos regulares, apesar da decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que havia determinado a apreensão de seus passaportes e proibido sua saída do Brasil.
"Conforme informou a Direção Nacional de Migrações, ele entrou com a documentação correspondente, em dia, e saiu em um avião, também nas mesmas condições", afirmou Santilli.
"Entrou pela imigração, não tinha nenhum impedimento, não havia impedimento da Interpol", acrescentou o ministro, em entrevista ao canal argentino El Tres.
O chefe de gabinete também alegou que a autorização migratória seguiu os procedimentos habituais.
Santilli, entretanto, evitou responder aos questionamentos sobre a presença de Santiago Caputo, um dos principais assessores de Milei, no aeroporto de Puerto Iguazú, de onde partiu a aeronave utilizada por Flávio e sua família.
Assessor de Milei acompanhou a fuga de Flávio A manifestação de Santilli ocorre após a imprensa argentina divulgar informações sobre a participação de Santiago Caputo na operação organizada para retirar Flávio Bolsonaro do Brasil.
Segundo o jornal argentino Clarín, Caputo viajou para Puerto Iguazú e acompanhou os preparativos para o embarque.
Fontes da Casa Rosada ouvidas pelo periódico afirmaram que o assessor monitorou a operação desde o início.
O avião utilizado foi um Gulfstream G400, matrícula LV-JQW, operado pela Baires Fly, que permaneceu no aeroporto argentino aguardando o senador, sua esposa, Fernanda Bolsonaro, e as duas filhas do casal.
Caputo também teria mantido contato com representantes da companhia aérea.
Pessoas próximas ao assessor, entretanto, negaram sua participação direta na organização da viagem.
Conforme mostrou a Fórum, o envolvimento de integrantes do governo Milei na fuga aprofundou a crise diplomática entre Brasil e Argentina.
A regularidade migratória alegada por Santilli não esclarece se houve participação de agentes públicos na logística da viagem ou utilização de estruturas do Estado argentino para facilitar o deslocamento.
Polícia Federal havia cancelado passaportes de Flávio A justificativa apresentada pelo governo argentino também contrasta com as medidas adotadas pela Justiça brasileira antes da fuga.
Em comunicado oficial divulgado na quarta-feira (28), a Polícia Federal informou que solicitou ao STF, no domingo (25), a apreensão dos passaportes de Flávio, a proibição de saída do país e restrições de contato com outros investigados.
Após a decisão judicial, os passaportes comum e diplomático brasileiros foram cancelados.
A PF também inseriu um alerta migratório no sistema Sonar e intimou o senador, na segunda-feira (26), a entregar eventuais documentos de viagem de outras nacionalidades no prazo de 24 horas.
Flávio não cumpriu a determinação.
A corporação informou ainda que não existe registro oficial de sua saída pelos postos de controle migratório brasileiros e que investiga as circunstâncias do descumprimento das ordens judiciais.
Segundo informações divulgadas sobre a viagem, Flávio utilizou um passaporte italiano para entrar na Argentina e um passaporte diplomático brasileiro para ingressar nos Estados Unidos.
A ausência de alerta da Interpol, argumento utilizado por Santilli, não elimina a existência das restrições determinadas pelo STF.
A Polícia Federal ressalvou, entretanto, que essas restrições, isoladamente, não autorizavam a prisão do senador.
Oposição argentina cobra investigação As suspeitas de participação do governo Milei na fuga provocaram uma série de iniciativas da oposição argentina.
Os deputados Agustín Rossi, Rodolfo Tailhade e Ramiro Gutiérrez, da coalizão União pela Pátria, solicitaram à comissão responsável pela fiscalização dos organismos de inteligência esclarecimentos sobre a eventual atuação da Secretaria de Inteligência do Estado (SIDE) na operação.
Parlamentares também apresentaram pedidos de convocação de integrantes do governo e denúncias envolvendo autoridades argentinas, entre elas Santiago Caputo.
A deputada Marcela Pagano encaminhou ainda uma notícia-crime à Procuradoria-Geral da República brasileira contra Flávio Bolsonaro e possíveis participantes da organização e do financiamento da viagem.
Após desembarcar nos Estados Unidos, Flávio agradeceu publicamente a Javier Milei pela "coragem, justiça e senso de legalidade".
O governo argentino, por sua vez, mantém a versão de que a entrada e a saída do senador obedeceram às regras migratórias.
As declarações de Santilli, porém, não esclarecem qual foi a participação de Santiago Caputo e de outros integrantes do governo na operação que levou o senador brasileiro aos Estados Unidos.”
- Gazeta do Povo · Reportagem
Itamaraty cobra explicações da Argentina sobre passagem de Flávio pelo país vizinho rumo aos EUA
Trecho consultado na análise
“O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) convocou a encarregada de negócios da Embaixada da Argentina no Brasil, María Emilia Cortés, para pedir esclarecimentos sobre a passagem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pelo território argentino antes de seguir para os Estados Unidos.
A conversa ocorreu na quinta-feira (29), em Brasília.
Uma fonte ligada ao Itamaraty confirmou à Gazeta do Povo que um representante do ministério conversou com a diplomata argentina.
Segundo destacou a fonte, o pedido de esclarecimentos é um procedimento de praxe na diplomacia e a reunião transcorreu dentro da normalidade.
O Itamaraty não divulgou oficialmente o conteúdo da conversa.
Flávio passou pela Argentina antes de chegar aos EUA Flávio deixou o Brasil na noite de terça-feira (27), acompanhado da mulher e das duas filhas.
O senador atravessou a fronteira com a Argentina pela Ponte Internacional Tancredo Neves, que liga Foz do Iguaçu (PR) a Puerto Iguazú, na província argentina de Misiones.
Segundo a Direção Nacional de Migrações da Argentina, Flávio, a mulher e as duas filhas entraram no país às 22h50 de terça-feira (27).
Às 23h30, embarcaram em um voo particular da empresa Baires Fly com destino a Guayaquil, no Equador.
De lá, seguiram para Miami, nos Estados Unidos, onde chegaram por volta das 10h30 de quarta-feira (28).
A saída ocorreu depois que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a apreensão dos passaportes do senador e proibiu que ele deixasse o país.
Relação entre Lula e Milei enfrenta desgaste diplomático A convocação ocorre em meio ao distanciamento entre os governos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Javier Milei.
Em agosto, o Itamaraty decidiu rebaixar o nível da representação diplomática brasileira em Buenos Aires, após declarações do presidente argentino com críticas a Lula.
O embaixador brasileiro na Argentina, Julio Bitelli, não retornou ao posto, e a representação passou a funcionar sob a chefia de um encarregado de negócios.
Milei também declarou apoio público à candidatura de Flávio Bolsonaro durante a campanha presidencial brasileira.
O presidente argentino participou de um evento do Partido Liberal (PL), em São Paulo, e fez críticas a Lula, ampliando o desgaste entre os dois governos.”
- Folha de S.Paulo · Reportagem
Chefe de gabinete de Milei defende atuação da Argentina na fuga de Flávio
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O chefe de gabinete de Javier Milei , Diego Santilli, defendeu nesta quinta-feira (29) a postura do governo da Argentina na fuga de Flávio Bolsonaro ( PL ), candidato à Presidência derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ( PT ) no último domingo (25).
"Conforme informou a Direção Nacional de Migrações, ele entrou com a documentação correspondente, em dia, e saiu em um avião, também nas mesmas condições", afirmou o aliado de Milei, na linha do comunicado divulgado pelo órgão na madrugada de quarta (28), quando o senador fugiu para os Estados Unidos por meio de um voo da Argentina com escala no Equador .
"Entrou pela imigração, não tinha nenhum impedimento, não havia impedimento da Interpol", continuou Santilli ao canal argentino El Tres durante uma agenda em Rosario.
"Se um cidadão entra sem nenhuma restrição e sai sem nenhuma restrição...
Foi isso que aconteceu.
O órgão de imigração autorizou porque não havia impedimento."
De acordo com a DNM (Direção Nacional de Migrações), Flávio e sua família entraram na Argentina às 22h50 de terça (27) pela ponte internacional Tancredo Neves, que liga Foz do Iguaçu a Porto Iguaçu, e embarcaram em um jato particular operado pela empresa Baires Fly S.A. rumo a Guayaquil, com destino final em Miami .
A newsletter da Folha sobre América Latina, editada pela historiadora e jornalista Sylvia Colombo
Carregando...
O órgão afirma, assim como o ministro, que a família entrou "com documentação de viagem válida e sem qualquer impedimento legal para a entrada no país; da mesma forma, os trânsitos foram registrados pela autoridade competente sem incidentes".
Posteriormente, descobriu-se que Flávio usou seu passaporte italiano para entrar no país vizinho e o diplomático brasileiro para ingressar nos EUA, mesmo após determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), para que ele entregasse tais documentos.
Não havia, no entanto, ordem judicial para prender o político ou determinar alguma medida similar contra ele.
As digitais do governo Milei na fuga causaram um terremoto político na Argentina.
Após o site Infobae revelar que um jatinho aguardava o embarque de Flávio em Porto Iguaçu, uma enxurrada de versões sobre a viagem passou a circular na imprensa, e, no meio da tarde, aliados do senador afirmaram que ele já estava nos EUA, ainda que a aeronave permanecesse estacionada em solo argentino.
Durante todo o dia, o governo da Argentina negou que o aliado de Milei estivesse no país e evitou maiores questionamentos sobre o assunto.
Posteriormente, soube-se pela imprensa que Santiago Caputo, estrategista político e braço direito do ultraliberal, esteve em Porto Iguaçu para ajudar Flávio, e o transporte do senador teria sido auxiliado por uma camionete com chapa diplomática.
Ao chegar aos EUA, o senador divulgou uma carta agradecendo o aliado pela "coragem, justiça e senso de legalidade".
Mais
A oposição da Argentina tem aproveitado o episódio para tentar sangrar o governo a um ano das eleições presidenciais nas quais Milei deve disputar a reeleição.
Desde terça, deputados e senadores impulsionaram diversas iniciativas para pressionar a gestão, incluindo pedidos de esclarecimentos, convocações de ministros e até mesmo uma denúncia penal contra o ultraliberal, seu chanceler, Pablo Quirno, a ministra de Segurança, Alejandra Monteoliva, e Caputo.
Nesta quinta, foi a vez de os deputados Agustín Rossi, Rodolfo Tailhade e Ramiro Gutiérrez, membros da coalizão União pela Pátria, apresentarem uma solicitação na Comissão de Fiscalização de Órgãos e Atividades de Inteligência para entender o papel da Side (Secretaria de Inteligencia de Estado) na fuga do senador.
Já a deputada Marcela Pagano apresentou, também nesta quinta, uma notícia-crime à Procuradoria-Geral da República do Brasil, por meio de um advogado brasileiro, contra Flávio, "pela saída irregular do território brasileiro", e contra aqueles "que organizaram, financiaram, transportaram, acobertaram ou deixaram de impedir essa saída, pelos fatos e fundamentos a seguir expostos".
Ela disse ter tomado essa medida por "ter mais fé na política brasileira, neste caso".
"Imagino que na Argentina vão manobrar para apagar provas", disse a política à reportagem.
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- Revista Oeste · Reportagem
Itamaraty cobra explicações da Argentina sobre viagem de Flávio aos EUA
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“Graduada em jornalismo pela Universidade do Estado da Bahia.
Soma passagens pelos jornais, JC Concursos, Folha de S.Paulo e O Estado de S.Paulo.
Foi repórter dos portais Datagro e Broto.
É repórter da Revista Oeste desde março de 2026
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O Ministério das Relações Exteriores do Brasil convocou, nesta quinta-feira, 29, a encarregada de negócios da embaixada argentina, Emilia Cortés, para esclarecer a suposta participação do governo de Javier Milei na viagem do senador Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos.
A reunião, que durou poucos minutos, buscou informações sobre o envolvimento de integrantes da Casa Rosada.
O Ministério das Relações Exteriores convocou, na tarde de quinta-feira, 29, a encarregada de negócios da embaixada argentina em Brasília, ministra-conselheira Emilia Cortés, para pedir esclarecimentos sobre a possível participação do governo de Javier Milei na viagem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aos Estados Unidos .
Fontes diplomáticas confirmaram o fato ao portal UOL.
Cortés se reuniu com o embaixador João Marcelo Galvão de Queiroz, chefe do Departamento de Mercosul do Itamaraty.
A conversa durou poucos minutos e teve como objetivo obter informações do governo argentino sobre o episódio e o possível envolvimento de integrantes da Casa Rosada no deslocamento do senador.
Santiago Caputo, assessor do presidente argentino, teve participação na organização do trajeto.
Na quarta-feira 28, o veículo informou que Caputo esteve na região da Tríplice Fronteira, entre Puerto Iguazú, na Argentina, e Foz do Iguaçu, no Brasil, onde teria atuado para viabilizar a viagem de Flávio aos Estados Unidos.
A decisão de convocar a representante argentina ocorreu depois de uma avaliação do episódio pelo governo brasileiro.
Principal diplomata da Argentina em Brasília no momento, Cortés levou um chá de cadeira da cúpula do Itamaraty.
Segundo uma fonte diplomática ouvida pelo UOL, o governo Lula não pretende transformar o caso em um confronto político com a Argentina.
A orientação foi adotar um procedimento diplomático de praxe, sem alarde e sem elevar a tensão entre os dois países.
A relação entre os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Javier Milei atravessa um momento de desgaste.
Mesmo diante das informações sobre a possível participação de integrantes do governo argentino na viagem de Flávio, o Planalto e o Itamaraty não divulgaram manifestações oficiais sobre o episódio.
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Esquerda DireitaO Antagonista, Diário do Centro do Mundo, Gazeta do Povo, Folha de S.Paulo
Os relatos apresentam esses horários como informação da Direção Nacional de Migrações da Argentina.
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VerdadeiroDiego Santilli afirmou que a entrada e a saída de Flávio seguiram as regras migratórias e que não havia impedimento da Interpol.
Esquerda DireitaO Antagonista, Revista Fórum, Folha de S.Paulo
Os três relatos registram essa defesa de Santilli. Ela não esclarece, por si só, a alegada participação de integrantes do governo na logística da viagem.
Ver fontes e trechos (3)
VerdadeiroAntes da viagem, havia uma decisão judicial brasileira que determinava a apreensão dos passaportes de Flávio e o proibia de sair do país.
Esquerda Centro DireitaPoder360, O Antagonista, Revista Fórum, Gazeta do Povo, Folha de S.Paulo
Reportagens dos três grupos registram a ordem atribuída ao ministro Alexandre de Moraes; a defesa argentina sobre regras migratórias trata de outro aspecto.
Ver fontes e trechos (5)
VerdadeiroReportagens atribuíram a Santiago Caputo possível participação na organização ou nos preparativos da saída de Flávio pela Argentina.
Esquerda DireitaO Antagonista, Diário do Centro do Mundo, Revista Fórum, Folha de S.Paulo, Revista Oeste
Os relatos registram alegações da imprensa argentina sobre a atuação de Caputo, mas também apresentam a participação como suspeita ou possível, não como fato estabelecido.
Ver fontes e trechos (5)