VerdadeiroMbappé comentou um meme que associava seu rosto a Mao Tsé-Tung, descrevendo a figura como “um ditador chinês”.
Esquerda Centro DireitaVeja, Folha de S.Paulo, CNN Brasil, Gazeta do Povo, Poder360
Os relatos descrevem o comentário como uma reação a um meme, e não como uma fala isolada sobre Mao. A formulação citada por Veja e RFI Brasil é “um ditador chinês”.
Ver fontes e trechos (6)
- Veja · Reportagem
China afirma que leva a sério pedido de desculpas de Mbappé
Trecho consultado na análise
“O governo da China afirmou nesta quarta-feira, 28, que leva "a sério" os pedidos de desculpas apresentados pelo jogador Kylian Mbappé por seus comentários sobre o ex-líder Mao Tse-Tung, que provocaram a perda de vários contratos publicitários no país asiático.
O astro francês do futebol se desculpou na terça-feira por ter afirmado que o meme mais engraçado que viu na internet é aquele em que seu rosto aparece sobreposto ao corpo de "um cara qualquer", que ele acredita que era "um ditador chinês", em uma aparente referência a Mao."
Peço desculpas a todas e todos que tenham se sentido ofendidos por minhas palavras.
Não era absolutamente minha intenção.
Tenho profundo respeito pelo povo chinês e por sua história, estou sinceramente arrependido", declarou o jogador na terça-feira em um comunicado em francês, inglês e mandarim.
"Levamos a sério as desculpas apresentadas pela pessoa em questão", declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, em uma entrevista coletiva.Ironizar Mao continua sendo um tabu, meio século após a morte do líder histórico, motivo pelo qual várias marcas chinesas deixaram de patrocinar o atacante francês e a televisão estatal suspendeu as transmissões do campeonato espanhol.O Real Madrid, clube de Mbappé, pediu desculpas nesta quarta-feira.
"O Real Madrid deseja expressar suas desculpas ao povo chinês pelo mal-estar que as recentes palavras de nosso jogador Kylian Mbappé possam ter provocado, afirmou o clube em um comunicado.
LaLiga, o campeonato espanhol de futebol, lamentou na terça-feira o comentário de Mbappé e pediu desculpas a "todos aqueles que tenham se sentido ofendidos".
O vídeo que registrou a brincadeira de Mbappé não podia ser compartilhado ou foi apagado das redes sociais chinesas, que operam sob rígido controle, enquanto a imprensa estatal omitiu qualquer referência a Mao.
Os meios de comunicação do país afirmam que o jogador fez "comentários inadequados sobre a China".
BloqueadoO atleta, no entanto, é alvo de uma avalanche de críticas.
"Os comentários foram ofensivos para a China e para o povo chinês, por isso não podem ser traduzidos", escreveu uma pessoa na plataforma Weibo.A rede social Xiaohongshu, também conhecida como RedNote ou o Instagram chinês, suspendeu a conta de Mbappé, onde ele tem mais de um milhão de seguidores.
O mesmo aconteceu no Weibo, em que um aviso indica que "o usuário foi bloqueado por violar as leis ou o Acordo da Comunidade do Weibo".
Informações da imprensa chinesa indicam que marcas globais como Dior e Hublot removeram seu conteúdo relacionado a Mbappé no Weibo.
Uma busca da AFP nos perfis das duas marcas de luxo na plataforma, usando o nome chinês de Mbappé, não apresentou resultados.Além disso, quando a AFP visitou a principal loja da Adidas no distrito comercial de Sanlitun, em Pequim, havia uniformes do Real Madrid à venda, mas nenhum com o nome do astro francês.
Os produtos de Mbappé, incluindo camisas não oficiais e bonés, continuam disponíveis no gigante do comércio eletrônico Taobao.A imprensa estatal chinesa elogiava Mbappé como uma "sensação do futebol" e um "talento", muito admirado pelos torcedores do país.
Seu rosto aparece em outdoors, em bebidas com eletrólitos e em todas as redes sociais.
Mbappé também é carinhosamente conhecido como "Guigui", que significa "tartaruga" em mandarim, por ser considerado parecido com um personagem do desenho As Tartarugas Ninja.(
Com AFP)”
- Folha de S.Paulo · Reportagem
Mbappé, Real Madrid e LaLiga enfrentam um longo caminho para se redimir na China
Trecho consultado na análise
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Embora Kylian Mbappé , o Real Madrid e a LaLiga espanhola tenham se desculpado pelos comentários do atacante francês sobre Mao Tsé-Tung , os danos à sua reputação na China não serão reparados de forma fácil nem rápida, segundo especialistas.
O capitão da seleção francesa e um dos melhores jogadores de futebol do planeta está no centro de um escândalo após a divulgação, nesta semana, de um vídeo no qual parece zombar do histórico líder do gigante asiático.
Mbappé afirma na gravação que o meme mais engraçado que viu na internet é aquele em que seu rosto aparece sobreposto ao corpo de "um sujeito qualquer", que ele acreditava ser "um ditador chinês".
Mao continua sendo oficialmente venerado como o herói da revolução comunista e fundador da República Popular da China.
Os historiadores o responsabilizam por milhões de mortes, mas zombar dele publicamente é um tabu, por isso os comentários de Mbappé provocaram uma tempestade.
As principais marcas chinesas romperam seus vínculos com o jogador de 27 anos, e as partidas do campeonato espanhol deixarão de ser transmitidas pela emissora estatal CCTV.
A mídia estatal chinesa e os usuários das redes sociais se uniram para criticar duramente Mbappé, embora evitem informar especificamente o que ele disse.
A China é a segunda maior economia do mundo e oferece enormes oportunidades comerciais.
Por isso, em apenas dois dias, o atacante, seu clube —o Real Madrid— e a LaLiga apresentaram pedidos de desculpas.
Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que Pequim levou "a sério" o pedido de desculpas de Mbappé.
Este será o fim do caso?
"De um ponto de vista sereno, objetivo e livre de emoções, este é claramente um incidente muito prejudicial", avaliou Yan Qiang, experiente comentarista esportivo, pois "causa graves danos à imagem da LaLiga e do Real Madrid na China".
"Na era da internet, as coisas viralizam rapidamente nas redes sociais e as emoções se intensificam.
Um pedido de desculpas não significa necessariamente o fim da história.
É melhor um pedido de desculpas do que nenhum, mas definitivamente não é o fim", esclareceu.
A repercussão e as consequências do caso de Mbappé não são um fato isolado.
Várias ligas esportivas estrangeiras ou jogadores já enfrentaram problemas por comentários sobre temas politicamente sensíveis para a China.
O país asiático rompeu completamente suas relações com a NBA em 2019, depois que o então gerente-geral do Houston Rockets, Daryl Morey, publicou no X uma mensagem de apoio aos manifestantes da cidade semiautônoma de Hong Kong .
A liga americana de basquete —esporte que, ao lado do futebol, está entre os mais populares na China— foi retirada da programação da CCTV por mais de um ano.
Debby Chan, professora da Universidade Nacional da Austrália , classificou o caso da NBA —e agora o de Mbappé— como um exemplo do nacionalismo de consumo da China, no qual a opinião nas redes e a imprensa estatal convergem em "uma espiral de indignação".
O futebol espanhol também tem muito a perder.
Uma fonte da LaLiga disse que China e Estados Unidos, juntos, responderam pela "maior parte" dos direitos internacionais de transmissão, estimados em € 748 milhões (R$ 4,5 bilhões) durante a temporada 2024/25.
Segundo o jornal esportivo Marca, próximo ao Real Madrid, o clube espanhol vende entre 10% e 15% de suas camisas e produtos licenciados na China.
O time merengue também conta com empresas do país entre seus principais patrocinadores.
Entre elas, destacam-se a marca de eletrodomésticos Hisense, a empresa de apostas esportivas Kaiyun Sports e a fabricante de pneus Linglong Tire.
Adam Zhang, fundador da Key-Solution Sports Consulting, com sede em Pequim, afirmou que demonstrar um arrependimento rápido e sincero era o primeiro passo.
"Isso influenciará a decisão sobre a manutenção da proibição das transmissões e, em caso afirmativo, por quanto tempo", disse.
O comentarista esportivo Yan questionou se a reputação de Mbappé, cujo rosto estampava bebidas e campanhas publicitárias na China, poderá se recuperar por completo.
"A julgar pelos patrocínios comerciais e pelas grandes campanhas publicitárias das quais participou durante a Copa do Mundo , ele tem uma enorme influência" no gigante asiático, afirmou.
"Se essa influência não puder ser mantida, não será possível falar em interesses comerciais, e a LaLiga e o Real Madrid serão, sem dúvida, muito afetados", acrescentou.
Ele concluiu, no entanto, que é "realmente difícil prever" o que acontecerá: "No curto prazo, certamente não estou otimista (...).
Se quiserem reparar sua imagem e a relação, suas ações e seu comportamento futuros serão fundamentais".
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Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.”
- CNN Brasil · Reportagem
China suspende transmissão de LaLiga no país após fala de Mbappé; entenda
Trecho consultado na análise
“O astro francês Kyllian Mbappé enfrenta uma crise sem precedentes com a China.
Isso porque o atleta recentemente deu entrevista a um podcast do qual ele reagia às brincadeiras que são feitas com ele sobre ser o "ditador".
No meme, Mbappé é retratado como Mao Tsé-Tung, fundador do país asiático.
"Estou sempre usando com os meus amigos (imagem dele como o ditador)", admitiu, entre sorrisos.
A declaração fez com que a China suspendesse as transmissões do Campeonato Espanhol no país.
Real Madrid e Mbappé já pediram desculpas sobre o ocorrido, mas por enquanto não surtiu efeito.
Órgãos estatais chineses, como China Media Grou (CMG), anunciou no dia 26 de outubro, as transmissões de partidas de LaLiga.
A estatal também não aceitou o pedido de desculpas.
Javier Tebas, presidente da liga espanhola se reuniu com embaixador chinês na Espanha e enviou uma carta à CCTV (emissora estatal chinesa).
Ao menos três marcas do país asiático já romperam com o jogador do Real Madrid.
Editorial de jornal estatal O Global Times, periódico do país na língua inglesa, publicou um editorial com o título: "Talento abre portas e o respeito as mantêm abertas".
O jornal ainda disse que "os chineses preferem que ele não repita isso".
"A lição é clara: respeito não é opcional.
Você não lucra com a China desrespeitando o país.
Sem chances", escreveu em outro trecho.
"Ninguém espera que um atleta seja expert sobre a história da China.
Porém, astros internacionais que ganham dinheiro com empresas chinesas deveriam fazer esforços para entender a cultura do país e o mínimo de respeito.
Não é tratamento especial.
É um senso comum básico comercial".
Mbappé e Real Madrid pedem perdão "Durante uma entrevista recente, reagi a uma imagem minha.
O meu comentário foi imprudente e compreendo agora que magoou muitas pessoas na China e nas comunidades chinesas em todo o mundo", disse o atleta em um comunicado oficial.
"Peço desculpa a todos aqueles que as minhas palavras tenham ofendido.
Não era de forma alguma essa a minha intenção.
Tenho um profundo respeito pelo povo chinês e pela sua história, e lamento sinceramente", concluiu.
“O Real Madrid CF gostaria de expressar suas desculpas ao povo chinês por qualquer desconforto causado pelas recentes declarações de nosso jogador Kylian Mbappé”, afirmou o clube em comunicado.
“Nosso clube mantém um profundo respeito pela China, sua história, sua cultura e seus cidadãos, assim como pelos milhões de torcedores chineses que sentem carinho e admiração pelo Real Madrid”, acrescentou a nota. https://stories.cnnbrasil.com.br/esportes/cr7-so-precisa-de-39-segundos-para-pagar-multa-na-selecao/”
- Gazeta do Povo · Reportagem
Marcas chinesas rompem contratos com Mbappé após jogador chamar Mao de ditador
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“Empresas da China estão rompendo contratos de publicidade com Kylian Mbappé, um dos melhores jogadores de futebol da atualidade, porque o craque francês chamou Mao Tsé-Tung, um dos tiranos mais sanguinários do século XX, de... ditador.
O atleta cedeu à pressão chinesa e pediu desculpas pela declaração.
“Meu comentário foi imprudente, e agora compreendo que ele feriu muitas pessoas na China e em comunidades chinesas ao redor do mundo”, disse Mbappé em comunicado.
“Peço desculpas a todos que se sentiram magoados com as minhas palavras.
Essa, de forma alguma, foi a minha intenção.
Tenho profundo respeito pelo povo chinês e por sua história, e lamento sinceramente o ocorrido”, afirmou.
Segundo informações da agência Associated Press, a fabricante de bebidas Dongpeng, a gigante de laticínios Mengniu e a produtora de queijos Milkground anunciaram nesta terça-feira (27), por meio de comunicados com teor semelhante, o encerramento dos contratos com Mbappé, alegando oposição a “quaisquer palavras ou ações que firam o sentimento nacional”.
A rede social chinesa RedNote não está admitindo novos seguidores na conta de Mbappé na plataforma.
A empresa tinha até o final de 2024 uma parceria de conteúdo com o jogador do Real Madrid e agora disse que providenciará a “remoção de materiais promocionais relacionados” e que se opõe a “qualquer conduta que fira o sentimento nacional”.
A emissora estatal chinesa CCTV também suspendeu as transmissões da liga espanhola de futebol e de quaisquer partidas com participação de Mbappé.
Em uma entrevista recente, Mbappé havia sido perguntado sobre qual seria seu meme favorito envolvendo o próprio jogador.
“Um vídeo que alguém fez de um sujeito... acho que era um ditador chinês”, respondeu o atleta, fazendo referência a uma montagem em que seu rosto foi colocado numa imagem de Mao Tsé-Tung.
O jogador é frequentemente alvo de piadas e memes chamando-o de ditador, supostamente por entrar em atrito com outros craques e pedir a saída deles dos times onde atua, como de Neymar, de quem foi companheiro de equipe no Paris Saint-Germain.
Em resposta a uma pergunta sobre o assunto, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, declarou que “palavras e ações que firam os sentimentos do povo chinês encontrarão, naturalmente, oposição conjunta de todos os setores da sociedade chinesa”.”
- Poder360 · Reportagem
Após memes com Mao Tsé-Tung, marcas chinesas rompem com Mbappé
Trecho consultado na análise
“O atacante do Real Madrid Kylian Mbappé perdeu patrocinadores chineses e publicou um pedido de desculpas nesta 3ª feira (27.out.2026) depois de uma onda de críticas na China por ter rido de uma montagem que colocava seu rosto no corpo de Mao Tsé-Tung, líder do país entre 1949 e 1976.
O jogador o chamou de um “ditador chinês”.
Até agora, as empresas que anunciaram o rompimento das relações com o jogador são a Mengniu, maior produtora de laticínios da China, a fabricante de queijos Milkground e a Dongpeng, gigante do setor de bebidas.
As informações são do gE.
O valor dos contratos não foi informado. [shortcode-newsletter] O caso se deu durante uma entrevista do atacante ao programa “The Bridge”, do canal ESN, no YouTube.
Em um quadro de perguntas e respostas rápidas, Mbappé disse que o meme que mais o faz rir é um vídeo com seu rosto no corpo de um "ditador chinês".
Segundo o jornal Global Times, o caso chegou à CCTV (emissora estatal chinesa), que anunciou que vai deixar de transmitir jogos da LaLiga.
O Ministério das Relações Exteriores da China também se manifestou e alertou que todos os que “ferem os sentimentos do povo chinês” enfrentarão oposição no país.
Assista ao vídeo reagido por Mbappé: Ktoś kiedyś stworzył to złoto, a dzisiaj Mbappe traci współprace, bo się mu spodobało arcydzieło https://t.co/cIgfWASdVM — Piotrek (@Stog_3) October 27, 2026 Retratação Em seu perfil oficial no X, Mbappé divulgou um comunicado em inglês, francês e chinês, em que afirmou: “Durante uma entrevista recente, reagi a uma imagem minha.
Meu comentário foi imprudente, e agora compreendo que ele feriu muitas pessoas na China e em comunidades chinesas ao redor do mundo.
Peço desculpas a todos que se sentiram ofendidos pelas minhas palavras.
Essa, de forma alguma, foi a minha intenção.
Tenho profundo respeito pelo povo chinês e por sua história, e sinto muito, sinceramente”.
Leia a íntegra (PDF - 97kB).
A LaLiga também se posicionou.
A entidade expressou que lamenta as críticas sofridas pelo atacante, mas frisou que as declarações foram feitas a título pessoal.
Em nota, a organização afirmou que está em contato com parceiros institucionais na China para tratar da situação: “A LaLiga lamenta profundamente a ofensa que os recentes comentários de Kylian Mbappé causaram entre os torcedores chineses”.
A nota da LaLiga ainda destacou os valores que a organização defende: “O futebol espanhol defende o respeito, a convivência e a união entre pessoas de todas as culturas.
Transmitimos o nosso respeito à China, às suas instituições e ao seu povo, e valorizamos profundamente o apoio dos milhões de torcedores que nos seguem a cada semana.
Reafirmamos o nosso compromisso com uma relação construída ao longo de anos”.
O presidente da LaLiga, Javier Tebas, também falou sobre o caso em seu perfil oficial no X.
Ele publicou um pedido de desculpas ao povo chinês pelas declarações de Mbappé.
Tebas afirmou que a entidade lamenta profundamente o ocorrido e ressaltou os anos de relação de respeito e cooperação com a China.
“Não podemos permitir que uma atitude individual comprometa essa relação nem prejudique os mais de 20 clubes de nossas competições profissionais e milhões de torcedores chineses”.
O presidente acrescentou que a LaLiga já tomou medidas e trabalha diretamente com parceiros no país para superar a crise e preservar os laços construídos ao longo dos anos.
Eis a nota completa da LaLiga: “A LALIGA lamenta profundamente a ofensa que os recentes comentários de Kylian Mbappé causaram entre os torcedores chineses.
Esses comentários foram feitos a título pessoal e não representam a LALIGA.
No âmbito da nossa responsabilidade institucional, pedimos desculpas em nome da LALIGA e de todos os seus clubes.
“Respeito, convivência e união entre pessoas de todas as culturas são valores fundamentais do futebol espanhol.
Guiados por esses princípios, reafirmamos nosso respeito pela China, suas instituições e seu povo, assim como nosso compromisso com os milhões de torcedores que nos acompanham todas as semanas.
“Javier Tebas, presidente da LALIGA, declarou: ‘Gostaria de pedir desculpas pessoalmente aos torcedores chineses pela ofensa causada.
Tenho profundo respeito pela China, suas instituições e seu povo, e valorizo a confiança com que, por tantos anos, eles apoiaram o nosso futebol.
Como presidente da LALIGA, assumo a responsabilidade de trabalhar com nossos clubes e jogadores para fortalecer a conscientização e o respeito pelas diferentes culturas.
Queremos cultivar esse relacionamento por meio de ações e implementaremos medidas concretas para ajudar a garantir que situações como essa não se repitam'.
Este compromisso se concretizará em um protocolo de conscientização e comunicação que desenvolveremos em conjunto com os clubes e jogadores.
Sua implementação complementará o trabalho que já estamos realizando com nossos parceiros e contrapartes institucionais na China para lidar com a situação”.”
- RFI Brasil · Imprensa internacional
Após Mbappé, Real Madrid também pede desculpas à China por polêmica envolvendo o astro francês
Trecho consultado na análise
“O Real Madrid pediu desculpas à China, nesta quarta-feira (28), por comentários feitos por Kylian Mbappé sobre o ex-líder chinês Mao Tsé-Tung.
As declarações resultaram na perda de parcerias com várias marcas do país e na suspensão da transmissão dos jogos do Campeonato Espanhol pela televisão estatal chinesa.
Publicado em: 28/10/2026 - 18:08
O capitão da seleção francesa, que possui grande visibilidade na China, foi criticado por se referir a Mao Tsé-Tung como “ditador” no podcast “The Bridge”, de Aurélien Tchouaméni, seu companheiro de equipe no Real Madrid e na seleção francesa.
A declaração polêmica foi dita no momento em que os dois conversavam sobre memes envolvendo Mbappé.
O astro dos merengues conta que aquele que mais o fez rir é um que associa sua imagem à de um homem que ele descreve como "um ditador chinês", em referência a montagens que inserem o rosto do jogador em fotos de Mao Tsé-Tung.
O trecho chegou a ser removido posteriormente do podcast, mas o corte com a declaração já havia viralizado nas redes sociais, inclusive nas chinesas.
Diante da repercussão negativa, o Real Madrid divulgou um comunicado apresentando "suas desculpas ao povo chinês pelo desconforto" causado pelas declarações, reiterando seu "respeito pela China (...) bem como pelos milhões de torcedores chineses" do clube espanhol.
No dia anterior, Kylian Mbappé já havia se desculpado por meio de um comunicado divulgado em francês, inglês e mandarim.
"Levamos a sério as desculpas apresentadas pela pessoa em questão", declarou, nesta quarta-feira, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, durante uma coletiva de imprensa.
Mao Tsé-Tung é uma figura central na história chinesa , sempre descrito oficialmente como um herói, apesar de capítulos muito sombrios e dos milhões de mortes que historiadores associam ao seu exercício do poder.
A polêmica teve consequências contratuais para Mbappé, bem como para o futebol espanhol, onde ele atua.
Na terça-feira (27), três grandes empresas chinesas anunciaram, o rompimento de sua cooperação com a estrela do Real Madrid, e a televisão estatal suspendeu a transmissão dos jogos do campeonato espanhol.
As declarações iniciais de Kylian Mbappé não foram publicadas — ou foram removidas — nas redes sociais chinesas, que estão sujeitas a uma vigilância rigorosa.
Os meios de comunicação estatais também omitem qualquer referência a Mao Tsé-Tung, relatando apenas que o jogador de futebol fez "comentários inadequados sobre a China".
Ainda assim, as críticas continuaram a viralizar nas plataformas chinesas, incluindo comentários racistas que comparavam o jogador a "um chimpanzé de músculos poderosos, mas de mente simples".
"Suas palavras foram ofensivas para a China e para o povo chinês; por isso, não podem ser traduzidas", escreveu um usuário na rede social Weibo.
Agora, é impossível seguir as contas da estrela do Real Madrid nas plataformas Weibo e Xiaohongshu (também conhecida como "RedNote"), nas quais ele reúne, ao todo, mais de dois milhões de seguidores.
Além das redes sociais, o nome de Mbappé também está desaparecendo das lojas.
Na principal loja da Adidas na capital chinesa, jornalistas da AFP viram camisas do Real Madrid à venda, mas nenhuma delas com o nome de Mbappé.
Por outro lado, ainda é possível encontrar produtos não oficiais com a imagem do jogador no aplicativo Taobao.
Kylian Mbappé é extremamente popular na China.
Ele é, inclusive, carinhosamente apelidado de " Guigui " ("tartaruga"), devido à sua aparição em um antigo meme envolvendo as Tartarugas Ninja.
RFI com agências
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Encontrou um erro?VerdadeiroMbappé pediu desculpas por seu comentário e declarou respeito pelo povo chinês e por sua história.
Centro DireitaVeja, CNN Brasil, Gazeta do Povo, Poder360
Os relatos reproduzem o pedido de desculpas e a declaração de respeito publicados pelo jogador em 27 de outubro.
Ver fontes e trechos (4)
VerdadeiroDongpeng, Mengniu e Milkground anunciaram o encerramento de contratos ou parcerias com Mbappé.
Centro DireitaGazeta do Povo, Poder360
Gazeta do Povo e Poder360 identificam as três empresas e relatam o rompimento de suas relações comerciais com o jogador.
Ver fontes e trechos (2)
VerdadeiroA emissora estatal chinesa anunciou a suspensão das transmissões de partidas da LaLiga na China.
Centro DireitaCNN Brasil, Gazeta do Povo, Poder360
Os relatos dos veículos de direita e centro registram a suspensão ou o anúncio de que as partidas deixariam de ser transmitidas. CNN Brasil atribui o anúncio ao CMG; Gazeta do Povo e Poder360 mencionam a CCTV.
Ver fontes e trechos (4)
- Folha de S.Paulo · Reportagem
Mbappé, Real Madrid e LaLiga enfrentam um longo caminho para se redimir na China
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Embora Kylian Mbappé , o Real Madrid e a LaLiga espanhola tenham se desculpado pelos comentários do atacante francês sobre Mao Tsé-Tung , os danos à sua reputação na China não serão reparados de forma fácil nem rápida, segundo especialistas.
O capitão da seleção francesa e um dos melhores jogadores de futebol do planeta está no centro de um escândalo após a divulgação, nesta semana, de um vídeo no qual parece zombar do histórico líder do gigante asiático.
Mbappé afirma na gravação que o meme mais engraçado que viu na internet é aquele em que seu rosto aparece sobreposto ao corpo de "um sujeito qualquer", que ele acreditava ser "um ditador chinês".
Mao continua sendo oficialmente venerado como o herói da revolução comunista e fundador da República Popular da China.
Os historiadores o responsabilizam por milhões de mortes, mas zombar dele publicamente é um tabu, por isso os comentários de Mbappé provocaram uma tempestade.
As principais marcas chinesas romperam seus vínculos com o jogador de 27 anos, e as partidas do campeonato espanhol deixarão de ser transmitidas pela emissora estatal CCTV.
A mídia estatal chinesa e os usuários das redes sociais se uniram para criticar duramente Mbappé, embora evitem informar especificamente o que ele disse.
A China é a segunda maior economia do mundo e oferece enormes oportunidades comerciais.
Por isso, em apenas dois dias, o atacante, seu clube —o Real Madrid— e a LaLiga apresentaram pedidos de desculpas.
Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que Pequim levou "a sério" o pedido de desculpas de Mbappé.
Este será o fim do caso?
"De um ponto de vista sereno, objetivo e livre de emoções, este é claramente um incidente muito prejudicial", avaliou Yan Qiang, experiente comentarista esportivo, pois "causa graves danos à imagem da LaLiga e do Real Madrid na China".
"Na era da internet, as coisas viralizam rapidamente nas redes sociais e as emoções se intensificam.
Um pedido de desculpas não significa necessariamente o fim da história.
É melhor um pedido de desculpas do que nenhum, mas definitivamente não é o fim", esclareceu.
A repercussão e as consequências do caso de Mbappé não são um fato isolado.
Várias ligas esportivas estrangeiras ou jogadores já enfrentaram problemas por comentários sobre temas politicamente sensíveis para a China.
O país asiático rompeu completamente suas relações com a NBA em 2019, depois que o então gerente-geral do Houston Rockets, Daryl Morey, publicou no X uma mensagem de apoio aos manifestantes da cidade semiautônoma de Hong Kong .
A liga americana de basquete —esporte que, ao lado do futebol, está entre os mais populares na China— foi retirada da programação da CCTV por mais de um ano.
Debby Chan, professora da Universidade Nacional da Austrália , classificou o caso da NBA —e agora o de Mbappé— como um exemplo do nacionalismo de consumo da China, no qual a opinião nas redes e a imprensa estatal convergem em "uma espiral de indignação".
O futebol espanhol também tem muito a perder.
Uma fonte da LaLiga disse que China e Estados Unidos, juntos, responderam pela "maior parte" dos direitos internacionais de transmissão, estimados em € 748 milhões (R$ 4,5 bilhões) durante a temporada 2024/25.
Segundo o jornal esportivo Marca, próximo ao Real Madrid, o clube espanhol vende entre 10% e 15% de suas camisas e produtos licenciados na China.
O time merengue também conta com empresas do país entre seus principais patrocinadores.
Entre elas, destacam-se a marca de eletrodomésticos Hisense, a empresa de apostas esportivas Kaiyun Sports e a fabricante de pneus Linglong Tire.
Adam Zhang, fundador da Key-Solution Sports Consulting, com sede em Pequim, afirmou que demonstrar um arrependimento rápido e sincero era o primeiro passo.
"Isso influenciará a decisão sobre a manutenção da proibição das transmissões e, em caso afirmativo, por quanto tempo", disse.
O comentarista esportivo Yan questionou se a reputação de Mbappé, cujo rosto estampava bebidas e campanhas publicitárias na China, poderá se recuperar por completo.
"A julgar pelos patrocínios comerciais e pelas grandes campanhas publicitárias das quais participou durante a Copa do Mundo , ele tem uma enorme influência" no gigante asiático, afirmou.
"Se essa influência não puder ser mantida, não será possível falar em interesses comerciais, e a LaLiga e o Real Madrid serão, sem dúvida, muito afetados", acrescentou.
Ele concluiu, no entanto, que é "realmente difícil prever" o que acontecerá: "No curto prazo, certamente não estou otimista (...).
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VerdadeiroO Real Madrid pediu desculpas ao povo chinês pelas declarações de Mbappé.
Centro DireitaVeja, CNN Brasil
Veja e CNN Brasil reproduzem o pedido de desculpas do clube; RFI Brasil também relata sua publicação em 28 de outubro.
Ver fontes e trechos (3)
VerdadeiroA LaLiga pediu desculpas à China pelas declarações de Mbappé.
Centro DireitaVeja, Poder360
Veja relata que a liga lamentou o comentário e pediu desculpas a quem se sentiu ofendido; Poder360 reproduz o pedido institucional de desculpas.
Ver fontes e trechos (2)
VerdadeiroO porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que o país levava a sério o pedido de desculpas de Mbappé.
Esquerda DireitaVeja, Folha de S.Paulo
Veja e Folha de S.Paulo atribuem essa declaração ao porta-voz Guo Jiakun; RFI Brasil também a relata.
Ver fontes e trechos (3)
VerdadeiroA Sanrio pediu desculpas e encerrou sua colaboração com a série japonesa Vivant após críticas na China.
Esquerda CentroCartaCapital, O Globo
Os veículos de esquerda e centro relatam o pedido de desculpas e o encerramento da colaboração, associando a decisão à polêmica em torno da série.
Ver fontes e trechos (2)