VerdadeiroO servidor municipal foi afastado, e o prefeito anunciou a abertura de processo administrativo disciplinar.
Esquerda CentroICL Notícias, Metrópoles, Folha de S.Paulo, g1, Diário do Centro do Mundo
Os veículos de esquerda e centro relatam o afastamento e a abertura futura do processo; as reportagens não dizem que o processo já foi concluído.
Ver fontes e trechos (5)
- ICL Notícias · Reportagem
Indígenas denunciam servidor no MS por áudio em que sugere envenenar água após eleição
Trecho consultado na análise
“Por Jorge Cosme
(Folhapress) – Um servidor do município de Tacuru (MS) foi afastado após gravar um áudio sugerindo envenenar a água após o resultado da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A denúncia foi feita por indígenas, que dizem que a ameaça seria direcionada aos moradores da reserva Sassoró, na cidade.
“Já falei, tem que pôr veneno na água, matar essas pragas na água”, diz um trecho dos áudios que circulam nas redes sociais.
Em outro trecho, um homem diz que “pode morrer de ajudar esses capetas dentro do que tiver aí, o homem se mata de ajudar um, ajudar outro, e esses cão fazem isso aí”.
Em publicação em suas redes sociais, o prefeito de Tacuru, Rogério Torquetti (PSDB), diz que um processo administrativo será aberto e que o servidor será afastado por orientação da equipe jurídica.
O prefeito afirma que o homem é um “excelente servidor” e que não trabalha com caminhão-pipa ou abastecimento de água.
“Esse servidor, um excelente servidor, inclusive, trabalha na infraestrutura, com caminhão caçamba”, diz.
O gestor também diz que o funcionário não especificou quem deveria ser envenenado.
“O servidor dizia que teria que por veneno na água e envenenar todo mundo, sem citar nenhum tipo de gente.”
Em manifestação anterior, Torquetti havia dito se tratar de um mal-entendido.
“Se expressaram mal ontem na hora de euforia, por conta talvez do álcool”, avaliou.
O prefeito fez campanha para Flávio Bolsonaro (PL).
“A democracia é isso aí.
Um ganha, o outro perde.
Perdemos.
Não vamos brigar”, disse após o resultado.
O vereador e cacique da Aldeia Sassoró, Ivan Montiel (PSDB), fez uma publicação nas redes sociais dizendo que o áudio demonstra ódio e preconceito contra a comunidade indígena.
“Nenhum povo pode ser ameaçado, intimidado ou discriminado por exercer livremente seu direito ao voto”, diz o cacique.
“A escolha política é um direito de todos.
A vida, a dignidade e a segurança dos povos originários devem ser respeitadas”, completa.
O governo federal, através dos ministérios dos Povos Indígenas, dos Direitos Humanos e da Cidadania e da Igualdade Racial, afirmou que vai pedir a investigação das denúncias de violência relacionadas aos povos indígenas, comunidades quilombolas e povos de terreiro após o segundo turno das eleições.
“Os órgãos estão em diálogo permanente, por meio de uma força-tarefa, para que os casos sejam investigados de forma célere e os responsáveis identificados e responsabilizados por possíveis crimes”, afirma a nota.
A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) tem denunciado a escalada da violência contra povos originários no Mato Grosso do Sul após a vitória de Lula.
O Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul instaurou procedimentos para investigar ataques, hostilidades e intimidações contra comunidades indígenas no estado.
O órgão afirmou ter distribuído frentes regionais de investigação para apurar as denúncias.
Sobre o relato de homicídios motivados por conflitos políticos em Naviraí, o MPF diz que a investigação conduzida pela Procuradoria da República no Município de Dourados desmentiu os boatos.
Lideranças das comunidades kurupi e mboreviry negaram a ocorrência de ataques a seus integrantes, “relatando apenas notícias genéricas sobre um crime na área urbana”, acrescenta o MPF.
Já a 4ª Promotoria de Justiça de Naviraí e a Prefeitura explicaram que o caso registrado na cidade foi uma tentativa de duplo homicídio decorrente de desentendimento familiar e interpessoal, sem qualquer motivação política ou étnica.
Autoridades confirmaram que fotos do crime circularam na internet de forma adulterada e fora de contexto.
O MPF acrescenta que análise de documentos confirmou que as vítimas nem seus genitores têm histórico de pertencimento indígena.
Por precaução, um ofício foi expedido à Secretaria de Saúde Indígena para checagem.
Em Tacuru, o MPF expediu ofício urgente com prazo de 48 horas para que a prefeitura preste informações sobre autoria dos áudios e medidas adotadas para garantir a segurança e a manutenção do atendimento essencial prestado às comunidades.
O órgão recomenda que, confirmado o envolvimento de servidores, haja abertura de processo disciplinar e afastamento cautelar.”
- Metrópoles · Reportagem
Servidor ameaça indígenas após Lula vencer: "Tem que pôr veneno na água"
Trecho consultado na análise
“O prefeito de Tacuru (MS), Rogério Torquetti (PSDB), afastou temporariamente um servidor municipal que ameaçou envenenar a água consumida por indígenas da região após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no domingo (25/10).
O governo federal acionou a Polícia Federal (PF) para investigar.O nome do servidor não foi divulgado.
A denúncia foi feita por lideranças indígenas nesta terça-feira (27/10), após a circulação de um áudio com as ameaças em um grupo de WhatsApp.“
Essas pragas do caralho, do demônio.
Tem que por veneno na água, tem que matar essas pragas na água”, diz o servidor na gravação.Confira a gravação:Servidor foi afastado, diz prefeitoSegundo o prefeito, o áudio circula desde domingo, dia do segundo turno.
A ameaça teria sido direcionada a moradores da Aldeia Sassoró, em Tacuru.Em vídeo publicado no Instagram, Torquetti confirmou o afastamento e informou que será aberto um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar a conduta.
Ele afirmou que o funcionário atua na área de infraestrutura, com caminhão-caçamba, e não na distribuição de água.“
Esse servidor, um excelente servidor, inclusive, trabalha na infraestrutura, com caminhão-caçamba.
De antemão, até o momento a gente não foi intimado por nenhuma esfera.
Nosso jurídico entendeu que um processo administrativo será aberto e que o servidor será afastado”, declarou.O prefeito também pediu desculpas pelas declarações.
Confira na íntegra: Ver esta publicação no Instagram Uma publicação partilhada por Prefeito Rogério Torquetti (@torquetti.rogerio)Torquetti apoiou a candidatura derrotada do senador Flávio Bolsonaro (PL).
Após o resultado da eleição, publicou uma mensagem defendendo a união da população, independentemente de origem ou etnia, e afirmou que os moradores de Tacuru são “um só povo, indígenas, brancos, pardos, negros, quilombolas” e que, encerrada a disputa, “vamos juntos trabalhar por Tacuru, pelo Mato Grosso do Sul, pelo nosso Brasil”.
Leia também Distrito FederalOcas indígenas são incendiadas no Guará; PCDF apura se há indício de crime Grande AngularCom doação de combustível, indígenas do AM terão transporte para votar BrasilEleições: TRE-AM pede explicação sobre negativa de transporte de indígenas Grande AngularJuíza nega pedido para transportar eleitores de 44 aldeias indígenas no AM Lideranças repudiam ameaçaO cacique Ivan Montiel, líder da Aldeia Sassoró e vereador de Tacuru, condenou a ameaça e defendeu a responsabilização.“
Eu gostaria de deixar aqui na condição de cacique e vereador da aldeia Sassoró que não vamos aceitar este tipo de preconceito contra nossa comunidade, ameaçando colocar veneno em água”, afirmou.Confira: Ver esta publicação no Instagram Uma publicação partilhada por @ivanmontielofc_Ele também ressaltou o direito de escolha nas eleições.
“Nós temos o direito, como qualquer cidadão, de escolher em quem vamos votar”, completou.Diante do caso e de outras ameaças contra indígenas no estado, o governo federal acionou a PF.
A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) também procurou o Ministério dos Povos Indígenas em busca de apoio e proteção.Até o momento, não há relatos de prisões por ameaças contra povos indígenas de Mato Grosso do Sul após o fim das eleições.
O Metrópoles procurou a PF para obter mais informações sobre a investigação e aguarda retorno.”
- Folha de S.Paulo · Reportagem
Indígenas denunciam servidor por áudio em que sugere envenenar água após eleição; homem é afastado
Trecho consultado na análise
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Um servidor do município de Tacuru (MS) foi afastado após gravar um áudio sugerindo envenenar a água após o resultado da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva ( PT ).
A denúncia foi feita por indígenas , que dizem que a ameaça seria direcionada aos moradores da reserva Sassoró, na cidade.
"Já falei, tem que pôr veneno na água, matar essas pragas na água", diz um trecho dos áudios que circulam nas redes sociais.
Em outro trecho, um homem diz que "pode morrer de ajudar esses capetas dentro do que tiver aí, o homem se mata de ajudar um, ajudar outro, e esses cão fazem isso aí".
Em publicação em suas redes sociais, o prefeito de Tacuru, Rogério Torquetti ( PSDB ), diz que um processo administrativo será aberto e que o servidor será afastado por orientação da equipe jurídica.
O prefeito afirma que o homem é um "excelente servidor" e que não trabalha com caminhão-pipa ou abastecimento de água.
"Esse servidor, um excelente servidor, inclusive, trabalha na infraestrutura, com caminhão caçamba", diz.
O gestor também diz que o funcionário não especificou quem deveria ser envenenado.
"O servidor dizia que teria que por veneno na água e envenenar todo mundo, sem citar nenhum tipo de gente."
Em manifestação anterior, Torquetti havia dito se tratar de um mal-entendido.
"Se expressaram mal ontem na hora de euforia, por conta talvez do álcool", avaliou.
O prefeito fez campanha para Flávio Bolsonaro (PL).
"A democracia é isso aí.
Um ganha, o outro perde.
Perdemos.
Não vamos brigar", disse após o resultado.
O vereador e cacique da Aldeia Sassoró, Ivan Montiel (PSDB), fez uma publicação nas redes sociais dizendo que o áudio demonstra ódio e preconceito contra a comunidade indígena.
"Nenhum povo pode ser ameaçado, intimidado ou discriminado por exercer livremente seu direito ao voto", diz o cacique.
"A escolha política é um direito de todos.
A vida, a dignidade e a segurança dos povos originários devem ser respeitadas", completa.
O governo federal, através dos ministérios dos Povos Indígenas, dos Direitos Humanos e da Cidadania e da Igualdade Racial, afirmou que vai pedir a investigação das denúncias de violência relacionadas aos povos indígenas, comunidades quilombolas e povos de terreiro após o segundo turno das eleições.
"Os órgãos estão em diálogo permanente, por meio de uma força-tarefa, para que os casos sejam investigados de forma célere e os responsáveis identificados e responsabilizados por possíveis crimes", afirma a nota.
A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) tem denunciado a escalada da violência contra povos originários no Mato Grosso do Sul após a vitória de Lula.
O Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul instaurou procedimentos para investigar ataques, hostilidades e intimidações contra comunidades indígenas no estado.
O órgão afirmou ter distribuído frentes regionais de investigação para apurar as denúncias.
Sobre o relato de homicídios motivados por conflitos políticos em Naviraí, o MPF diz que a investigação conduzida pela Procuradoria da República no Município de Dourados desmentiu os boatos.
Lideranças das comunidades kurupi e mboreviry negaram a ocorrência de ataques a seus integrantes, "relatando apenas notícias genéricas sobre um crime na área urbana", acrescenta o MPF.
Já a 4ª Promotoria de Justiça de Naviraí e a Prefeitura explicaram que o caso registrado na cidade foi uma tentativa de duplo homicídio decorrente de desentendimento familiar e interpessoal, sem qualquer motivação política ou étnica.
Autoridades confirmaram que fotos do crime circularam na internet de forma adulterada e fora de contexto.
O MPF acrescenta que análise de documentos confirmou que as vítimas nem seus genitores têm histórico de pertencimento indígena.
Por precaução, um ofício foi expedido à Secretaria de Saúde Indígena para checagem.
Em Tacuru, o MPF expediu ofício urgente com prazo de 48 horas para que a prefeitura preste informações sobre autoria dos áudios e medidas adotadas para garantir a segurança e a manutenção do atendimento essencial prestado às comunidades.
O órgão recomenda que, confirmado o envolvimento de servidores, haja abertura de processo disciplinar e afastamento cautelar.
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- g1 · Reportagem
'Tem que matar essas pragas na água': servidor é afastado após áudio com ameaça a indígenas em MS
Trecho consultado na análise
“Lideranças indígenas denunciam ameaça de envenenamento de água em aldeia de MS O prefeito de Tacuru, Rogério Torquetti, confirmou que o áudio em que uma pessoa sugere envenenar indígenas da região é de um servidor público do município.
Segundo o prefeito, o funcionário foi afastado das funções e será alvo de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD).
A suspeita de que a declaração tenha sido feita por um funcionário da prefeitura foi denunciada por lideranças indígenas nesta terça-feira (27).
Veja o vídeo acima.
O caso também levou o governo federal a acionar a Polícia Federal (PF) para investigar as ameaças.
De acordo com Torquetti, o áudio circula desde domingo (25), dia do segundo turno das eleições.
A ameaça teria sido direcionada aos moradores da Aldeia Sassoró, em Tacuru .
Em um vídeo publicado no Instagram, o prefeito negou que o servidor atuasse na distribuição de água no município.
“Esse servidor, um excelente servidor, inclusive, trabalha na infraestrutura, com caminhão-ca”
- Diário do Centro do Mundo · Reportagem
Servidor ameaça envenenar indígenas após reeleição de Lula e é afastado
Trecho consultado na análise
“O prefeito de Tacuru (MS), Rogério Torquetti (PSDB), confirmou que um servidor municipal é a pessoa cuja voz aparece em um áudio com sugestão de envenenar a água consumida por indígenas da Aldeia Sassoró.
A prefeitura afastou o funcionário e abrirá um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), enquanto a Polícia Federal investiga a denúncia.
O áudio passou a circular no domingo (25), data do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, e provocou reação de lideranças indígenas.
A gravação menciona a possibilidade de colocar substâncias tóxicas na água usada pelos moradores da comunidade, em Tacuru.
Torquetti afirmou, em vídeo nas redes sociais, que o servidor trabalha na infraestrutura com caminhão-caçamba e não atua na distribuição de água.
“Nosso jurídico entendeu que um processo administrativo será aberto e que o servidor será afastado”, disse o prefeito.
Em outra gravação, feita na Aldeia Sassoró ao lado de uma moradora, o prefeito pediu desculpas caso as falas tenham ofendido a comunidade.
Ele também defendeu que divergências políticas após a eleição não provoquem conflitos. https://twitter.com/g1/status/2115474162995114371 Polícia Federal apura origem dos áudios e segurança da água O Ministério dos Povos Indígenas encaminhou à Polícia Federal, na segunda (26), uma denúncia apresentada por representante da aldeia.
O órgão pediu que a PF identifique a origem e a autenticidade dos áudios, localize os responsáveis e avalie eventuais crimes.
A denúncia cita pessoas supostamente ligadas a serviços públicos na aldeia, como abastecimento por caminhão-pipa e coleta de resíduos da escola e do posto de saúde.
A identidade dos participantes da conversa e as circunstâncias em que o áudio foi gravado ainda estão sob apuração.
O ministério informou que não há comprovação de contaminação da água e solicitou medidas preventivas para proteger os moradores.
O ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, afirmou que acionou a PF após sua equipe qualificar as informações sobre o caso.
O cacique Ivan Montiel, também vereador de Tacuru, disse que buscará responsabilização criminal e cível dos envolvidos.
“Não vamos aceitar este tipo de preconceito contra nossa comunidade, ameaçando colocar veneno em água”, afirmou.
A APIB também levou a órgãos federais denúncias de ameaças, racismo, atropelamentos e mortes de indígenas em outras cidades de Mato Grosso do Sul.”
Encontrou um erro?VerdadeiroO áudio circulava desde domingo, 25 de outubro, dia do segundo turno das eleições.
Esquerda CentroMetrópoles, g1, Diário do Centro do Mundo
A informação é relatada nos veículos de esquerda e centro; as reportagens atribuem a circulação desde domingo ao áudio, sem afirmar quando foi gravado.
Ver fontes e trechos (3)
VerdadeiroO governo federal encaminhou a denúncia à Polícia Federal para investigação.
Esquerda CentroMetrópoles, g1, Diário do Centro do Mundo
Os veículos de esquerda e centro relatam o acionamento da PF; Diário do Centro do Mundo especifica que o Ministério dos Povos Indígenas enviou a denúncia na segunda-feira, 26 de outubro.
Ver fontes e trechos (3)
VerdadeiroSegundo o prefeito, o servidor trabalhava na infraestrutura, com caminhão-caçamba, e não na distribuição de água.
Esquerda CentroICL Notícias, Metrópoles, Folha de S.Paulo, g1, Diário do Centro do Mundo
A declaração do prefeito é reproduzida por reportagens dos dois grupos; trata-se da função atribuída ao servidor, não de confirmação independente sobre suas atividades.
Ver fontes e trechos (5)
Não verificávelO Ministério dos Povos Indígenas informou que não havia comprovação de contaminação da água.
EsquerdaDiário do Centro do Mundo
Diário do Centro do Mundo atribui essa informação ao ministério; não há confirmação nos demais trechos fornecidos nem checagem independente.
Ver fontes e trechos (1)