VerdadeiroO Ministério Público pediu a condenação de Renato Cariani por associação para o tráfico, tráfico de insumos destinados à fabricação de drogas e lavagem de dinheiro.
Esquerda Centro DireitaUOL, O Globo, Revista Oeste, Folha de S.Paulo, CNN Brasil, Diário do Centro do Mundo, g1, ICL Notícias
Os trechos dos três grupos relatam o pedido de condenação e indicam esses crimes entre as acusações.
Ver fontes e trechos (8)
- UOL · Reportagem
Policial Civil amigo de Renato Cariani favoreceu influenciador durante investigação, aponta MP
Trecho consultado na análise
“O MP-SP (Ministério Público de São Paulo) apontou que o influenciador digital e empresário Renato Cariani, de 50 anos, mantinha uma relação de amizade com o policial civil André Dziuba - o que, segundo o órgão, teria favorecido o empresário durante as investigações.
Cariani é acusado de associação para o tráfico, tráfico de matérias-primas destinadas à produção de drogas e lavagem de dinheiro.
O Estadão tenta contato com Aldo Romani Netto, advogado responsável pela defesa de Cariani.
A defesa de Dziuba não foi localizada.
O espaço segue aberto.
Segundo o documento, formulado pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), ao qual o Estadão teve acesso, Cariani e Dziuba trocavam mensagens sobre assuntos não apenas profissionais, mas também pessoais.
"A proximidade é evidenciada, entre outros elementos, por solicitações pessoais feitas pelo policial ao empresário, inclusive relacionadas à obtenção de suplementos para tratamento de seu joelho, ao mesmo tempo em que André recorria a Renato para obter auxílio ou informações relacionadas a fiscalizações realizadas no âmbito de suas atribuições", escreveu a promotoria.
Além da relação de proximidade entre os dois, o documento aponta como aspecto central a suposta interferência de Dziuba no inquérito da Polícia Civil, que tramitava na 2ª Vara Criminal de Diadema e apurava o desvio de insumos químicos faturados em nome da farmacêutica AstraZeneca.
"O policial que deveria conduzir as diligências manteve Renato informado sobre o andamento da investigação, colocou-se à disposição para que a oitiva do réu ocorresse 'ao seu tempo, não tem pressa' e garantiu-lhe que estavam 'de olho e orientando o escrivão'", afirmou a promotoria.
Segundo o MP-SP, Dziuba também teria repassado ao empresário dados de veículos investigados, facilitado o agendamento de depoimentos e admitido ter elaborado um relatório com o objetivo de "induzir o delegado a não fazer mais nada".
Diante dos apontamentos, a promotoria pediu que o material fosse encaminhado à Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo.
MP-SP pede condenação de influenciador
O pedido de condenação apresentado pelo MP-SP foi encaminhado ao TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) em 21 de outubro.
Em caso de condenação, a pena acumulada do influenciador pode variar entre 16 e 51 anos de reclusão em regime fechado.
Atualmente, Cariani responde ao processo em liberdade.
Segundo a denúncia, a empresa Anidrol Produtos para Laboratórios, localizada em Diadema (SP), da qual Cariani é sócio, teria simulado ao menos 59 vendas fictícias de insumos químicos para grandes multinacionais farmacêuticas, como a AstraZeneca.
Os produtos desviados teriam sido redirecionados para a produção em larga escala de drogas sintéticas e do refino de cocaína e crack.
Além de Cariani, a promotoria também pediu a condenação dos empresários Fábio Spindola Mota e Rodrigo Gomes Pereira por participação na rede de desvio.
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário.
Leia as Regras de Uso do UOL.”
- O Globo · Reportagem
Caso Renato Cariani: entenda a investigação que apura desvio de 12 toneladas de drogas
Trecho consultado na análise
“O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pediu a condenação do empresário e influenciador fitness Renato Cariani pelos crimes de associação para o tráfico, tráfico de matéria-prima destinada à fabricação de drogas e lavagem de dinheiro.
Segundo a investigação, ele e outros dois réus participaram de um esquema que desviou cerca de 12 toneladas de produtos químicos que teriam sido usados na produção de cocaína e crack.
O pedido foi apresentado no último dia 21.
'Desabafo', 'eleição acabou', 'jumentos': do TSE a Malafaia e aliados, todas as reações à carta golpista de Flávio 'Ninguém concorda com isso': Valdemar diz que não gostou de carta golpista publicada por Flávio Bolsonaro após derrota para Lula A apuração aponta que o esquema envolvia a emissão de notas fiscais fraudulentas, o uso de empresas como falsas compradoras e depósitos em dinheiro vivo para dissimular a origem dos recursos.
Segundo informações publicadas pelo Metrópoles, as transações investigadas movimentaram quase R$ 2,”
- Revista Oeste · Reportagem
MP de São Paulo pede condenação de Renato Cariani por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro
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“Formada em jornalismo pela Universidade Paulista.
Atuou em veículos como Folha de S.Paulo e Rede Brasil de Televisão.
É repórter de Oeste em São Paulo
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O Ministério Público de São Paulo pediu a condenação do influenciador Renato Cariani por tráfico de insumos químicos, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro, em um processo que tramita na Justiça.
Cariani, que responde em liberdade, é acusado de desviar mais de 12 toneladas de produtos químicos para a produção de drogas, utilizando notas fiscais fraudulentas.
O empresário nega ter participado de esquema e diz ser vítima de quadrilha.
A investigação, que começou com a Operação Hinsberg em dezembro de 2023, também envolve outros dois empresários.
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pediu à Justiça a condenação do influenciador digital e empresário Renato Cariani por tráfico de insumos químicos destinados à fabricação de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.
O pedido consta das alegações finais apresentadas pelo órgão na ação penal em andamento na Justiça paulista.
Cariani responde ao processo em liberdade e ainda não foi julgado.
A defesa afirma confiar na análise das provas pelo Judiciário e espera a absolvição do influenciador.
A promotoria também pediu a condenação de outros dois empresários, Fábio Spínola Mota e Rodrigo Gomes Pereira, apontados como participantes do esquema.
Segundo a acusação, o esquema teria desviado mais de 12 toneladas de produtos químicos para a produção e a adulteração de cocaína e crack .
A investigação mostra que os envolvidos usavam notas fiscais fraudulentas para registrar vendas que não teriam ocorrido e ocultar o destino das substâncias.
De acordo com o MP, a empresa Anidrol Produtos para Laboratórios, sediada no Estado de São Paulo , da qual Cariani é sócio, estaria envolvida no esquema.
Leia também: “Ministério Público de São Paulo usará câmeras do Smart Sampa em investigações”
Os investigadores identificaram ao menos 59 operações suspeitas de venda de produtos químicos registradas em nome de grandes empresas, entre elas a farmacêutica AstraZeneca .
Em video publicado nas redes sociais, Cariani afirma que ele e a sócia foram vítimas de uma quadrilha.
A investigação também identificou movimentações financeiras suspeitas.
Segundo os autos, intermediários depositaram dinheiro nas contas da empresa para ocultar a origem dos recursos.
O esquema teria movimentado cerca de R$ 2,4 milhões.
O caso ganhou repercussão em dezembro de 2023, quando a Polícia Federal deflagrou a Operação Hinsberg, que investigou o desvio de substâncias químicas e possíveis fraudes em registros comerciais.
A apuração resultou na denúncia que levou Cariani e outros investigados à condição de réus.
Cariani nega participação criminosa.
Em manifestação divulgada à imprensa, o advogado Aldo Romani Netto afirmou que a defesa recebeu o pedido de condenação sem surpresa e mantém a confiança em um julgamento justo, com análise das provas apresentadas no processo.
A defesa sustenta que o Judiciário deverá reconhecer a inocência do empresário.
Os advogados ainda podem contestar os argumentos da promotoria nas alegações finais defensivas, etapa que antecede a decisão judicial.
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Espero que a justiça analise o conjunto probatório encartado aos autos e, uma vez comprovada a conduta criminosa, que seja feita a justiça.
No mais, caso o oposto ocorra, que ele possa dormir tranquilo.”
- Folha de S.Paulo · Reportagem
Renato Cariani nega relação com tráfico de drogas após pedido de condenação do Ministério Público
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O influenciador, empresário e atleta Renato Cariani , 50, se pronunciou na quinta-feira (29) sobre a decisão do Ministério Público de São Paulo de pedir à Justiça a condenação dele por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro .
A investigação atribui a ele o desvio de produtos químicos para fabricação de cocaína e crack entre 2016 e 2020.
"Gente, não é um processo novo, tá?
Quem me acompanha há muito tempo no canal sabe, eu fui sócio de uma indústria química e essa indústria química foi vítima de uma fraude e essa fraude virou um processo porque eu sou um dos donos", disse em vídeo publicado no Youtube.
Cariani voltou a dizer ser inocente e afirmou que confia na Justiça.
"Esse é o papel do Ministério Público, realizar acusação.
E ele manteve essa postura até agora.
O papel da minha defesa é o quê?
É provar que nós estamos certos, provar nossa inocência", acrescentou.
A defesa do réu disse, em nota, que o processo se encontra em fase de alegações finais defensivas.
Os advogados Aldo Romani Netto e José Eduardo Martins Cardozo afirmaram que responderão a cada uma das teses apresentadas, demonstrando que são improcedentes.
Logo depois, o processo deverá ter decisão do juiz responsável.
Não há prazo para que isso ocorra.
A Promotoria pediu a absolvição de Roseli Dorth, sócia de Cariani em uma empresa para venda de produtos químicos, a Anidrol Produtos para Laboratórios Ltda., em Diadema.
Foi pedida a condenação do suposto intermediário Fábio Spinola Mota, apontado como membro do PCC (Primeiro Comando da Capital).
Mota havia sido preso no início de 2023 em uma operação da Polícia Federal , a Downfall, que investigou esquema de tráfico internacional e interestadual de drogas, com diversas ramificações no país.
A defesa de Mota diz que seu cliente é inocente.
Segundo a advogada Paula Minichillo, durante a instrução criminal foram produzidas provas que refutam integralmente as alegações da denúncia e corroboram as declarações prestadas em seu interrogatório.
Mais
A investigação da Polícia Federal concluiu que parte do material adquirido legalmente pela Anidrol era desviado para a produção de drogas .
Para justificar a saída dos produtos, eram emitidas notas fiscais falsas e depósitos em nome de laranjas, usando indevidamente o nome da biofarmacêutica AstraZeneca .
Conforme a investigação, foram desviadas cerca de 12 toneladas de produtos como acetona, éter etílico, ácido clorídrico, cloridrato de lidocaína, manitol e fenacetina, substâncias utilizadas para transformar a pasta base de cocaína em pó ou em pedras.
Ainda conforme a polícia, as investigações tiveram início após a Receita Federal detectar depósito em dinheiro, no valor de R$ 212 mil, aparentemente feito pela AstraZeneca.
A biofarmacêutica negou, porém, tal movimentação e também ligação com a empresa do influenciador.
Ao longo da apuração, Cariani apresentou troca de mensagens com um suposto funcionário do laboratório, Augusto Guerra.
A análise telemática demonstrou, contudo, que teria sido Mota, amigo de Cariani, quem havia registrado um domínio na internet em nome da AstraZeneca, com extensão com.br, e criado um email em nome desse funcionário fantasma.
A estimativa da PF é de que o esquema de desvios de produtos possa ter rendido ao grupo valores superiores a R$ 6 milhões.
Roseli Dorth não teve a condenação no processo pedida pelo Ministério Público, como afirmado em versão anterior desta reportagem.
A promotoria pediu a absolvição.
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- CNN Brasil · Reportagem
Ministério Público de SP pede condenação do influenciador Renato Cariani
Trecho consultado na análise
“O Ministério Público de São Paulo pediu a condenação do influenciador Renato Cariani, por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
Como o MPSP já entregou as alegações finais, agora os advogados dos réus devem ser avisados para fazer o mesmo, e todos eles têm o prazo de 30 dias para entregar.
Em nota à CNN, a defesa do influenciador reiterou que o processo está em fases finais e que eles responderão todas as acusasões.
"Recebemos com naturalidade o pedido de condenação formulado pelo Ministério Público.
Como parte acusadora, o órgão sustentou a tese que vinha defendendo desde o início da ação penal, e o pedido não representa nenhuma surpresa.
O processo se encontra agora em fase de alegações finais defensivas.
Nela, a defesa irá responder a cada uma das teses apresentadas pelo Ministério Público e demonstrar, com base na prova produzida ao longo da instrução, que elas são improcedentes.
Confiamos que o Poder Judiciário fará, ao final, um julgamento justo, pautado pela análise isenta da prova.
Temos convicção de que esse julgamento conduzirá à absolvição de Renato Cariani."
Relembre o caso A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia oferecida pelo Ministério Público Estadual e Cariani é réu em um processo em que é acusado de tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de capitais.
A ação é decorrente da Operação Heinsberg, desencadeada pela Polícia Federal em dezembro do ano passado, que revelou que a empresa Anidrol Produtos para Laboratórios, que tem Cariani e a empresária Roseli Dorth como sócios, teria fornecido insumos químicos para o tráfico de drogas e dissimulado as vendas em notas fiscais. https://www.youtube.com/watch?
v=edzZAeaavX8 De acordo com o Ministério Público de São Paulo (MPSP), além de Cariani, outras quatro pessoas também responderão à Justiça pelos mesmos crimes.
A denúncia revelou um esquema que funcionou entre 2014 e 2020, no qual a empresa do influenciador emitiu notas fiscais fraudulentas simulando a venda de insumos para farmacêuticas, entre elas a AstraZeneca.
Durante a investigação, a AstraZeneca informou que jamais comprou os produtos da empresa do influencer, o que alertou os investigadores sobre a possibilidade de fraude.
A partir dos comunicados, a polícia desvendou a trama que contava com “laranjas” que realizavam depósitos em espécie para os fornecedores, como se fossem funcionários das farmacêuticas.
A cadeia de fornecimento envolvia traficantes que desviavam os insumos para a refino e adulteração de cocaína e crack.
A investigação apontou sessenta transações dissimuladas vinculadas a atuação do bando que teria desviado doze toneladas de produtos químicos, entre eles: fenacetina, acetona, éter etílico, ácido clorídrico, manitol e acetato de etila.
A estimativa é que com os produtos desviados poderiam ser fabricadas mais de quinze toneladas de cocaína e crack. https://stories.cnnbrasil.com.br/nacional/operacao-da-pf-mira-esquema-criminoso-envolvendo-politicos-e-policiais-no-rj/ *Sob supervisão de André Rigue”
- Diário do Centro do Mundo · Reportagem
Renato Cariani se aproximou de policial para frear investigações, diz MP
Trecho consultado na análise
“O Ministério Público de São Paulo pediu a condenação do influenciador fitness Renato Cariani por associação para o tráfico, tráfico de matéria-prima destinada à fabricação de drogas e lavagem de dinheiro.
Nas alegações finais, a Promotoria citou mensagens extraídas do celular dele que apontariam conversas com um policial civil sobre um inquérito envolvendo sua empresa química.
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) sustenta que o policial civil André Dziuba atuou para conter o avanço da investigação anterior, enquanto Cariani acompanhava o caso e buscava informações sobre diligências.
O inquérito, que tramitou na 2ª Vara Criminal de Diadema, acabou arquivado em 2023.
Para os promotores, o conteúdo dos aparelhos tem “especial relevância” porque reforçaria a acusação de desvio de produtos químicos e indicaria uma tentativa de preservar o suposto esquema.
“Os elementos extraídos de seus dispositivos evidenciam a preocupação concreta de Renato em impedir o avanço das investigações”, afirmou o Gaeco.
Em uma conversa reproduzida nas alegações, o policial teria informado o encerramento do inquérito: “Acabou, meu.
É só tomar uma”.
Cariani teria respondido: “Obrigado, Dezao!
Bora tomar uma então?”.
O agente também escreveu que o procedimento havia sido relatado em 19 de janeiro de 2023 e arquivado.
Mensagens tratam de oitiva e encerramento de investigação As alegações citam diálogos de 2021 nos quais Dziuba trataria da oitiva de Cariani no inquérito ligado a operações atribuídas à AstraZeneca.
Em uma das mensagens, o policial teria dito que o escrivão precisava ouvir o empresário, mas que isso ocorreria “ao seu tempo, não tem pressa”.
No ano seguinte, segundo o Ministério Público, Cariani perguntou sobre a possibilidade de encerramento da investigação.
Em resposta, o policial afirmou que buscaria identificar veículos ligados à retirada de mercadorias, mas avaliou que “não vamos chegar a lugar algum” e escreveu que orientava o escrivão.
O Gaeco também mencionou um diálogo de setembro de 2022 no qual Dziuba teria dito que elaborou um relatório “induzindo o delegado a não fazer mais nada”, após dificuldades para identificar veículos.
A Promotoria afirma que a troca sustenta sua tese de atuação para reduzir o alcance da apuração policial.
Cariani responde ao processo em liberdade.
Se a Justiça acolher integralmente o pedido do Ministério Público, a pena calculada pela acusação pode variar de 16 anos e quatro meses a 51 anos e oito meses de prisão, além de multa; o limite legal para cumprimento de pena no Brasil é de 40 anos.
Além de Cariani, o MP pediu a condenação de Fábio Spínola Mota e Rodrigo Gomes Pereira pelos mesmos crimes.
A acusação aponta Fábio como intermediário no fornecimento de insumos químicos e Rodrigo como responsável por operações financeiras destinadas a dar aparência de legalidade aos recursos.
A defesa de Cariani, representada pelo advogado Aldo Romani Netto, afirmou receber o pedido de condenação “com naturalidade” e declarou que responderá às teses do Ministério Público nas alegações finais defensivas.
“Temos convicção de que esse julgamento conduzirá à absolvição de Renato Cariani”, disse o advogado.
O Gaeco pediu a absolvição de Roseli Dorth, sócia de Cariani na Anidrol Produtos para Laboratórios, e de Andreia Domingues Ferreira, por entender que não há provas suficientes para condená-las.
A Anidrol, sediada em Diadema, foi alvo da Operação Hinsberg, deflagrada pela Polícia Federal em dezembro de 2023.”
- g1 · Reportagem
MP-SP denuncia Renato Cariani por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro; pena pode chegar a 51 anos de prisão
Trecho consultado na análise
“Renato Cariani é dono da empresa Anidrol Produtos para Laboratórios, sediada em Diadema, na Grande SP, alvo da Operação Hinsberg em dezembro de 2023. — Foto: Reprodução/Instagram; e reprodução/TV Globo
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) apresentou na quarta-feira (21) suas alegações finais e pediu a condenação do empresário e influenciador Renato Cariani pelos crimes de associação para o tráfico, tráfico de matéria-prima destinada à fabricação de drogas e lavagem de dinheiro .
Em caso de condenação, a pena de Cariani pode variar de 16 a 51 anos de prisão em regime fechado.
Atualmente, ele responde ao processo em liberdade.
🔎 A alegação final é a última manifestação do Ministério Público em um processo.
Essa movimentação acontece após a produção de provas e antes da sentença.
O influenciador é suspeito de participar de um esquema de desvio de produtos químicos para o narcotráfico produzir toneladas de drogas, especialmente crack e cocaína ; Ele foi indiciado pela Polícia Federal em dezembro de 2023; E a Justiça tornou Cariani réu no processo em fevereiro de 2024.
Em nota enviada ao g1 , a defesa dele afirmou que o pedido do Ministério Público "não representa nenhuma surpresa" e que vai demonstrar, "com base na prova produzida ao longo da instrução", que as teses de acusação são improcedentes ( leia íntegra abaixo ).
Além de Cariani, a promotoria pede a condenação de Fábio Spindola Mota e Rodrigo Gomes Pereira pelos mesmos crimes.
Além de ser responsável pela venda dos produtos químicos, Fábio é apontado como intermediador no fornecimento das substâncias, sendo o elo entre a empresa e os compradores de crack e cocaína.
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VÍDEO: 'Minha empresa foi vítima de uma quadrilha que desviou produtos químicos', diz Cariani Inquérito da PF contra influencer termina com 3 indiciados por tráfico
Já Rodrigo, segundo o documento, exerceria funções relacionadas à movimentação e circulação de recursos ilícitos, "realizando depósitos em espécie e promovendo operações para dar aparência de licitude ao produto dos crimes".
O advogado criminalista Anderson Almeida explicou que, se a Justiça aceitar integralmente o pedido do Ministério Público, cada réu poderá receber uma pena de 16 anos e 4 meses a 51 anos e 8 meses de prisão, além de multas.
O cálculo considera a possível condenação por associação para o tráfico, 59 crimes de tráfico de insumos para a fabricação de drogas e 59 crimes de lavagem de dinheiro; A pena final também depende do reconhecimento de que os crimes de tráfico de insumos e lavagem de dinheiro teriam sido cometidos em uma sequência de infrações relacionadas.
Almeida apontou que o cálculo considera o aumento de dois terços da pena pela continuidade delitiva, conforme a Súmula 659 do Superior Tribunal de Justiça (STJ), e ressaltou que o limite de cumprimento de pena é de 40 anos, independentemente da soma das penas aplicadas na condenação.
Com mais de 11 milhões de seguidores no Instagram, Cariani foi um dos alvos da Operação Hinsberg , que em dezembro de 2023 desmontou um esquema que desviava produtos químicos para produção de drogas.
Na época, a Polícia Federal apontou que uma empresa da qual Cariani era sócio fraudava a venda de insumos a empresas farmacêuticas, e que o material era desviado para o refino de cocaína.
O nome da empresa é Anidrol Produtos para Laboratórios , sediada em Diadema , na Grande São Paulo.
Segundo os promotores do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado de São Paulo (Gaeco), por 59 vezes a empresa de Renato Cariani simulou a venda de produtos para empresas que não tinham pedido os produtos e ele mesmo simulou pedidos fictícios para justificar os desvios.
— Foto: Arte/g1
O MP também pediu à Justiça a absolvição de Roseli Dorth, sócia de Cariani na empresa Anidrol, e Andréia Domingues Ferreira, que também foram citadas nas investigações da Polícia Federal.
Segundo o Gaeco, mensagens extraídas do celular de Cariani indicam que ele mantinha uma relação muito próxima com o policial civil Anadré Dziuba, vinculado à área de controle e fiscalização de produtos químicos usados para refino de drogas.
Renato recebia informações acerca de diligências realizadas pelo policial, opinava sobre determinadas situações e chegava a indicar ou sugerir empresas que poderiam ser objeto de fiscalização, fato que, segundo o Gaeco, “evidencia que ele atuava para proteger a associação para o tráfico, como também para prejudicar eventuais concorrentes que vendiam produtos químicos”.
“As conversas revelam que Renato tinha absoluta ciência do emprego dos insumos químicos no preparo de droga.
Em 11/04/2019, consultado pelo policial civil sobre o controle de determinada substância, respondeu que ela era “utilizada para aumentar o rendimento da cocaína”, diz o Gaeco.
“As mensagens do celular de Renato exteriorizam que ele sabia do controle pífio das retiradas da própria empresa”, argumentam os promotores.
O que diz a defesa do influenciador
Por meio de nota, o advogado Aldo Romani Netto, que representa Cariani, diz “receber com naturalidade o pedido de condenação formulado pelo Ministério Público”.
“Como parte acusadora, o órgão sustentou a tese que vinha defendendo desde o início da ação penal, e o pedido não representa nenhuma surpresa.
O processo se encontra agora em fase de alegações finais defensivas.
Nela, a defesa irá responder a cada uma das teses apresentadas pelo Ministério Público e demonstrar, com base na prova produzida ao longo da instrução, que elas são improcedentes”, disse Romani.
“Confiamos que o Poder Judiciário fará, ao final, um julgamento justo, pautado pela análise isenta da prova.
Temos convicção de que esse julgamento conduzirá à absolvição de Renato Cariani”, declarou.
O g1 também tenta contato com a defesa de Fábio Spínola Mota e Rodrigo Gomes Pereira.
Apesar de pedir a condenação dos três réus, o Gaeco pediu à Justiça a absolvição de Roseli Dorth, sócia de Cariani na empresa Anidrol, e Andréia Domingues Ferreira, que também foram citadas nas investigações da Polícia Federal.”
- ICL Notícias · Reportagem
Ministério Público de SP pede condenação de Renato Cariani por tráfico de drogas e lavagem
Trecho consultado na análise
“Por Jorge Abreu
O Ministério Público de São Paulo pediu à Justiça a condenação do influenciador, empresário e atleta Renato Cariani , 50, sob acusação de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
A investigação atribui a ele o desvio de produtos químicos para fabricação de cocaína e crack entre 2016 e 2020.
A defesa do réu disse, em nota, que o processo se encontra em fase de alegações finais defensivas.
Os advogados Aldo Romani Netto e José Eduardo Martins Cardozo afirmaram que responderão a cada uma das teses apresentadas, demonstrando que são improcedentes.
Logo depois, o processo deverá ter decisão do juiz responsável.
Não há prazo para que isso ocorra.
Além do influenciador, a Promotoria também pediu a condenação de Roseli Dorth, sócia de Cariani em uma empresa para venda de produtos químicos, a Anidrol Produtos para Laboratórios Ltda., em Diadema, e o suposto intermediário Fábio Spinola Mota, apontado como membro do PCC (Primeiro Comando da Capital).
Mota havia sido preso no início de 2023 em uma operação da Polícia Federal, a Downfall, que investigou esquema de tráfico internacional e interestadual de drogas, com diversas ramificações no país.
A defesa de Mota diz que seu cliente é inocente.
Segundo a advogada Paula Minichillo, durante a instrução criminal foram produzidas provas que refutam integralmente as alegações da denúncia e corroboram as declarações prestadas em seu interrogatório.
A reportagem questionou por mensagem o advogado de Dorth, que não respondeu sobre o caso até a publicação deste texto.
A investigação da Polícia Federal concluiu que parte do material adquirido legalmente pela Anidrol era desviado para a produção de drogas.
Para justificar a saída dos produtos, eram emitidas notas fiscais falsas e depósitos em nome de laranjas, usando indevidamente o nome da biofarmacêutica AstraZeneca.
Conforme a investigação, foram desviadas cerca de 12 toneladas de produtos como acetona, éter etílico, ácido clorídrico, cloridrato de lidocaína, manitol e fenacetina, substâncias utilizadas para transformar a pasta base de cocaína em pó ou em pedras.
Ainda conforme a polícia, as investigações tiveram início após a Receita Federal detectar depósito em dinheiro, no valor de R$ 212 mil, aparentemente feitos pela AstraZeneca.
A biofarmacêutica negou, porém, tal movimentação e também ligação com a empresa do influenciador.
Ao longo da apuração, Cariani apresentou troca de mensagens com um suposto funcionário do laboratório, Augusto Guerra.
A análise telemática demonstrou, contudo, que teria sido Mota, amigo de Cariani, quem havia registrado um domínio na internet em nome da AstraZeneca, com extensão com.br, e criado um email em nome desse funcionário fantasma.
A estimativa da PF é de que o esquema de desvios de produtos possa ter rendido ao grupo valores superiores a R$ 6 milhões.”
Encontrou um erro?VerdadeiroSegundo a acusação, cerca de 12 toneladas de produtos químicos teriam sido desviadas e usadas na produção de cocaína e crack.
Esquerda Centro DireitaO Globo, Revista Oeste, Folha de S.Paulo, CNN Brasil, ICL Notícias
Os relatos dos três grupos atribuem à investigação o desvio de cerca de 12 toneladas de insumos e seu uso na produção de cocaína e crack.
Ver fontes e trechos (5)
VerdadeiroCariani negou participação criminosa e afirmou que a empresa foi vítima de fraude.
Esquerda DireitaRevista Oeste, Folha de S.Paulo
Revista Oeste relata a negativa e a alegação de que ele e a sócia foram vítimas de uma quadrilha; Folha de S.Paulo registra declaração semelhante de Cariani.
Ver fontes e trechos (2)
VerdadeiroCariani responde ao processo em liberdade e ainda não foi julgado.
Esquerda Centro DireitaUOL, Revista Oeste, Diário do Centro do Mundo, g1
UOL, Revista Oeste, Diário do Centro do Mundo e g1 informam que ele responde em liberdade; Revista Oeste também afirma que ainda não houve julgamento.
Ver fontes e trechos (4)
- UOL · Reportagem
Policial Civil amigo de Renato Cariani favoreceu influenciador durante investigação, aponta MP
Trecho consultado na análise
“O MP-SP (Ministério Público de São Paulo) apontou que o influenciador digital e empresário Renato Cariani, de 50 anos, mantinha uma relação de amizade com o policial civil André Dziuba - o que, segundo o órgão, teria favorecido o empresário durante as investigações.
Cariani é acusado de associação para o tráfico, tráfico de matérias-primas destinadas à produção de drogas e lavagem de dinheiro.
O Estadão tenta contato com Aldo Romani Netto, advogado responsável pela defesa de Cariani.
A defesa de Dziuba não foi localizada.
O espaço segue aberto.
Segundo o documento, formulado pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), ao qual o Estadão teve acesso, Cariani e Dziuba trocavam mensagens sobre assuntos não apenas profissionais, mas também pessoais.
"A proximidade é evidenciada, entre outros elementos, por solicitações pessoais feitas pelo policial ao empresário, inclusive relacionadas à obtenção de suplementos para tratamento de seu joelho, ao mesmo tempo em que André recorria a Renato para obter auxílio ou informações relacionadas a fiscalizações realizadas no âmbito de suas atribuições", escreveu a promotoria.
Além da relação de proximidade entre os dois, o documento aponta como aspecto central a suposta interferência de Dziuba no inquérito da Polícia Civil, que tramitava na 2ª Vara Criminal de Diadema e apurava o desvio de insumos químicos faturados em nome da farmacêutica AstraZeneca.
"O policial que deveria conduzir as diligências manteve Renato informado sobre o andamento da investigação, colocou-se à disposição para que a oitiva do réu ocorresse 'ao seu tempo, não tem pressa' e garantiu-lhe que estavam 'de olho e orientando o escrivão'", afirmou a promotoria.
Segundo o MP-SP, Dziuba também teria repassado ao empresário dados de veículos investigados, facilitado o agendamento de depoimentos e admitido ter elaborado um relatório com o objetivo de "induzir o delegado a não fazer mais nada".
Diante dos apontamentos, a promotoria pediu que o material fosse encaminhado à Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo.
MP-SP pede condenação de influenciador
O pedido de condenação apresentado pelo MP-SP foi encaminhado ao TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) em 21 de outubro.
Em caso de condenação, a pena acumulada do influenciador pode variar entre 16 e 51 anos de reclusão em regime fechado.
Atualmente, Cariani responde ao processo em liberdade.
Segundo a denúncia, a empresa Anidrol Produtos para Laboratórios, localizada em Diadema (SP), da qual Cariani é sócio, teria simulado ao menos 59 vendas fictícias de insumos químicos para grandes multinacionais farmacêuticas, como a AstraZeneca.
Os produtos desviados teriam sido redirecionados para a produção em larga escala de drogas sintéticas e do refino de cocaína e crack.
Além de Cariani, a promotoria também pediu a condenação dos empresários Fábio Spindola Mota e Rodrigo Gomes Pereira por participação na rede de desvio.
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário.
Leia as Regras de Uso do UOL.”
VerdadeiroSegundo o MP, o policial civil André Dziuba teria repassado informações a Cariani e atuado para reduzir o avanço de uma investigação.
Esquerda CentroUOL, Diário do Centro do Mundo, g1
UOL e Diário do Centro do Mundo atribuem essas alegações à promotoria; g1 também relata que, segundo o Gaeco, Cariani recebia informações sobre diligências do policial.
Ver fontes e trechos (3)
- UOL · Reportagem
Policial Civil amigo de Renato Cariani favoreceu influenciador durante investigação, aponta MP
Trecho consultado na análise
“O MP-SP (Ministério Público de São Paulo) apontou que o influenciador digital e empresário Renato Cariani, de 50 anos, mantinha uma relação de amizade com o policial civil André Dziuba - o que, segundo o órgão, teria favorecido o empresário durante as investigações.
Cariani é acusado de associação para o tráfico, tráfico de matérias-primas destinadas à produção de drogas e lavagem de dinheiro.
O Estadão tenta contato com Aldo Romani Netto, advogado responsável pela defesa de Cariani.
A defesa de Dziuba não foi localizada.
O espaço segue aberto.
Segundo o documento, formulado pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), ao qual o Estadão teve acesso, Cariani e Dziuba trocavam mensagens sobre assuntos não apenas profissionais, mas também pessoais.
"A proximidade é evidenciada, entre outros elementos, por solicitações pessoais feitas pelo policial ao empresário, inclusive relacionadas à obtenção de suplementos para tratamento de seu joelho, ao mesmo tempo em que André recorria a Renato para obter auxílio ou informações relacionadas a fiscalizações realizadas no âmbito de suas atribuições", escreveu a promotoria.
Além da relação de proximidade entre os dois, o documento aponta como aspecto central a suposta interferência de Dziuba no inquérito da Polícia Civil, que tramitava na 2ª Vara Criminal de Diadema e apurava o desvio de insumos químicos faturados em nome da farmacêutica AstraZeneca.
"O policial que deveria conduzir as diligências manteve Renato informado sobre o andamento da investigação, colocou-se à disposição para que a oitiva do réu ocorresse 'ao seu tempo, não tem pressa' e garantiu-lhe que estavam 'de olho e orientando o escrivão'", afirmou a promotoria.
Segundo o MP-SP, Dziuba também teria repassado ao empresário dados de veículos investigados, facilitado o agendamento de depoimentos e admitido ter elaborado um relatório com o objetivo de "induzir o delegado a não fazer mais nada".
Diante dos apontamentos, a promotoria pediu que o material fosse encaminhado à Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo.
MP-SP pede condenação de influenciador
O pedido de condenação apresentado pelo MP-SP foi encaminhado ao TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) em 21 de outubro.
Em caso de condenação, a pena acumulada do influenciador pode variar entre 16 e 51 anos de reclusão em regime fechado.
Atualmente, Cariani responde ao processo em liberdade.
Segundo a denúncia, a empresa Anidrol Produtos para Laboratórios, localizada em Diadema (SP), da qual Cariani é sócio, teria simulado ao menos 59 vendas fictícias de insumos químicos para grandes multinacionais farmacêuticas, como a AstraZeneca.
Os produtos desviados teriam sido redirecionados para a produção em larga escala de drogas sintéticas e do refino de cocaína e crack.
Além de Cariani, a promotoria também pediu a condenação dos empresários Fábio Spindola Mota e Rodrigo Gomes Pereira por participação na rede de desvio.
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário.
Leia as Regras de Uso do UOL.”
VerdadeiroO MP pediu a condenação de Fábio Spínola Mota e Rodrigo Gomes Pereira.
Esquerda CentroUOL, Diário do Centro do Mundo, g1
Os trechos dos veículos de centro e esquerda relatam o pedido de condenação dos dois empresários.
Ver fontes e trechos (3)
- UOL · Reportagem
Policial Civil amigo de Renato Cariani favoreceu influenciador durante investigação, aponta MP
Trecho consultado na análise
“O MP-SP (Ministério Público de São Paulo) apontou que o influenciador digital e empresário Renato Cariani, de 50 anos, mantinha uma relação de amizade com o policial civil André Dziuba - o que, segundo o órgão, teria favorecido o empresário durante as investigações.
Cariani é acusado de associação para o tráfico, tráfico de matérias-primas destinadas à produção de drogas e lavagem de dinheiro.
O Estadão tenta contato com Aldo Romani Netto, advogado responsável pela defesa de Cariani.
A defesa de Dziuba não foi localizada.
O espaço segue aberto.
Segundo o documento, formulado pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), ao qual o Estadão teve acesso, Cariani e Dziuba trocavam mensagens sobre assuntos não apenas profissionais, mas também pessoais.
"A proximidade é evidenciada, entre outros elementos, por solicitações pessoais feitas pelo policial ao empresário, inclusive relacionadas à obtenção de suplementos para tratamento de seu joelho, ao mesmo tempo em que André recorria a Renato para obter auxílio ou informações relacionadas a fiscalizações realizadas no âmbito de suas atribuições", escreveu a promotoria.
Além da relação de proximidade entre os dois, o documento aponta como aspecto central a suposta interferência de Dziuba no inquérito da Polícia Civil, que tramitava na 2ª Vara Criminal de Diadema e apurava o desvio de insumos químicos faturados em nome da farmacêutica AstraZeneca.
"O policial que deveria conduzir as diligências manteve Renato informado sobre o andamento da investigação, colocou-se à disposição para que a oitiva do réu ocorresse 'ao seu tempo, não tem pressa' e garantiu-lhe que estavam 'de olho e orientando o escrivão'", afirmou a promotoria.
Segundo o MP-SP, Dziuba também teria repassado ao empresário dados de veículos investigados, facilitado o agendamento de depoimentos e admitido ter elaborado um relatório com o objetivo de "induzir o delegado a não fazer mais nada".
Diante dos apontamentos, a promotoria pediu que o material fosse encaminhado à Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo.
MP-SP pede condenação de influenciador
O pedido de condenação apresentado pelo MP-SP foi encaminhado ao TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) em 21 de outubro.
Em caso de condenação, a pena acumulada do influenciador pode variar entre 16 e 51 anos de reclusão em regime fechado.
Atualmente, Cariani responde ao processo em liberdade.
Segundo a denúncia, a empresa Anidrol Produtos para Laboratórios, localizada em Diadema (SP), da qual Cariani é sócio, teria simulado ao menos 59 vendas fictícias de insumos químicos para grandes multinacionais farmacêuticas, como a AstraZeneca.
Os produtos desviados teriam sido redirecionados para a produção em larga escala de drogas sintéticas e do refino de cocaína e crack.
Além de Cariani, a promotoria também pediu a condenação dos empresários Fábio Spindola Mota e Rodrigo Gomes Pereira por participação na rede de desvio.
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário.
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