VerdadeiroSastre foi condenado a 17 anos, um mês e dez dias de prisão, em regime inicial fechado, pela morte de Ornaldo.
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Os relatos dos veículos de esquerda, centro e direita informam a mesma pena e o regime inicial fechado pela morte do motorista.
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- ICL Notícias · Reportagem
Júri condena empresário que dirigia Porsche por morte de motorista de aplicativo em SP
Trecho consultado na análise
“Por Jorge Abreu
(Folhapress) – Justiça de São Paulo condenou, na madrugada desta sexta-feira (30), o empresário Fernando Sastre de Andrade Filho a 17 anos, um mês e dez dias de prisão, em regime inicial fechado, pela morte do motorista de aplicativo Ornaldo Silva Viana.
Sastre dirigia um Porsche na noite de 31 de março de 2024, quando perdeu o controle do veículo e atingiu o carro da vítima em alta velocidade, no Tatuapé, zona leste de São Paulo.
Conforme a sentença da juíza Melanie Liesenberg, elaborada a partir do entendimento do júri, também fica declarada a inabilitação do empresário para dirigir.
A defesa pediu, durante a representação, a condenação por homicídio culposo —quando não há intenção de matar.
A pena também inclui o crime de lesão corporal contra outra vítima, o amigo Marcus Vinicius Machado Rocha, que estava no banco do passageiro do Porsche.
Ele teve costelas quebradas e perdeu um baço após o acidente.
Na sentença, a juíza observou que o acusado ignorou os pedidos dos amigos para que não conduzisse o veículo.
“As advertências desconsideradas e a consequente decisão de prosseguir na condução foram utilizadas como elementos de convencimento acerca da assunção do risco, que embasou o reconhecimento do dolo eventual pelo Conselho de Sentença”, disse.
A magistrada também afirmou que o réu voltou a dirigir “menos de um mês após cumprir suspensão do direito de dirigir imposta por anterior disputa de corrida em via pública” e que o crime provocou a orfandade e desamparo material da filha adolescente da vítima.
Além disso, ela destacou a lesão corporal gravíssima do amigo, que passou por várias cirurgias e faz tratamento psicológico e médico.
A colisão aconteceu na avenida Salim Farah Maluf, por volta das 2h.
Sastre perdeu o controle do Porsche e bateu na traseira de um Renault Sandero.
Viana foi encaminhado ao Hospital Municipal do Tatuapé, onde morreu.
Segundo o Ministério Público de São Paulo, Sastre havia saído com a namorada e um casal de amigos.
O grupo consumiu bebidas em um bar e, depois, seguiu para uma casa de pôquer, com serviço open bar.
Anteriormente, em depoimento à polícia e em entrevistas concedidas a jornalistas, o réu chegou a negar ter consumido bebida alcoólica, mas admitiu que estava acima do limite de velocidade da via, que é de 50 km/h.
A perícia apontou que ele dirigia a 156 km/h na hora do acidente.
Sastre admitiu, pela primeira vez, que consumiu dois drinks à base de uísque horas antes do acidente na audiência desta quinta-feira (29).
Ele relatou ainda que acreditou não ter ficado embriagado e teria condições para dirigir o carro do pai.
“Tenho vergonha e arrependimento todos os dias da minha vida.
Eu nunca saí de casa para causar um acidente.
Queria fazer o meu mais sincero pedido de perdão para as vítimas e para as famílias, que mais sofrem, porque ninguém merece passar por isso”, disse no júri.
“Exposto meu arrependimento, minha vergonha, confesso que no dia dos fatos eu ingeri bebida alcoólica”, acrescentou o réu.
“Poderia inventar mil desculpas para isso que eu fiz, mas eu estou aqui entregue.
Hoje eu quero sim dizer a verdade.”
O promotor Rodolfo Morais questionou a mudança de versão dele.
Segundo a acusação, Sastre mentiu em busca de absolvição e agiu de forma indiferente ao deixar o local do acidente 40 minutos após o ocorrido e não ser submetido ao teste do etilômetro.
“Ele quis colaborar com a Justiça no último ato do seu julgamento?
Ou será que, na verdade, o uso da inteligência por parte dele?
Com todas as provas e também as perguntas que as senhoras [do júri] fizeram, será que deixavam algum tipo de dúvida que ele tinha bebido?”, argumentou.
“A minha tese é condenatória”, ressaltou o advogado de defesa Eugenio Malavasi.
“Sabem que este advogado jamais pediria a absolvição deste.
Já pedi muitas.
Já requeri aos colegas e vossas excelências muitas vezes”, disse.
A posição da defesa em busca da condenação por um crime sem intenção tinha o objetivo de atenuar a pena a ser aplicada a Sastre.
Heloisa Gagliotti, advogada que representa a família do motorista de aplicativo, aprovou a condenação.
“Acredito que diante da decisão do júri, em um caso emblemático como esse, a justiça foi feita, inclusive pela pena aplicada pela magistrada.
Infelizmente a vida do senhor Ornaldo foi perdida, mas o réu não saiu impune, e isso basta no momento”, disse.
Sastre não poderá recorrer em liberdade.”
- Revista Oeste · Reportagem
Empresário do caso Porsche é condenado a 17 anos de prisão
Trecho consultado na análise
“Jornalista formada pela Universidade Federal de Mato Grosso, com extensão em jornalismo econômico pela Fundação Getulio Vargas.
Atuou no jornal O Estado de S.
Paulo.
É repórter de Oeste em São Paulo.
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O empresário Fernando Sastre de Andrade Filho, de 24 anos, foi condenado a 17 anos, 1 mês e 10 dias de prisão por homicídio qualificado e lesão corporal gravíssima, em decorrência da morte do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, de 52 anos, em um acidente em 31 de março de 2024, em São Paulo.
O julgamento, que durou dois dias, revelou que Sastre dirigia a 136 km/h depois de consumir álcool, desconsiderando advertências de amigos.
A juíza destacou a reincidência do réu e a desamparo da filha da vítima.
O Tribunal do Júri da 1ª Vara do Júri da Capital, no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo, condenou o empresário Fernando Sastre de Andrade Filho, de 26 anos, a 17 anos, um mês e dez dias de prisão em regime inicial fechado pela morte do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, de 52 anos.
Os jurados anunciaram a sentença na madrugada desta sexta-feira, 30.
O julgamento durou dois dias, período em que o tribunal ouviu 11 das 14 testemunhas.
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Os jurados acolheram a acusação de homicídio qualificado com dolo eventual.
Nessa modalidade, o réu não quer o resultado, mas assume o risco de produzi-lo.
O tribunal do júri também condenou Sastre por lesão corporal gravíssima contra o amigo Marcus Vinícius Machado Rocha, que estava no banco do passageiro do Porsche e perdeu o baço.
A juíza Melanie Liesenberg cassou a habilitação do réu para dirigir e determinou que ele não pode recorrer em liberdade.
O acidente ocorreu em 31 de março de 2024, na Avenida Salim Farah Maluf, no Tatuapé, zona leste de São Paulo.
O laudo do Instituto de Criminalística afirma que o Porsche chegou a 156 km/h antes da batida e estava a cerca de 136 km/h no momento do impacto.
A via tem limite de 50 km/h.
O carro de luxo atingiu a traseira do Renault Sandero dirigido por Ornaldo, que voltava para casa depois do trabalho.
A vítima morreu em decorrência de traumatismo cranioencefálico.
Marcus Vinícius sofreu ferimentos graves, passou por diversas cirurgias e faz tratamento médico e psicológico.
Ele perdeu o baço.
A denúncia do Ministério Público afirma que Sastre ingeriu álcool em dois estabelecimentos antes de dirigir.
Ele não fez o teste do bafômetro na cena do acidente, porque a mãe dele, Daniela Andrade, o retirou do local sob alegação de que precisava de atendimento médico por causa de um sangramento no nariz.
No segundo dia de julgamento, o empresário admitiu pela primeira vez que havia consumido bebida alcoólica na noite do acidente.
Em depoimentos anteriores, ele havia afirmado que só tinha bebido água.
“Expresso meu arrependimento, minha vergonha, confesso que no dia dos fatos eu ingeri bebida alcoólica”, declarou.
Ele também pediu perdão às vítimas e aos familiares.
“Eu jamais fui indiferente às consequências dos fatos.
Eu sofri muito e ainda sofro todos os dias.
Tenho vergonha e arrependimento todos os dias da minha vida.”
Sastre narrou que estava com a namorada, Giovanna, e combinou de encontrar os amigos Juliana e Marcus Vinícius em um gastrobar.
Segundo ele, o grupo pediu bebidas e aperitivos, e ele tomou dois drinques.
Depois, seguiram para uma casa de pôquer.
Marcus acompanhou Sastre no Porsche.
O acidente ocorreu no trajeto de volta.
Na sentença, a juíza Melanie Liesenberg destacou que o réu ignorou os pedidos dos amigos para que não conduzisse o veículo.
“As advertências desconsideradas e a consequente decisão de prosseguir na condução foram utilizadas como elementos de convencimento acerca da assunção do risco”, escreveu.
A magistrada também afirmou que Sastre voltou a dirigir menos de um mês depois de cumprir suspensão do direito de dirigir imposta por uma anterior disputa de corrida em via pública.
Leia mais: “ Roubos caem 22% em SP e atingem menor índice para setembro em 25 anos ”
A juíza disse ainda que o crime resultou no desamparo da filha adolescente da vítima.
A defesa do empresário informou que vai recorrer da decisão.
O réu está preso desde o julgamento.
O filho de Ornaldo, Lucas Morais da Silva, acompanhou o julgamento e comemorou a sentença.
“Desde o começo, a gente lutou muito, corremos muito atrás disso, desde o início das investigações”, afirmou.
“O sentimento é de que a Justiça foi feita.”
Ele relatou que ele e o irmão iam praticamente todos os dias à delegacia para acompanhar o inquérito.
“É o sentimento de que eu fiz o que pude fazer, o que estava ao meu alcance.
Eu e minha família.
E teve um resultado.”
Lucas contou que não consegue mais trabalhar como motorista de aplicativo desde a morte do pai.
Em depoimento durante o júri, ele disse que era muito próximo do pai e que nunca mais será “100% feliz”.
A família também cobra indenização por danos morais e materiais.
Leia mais: “ El Niño pode ser um dos mais intensos desde 1950, informa boletim ”
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- Agência Brasil · Reportagem
Empresário é condenado a 17 anos por morte de motorista de aplicativo
Trecho consultado na análise
“O empresário Fernando Sastre de Andrade Filho foi condenado nesta quinta-feira (29) a 17 anos, um mês e 10 dias de prisão em regime fechado, pela morte do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, de 52 anos, em 31 de março de 2024.
Além da prisão, ele não poderá dirigir veículos automotores e nem recorrer em liberdade, segundo decisão da Justiça.
De acordo com a acusação, Fernando dirigia um Porsche em alta velocidade e estava embriagado quando bateu na traseira do Renault Sandero dirigido pela vítima.
O laudo do Instituto de Criminalística apontou que o veículo estava a cerca de 136 km/h no momento do impacto, em um trecho da Avenida Salim Farah Maluf, no Tatuapé, onde o limite de velocidade é de 50 km/h.
Durante o julgamento, Sastre admitiu, pela primeira vez, que havia ingerido bebida alcoólica antes de bater no carro de Viana.
Antes, em todos os depoimentos, ele dizia que só tinha bebido água naquela noite.
O empresário afirmou ainda estar arrependido e pediu desculpas à família do motorista.
O julgamento começou na quarta-feira (28), no Fórum Criminal da Barra Funda, na capital paulista.
Foram arroladas no processo 14 testemunhas e 11 foram ouvidas .
Entre as testemunhas estavam a policial militar Daisy Aparecida Cardoso Romão, que liberou Fernando do local do acidente sem que ele fizesse o teste do bafômetro, quando a mãe de Sastre alegou que o levaria para atendimento médico devido a um sangramento no nariz.
Também foram ouvidos amigos do empresário que confirmaram sua embriaguez, o perito criminal Alfredo Vieira das Neves, contratado pela família do empresário e o filho de Viana.”
Encontrou um erro?VerdadeiroO acidente ocorreu em 31 de março de 2024, quando o Porsche de Sastre atingiu o Sandero conduzido por Ornaldo; Marcus, passageiro do Porsche, ficou gravemente ferido.
Esquerda Centro DireitaICL Notícias, Revista Oeste, Agência Brasil
Relatos dos três grupos descrevem a colisão entre os veículos, a morte de Ornaldo e os ferimentos de Marcus.
Ver fontes e trechos (3)
VerdadeiroNo julgamento, Sastre admitiu ter consumido bebida alcoólica antes de dirigir, após ter negado o consumo em depoimentos anteriores.
Esquerda Centro DireitaICL Notícias, CNN Brasil, Revista Oeste, Agência Brasil
Os relatos dos três grupos registram a admissão durante o julgamento e mencionam negativas anteriores.
Ver fontes e trechos (4)
VerdadeiroA perícia apontou cerca de 156 km/h antes da colisão e aproximadamente 136 km/h no momento do impacto.
Esquerda Centro DireitaICL Notícias, Revista Oeste, Agência Brasil
Revista Oeste distingue 156 km/h antes da batida de cerca de 136 km/h no impacto; ICL Notícias e Agência Brasil também relatam esses valores, respectivamente.
Ver fontes e trechos (3)
VerdadeiroA Justiça declarou Sastre inabilitado para dirigir e determinou que ele não poderia recorrer em liberdade.
Esquerda Centro DireitaICL Notícias, Revista Oeste, Agência Brasil
Os relatos dos veículos de esquerda, centro e direita informam as duas determinações judiciais.
Ver fontes e trechos (3)