VerdadeiroAs vendas do varejo alimentar subiram 6,5% de 5 a 11 de outubro e 6,3% de 12 a 18 de outubro, ante as mesmas semanas de 2025, segundo a Abras.
Esquerda Centro DireitaDiário do Centro do Mundo, Veja, ICL Notícias, Agência Brasil, Brasil de Fato, CartaCapital, Revista Fórum
Os percentuais e as comparações anuais são relatados por veículos dos três grupos. As fontes descrevem vendas do varejo alimentar, não uma medida mensal geral do consumo doméstico.
Ver fontes e trechos (7)
- Diário do Centro do Mundo · Reportagem
Efeito Lula: veto às bets coincide com alta de 6,5% nas vendas de supermercados
Trecho consultado na análise
“O veto às apostas virtuais, medida associada ao governo Lula, coincidiu com uma alta de 6,5% nas vendas de supermercados no país entre 5 e 11 de outubro, segundo levantamento da Associação Brasileira de Supermercados (Abras).
A entidade aponta crescimento nas compras de alimentos essenciais, como arroz, óleo, macarrão e café.
A Abras informou que supermercados, atacarejos e mercearias passaram a vender mais depois da publicação da Medida Provisória 1.394/2026, em 25 de setembro.
A associação relaciona o movimento à restrição das bets e à sobra de recursos no orçamento das famílias.
Na primeira semana analisada, a Região Sul e o bloco formado por Minas Gerais, Espírito Santo e interior do Rio de Janeiro registraram os maiores avanços: 10,6% cada um na comparação com o mesmo período de 2025.
O Nordeste cresceu 6,5%, e o interior paulista, 5,6%.
A Grande Rio teve aumento de 4% no período, seguida pelo Centro-Oeste, com 3,6%, e pela Grande São Paulo, com 1,2%.
Os dados abrangem o varejo alimentar em diferentes regiões do país.
Queda nas transferências por Pix ocorreu após restrição às apostas Dados do Banco Central apontaram queda imediata de 10% nas transações por Pix depois da proibição das bets.
O recuo se estabilizou em 7%, movimento que a Abras associa à redução de transferências destinadas a plataformas de apostas.
Entre 12 e 18 de outubro, o varejo alimentar manteve o ritmo de expansão e cresceu 6,3% no país.
O Sul voltou a liderar, com alta de 9%, seguido por Minas Gerais, Espírito Santo e interior do Rio de Janeiro, que avançaram 7,1%.
A Grande Rio registrou crescimento de 6% na segunda semana, enquanto a Grande São Paulo acelerou para 5,5%.
O interior paulista manteve alta de 5,6%; o Nordeste cresceu 4,5%; e o Centro-Oeste, 3,5%.
Bernardo Cavalcanti Freire, consultor jurídico da Associação Nacional de Jogos e Loterias, contestou a ligação direta entre a proibição e o desempenho dos supermercados.
“Transformar uma coincidência de duas semanas em prova de causalidade é estatística de ocasião, não análise econômica”, disse.
Ele citou o mercado de trabalho, restituições do Imposto de Renda, reajustes do Bolsa Família e a devolução de R$ 1,3 bilhão mantido em contas de apostadores como fatores que também podem ter influenciado o consumo.”
- Veja · Reportagem
Veto às bets faz consumo subir 6,5% nos supermercados, diz Abras
Trecho consultado na análise
“O consumo em supermercados, atacarejos e outros formatos do varejo alimentar cresceu nas semanas seguintes à proibição das bets no Brasil, segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras).
Para a entidade, a redução dos gastos com apostas contribuiu para ampliar o orçamento destinado a compras nos supermercados, especialmente de produtos essenciais.Na semana de 5 a 11 de outubro, as vendas do setor avançaram 6,5% em relação ao mesmo período de 2025.
O ritmo permaneceu forte na semana seguinte, de 12 a 18 de outubro, quando houve alta de 6,3%, também na comparação anual.
Entre os itens que se destacaram estão arroz, óleo, macarrão e café.
O resultado foi disseminado pelo país.
Na primeira semana analisada, o Sul e a região que reúne Minas Gerais, Espírito Santo e o interior do Rio de Janeiro tiveram as maiores altas, ambas de 10,6%.
No Nordeste, o avanço foi de 6,5%; no interior de São Paulo, de 5,6%.
Na Grande São Paulo, as vendas cresceram 1,2%.
Na semana de 12 a 18 de outubro, o Sul continuou na liderança, com alta de 9%.
A região de Minas Gerais, Espírito Santo e interior fluminense registrou crescimento de 7,1%, e a Grande Rio, de 6%.
Na Grande São Paulo, a variação passou de 1,2% para 5,5%.
Menos transações por PixA Abras relaciona a expansão das compras à queda nas movimentações por Pix após a publicação da medida provisória que proibiu as apostas de quota fixa.
Dados do Banco Central apontaram redução de 10% no número de transações entre 26 e 28 de setembro, na comparação com a média dos mesmos dias da semana nas quatro semanas anteriores.
A entidade informa que a queda atualmente está em 7%.
Para a associação, a retração nas apostas abre espaço no orçamento das famílias para despesas do dia a dia.
A alta nas vendas de alimentos essenciais é um sinal desse movimento, que pode beneficiar supermercados, atacarejos e outros canais do varejo alimentar.Consumo das famílias já vinha crescendoO avanço das compras em outubro ocorre em um cenário de expansão do consumo nos lares.
Em agosto, o indicador mensal da própria Abras, descontada a inflação, subiu 2,69% ante o mesmo mês de 2025.
No acumulado do ano até agosto, a alta real foi de 2,71%.
Os dados do IBGE também apontaram aumento anual nas vendas de hipermercados e supermercados em agosto: o volume cresceu 0,5% ante o mesmo mês do ano passado.
Na comparação com julho, porém, houve recuo de 0,3%, considerando o ajuste sazonal.Medida retirou plataformas do arA proibição foi estabelecida pela Medida Provisória 1.394, publicada em 25 de setembro.
A regra suspendeu a exploração, a oferta e a publicidade das apostas de quota fixa no país.
Sites e aplicativos de apostas foram retirados do ar a partir de 6 de outubro.
A medida provisória está em vigor e será analisada pelo Congresso.”
- ICL Notícias · Reportagem
Consumo de alimentos cresce após proibição das bets no país, diz Abras
Trecho consultado na análise
“Por Flávia Albuquerque – Agência Brasil
O desempenho do varejo alimentar apresentou alta de 6,5% no Brasil na semana entre os dias 05 a 11 de outubro de 2026, em relação ao mesmo período no ano anterior.
As vendas de alimentos continuaram crescendo na semana seguinte, de 12 a 18 de outubro, com alta de 6,3% em relação ao mesmo período no ano anterior.
Os dados são da Associação Brasileira de Supermercados (Abras).
Segundo estudo realizado pela entidade, as duas semanas analisadas são posteriores à proibição das bets no país, com a publicação da Medida Provisória 1394/2026, no dia 25 de setembro.
A Abras acredita que a decisão vem contribuindo para o aumento do consumo nos lares brasileiros.
“Ao longo das semanas posteriores à MP, observa-se um crescimento no volume no consumo realizado em supermercados, especialmente na cesta de produtos essenciais, como arroz, óleo, macarrão e café.
Este crescimento ocorre em todos os canais do varejo alimentar, abrangendo supermercados, atacarejos, mercearias e demais formatos”, diz a Associação.
Segundo os dados, na primeira semana analisada, os índices de crescimento foram:
Região Sul: 10,6%.
Minas Gerais, Espírito Santo e interior do Rio de Janeiro: 10,6%.
Nordeste: 6,5%.
Interior de São Paulo: 5,6%.
Grande Rio de Janeiro: 4%.
Centro-Oeste: 3,6%.
Grande São Paulo: 1,2%.
Na segunda semana, os índices de crescimento registrados foram:
Região Sul: 9%, Minas Gerais, Espírito Santo e interior do Rio de Janeiro: 7,1% Grande Rio de Janeiro: 6% Interior de São Paulo: 5,6% Grande SP: 5,5%, Nordeste: 4,5% Centro-Oeste: 3,5%.
“Estes números têm forte relação com dados públicos do Banco Central do Brasil que mostram uma redução imediata de 10% no número de transações em PIX no país quando as bets foram proibidas; atualmente, esse número está em 7%”, finaliza a Abras.”
- Agência Brasil · Reportagem
Consumo nos lares acumula alta de 2,70% até setembro, diz Abras
Trecho consultado na análise
“O Consumo nos Lares Brasileiros registrou alta de 2,70% no acumulado de janeiro a setembro, segundo balanço da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), que considera o percentual praticamente estável em relação aos 2,71% acumulados até agosto.
Em setembro houve alta de 0,59% em relação ao mesmo mês de 2025.
Na comparação mensal, houve queda de 1,46%, depois de dois meses de crescimento, sendo 3,01% em julho e 2,21% em agosto.
O levantamento indica que também foram registradas quedas em setembro de 2024 (-1,30%) e de 2025 (-0,94%).
Os dados foram deflacionados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) calculado pelo IBGE e contemplam o desempenho de todos os formatos de supermercados, desde os pequenos, de bairro, até os grandes.
A associação aponta recursos destinados ao Bolsa Família, proibição das bets e isenção de impostos sobre produtos da cesta básica como algumas medidas que estimularam o consumo das famílias.
Segundo o vice-presidente da Abras, Marcio Milan, o consumo mantém trajetória positiva ao longo do ano, mesmo em cenário em que as famílias precisam conciliar o abastecimento dos lares com outros compromissos do orçamento.
“O resultado acumulado até setembro mostra a continuidade desse movimento”, analisa.
Milan destacou que os indicadores do mercado de trabalho seguem favoráveis, fatores positivos para o consumo, com taxa de desocupação em 5,3% no trimestre encerrado em agosto e população ocupada em 103,5 milhões de pessoas, maior contingente da série histórica.
“O rendimento médio real habitual de todos os trabalhos chegou a R$ 3.777, com crescimento de 3,7% em relação ao mesmo período de 2025.
Já a massa de rendimento real habitual atingiu R$ 385,6 bilhões, também recorde da série, com avanço de 4,8% na comparação anual, o equivalente a R$ 17,5 bilhões a mais”, disse.
Milan citou o Bolsa Família, que destinou R$ 13,04 bilhões a cerca de 19,3 milhões de famílias em setembro, e o Conselho da Justiça Federal, que liberou R$ 3,22 bilhões aos Tribunais Regionais Federais para o pagamento de Requisições de Pequeno Valor (RPVs), envolvendo mais de 278 mil beneficiários, além do pagamento de 521,9 mil restituições do Imposto de Renda.
Milan afirmou que uma das conquistas mais relevantes do governo atual foi a isenção de impostos para os produtos da cesta básica, com uma gama maior de itens, incluindo as proteínas (carne, frango, peixe), o que deve ajudar a manter o consumo.
“Por outro lado, existe uma preocupação com relação às novas taxas de impostos que serão divulgadas no início da nova gestão, para que isso não onere o restante dos produtos que compõem a cesta de alimento e de consumo.
Também estamos preocupados com o endividamento das famílias e as medidas do governo com relação a isso.”
O vice-presidente da Abras ressaltou a necessidade da manutenção da proibição das bets, que colaboraram para aumento do consumo.
Segundo dados divulgados esta semana pela entidade, as vendas de alimentos tiveram alta nas semanas posteriores à medida: de 6,5% de 05 a 11/10/2026, e de 6,3% de 12 a 18/10/2026, ambas comparadas com o mesmo período do ano passado.
Milan citou também a aprovação do fim da escala 6X1 e na redução da jornada de trabalho dos funcionários.
“O supermercado teve um papel relevante na época da pandemia por ser uma atividade essencial.
Essas medidas trouxeram uma preocupação porque foi uma legislação para todos os elos da cadeia.
Nosso receio é o de que isso não desorganize o sistema de abastecimento como um todo.””
- Brasil de Fato · Reportagem
Consumo de alimentos cresce após proibição das bets no país, diz Abras
Trecho consultado na análise
“O desempenho do varejo alimentar apresentou alta de 6,5% no Brasil na semana entre os dias 05 a 11 de outubro de 2026, em relação ao mesmo período no ano anterior.
As vendas de alimentos continuaram crescendo na semana seguinte, de 12 a 18 de outubro, com alta de 6,3% em relação ao mesmo período […] Fonte”
- CartaCapital · Reportagem
Brasileiros compram mais alimentos após Lula proibir as bets, aponta Abras
Trecho consultado na análise
“A proibição das bets no País, determinada pelo presidente Lula (PT) em 25 de setembro, começou a surtir efeito direto no prato do brasileiro.
Segundo um levantamento da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o varejo alimentar registrou forte expansão nas semanas seguintes à publicação da medida provisória que baniu as apostas.
Frente a 2025, as vendas do setor cresceram 6,5% entre 5 e 11 de outubro e mantiveram o ritmo na semana de 12 a 18 de outubro, com alta de 6,3%.
Mais comida no carrinho A alta ocorreu em todos os formatos — de hipermercados e atacarejos a mercearias de bairro —, impulsionada principalmente por itens básicos da cesta de alimentos, como arroz, óleo, macarrão e café.
Para a entidade, a mudança nos hábitos de consumo reflete a migração de recursos que antes chegavam às apostas.
Dados do Banco Central corroboram o cenário: as transações via Pix caíram de imediato 10% logo após a proibição e hoje sustentam uma retração de 7%.
*Com informações da Agência Brasil”
- Revista Fórum · Reportagem
Após Lula proibir bets, brasileiros compram mais arroz, óleo e café, diz Abras
Trecho consultado na análise
“Os brasileiros passaram a comprar mais arroz, óleo, macarrão e café nas semanas seguintes à proibição das bets pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Levantamento divulgado pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras) nesta terça-feira (27) aponta crescimento do consumo de alimentos essenciais em todas as regiões analisadas do país.
Entre os dias 5 e 11 de outubro, o varejo alimentar brasileiro registrou alta de 6,5% em relação ao mesmo período de 2025.
Na semana seguinte, de 12 a 18 de outubro, o avanço foi de 6,3%.
Os resultados foram divulgados pela entidade durante a feira Supervendas, realizada em Aracaju, Sergipe.
Segundo a Abras, o crescimento ocorreu principalmente entre os produtos básicos da alimentação das famílias.
A entidade relaciona o movimento à medida provisória assinada por Lula em 25 de setembro, que proibiu as apostas esportivas e os jogos de cassino online no Brasil.
A avaliação do setor supermercadista é que parte dos recursos anteriormente destinados às plataformas de apostas passou a ficar disponível para outras despesas domésticas, especialmente a compra de alimentos.
Consumo cresce até 10,6% em algumas regiões O levantamento mostra que o aumento das compras não ficou restrito a uma determinada região.
Na semana de 5 a 11 de outubro, o Sul apresentou crescimento de 10,6%, mesmo percentual registrado no conjunto formado por Minas Gerais, Espírito Santo e interior do Rio de Janeiro.
O Nordeste teve avanço de 6,5%, enquanto o interior paulista registrou 5,6%.
Na Grande Rio de Janeiro, a alta foi de 4%.
O Centro-Oeste cresceu 3,6%, e a Grande São Paulo, 1,2%.
Na semana seguinte, entre 12 e 18 de outubro, o Sul voltou a liderar, com aumento de 9%.
Minas Gerais, Espírito Santo e interior fluminense registraram 7,1%, seguidos pela Grande Rio, com 6%.
O interior de São Paulo avançou 5,6%, e a Grande São Paulo chegou a 5,5%.
Nordeste e Centro-Oeste apresentaram crescimento de 4,5% e 3,5%, respectivamente.
Os percentuais representam comparações com as mesmas semanas do ano anterior, e não com o período imediatamente anterior à proibição das apostas.
Fim das bets coincide com queda nas transações pelo Pix A Abras também associa o crescimento das compras à redução das movimentações realizadas pelo Pix depois da proibição das apostas.
Dados do Banco Central mostram que o número de transações pelo sistema caiu 10% nos três dias seguintes à publicação da medida provisória.
Entre 26 e 28 de setembro, foram registradas 608,6 milhões de operações, abaixo da média dos mesmos dias das quatro semanas anteriores.
O recuo foi de 11% no sábado, 12% no domingo e 7,4% na segunda-feira.
A entidade supermercadista afirma que a redução posteriormente se estabilizou em aproximadamente 7%.
Para o presidente da Abras, João Galassi, o comportamento das transações financeiras coincide com o aumento das compras de alimentos.
O dirigente afirmou, durante a Supervendas, que a expansão foi identificada em diferentes formatos de comércio, incluindo supermercados, atacarejos e lojas de vizinhança.
A relação direta entre os dois movimentos, entretanto, ainda não está demonstrada.
O Banco Central não atribuiu a redução das transações exclusivamente ao fim das bets, e a divulgação da Abras não apresenta percentuais individuais de crescimento para arroz, óleo, macarrão e café.
O consumo de alimentos já apresentava resultados positivos antes da medida.
Em agosto, por exemplo, o indicador mensal da própria Abras havia registrado crescimento real de 2,69% em relação ao mesmo mês de 2025.
Medida de Lula retirou bets do mercado brasileiro A Medida Provisória 1.394/2026, assinada por Lula em 25 de setembro, proibiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa em todo o território nacional.
A proibição abrange as apostas esportivas e os jogos online, incluindo plataformas sediadas no exterior que atendam usuários brasileiros.
Outras modalidades lotéricas legalmente autorizadas, como a Mega-Sena, não foram atingidas.
Desde a publicação da MP, as empresas ficaram impedidas de receber novos depósitos.
Os sites e aplicativos deveriam deixar de operar a partir de 6 de outubro, enquanto os saldos remanescentes dos apostadores deveriam ser devolvidos conforme o calendário estabelecido pelo governo.
A iniciativa faz parte de um conjunto de medidas adotadas pelo governo Lula para enfrentar o endividamento das famílias e reduzir os problemas sociais e de saúde associados à dependência de apostas.
Como a Revista Fórum já mostrou, Lula vinha defendendo publicamente o encerramento das bets e criticando a retirada de recursos do orçamento das famílias brasileiras pelas plataformas.
A medida provisória continua em vigor, mas ainda depende de aprovação do Congresso Nacional para se transformar definitivamente em lei.
Segundo o sistema oficial de tramitação, o texto aguardava a instalação da comissão mista nesta quarta-feira (28).
Os resultados apresentados pela Abras são os primeiros indicadores setoriais divulgados após a retirada das plataformas autorizadas do mercado.
Embora ainda não permitam calcular quanto da alta do consumo decorre diretamente da proibição, os números apontam crescimento das compras de alimentos justamente nas semanas posteriores à mudança.”
Encontrou um erro?Não verificávelO indicador de consumo nos lares caiu 1,46% em setembro ante agosto, mas subiu 0,59% ante setembro de 2025 e acumulou alta de 2,70% até setembro.
CentroCNN Brasil, Agência Brasil
Os números são apresentados nos dois trechos do Centro, mas não há confirmação de outro grupo nem de imprensa internacional ou checagem no material fornecido.
Ver fontes e trechos (2)
- CNN Brasil · Reportagem
Consumo nos lares recua 1,46% em setembro ante agosto, revela Abras
Trecho consultado na análise
“O consumo nos lares brasileiros recuou 1,46% em setembro na comparação com agosto, segundo a Abras (Associação Brasileira de Supermercados).
Apesar da queda mensal, o indicador ainda mostrou alta de 0,59% ante setembro de 2025.
No acumulado de janeiro a setembro, o avanço é de 2,70%.
Depois das altas de 3,01% em julho e de 2,21% em agosto, o resultado de setembro foi apresentado pela entidade como um movimento de acomodação.
"A retração de setembro não é um movimento isolado deste ano, embora tenha sido mais intensa do que a observada nos dois anos anteriores", afirmou o vice-presidente da Abras, Márcio Milan.
Em setembro de 2024, o consumo havia caído 1,30% ante agosto, enquanto, em igual intervalo de 2025, o recuo foi de 0,94%.
Segundo a Abras, o mercado de trabalho e a renda continuam dando sustentação ao consumo das famílias.
A taxa de desocupação ficou em 5,3% no trimestre encerrado em agosto, enquanto a população ocupada alcançou 103,5 milhões de pessoas, maior contingente da série histórica.
A entidade também destacou que houve reforço de recursos em circulação na economia ao longo de setembro.
Entre eles, estão R$ 13,04 bilhões em transferências do Bolsa Família para 19,3 milhões de famílias, R$ 3,22 bilhões liberados pelo Conselho da Justiça Federal em requisições de pequeno valor e ações judiciais, além de R$ 1,24 bilhão referente ao último lote regular de restituição do Imposto de Renda.
Por outro lado, a retomada da inflação de alimentos voltou a pressionar o orçamento das famílias.
O IPCA subiu 0,82% em setembro, após queda de 0,32% em agosto.
No grupo alimentação e bebidas, a alta foi de 0,83%, depois de três meses consecutivos de recuo.
Na alimentação no domicílio, o avanço foi de 0,96%.
Cesta A cesta Abrasmercado, composta por 35 produtos de largo consumo, subiu 1,08% em setembro ante agosto, interrompendo três meses consecutivos de queda.
Com isso, o valor médio nacional passou de R$ 837,14 para R$ 846,22.
No acumulado do ano, a alta é de 5,73%. https://youtu.be/jU6ydwJYvd0?
si=f29VMF6jGkmb6CBa Entre os destaques de alta no mês estiveram o arroz, com avanço de 4,56%, o óleo de soja, com 1,83%, e o açúcar refinado, com 1,11%.
Em sentido contrário, o feijão caiu 4,02% e o café torrado e moído recuou 1,09%, ambos pela terceira queda mensal consecutiva.
Nos vegetais frescos, as maiores pressões vieram do tomate, com aumento superior a 37%, da batata, com alta de mais de 24%, e da cebola, com avanço de 10,14%.
Já a cesta de 12 produtos básicos apresentou relativa estabilidade em setembro, com leve alta de 0,12% ante agosto.
O valor médio nacional passou de R$ 356,76 para R$ 357,20.
No acumulado de janeiro a setembro, a cesta registra avanço de 4,94%. https://stories.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia-cesta-de-natal-precos-devem-ficar-9-mais-caros-neste-ano-diz-pesquisa-veja-lista/”
VerdadeiroA MP 1.394/2026 foi publicada em 25 de setembro; os sites e aplicativos de apostas deveriam sair do ar a partir de 6 de outubro.
Esquerda DireitaVeja, Revista Fórum
Os trechos dos veículos de direita e esquerda distinguem a publicação da medida, em 25 de setembro, do início da retirada das plataformas do ar, em 6 de outubro.
Ver fontes e trechos (2)
- Veja · Reportagem
Veto às bets faz consumo subir 6,5% nos supermercados, diz Abras
Trecho consultado na análise
“O consumo em supermercados, atacarejos e outros formatos do varejo alimentar cresceu nas semanas seguintes à proibição das bets no Brasil, segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras).
Para a entidade, a redução dos gastos com apostas contribuiu para ampliar o orçamento destinado a compras nos supermercados, especialmente de produtos essenciais.Na semana de 5 a 11 de outubro, as vendas do setor avançaram 6,5% em relação ao mesmo período de 2025.
O ritmo permaneceu forte na semana seguinte, de 12 a 18 de outubro, quando houve alta de 6,3%, também na comparação anual.
Entre os itens que se destacaram estão arroz, óleo, macarrão e café.
O resultado foi disseminado pelo país.
Na primeira semana analisada, o Sul e a região que reúne Minas Gerais, Espírito Santo e o interior do Rio de Janeiro tiveram as maiores altas, ambas de 10,6%.
No Nordeste, o avanço foi de 6,5%; no interior de São Paulo, de 5,6%.
Na Grande São Paulo, as vendas cresceram 1,2%.
Na semana de 12 a 18 de outubro, o Sul continuou na liderança, com alta de 9%.
A região de Minas Gerais, Espírito Santo e interior fluminense registrou crescimento de 7,1%, e a Grande Rio, de 6%.
Na Grande São Paulo, a variação passou de 1,2% para 5,5%.
Menos transações por PixA Abras relaciona a expansão das compras à queda nas movimentações por Pix após a publicação da medida provisória que proibiu as apostas de quota fixa.
Dados do Banco Central apontaram redução de 10% no número de transações entre 26 e 28 de setembro, na comparação com a média dos mesmos dias da semana nas quatro semanas anteriores.
A entidade informa que a queda atualmente está em 7%.
Para a associação, a retração nas apostas abre espaço no orçamento das famílias para despesas do dia a dia.
A alta nas vendas de alimentos essenciais é um sinal desse movimento, que pode beneficiar supermercados, atacarejos e outros canais do varejo alimentar.Consumo das famílias já vinha crescendoO avanço das compras em outubro ocorre em um cenário de expansão do consumo nos lares.
Em agosto, o indicador mensal da própria Abras, descontada a inflação, subiu 2,69% ante o mesmo mês de 2025.
No acumulado do ano até agosto, a alta real foi de 2,71%.
Os dados do IBGE também apontaram aumento anual nas vendas de hipermercados e supermercados em agosto: o volume cresceu 0,5% ante o mesmo mês do ano passado.
Na comparação com julho, porém, houve recuo de 0,3%, considerando o ajuste sazonal.Medida retirou plataformas do arA proibição foi estabelecida pela Medida Provisória 1.394, publicada em 25 de setembro.
A regra suspendeu a exploração, a oferta e a publicidade das apostas de quota fixa no país.
Sites e aplicativos de apostas foram retirados do ar a partir de 6 de outubro.
A medida provisória está em vigor e será analisada pelo Congresso.”
VerdadeiroDados do Banco Central citados nas reportagens indicaram queda de 10% nas transações por Pix após a restrição; a Abras informou que o recuo se estabilizou em 7%.
Esquerda DireitaDiário do Centro do Mundo, Veja, ICL Notícias, CartaCapital, Revista Fórum
Os relatos dos veículos de direita e esquerda apresentam a queda inicial e o patamar posterior de 7%. A associação temporal não demonstra, por si só, que a restrição causou a redução.
Ver fontes e trechos (5)
- Diário do Centro do Mundo · Reportagem
Efeito Lula: veto às bets coincide com alta de 6,5% nas vendas de supermercados
Trecho consultado na análise
“O veto às apostas virtuais, medida associada ao governo Lula, coincidiu com uma alta de 6,5% nas vendas de supermercados no país entre 5 e 11 de outubro, segundo levantamento da Associação Brasileira de Supermercados (Abras).
A entidade aponta crescimento nas compras de alimentos essenciais, como arroz, óleo, macarrão e café.
A Abras informou que supermercados, atacarejos e mercearias passaram a vender mais depois da publicação da Medida Provisória 1.394/2026, em 25 de setembro.
A associação relaciona o movimento à restrição das bets e à sobra de recursos no orçamento das famílias.
Na primeira semana analisada, a Região Sul e o bloco formado por Minas Gerais, Espírito Santo e interior do Rio de Janeiro registraram os maiores avanços: 10,6% cada um na comparação com o mesmo período de 2025.
O Nordeste cresceu 6,5%, e o interior paulista, 5,6%.
A Grande Rio teve aumento de 4% no período, seguida pelo Centro-Oeste, com 3,6%, e pela Grande São Paulo, com 1,2%.
Os dados abrangem o varejo alimentar em diferentes regiões do país.
Queda nas transferências por Pix ocorreu após restrição às apostas Dados do Banco Central apontaram queda imediata de 10% nas transações por Pix depois da proibição das bets.
O recuo se estabilizou em 7%, movimento que a Abras associa à redução de transferências destinadas a plataformas de apostas.
Entre 12 e 18 de outubro, o varejo alimentar manteve o ritmo de expansão e cresceu 6,3% no país.
O Sul voltou a liderar, com alta de 9%, seguido por Minas Gerais, Espírito Santo e interior do Rio de Janeiro, que avançaram 7,1%.
A Grande Rio registrou crescimento de 6% na segunda semana, enquanto a Grande São Paulo acelerou para 5,5%.
O interior paulista manteve alta de 5,6%; o Nordeste cresceu 4,5%; e o Centro-Oeste, 3,5%.
Bernardo Cavalcanti Freire, consultor jurídico da Associação Nacional de Jogos e Loterias, contestou a ligação direta entre a proibição e o desempenho dos supermercados.
“Transformar uma coincidência de duas semanas em prova de causalidade é estatística de ocasião, não análise econômica”, disse.
Ele citou o mercado de trabalho, restituições do Imposto de Renda, reajustes do Bolsa Família e a devolução de R$ 1,3 bilhão mantido em contas de apostadores como fatores que também podem ter influenciado o consumo.”
VerdadeiroA Abras relacionou o crescimento das vendas à restrição das apostas e à possível sobra de recursos das famílias para outras despesas.
Esquerda Centro DireitaDiário do Centro do Mundo, Veja, ICL Notícias, Agência Brasil, CartaCapital, Revista Fórum
Trechos dos três grupos atribuem essa interpretação à Abras. Isso confirma a atribuição, não uma relação causal comprovada.
Ver fontes e trechos (6)
- Diário do Centro do Mundo · Reportagem
Efeito Lula: veto às bets coincide com alta de 6,5% nas vendas de supermercados
Trecho consultado na análise
“O veto às apostas virtuais, medida associada ao governo Lula, coincidiu com uma alta de 6,5% nas vendas de supermercados no país entre 5 e 11 de outubro, segundo levantamento da Associação Brasileira de Supermercados (Abras).
A entidade aponta crescimento nas compras de alimentos essenciais, como arroz, óleo, macarrão e café.
A Abras informou que supermercados, atacarejos e mercearias passaram a vender mais depois da publicação da Medida Provisória 1.394/2026, em 25 de setembro.
A associação relaciona o movimento à restrição das bets e à sobra de recursos no orçamento das famílias.
Na primeira semana analisada, a Região Sul e o bloco formado por Minas Gerais, Espírito Santo e interior do Rio de Janeiro registraram os maiores avanços: 10,6% cada um na comparação com o mesmo período de 2025.
O Nordeste cresceu 6,5%, e o interior paulista, 5,6%.
A Grande Rio teve aumento de 4% no período, seguida pelo Centro-Oeste, com 3,6%, e pela Grande São Paulo, com 1,2%.
Os dados abrangem o varejo alimentar em diferentes regiões do país.
Queda nas transferências por Pix ocorreu após restrição às apostas Dados do Banco Central apontaram queda imediata de 10% nas transações por Pix depois da proibição das bets.
O recuo se estabilizou em 7%, movimento que a Abras associa à redução de transferências destinadas a plataformas de apostas.
Entre 12 e 18 de outubro, o varejo alimentar manteve o ritmo de expansão e cresceu 6,3% no país.
O Sul voltou a liderar, com alta de 9%, seguido por Minas Gerais, Espírito Santo e interior do Rio de Janeiro, que avançaram 7,1%.
A Grande Rio registrou crescimento de 6% na segunda semana, enquanto a Grande São Paulo acelerou para 5,5%.
O interior paulista manteve alta de 5,6%; o Nordeste cresceu 4,5%; e o Centro-Oeste, 3,5%.
Bernardo Cavalcanti Freire, consultor jurídico da Associação Nacional de Jogos e Loterias, contestou a ligação direta entre a proibição e o desempenho dos supermercados.
“Transformar uma coincidência de duas semanas em prova de causalidade é estatística de ocasião, não análise econômica”, disse.
Ele citou o mercado de trabalho, restituições do Imposto de Renda, reajustes do Bolsa Família e a devolução de R$ 1,3 bilhão mantido em contas de apostadores como fatores que também podem ter influenciado o consumo.”